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EU VOU ATÉ O FIM!

Eu sempre soube o que eu queria ser quando crescer. Sempre brinquei de desenhar plantas para as minhas bonecas. Imaginava como seriam as suas casas. Sempre amei tudo que era relacionado ao mundo da arquitetura. Ou melhor… Quase sempre. Eu não estava aguentando toda aquela pressão que vinha tomado conta de mim. Precisava entregar um projeto de um restaurante. O problema era que o professor não aceitava NENHUM dos meus projetos. NUNCA estava bom o suficiente!

O outro problema que aterrorizava a minha vida acadêmica era que eu não sabia qual curso escolher, caso abandonasse a arquitetura. Eu sempre quis ser arquiteta e não me via fazendo nada diferente. Mas quando essa crise de que eu não era boa em nada que eu faço me pegava, eu não sabia o que fazer. Aliás, saber eu sabia. Queria fugir!

TAL QUÍMICA – SÓ AGRADECE – CAP. 04

Pisando descalço, nesse chão molhado, deito do teu lado para relaxar
Fazendo fogueira, sem eira nem beira, deitado na esteira, vendo o luar.
Pego meu violão, canto uma canção que já fez maluco se por a dançar
Aquele doce,que derrete a mente no desembaraço desse meu cantar.
Aquela morena de saia pequena com seus olhos grandes parece voar.
Hoje na Natureza não importa a feira, é dia de doideira e não de trabalhar.
(Pisando descalço, Maneva)

O SORRISO MAIS DOCE – YARA PRADO

o-sorriso-mais-doce-yara-prado-blog-qualquer-coisa-vira-lata-resenhaOlá, Vira latas, essa é a minha última resenha do ano de 2016, sem dúvidas, um dos anos que eu mais li. Não comprei muitos livros físicos, mas virei à louca dos ebooks da Amazon. Sendo assim, resolvi resenhar para vocês um livro que li tem algumas (muitas semanas), mas que precisa ser compartilhado com o mundo. Refiro-me ao livro O sorriso Mais Doce, da escritora Yara Prado.

Sou completamente viciada em comprar livros na Amazon! Adoro conhecer novos escritores. Mas confesso (já até comentei com vocês) que muitas vezes fico cansada de ler as mesmas coisas. Não que seja ruim, mas falta o tempero de cada escritor, entendem? Certo dia eu estava olhando as novidades da Amazon e vi esse livro da Yara. Lembro-me de ler um comentário que dizia que se você procurava por um romance aquele livro não tinha esse tema como foco. O tema era o amor entre uma mãe e seu filho. Se vocês pensaram que eu comprei imediatamente, acertaram.

AQUELE SORRISO ME CONQUISTOU

Hoje, apesar de ter sido um dia extremamente cansativo, precisei parar um pouco para escrever algumas palavras sobre você. No meio de toda essa mudança, que me encontro, me vi olhando fixamente a sua foto, mais precisamente para o seu sorriso que me conquistou.

Lembro-me como se fosse ontem, eu chegando para o primeiro dia de aula do primeiro ano do ensino médio. Cidade nova, escola nova. Meu Deus, eu apenas queria me tornar invisível. Fiquei apenas reparando em cada aluno que entrava. Todos tinham os seus grupinhos, suas piadas internas. Afinal de contas, o que eu esperava, aquela escola ia do fundamental I até o ensino médio. Todos era uma família.

A MENINA DOS OLHOS MOLHADOS – MARINA CARVALHO

“…De um jeito insuportavelmente desconcertante, concluo que aqueles saltos famigerados não representam um perigo apenas para a dona deles. São capazes de tirar também um homem focado do sério”. (Pg. 42)

Olá, Vira Latas! Preparem-se para a resenha mais rápida que eu já escrevi nos últimos tempos. Tudo é extremamente intenso, desde o inicio da leitura até a escrita dessa resenha. Resumindo, tudo ocorreu em menos de vinte e quatro horas. Tenho até medo de não conseguir escrever tudo aquilo que eu quero. Mas juro que vou tentar.

TAL QUÍMICA – CAP. 12 – SAMILA BEZERRA

tal químicaDiga quem você é, me diga
Me fale sobre a sua estrada
Me conte sobre a sua vida
Tira a máscara que cobre o seu rosto
Se mostre e eu descubro se eu gosto
Do seu verdadeiro jeito de ser
Ninguém merece ser só mais um bonitinho
Nem transparecer, consciente, inconsequente
Sem se preocupar em ser adulto ou criança
O importante é ser você
(Máscara-Pitty)

Sabe quando você faz um curso na faculdade ou pensa em fazer, e mesmo sem estar formado a sua família e amigos próximos começam a dizer que você fará algo relacionado à sua especialidade para eles? Meio confuso isso, né? Exemplos: você é um estudante de nutrição, gente, não importa em qual período você estará sempre terá um parente pedindo uma receita para emagrecer. E se você faz direito, em algum momento da vida alguém vai pedir ajuda quando precisar resolver algo jurídico. Arquitetura não é diferente. Já ajudei muitas pessoas da minha família a fazer lembrancinha ou até mesmo painéis de aniversários. O fato de fazer arquitetura faz os outros pensar que nós somos excelentes com trabalhos manuais, mas nem sempre isso é verdade. Até mini projeto para casas eu já fiz. Confesso que estava bastante animada para projetar uma cozinha para a minha avó. Mas agora o assunto era bem diferente. A minha tia pediu para que eu fizesse um projeto de um closet para uma amiga dela. Gente, eu estou longe de me formar, além do mais, a cada minuto que passa eu fico lotada de trabalhos acadêmicos.  Mesmo sem querer eu acabei aceitando o desafio. Mas se eu soubesse que daria tanto trabalho teria desistido.

A Débora, a dona do futuro closet, era apaixonada por tudo que via nas revistas e nos perfis do Instagram relacionados à decoração. Acredita que ela veio me dizer que queria armários que cobrissem todas as paredes, além de uma ilha no meio do local. Ah! Tudo tinha que ser dourado e com muito glitter. Até aí tudo bem, mas não seria possível realizar tudo isso por alguns motivos. Primeiro: o espaço que seria o futuro closet tinha apenas 4 metros quadrados, eu tinha quase certeza que uma ilha seria algo impossível naquele espaço. Segundo: dourado com glitter? Eu tenho total consciência que é o cliente quem manda. Mas já imaginou daqui a algum tempo a Débora começa a se enjoar de tudo? Vai dizer que a culpa foi minha. Caberia a mim, fazer um projeto bacana, com o dourado que ela gostava, mas que não ficasse muito brega. Ah! É claro que eu iria cobrar pelo projeto, não muito, mas precisava ganhar algo com aquilo. Afinal de contas estava quebrando a cabeça para poder realizar o sonho da Débora de ter um closet.

Passei a madrugada inteira tentando fazer o projeto da Débora e acabei acordando tarde. Eu me arrumei em tempo recorde, mas precisamente em TRINTA minutos, durante esse tempo tomei banho, escovei os dentes e troquei de roupa, falando em roupa, não tive tempo nem de fazer uma combinação bacana como eu estava acostumada a fazer nos últimos tempos. Mas hoje foi diferente, coloquei um vestido longo florido com uma rasteirinha dourada. Para cobrir as minhas olheiras nada melhor do que uns óculos de sol. Até que não ficou ruim. Viva ao estilo Boho Chic.

Para vocês terem noção de como eu estava atrasada, o meu irmão me deu uma carona, o que era um milagre. Ele detestava pegar a rota que era caminho para a faculdade, mas acho que ter mais dois filhos amoleceu o seu coração hoje.

Graças a Deus as aulas passaram voando, eu estava sentada na lanchonete ora comendo um sanduíche ora lendo o livro, Elena a filha da princesa da escritora Marina Carvalho. Estava tudo movimentado, a galera conversava até que surgiu dois rostinhos super conhecidos, Marcela e Vic, que pareciam estar super empolgadas com a conversa. Pelo menos posso garantir que a Marcelinha estava.

As duas puxaram cadeiras e sentaram, elas traziam dois panfletos informando que haveria uma feira de tatuagem. Taí, uma coisa que eu sempre tive vontade de fazer, mas acabava arrumando uma desculpa. Marcela ficou bastante animada, ela queria fazer pássaros negros perto do ombro.

-Isa, vamos vai ser incrível!

-Você vai fazer a tatoo, né?

-Sim. –Ela estava feliz da vida. –Você também, né?

-Não sei Marcelinha. –Eu falei. –Não conheço o trabalho dos caras.

-Eles vão arrebentar. Eles são fodas.

-Quem são fodas? –Disse Cecília acompanhada de Vinícius, um pouco atrás estava o Bernardo que tinha sido abordado pela Jéssica, uma estudante de engenharia que adorava ser cortejada pelo público masculino.

-Os tatuadores que vão nesse evento. Você também vai com a gente, né Cecília?

-Vocês vão se tatuar? –Perguntou Vinícius.

-Sim. Disse Marcela.

-Não. –Eu falei. Nesse momento Bernardo puxou uma cadeira e sentou ao meu lado, virou para mim e perguntou:

-Você não tem coragem, Isa?

-Eu tenho, mas eu não conheço o trabalho deles.

-Entendo. Eu só fiz as minhas tatuagens com um cara que eu conheço e confio bastante. Se vocês quiserem eu posso leva-las lá.

-Valeu Bernardo, mas eu não quero esperar.

-E você, Isa? –Ele perguntou enquanto folheava o meu livro que estava na mesa.

-Não sei, Bê.

Conversávamos sobre as tatuagens que queríamos fazer. Cecília e Vic não tinham coragem de fazer. Vinícius queria uma tribal na perna, já Bernardo sonhava em fechar o braço. Assim como nós, a galera de engenharia estava lotada de provas para fazer. Uma delas ocorreria em uma semana. Sendo assim, já saberíamos o motivo do sumiço da Cecília, não sei nem se ela iria conosco comemorar o aniversário da Vic. Minha amiga sempre foi assim, poderia tirar um seis em português (apesar de que ela só faltava morrer quando isso acontecia). Agora, não ficar com média dez em matemática, isso não podia. Minha amiga sofria horrores para gabaritar a prova. Eu gostava de cálculo, mas o que a Cecília sentia era amor.

Eu admirava muito a minha amiga, ela passava várias noites em claro estudando para as provas, e o seu esforço fez com que ela passasse de primeira em todas as matérias de cálculo que ela tinha pagado até agora. Já eu sempre fui muito insegura, quando fazíamos prova em dupla sempre sobrava para a Cecília pegar o resultado.

-Planeta terra chamando. –Disse Bernardo em meu ouvido.

Eu sorri. –E você, Bê, já começou a estudar para as provas?

Vinícius começou a rir. –E ele estuda? Parece mais que tem um computador na cabeça. O cara é fera!

-Fazer o que. –Bernardo deu um sorriso torto. –Mas eu vou estudar um pouco hoje.

-Bernardo eu tenho raiva de você. –Disse Cecília.

-Só você? –Brincou Vic.

Quando olhei no relógio vi que mais uma vez naquele dia eu estava atrasada. Precisava imediatamente ir à casa do Gael, ele e a Alice iriam me ajudar com o projeto closet.

-Gente, preciso ir. –Levantei para abraçar cada um deles.

-Você terminou o projeto do closet? –Perguntou Cecília.

-Vou ver se faço isso agora com o Gael e a Alice.

-Boa sorte, arquiteta. –Disse Bernardo enquanto me abraçava.

-Ainda estou longe de ser. –Eu sorri.

-Beijos. –Eu falei para todos.

Fui correndo para a casa do Gael, como disse, ele e Alice me ajudariam com o projeto closet. Eu estava tão apressada que nem passei em casa. Sério, eu não via a hora de terminar logo tudo aquilo. Assim que cheguei a casa dele, Alice não perdeu tempo e começou a analisar. Todos nós estávamos cheios de trabalho para fazer, ela estava sendo uma fofa em ceder um pouco do seu tempo para me ajudar.

-Isa, eu gostei desse projeto, você respeitou as necessidades do cliente. –O projeto que eu tinha desenvolvido para Débora consistia em dois armários opostos, em frente à porta ficaria um penteadeira onde ela se maquiaria, além disso, o local continuaria recebendo iluminação já que teria uma linda janela de correr na mesma parede da penteadeira. Como eu sabia que ela queria cores fiz todos os armários na cor branca, mas por cima eles receberiam adesivos em formato de bolinhas, eles seriam dourados. Não sei se ela gostaria, mas no meu projeto fiz a sugestão de colocar um lustre de teto lindo.

-Que bom que você gostou Alice.

-Deixa eu ver. –Gael pegou o projeto e começou a analisar.

Ele analisava detalhe por detalhe até que o meu celular resolveu dar sinal de vida. Adivinhe quem era!

(Bernardo) Está fazendo o que?

(Eu) Projetos

(Bernardo) A tatoo é um deles?

(Eu) Não seu bobo, quer dizer, não agora.

(Bernardo) Eu sei que você não está fazendo a tatoo. Está trabalhando no closet ainda né?

(Eu) Estou sim. Por que da mensagem então?

(Bernardo) Estava com saudades de conversar com a minha menina linda.

(Eu)  🙂

(Bernardo) Vou deixar você trabalhar. Se cuida. Beijos menina linda.

(Eu) Você também menino lindo. Bjs.

Eu estava tão envolvida com as mensagens que nem percebi quando o Gael começou a falar. Só notei depois que ele me cutucou e disse algo que eu não queria ouvir.

-Isa, o seu projeto está uma porcaria.

Oi? Eu passei um bom tempo planejando tudo aquilo, para agora ele chegar e dizer isso. –Por que Gael?

-Agora você escuta? –Ele falou. –Ele está ótimo. Eu falei isso várias vezes, mas você não desgruda desse celular.

-Vai ver ela está falando com o namorado. –Disse Alice.

-O Bê não é meu namorado. –Eu falei rapidamente.

-Eu sabia que era o Bernardo. –Disse o Gael.

-Mas vocês ficaram na festa. –Alice falou.

-Eu não acredito que a Marcela e a Cecília falaram para vocês. –Eu fiquei um pouco irritada.

-Não foram elas, e sim a Jéssica que viu vocês se beijando perto da piscina. –Alice contou. Então era por isso que aquela garota estava tão estranha comigo, não que ela fosse minha amiga, nunca fomos, mas ela estava distante, mas ao mesmo tempo ficava nos rondando.

-Mas é bom saber que a minha amiga não confia em mim. –Alice estava chateada.

-Nem em mim. –Gael também estava muito chateado.

-Ei, eu confio nos dois. Só a Marcela sabia, e depois eu contei para a Cecília porque ela desconfiou e me perguntou, só isso.

-E por que você não contou para a gente? –Gael queria saber.

-Porque a gente só ficou uma vez, isso não aconteceu de novo. O Bernardo é só meu amigo.

Achei que aquele assunto estava encerrado, sentei no sofá para guardar a cópia do projeto, estojo e celular na bolsa, quando o Gael veio atrás de mim. Tenho certeza que para o meu amigo a conversa estava apenas no início.

-Isabelle, sinto muito, mas o Bernardo não te ver com amiga nem aqui nem na China. Tenha santa paciência. Vocês ficaram e age o tempo todo como se fossem namorados. –Ele disparou.

-Não agimos não. –Eu rebati.

-Porra, Isa. É claro que agem. Qual o problema de assumir que vocês se gostam. Tanto na pizzaria como na praia vocês agiam como um casal apaixonado.

-Gael, eu já falei, o Bernardo é só meu amigo. –Eu duvidava das minhas próprias palavras.

-Eu também sou e você nunca agiu comigo daquela forma, nem mesmo com o Oscar que foi seu namorado.

-Então é isso, você está com ciúmes. –Eu falei.

-Claro que não Isabelle. Porra! –Ele passou a mão pelos cabelos do jeito que fazia quando estava bravo. –Só não quero que você sofra. Porque quando esse menino arranjar uma namorada, essa amizade colorida vai acabar rapidinho.

Eu encarei o Gael por aproximadamente dez segundo. Ok, ele queria o meu bem, mas o que eu menos queria agora na minha vida era que alguém falasse para eu ter cuidado com uma amizade principalmente quando ela estava me fazendo tão bem. Peguei a minha bolsa e me levantei.

-Muito obrigada aos dois por terem analisado o meu projeto. Tenham uma boa tarde!

Eu estava quase na porta quando Alice falou:

-Isa, não fica assim, a gente só quer o seu bem.

-Deixa ela. A Isa sabe o que faz. –Eu notei a mágoa na voz do Gael.

Eu sai antes que eles percebesse que eu estava chorando. Caramba, por que o Gael falou aquelas coisas? Se a minha amizade com o Bê estava uma bagunça, tudo bem, era a nossa bagunça. Eu estava amando ser só a amiga dele. Mas não poderia negar que se visse o Bê com alguma namorada nossa relação não seria mais a mesma. Apesar de ter falado várias coisas que me chatearam, eu tinha plena noção que o Gael estava certo.

DICA DE LIVROS PARA O DIA DOS NAMORADOS

Olá, Vira Latas. Dia 12 de junho é daqui a pouco. Por isso eu, um maravilhoso cupido hahaha, resolvi ajudar vocês a deixarem seus/suas namorados/as felizinhos/as. Fiz uma seleção de 05 romances maravilhosos. Agora vocês não têm desculpas para dizer que não comprou por falta de tempo ou por não encontrar nada legal. E o melhor de tudo: estão baratinhooos! Enfim, como diria minha amiga: #apostesemprenoamor 

COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ – JOJO MOYES

índice

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

Como eu era antes de você é uma história de amor e uma história de família, mas acima de tudo é uma história sobre a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

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O AMOR NOS TEMPOS DE OURO – MARINA CARVALHO

terra-desabitada-blogCécile Lavigne é uma franco-portuguesa que veio ao Brasil consolidar um casamento arranjado com um aristocrata de Minas Gerais, dono de terras e de escravos, bem mais velho do que ela, e por quem ela sente profundo desprezo. Enquanto lida com o turbilhão de sentimentos que a desequilibra, Cécile viverá diversas provações nessa nova terra que será sua casa, e talvez se entregue a um grande amor.

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AZEITONA – BRUNO MIRANDA

12138313_1038151259583606_482156887903092885_o“Ian e Emília não trocaram mais que duas palavras desde que começaram a estudar juntos, mas é o nome dela que vem à mente dele quando precisa de uma parceira para um plano mirabolante: participar de um reality show sobre casais adolescentes que serão pais. Isso em troca de um cachê capaz de resolver todos os seus problemas. Ian tem 16 anos e foi criado pela irmã, Iris, que precisou abrir mão de oportunidades na vida para cuidar dele. Agora, quando ela finalmente vai conseguir se formar na faculdade, ele se sente na obrigação de retribuir de alguma maneira. Emília, aos 17 anos, não quer retribuir nada a ninguém – pelo contrário, seu sonho é sair de casa o quanto antes para não discutir mais com a mãe, com quem sempre teve uma relação conturbada. O fato de que eles não são um casal nem têm planos de ter um bebê parece apenas um detalhe. Mas a vida reserva surpresas para quem acredita que é fácil inventar a própria história. “

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MENTIRA PERFEITA – CARINA RISSI

A-Mentira-Perfeita-QuoteCom Mentira perfeita, Carina Rissi prova mais uma vez que o seu forte é contar boas histórias, com ritmo acelerado e repletas de paixão, humor e reviravoltas.

Júlia não tem tempo para distrações. Ela é brilhante e sempre se esforça para ser a melhor naquilo que faz; por essa razão, sua vida pessoal acabou ficando de lado. Algo que sempre preocupou sua tia Berenice. Gravemente doente, a mulher teme que Júlia acabe completamente sozinha quando ela se for. Júlia faria qualquer coisa — qualquer coisa mesmo! — por tia Berê e, em seu desespero para agradar a única mãe que já conheceu, inventa um noivo enquanto torce por um milagre… E então o milagre acontece: Berenice se recupera — e, assim que deixa o hospital, gasta todas as suas economias com o casamento dos sonhos para a sobrinha. Como Júlia pode contar a ela que mentiu, com a saúde da tia ainda tão frágil? É quando Júlia conhece Marcus Cassani. Ele é irritantemente cínico, mulherengo e lindo de um jeito que a deixa desconfortável. Marcus também está enfrentando problemas, e um acordo entre eles parece ser a solução. Tudo o que Júlia sabe é que deveria se afastar de Marcus. Mas seu coração tem uma ideia muito diferente… Mentira perfeita é um spin-off de Procura-se um marido, uma história que se passa no mesmo universo da primeira. Aqui você vai conhecer novos personagens inesquecíveis, além de rever aqueles que já moram no seu coração.

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AS FASES DA LUA – CLARISSA CORRÊA/ LILIANE PRATA/ BIANCA BRIONES/ LEILA REGO E JENNIFER BROWN

as-fases-da-lua-gutenbergAlice é uma jovem com uma vontade crescente de cair no mundo, até se apaixonar pelo cara mais gato da cidade. Mas um incidente no meio de seu conto de fadas pode mudar sua vida para sempre. Lena é uma mulher cheia de amor para dar e que stalkeia todos os passos dos homens por quem se apaixona. E ela realmente se apaixona por todos. O problema é que eles não se apaixonam por ela. Um amor minguante não tem vez na vida de Bruna. Noiva do seu melhor amigo de infância, eles se preparam para o casamento e traçam planos para uma vida inteira juntos. Mas será que não é perfeição demais? Ainda nova, Dora já é uma médica renomada, segura e decidida, mas seu coração traz uma ferida e ela não está disposta a se abrir novamente. Até que o amor lhe aparece em forma de canção. Destiny é uma jovem com um passado marcado por dúvidas e segredos, assim como o misterioso luar azul que toma conta de sua cidade, deixando-a confusa e com medo, pois no fundo ela sabe que ele pode guardar as respostas que ela tanto busca. Assim como a Lua, a vida também é repleta de fases, e neste livro acompanhamos as deliciosas histórias de cinco mulheres que estão em diferentes fases da vida, mas que têm em comum os altos e baixos, os amores e desamores, as promessas e incertezas da busca pela felicidade.

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TAL QUÍMICA – CAP.5

tal química
Eu ando tão nervoso pra te escrever
Os versos mais profundos
Eu roço no seu braço e passo sem mexer
Feliz por um segundo
É sempre a mesma cena
Só te ver no corredor
Esqueço do meu texto
Eu fracasso como ator
Só dou vexame
Fico olhando pros seus peitos
Escorrego na escada,
Acho que assim não vai dar jeito
Educação Sentimental
Eu li um anúncio no jornal
Ninguém vai resistir
Se eu usar os meus poderes para o mal
(Educação Sentimental-Kid Abelha)

Estava quase na hora do jogo. Eu quis ir uniformizada, mas eu não deixaria o meu lado fashionista de lado. Como estava quente, coloquei um short jeans folgadinho, peguei minha blusa do Vasco, a tradicional preta com a faixa diagonal branca, esse era um modelo feminino sem aquelas golas que pareciam sufocar. Coloquei um colar que tinha um pingente de ancora que eu amava, nos pés calcei minha sapatilha nude que era cheia de tachinhas, peguei uma bolsa vermelha de lado que combinava com a Cruz de Malta. Ah! É óbvio que levei a minha bandeira do Vasco.

Eu notei que algumas pessoas comentavam sobre o meu traje, não estava nem aí para elas, pois sabia que o meu Vasco ia ganhar. Ao chegar ao apartamento do Vinícius fui surpreendida pelo mesmo, já que ele abriu a porta. Quando ele me viu fez cara de desgosto.

-Isa, pode dar meia volta.

-Há há há muito engraçado você. –Eu fiz cara de poucos amigos.

-Estou brincando, Isa. Vai ser ótimo rir da sua cara.

-Veremos. –Ao passar por ele cumprimentei as meninas que estavam com aquela blusa horrível do time rubro negro.

-Oi, Isa. –Disse Cecília com olhar de cumplicidade.

-Oi, Cecília! Oi, Marcela!

-Esse jogo promete. –Provocou Marcela. Eu acabei rindo.

Depois de cumprimentar as meninas, eu percebi que tinha mais alguém no apartamento. O cheiro de Malbec tomou conta do lugar. Quando me virei vi Bernardo incrivelmente lindo e ainda por cima estava com a blusa preta com a diagonal branca do meu Vasco, o que acrescentou muitos pontos positivos para ele.

-Oi, meninas. –Ele disse, mas percebi que seu olhar se fixou no meu. Ele deu um sorrisinho safado. –Finalmente eu encontrei alguém que tem bom gosto.

-Eu também encontrei. –Eu falei em meio a um sorriso.

Nesse momento a campainha tocou, era Arthur, um estudante de odontologia que estava super interessado em dona Marcela. Ele vestia uma camisa do Santos.

-Você também errou de casa. –Brincou Vinícius.

-Não errou nada. –Disse Marcela. –Vem Arthur.

-Vai torcer para qual time? –Perguntou Bernardo.

Arthur olhou para Marcela que fez cara feia. –É claro que é para o Flamengo.

Bernardo não conteve o riso. – Seu banana.

Todos se ajeitaram na sala. Vinícius que estava praticamente sentado no braço do sofá tinha Cecília ao seu lado; do lado dela estava Marcela que era admirada o tempo todo por Arthur, chegava a ser engraçado.

-Posso sentar aqui? –Perguntou Bernardo.

-Claro. –Nós estávamos no sofá menor.

-E essa bandeira você sempre assisti aos jogos com ela? –Ele perguntou baixinho.

-Digamos que faz parte do ritual. –Eu falei como se fosse um segredo. Ele começou a rir.

A partida tinha começado. Todos estavam tensos. Marcela roía as unhas, já Cecília não demonstrava estar tão interessada na partida. Já eu e Bernardo tínhamos a química perfeita, fazer o que afinal de contas éramos vascaínos.

O time do Flamengo errava muitos passes, já o Vasco não estava sendo competente com as finalizações. Já deve estar dando para imaginar a cena, depois de um tempo boa parte dos torcedores assumem o papel de técnico e é claro que isso aconteceu conosco também.

-O Flamengo está dando muita bobeira. –Começou Arthur. –Com essa marcação vai levar um gol facilmente.

-Cala a boca, santista. –Falou Vinícius bastante irritado.

-A diretoria precisa contratar urgentemente um zagueiro para esse time. –Arthur prosseguiu. – Um zagueiro só, não, o time também precisa de um bom volante e de um lateral esquerdo. Com esse time aí não chega a lugar nenhum.

-Arthur, você vai torcer pelo Flamengo ou vai ficar criticando? –Perguntou Marcela que estava chateadíssima.

-Sinceramente, não tem condições Marcela. Eu até tentei, mas está difícil.

-Cala a boca!!! –Disse Marcela e Vinícius.

Eu não consegui conter o riso, pelo visto Bernardo também não. Rirmos tanto que eu até chorei.

-Calma, Isa. – Disse Bernardo que também enxugava as lágrimas. –Arthur, você faz muito bem em não torcer pelo Flamengo. Esse time não leva ninguém a lugar nenhum.

-Cara, eu só estou falando a verdade. Se eles quiserem ganhar alguma coisa vai ser preciso contratar bons jogadores.

-Arthur, você está me irritando. –Disse Marcela.

-Vou ficar calado. –Ele fez cara de poucos amigos.

Em uma bela jogada bem trabalhada o zagueiro do Vasco fez um bom lançamento para o nosso lateral direito, que ficou trocando passes com o meio campista no intuito de enganar os jogadores adversários. O meia percebeu o bom posicionamento do nosso camisa onze, sendo assim, fez o lançamento para ele, que só teve o trabalho de driblar o goleiro para poder fazer o gol.

-Gooooooooooool!!! –Eu e Bernardo parecíamos dois malucos gritando no apartamento. Até mesmo Arthur vibrou.

-Uê, Arthur não era você que estava torcendo pelo Flamengo. –Brincou Bernardo.

-Você tem certeza que era eu? –Entrou na brincadeira o santista.

O segundo gol não demorou muito para sair, em uma jogada perfeita o nosso lateral esquerdo lançou a bola para o atacante que ficou mais uma vez cara a cara com o goleiro e mais uma vez colocou a bola no fundo do gol.

-Goooooooooooool!!! –Eu estava desconfiada que ficaria rouca até o final daquela partida.

-Porra! Esse gol não valeu. –Reclamou Vinícius.

-É claro que valeu, mané. –Falou Bernardo.

A partida estava no intervalo e Vinícius ainda continuava revoltado.

-Esse juiz está roubando.

-Vinícius aceita que dói menos. –Eu falei enquanto colocava um bocado de pipoca na boca. Quem diria eu estava adorando assistir ao jogo com um bando de flamenguista, e um santista, é claro.

O segundo tempo recomeçou. O Vasco estava mais agressivo. Em uma bobeira o jogador do Flamengo acabou cometendo um pênalti. Eu fiquei bastante nervosa, não gostava de ver as cobranças. Bernardo segurou a minha mão, nessa hora a minha bandeira já estava enrolada nas costas do Bernardo também. Nosso camisa nove correu e marcou o terceiro gol. Bernardo se empolgou tanto que acabou me colocando no braço, era impossível não sentir aquele cheiro maravilhoso de perfume misturado com o suor dele.

-Desisto dessa palhaçada. –Disse Vinícius que saiu marchando em direção ao seu quarto.

-Ele não vai voltar mais? –Perguntou Cecília indignada.

-Eu acho que não. –Disse Bernardo que já sabia que aquilo iria dar problema.

A partida terminou e como já era esperado o Vasco venceu o seu arquirrival pelo placar de três a zero. Arthur ficou chateado com Marcela já que ela tinha dado uns foras no coitado simplesmente pelo fato dele ter criticado o time rubro-negro. Eles foram embora emburrados, mas eu tinha certeza que antes de chegarem à portaria eles fariam as pazes. Cecília estava tão chateada com Vinícius que deu um tchau muito sem graça para a gente e foi embora. Vinícius saiu do quarto e quando percebeu que Cecília tinha ido mesmo embora vestiu a camisa do flamengo (que ele havia retirado quando o time levou o terceiro gol) rapidamente e foi atrás dela. Só tinha sobrado eu e Bernardo. Ele me encarou com aquela carinha de felicidade.

-Ganhamos a partida. –Ele sorriu revelando aquelas lindas covinhas.

-Com louvor. Olha que eu nem queria vir.

-Que bom que você veio. –Seus olhos não desgrudavam dos meus. –Você deu sorte. –Ele sorriu.

Eu estava me preparando para ir embora quando Bernardo me fez um convite que eu não tinha como não aceitar, afinal de contas, ter a sua presença era muito bom.

-Isa, você aceita comer uma pizza comigo? Eu ligo para a sua pizzaria favorita se você quiser, é só falar o nome dela. –Ele parecia àqueles garotos novinhos que ficam sem jeito quando chamam a menina que estão interessados para sair.

-Claro, Bê. –Eu dei um meio sorriso.

Enquanto a pizza não chegava escolhemos um filme para assistir, o escolhido foi Vestida Para Casar, ele era o meu favorito. Eu e Bernardo continuávamos no mesmo sofá, a caixa de pizza permanecia no centro da sala. O filme se encontrava na cena em que um casal principal ia a um bar e cantavam Bennie and the jets. Pelo visto eu não era a única que me divertia, Bernardo parecia estar bastante animado.

-Esse filme é bem legal, mas é tão clichê. –Ele falou.

-Por que você acha isso? –Eu perguntei enquanto olhava para ele.

Ele se projetou para o meu lado, sustentando o corpo inteiro no cotovelo. –Porque é a verdade. Os dois fingem que não se gostam, mas no fim ficarão juntos e vão viver felizes para sempre.

-Você não é romântico? –Eu estava decepcionada com essa geração masculina.

-Não sei, eu nunca namorei, só fico com as meninas.

-Qual é Bernardo? Você não é fofo com essas meninas?

-Sei lá, Isa, eu nunca corri atrás de nenhuma delas, tudo acontece naturalmente, nos conhecemos rola química e pronto.

-Qual é o seu signo? –Não sei por que perguntei aquilo. Essa pergunta eu só fazia para um garoto quando estava afim deles.

-Touro, mas o que isso tem a ver? –Ele ficou sem entender.

Eu sabia! Tinha que ser taurino. –Nada eu só queria conhecer você.

-Logo desse jeito. –Ele brincou. –Olha eu te prometo que quando eu me apaixonar eu conto para você, aí você me ajuda, beleza? –Ele estendeu a mão.

-Beleza! – Eu a segurei.

Estava ficando tarde quando eu resolvi ir embora. Bernardo recusou a minha ajuda para arrumar a casa, ainda fez questão de me levar na minha. Quando chegamos à porta ficamos conversando no carro.

-Nossa esse domingo foi ótimo. –Ele falou olhando para mim.

-E o meu final de semana foi perfeito, tive um sábado de princesa e um domingo maravilhoso graças à vitória do meu Vascão.

Bernardo continuava me encarando, seus olhos verdes eram lindos. –Sábado de princesa? –Ele arqueou a sobrancelha.

-Sim, com direito a esmalte e a maquiagem feita por Bianca. –Ele começou a rir.

-Sério, amei esse domingo. –Ele segurou a minha mão. –Espero te ver amanhã.

-Também espero, Bê. –Eu dei um beijo em sua bochecha. –Tenha uma boa noite.

-Você também, Isa. –Ele também me beijou na bochecha, mas o seu beijo ao contrário do meu foi mais demorado.

TAL QUÍMICA – CAP. 3

tal química

I am unwritten, can’t read my mind, I’m undefined

I’m just beginning, the pen’s in my hand

ending unplanned

Staring at the blank page before you

Open up the dirty window

Let the sun illuminate the words that you could not find

Reaching for something in the distance

So close you can almost taste it

Release your inhibition

Feel the rain on your skin

No one else can feel it for you

Only you can let it in

No one else, no one else

Can speak the words on your lips

Drench yourself in words unspoken

Live your life with arms wide open

Today is when your book begins

The rest is still unwritten

(Unwritten-Natasha Bedingfield)

Estava chegando o dia em que Gael voltaria para casa. Ele fazia intercâmbio nos Estados Unidos há seis meses. Apesar de saber que o meu amigo estava feliz da vida aproveitando seus dias na terra do tio Sam, eu e as meninas morríamos de saudades dele.

Como nosso amigo era bastante festeiro, queríamos caprichar na festa de boas vindas. Como ele também era viciado em cinema, nada melhor do que fazer uma festa à fantasia. Cecília era a responsável por escolher todas as músicas que tocaria. Ela e Gael tinham praticamente o mesmo gosto musical, o que era ótimo, assim ele amaria tudo que tocasse. Já a Marcelinha tinha ficado responsável pelas comidas, ela era bastante detalhista e já tinha começado a preparar uns docinhos personalizados com o tema cinema. Alice faria uns painéis, Vic pintaria uns potinhos que ficariam nas mesas. Enquanto isso, eu faria os convites e depois iria ajudar a Alice a fazer coxinhas.

Eu tinha feito metade dos convites na casa da Vic. Eu não podia negar: ela arrasava! Além dos potinhos, ela começou a fazer um quadro com o desenho do Gael. Eu não tinha dúvidas: o meu amigo iria amar. Antes de ir para casa da Alice eu precisei ir ao shopping comprar uns papeis para terminar os outros convites. Comprei tudo o que faltava, eu passaria a noite inteira terminando os convites.

Era mais ou menos quatro da tarde quando eu resolvi parar na praça de alimentação. Eu estava em dúvida se compraria na loja de pastel ou na de sanduiche, quando avistei, sentado na mesa, às duas pessoas que eu mais detestava nos últimos tempos: o Oscar e a Bárbara. A vontade que eu tinha era de matar aqueles dois, mas eu não queria que o Oscar pensasse que eu ainda gostava dele. Sendo assim, para evitar fazer alguma besteira eu dei meia volta.  Estava tão desligada que nem reparei que na minha frente tinha outra pessoa, a desastrada aqui acabou trombando em um desconhecido que era alto – a sorte era que nenhum dos dois carregava comida, senão o estrago estava feito. –  Eu levantei a cabeça para me desculpar e descobri que ele não era tão desconhecido assim.

-Desculpa! –Eu falei – Quando olhei para o “desconhecido” vi que ele estava rindo.

-Oi, Isa, prazer em te ver de novo. –Ele abriu um enorme sorriso, mas apesar de ser tentador ficar admirando aquele sorriso, eu não conseguia desviar daqueles olhos verdes intensos.

-Oi, Bernardo, desculpa novamente. –Eu fiquei meio sem jeito. –Bom eu tenho que ir.

-Você já lanchou?

-Na verdade eu desisti.

-Por quê? –Ele me olhou com cara de interrogação.

-Não queria comer sozinha. –Eu dei um meio sorriso.

-Eu posso te fazer companhia. Também não quero ficar sozinho. –Ele me encarou, sua expressão era de que queria que eu ficasse.

-Eu aceito sua companhia. –Eu sorri, ele retribuiu com o enorme sorriso.

Fomos até a lanchonete, acabamos optando pelo sanduiche da SubWay. Como sempre, escolhi o de peito de peru, já Bernardo, pediu um sanduiche de carne. A praça de alimentação estava lotada, mas assim que vagou uma mesa Bernardo não perdeu tempo e sentou. O problema é que a mesa ficava próxima da do idiota do Oscar.

Bernardo era uma ótima companhia. Conversávamos de tudo um pouco. Ele me contou que tinha trancado o período passado já que precisou viajar para a Europa, o seu avô estava doente e como ele era apegado ao neto queria que o menino ficasse próximo. O mais interessante de tudo isso é que Vinícius foi junto, pelo que eu entendi o avô de Bernardo considerava Vinícius também como neto. Eu também falei um pouco sobre a minha paixão por arquitetura, mas percebi que a atenção de Bernardo estava voltada para outra coisa.

-Isa, é impressão minha ou aquele cara não para de te encarar? –Ele se referia ao Oscar que realmente me encarava.

-Está sim. Ele é meu ex-namorado.

-Acho que ele não queria ser seu ex.

-Ele não tem o que querer. –Eu falei. –Estar vendo aquela garota com ele? Ela foi um dos principais motivos pelo nosso término.

-Ele te traiu? Que otário!

Eu não consegui conter o riso. Bernardo olhou para mim sem entender nada.

-O que foi que eu fiz?

-Desculpa o machismo, mas é que você é homem e “deveria” defender o Oscar.

-Não mesmo, Isa. –Ele tinha ficado revoltado. –Olha eu não sou um cara que namora, estou em uma fase em que eu só quero ficar, mas uma coisa é certa, quando eu me envolver de fato com uma garota vai ser para valer. –Ele parou para respirar. –Eu vou amar e respeitar a garota. Se não der certo é melhor terminar com respeito mútuo. –Ele me encarou.

Eu fiquei encarando ele durante um tempo. Bernardo com seus lindos cabelos rebelde e seus olhos verdes intensos e esse sorriso que continha covinhas se mostrou um homem cheio de princípios.

-O que foi, Isa? –Ele me tirou dos meus pensamentos.

-Você me surpreendeu. É bastante maduro e aparenta saber respeitar uma mulher.

-E eu respeito.

Eu sorri verdadeiramente para ele. Naquele momento me lembrei do que ele tinha falado na fila do cinema sobre eu ser a famosa Isa.

-Bernardo, por que você disse que eu era a “famosa Isa”?

Ele passou a mão pelos cabelos. –É uma longa história. –Quando eu e o Vinícius conhecemos a Cecília ela nos apresentou a Marcela, a Alice e a Vic e disse que faltava a Isa e o Gael para o grupo ficar completo. Aí elas falaram que o Gael estava fazendo intercambio, e você estava em Minas dando uma renovada na sua vida, depois de ter rompido um namoro.

-Sério que elas contaram tudo isso? –Eu estava chocada. –Bando de fofoqueiras.

-Não conte a elas que eu te falei. A Cecília fez a gente guardar segredo.

-E você não guardou. –Eu fingi estar brava.

-Pelo menos eu contei para você. –Ele estava com um sorriso galanteador.

Estávamos conversando quando o meu celular começou a tocar, minha bolsa estava uma bagunça e demorei a achar o celular. Quando achei, atendi sem olhar quem era. Bernardo me encarava com a sobrancelha arqueada. Era a Alice no telefone. Eu precisava encontrá-la urgentemente. Quando desliguei o celular notei que ele ainda mantinha os olhos grudados no meu.

-O que foi? –Eu perguntei.

-Você gosta do Manitu também!

-Eu amo, por quê?

-Eu não conheço ninguém aqui na cidade que goste.

-Agora você conhece. –Eu sorri. –Eles são ótimos ao vivo.

-Mentira! Isa, por que você não me levou para Minas? –Ele estava “revoltado”.

-Que pena que eu não te conheci antes. –Eu ri. –Eu preciso ir. Tenho que encontrar a Alice, está chegando o dia da festa do Gael e ainda faltam muitos detalhes.

-Ele está nos Estados Unidos, né?

-Isso mesmo. Eu espero que você vá à festa.

-Isso é um convite? –Ele estava louco para sorrir.

-Um pré-convite. Bê. Eu estou terminando de fazer os convites, mas eu peço para a Cecília te entregar.

-Gostei!

-Gostou do que?

-Você me chamou de Bê, gostei disso.  –Eu corei imediatamente. –Vamos! –Fomos andando em direção ao estacionamento. Durante todo o percurso, Bernardo apoiou a sua mão nas minhas costas.

——–&——–

Alice estava toda estressada. Tinha medo de que as coxinhas não ficassem boas. Ela que era praticamente do meu tamanho tinha um cabelo longo que batia no quadril, também não vivia sem uma maquiagem. Apesar de ser linda, Alice era muito insegura quando o assunto era os seus desenhos. Amava fazer um drama, dizia que as imagens ficavam péssimas, mas na verdade eram verdadeiras obras de arte.

-Que demora, dona Isa. –Ela fez cara de brava, mas na verdade não estava.

-Desculpa, Alice, eu estava lanchando com um amigo.

-Que amigo? –Ela ficou bem interessada.

-O Bernardo. Ele estuda com a Cecília.

-Sei…

-Sabe o que? Não posso sair com o amigo?

-Pode não. Deve! –Nós começamos a rir.

Fizemos a massa da coxinha, e preparamos o recheio. Elas estavam indo para o forno quando Cecília e Marcela chegaram à casa da Alice. Vic não iria nos fazer companhia, nossa amiga queria desesperadamente acabar logo o desenho que tinha começado. Todas nós éramos bastante amigas. Sabíamos os segredos uma das outras (aqueles que podiam ser revelados) e sempre tomávamos as dores quando uma de nós estava sofrendo por amor.

Eu terminei de lavar as minhas mãos, que estavam bastante sujas de massa, quando cheguei à sala vi que as meninas não paravam de rir.

-Ei, quero rir também. –Eu falei, enquanto me sentava no sofá.

-A Cecília quer ir à festa de viúva negra. –Disse Marcela.

-E qual é o problema? –Perguntou Alice que também tinha sentado no sofá.

-Ai, Alicinha, a Cecília está apaixonada por um garoto e quer se fantasiar logo de viúva negra. Olha a falta de romantismo. –Marcela ria.

-Ei eu gosto da viúva negra. –Cecília jogou a almofada em Marcela. –Pelo menos eu já escolhi a minha fantasia e vocês?

-Eu acho que vou de princesa Merida. –Disse Marcela.

-Ai, Marcelinha, vai super combinar com o seu cabelo. –Eu falei.

-Eu pensei em ir de Rapunzel.

-Muito sugestivo, né, dona Alice. –Brincou Cecília. –E você, Isa?

-0 meu não é um filme, mas sim um livro.

-Que livro? –Quis saber Alice.

-Uê, o Azul da cor do mar, da Marina Carvalho. A Rafa do livro é super fashionista e estou me inspirando nela nessa nova fase da minha vida.

-Aê, Isa! –Marcela bateu palmas.

-Muito bem, amiga. –Falou Cecília.

-Essa menina está muito mudada. Primeiro sai para comer com um amigo. Depois só que saber de ser fashionista. –Alice falou com aquele jeitinho que todas nós amávamos.

-Que amigo, Isa? –Perguntou Cecília.

-O Bernardo. –Eu falei.

-O Bê? –Cecília parecia não acreditar.

-Sim, o Bê. –Eu resolvi contar para menina quem eu tinha encontrado no shopping. –Eu estava indo para a praça de alimentação quando do nada vejo sentado o filha da puta do Oscar junto com a jararaca da Bárbara. A minha vontade era ir embora, mas eu esbarrei no Bê e ele me fez companhia.

-Cara, esse Oscar é um idiota. –Esbravejou Marcela. –Eu não sei como você conseguiu namorar ele.

-Ai, Marcelinha, no fundo eu sempre soube que seria um risco me envolver com um escorpiano, mas eu era uma adolescente burra que acabou se apaixonando pelo garoto mais gato, que a propósito era amigo do meu irmão.

-Oi, como assim “escorpiano”? –Perguntou Alice. –Não vai dizer que você confia em horóscopo?

-Eu não sou a louca que olha sempre, mas meninas, as características de um escorpiano sempre bateu direitinho com o Oscar.

-Exemplos! –Pediu Marcela.

-Escorpiano é o cara envolvente que sabe como conquistar uma garota. É carinhoso, sabe envolver. E o Oscar era tudo isso. Afinal de contas ele me conquistou. Porém, ao mesmo tempo em que ele tem tantas características boas é melhor não mexer com um escorpiano. Eu e o Oscar brigávamos direto, mas aquele safado conseguia fazer com que eu me sentisse mal. Eu sempre pedia desculpas, mesmo quando ele estava errado. Só não fiz isso com a traição.

-Isa, você sabe todos os signos? –Perguntou Alice.

-Claro que não. –Eu falei. –Só dos garotos que eu estou gostando.

-Então qual é o do Bernardo? –A danada da Cecília perguntou.

-Ai, Cecília, como eu vou saber? Quem estuda com ele é você.

-Sei lá, pensei que você sabia. –Ela deu um sorrisinho.

-Mas não sei e nem me interessa. –Eu falei de forma seca. –Vamos focar na sua fantasia e na sua história com o Vinícius.

E assim passamos o início da noite, escutando Cecília falar sobre o garoto que finalmente estava conquistando o seu coração. Eu não podia negar. Era muito bom ter uma noite de meninas com as melhores amigas que alguém poderia ter.

DEPOIS DO QUE ACONTECEU – JULIANA PARRINI

DEPOIS DO QUE ACONTECEU

Dizem que quando a saudade não vai embora é porque resolveu ficar, e não adianta, em hipótese alguma, dizer ao coração o que ele deve fazer. Às vezes ele é cruel e nos leva para um mundo totalmente desolador. (Parte do prólogo)

Oi, gente! Tudo bem com vocês? O mês de setembro acabou. Hoje já é o último dia, sério, acho que fechei os olhos e quando abri o mês já tinha passado. Para fechar o mês com chave de ouro, a resenha de hoje é muito especial, mas antes eu preciso contar uma historinha para você. Há alguns meses a minha irmã falou: nossa! Olha esse livro, a escritora teve sete MILHÕES de leitura na internet. Mas acreditem se quiser, eu falei para a minha irmã que eu não queria saber qual era o livro. Gente a minha lista literária sempre foi imensa.

Realmente não procurei saber pela estória do livro. Mas sabe como é a vida, o que tem que ser, será. Eu estava querendo comprar um livro que eu tinha visto na internet, desculpem, mas eu nem lembro o nome do livro. Eu desisti de comprá-lo, não me interessei muito pelos outros livros da escritora. PORÉM, ENTRETANTO e todas as conjunções adversativa que existe o meu lado consumista, sim eu sou taurina, queria um livro. E entre todas as opções que apareceu na tela do computador eu me apaixonei pela capa de um livro nacional que se passava no Rio de Janeiro. SIM, galera, esse era o mesmo que a minha irmã tinha me falado e eu não dei bola.

O livro escrito pela linda da Juliana Parrini é maravilhoso. Provocou várias sensações em mim. E sinceramente eu não vejo a hora do meu exemplar de Antes que aconteça, a continuação chegue. Ah! O primeiro livro se chama “Depois Que Aconteceu” e ele conta a estória da Isabel, uma jovem do Rio de Janeiro de vinte e sete anos que tinha a vida perfeita. Era noiva do seu primeiro amor, estudava aquilo que gostava e tinha amigos maravilhosos. Mas Alex, o seu noivo, descobriu que tinha uma doença e tudo começou a dar errado na vida do casal depois da descoberta.

Depois de um ano sofrendo pelo fim da relação Isabel, com o apoio das suas gêmeas favoritas Lua e Luci, começou a sair e em plena avenida paulista ela conheceu um carinha que mexeu com as suas estruturas e fez com que ela redescobrisse que é possível voltar a amar. MAS, como em um bom livro é claro que nada será fácil. Muitos obstáculos aparecerão na vida de Isabel e do Daniel.
Eu sei que eu fui bem vaga neste resumo, mas é que se eu contar muita coisa perde a graça. Eu preciso compartilhar com vocês o que eu achei do trio principal. Eu espero não soltar spoilers.

Isabel foi bastante humana. Juliana não quis inventar criando uma personagem que só seria possível encontrar nos livros. A Isabel é muito real! Ela aguentou cada situação, que eu tenho certeza que muitas mulheres aguentam todos os dias.

Meus olhos verde-escuros estão sem vida, as olheiras, fundas e horrorosas, as pontas loiras, desbotadas e com raiz aparecendo. Meu cabelo cresceu e está castanho-claro até o ombro, e todo desgrenhado e sem corte. Tenho vontade de chorar. O maior problema de um coração partido é que ele nos faz definhar aos poucos. (Página 21)

Daniel, pelo que eu percebi ele é o favorito de boa parte dos leitores. Mas o Daniel não me convenceu. Ele é muito possessivo! Tomou atitudes ao longo do livro que eu simplesmente detestei. Mas algo de bom ele tem que ter, afinal de contas ele fez a Isabel se sentir mulher novamente.

Ainda com os olhos fechados, sinto seu corpo cada vez mais próximo, e meu coração dispara. Se eu tinha alguma dúvida sobre os seus sentimentos, elas se dissiparam nesse momento. (Página 169)

Alex, ai Alex… Sim eu estou suspirando enquanto escrevo sobre ele. Gente no início eu queria odiar esse cara, só por saber que ele tinha terminado com ela. Mas assim que eu li a primeira página em que ele apareceu eu me apaixonei. O Alex é um homem lindo tanto por dentro como por fora. Mas infelizmente nem tudo saiu do jeito que ele planejou. Alex, para mim, é sinônimo de amor. As cenas que a Juliana escreveu relacionadas a ele foram tão lindas que eu praticamente chorei em todas. Sim eu sou #TEAMALEX.

Com 1,78m, é um homem que chama a atenção, principalmente porque tenho 1,60m. Seus lindos olhos cor de mel e seu cabelo é castanho-claro, quase loiro. Normalmente, Alex está impecável, mas hoje, com o vento bagunçando seu cabelo, consegue estar mais bonito. (Página 18)

Gente esse livro é maravilhoso! Trata sobre temas tão reais. E o que eu posso falar sobre a escrita da Juliana? Eu amei cada linha e fiquei extremamente feliz por ler um livro nacional de qualidade. É tão bom encher a boca e falar que temos escritores nacionais de qualidade, e sem dúvida alguma a Juliana é um deles.

O livro foi lançado pela Suma de letras e a diagramação está linda! Eu não vejo a hora do entregador trazer o segundo para mim. Se vocês gostam de estórias que falam sobre a realidade, que tem drama e muita superação, esse livro é para você. Tenho certeza que vocês vão amar.

VITRINE

DEPOIS DO QUE ACONTECEU – JULIANA PARRINI  |  EDITORA: SUMA DE LETRAS |  VALOR: R$ 19,70

DO SEU LADO | FERNANDA SAADS – NOVO CONCEITO

O grande amor de sua vida pode estar mais perto do que você imagina

Quando já tinha perdido as esperanças, vejo o Bruno parado no meio da escadaria, tentando, no escuro, me encontrar. Eu aceno e o cara de trás reclama porque meu braço tirou sua visão por dois segundos. (Página 180)

Oi hoje é dia de resenha de um livro nacional que eu estava morrendo de vontade de ler a mais ou menos dois anos. Tudo isso por um único motivo: a personagem principal é arquiteta <3. Como eu falei sempre quis muito ler “Do seu lado”, mas sempre apareciam outros na frente e o coitado ia ficando para escanteio. A minha irmã queria muito comprar o livro “Mar da tranquilidade”, e ele estava com um ótimo preço na Submarino, e eu como sou uma louca por livros coloquei na cabeça que queria por que queria comprar um livro, só não sabia qual. Juro que eu quase desisti, falei para mim mesma: Por que você vai gastar dinheiro com um livro que você só vai comprar por impulso. Quase eu não comprava nada, até que pensei em pesquisar os livros nacionais que eu sou louca para ler e não é que esse estava no meio 😀 ainda por cima com um preço muito bom. (Tudo bem que eu paguei frete do mesmo jeito, mas tá valendo). Chega de enrolar e foco na resenha!

DO SEU LADO

O livro conta a estória da Sarah uma arquiteta que trabalha em um escritório de arquitetura, um dos seus colegas de trabalho é um grande amigo da faculdade, estou falando do Igor que simplesmente é completamente apaixonado por ela, mas a garota não se da conta. Isso chega a ser irritante. Tudo ia normal na vida de Sarah, ela precisava lidar com clientes chatos e com uma super extravagante que se chama Fátima, que gente é um amor de pessoa. Até que apareceu um novo cliente, mas esse não era qualquer um, estamos falando do Bruno, o ex-namorado que a traiu. Já da para prever tudo que vai acontecer. Sarah vai precisar decidir se dará uma chance para o ex ou não.

Entro no meu carro e mentalizo coisas boas. Ponho o livro no banco do passageiro e saio. No som começa a tocar “Spending my time” e fico cantando alto. Só preciso ignorar o fato de ela existir e continuar a amizade com ele, como antes. (Página 165)

Eu não usei muitos marcadores com esse livro, mas dessa vez eu tinha um pacote cheio. O problema é que eu só sentia raiva da personagem. O garota tapada! Acho que realmente essa foi a intenção da escritora, afinal de contas o que mais existe no mundo são homens e mulheres que não conseguem enxergar que determinadas atitudes se tomadas estão levando a sua vida amorosa para o fracasso. Gente, a Sarah gostava de sofrer, só pode. Ela tomava cada atitude que a vontade que dava era dá uns bons tabefes nela para ver se ela reagia – Eu sei, estou um pouco violenta. (rsrsrs) – Mas o livro em si terá a missão de dar uns tabefes nela – Deu para entender? ( rsrs).

Apesar de ser bem previsível e de ter muita raiva da personagem eu não consegui largar o livro, isso significa que ele realmente é muito bom. Amei o fato de a escritora fazer citações a programas que auxilia os profissionais da arquitetura (SketchUp <3) amei as citações relacionadas à moda. Mas não gostei dos vários erros que eu encontrei pela leitura 🙁 de uma hora para a outra o nome de um personagem secundário mudava, além disso até agora não entendi o porque o pai dela em certo momento ser chamado por um sobrenome, e a filha não tem o mesmo sobrenome. Infelizmente pecaram na revisão. Mas fora isso é um livro maravilhoso que te renderá uma boa leitura.

Ah! Ele foi lançado pela editora Novo Conceito, mas com o selo Novas Páginas, que é destinado para os livros nacionais. Ah! Eu não poderia deixar de falar que eu amei a capa. Tenham uma boa leitura. ;D

VITRINE

DO SEU LADO – FERNANDA SAADS |  EDITORA: NOVO CONCEITO (NOVAS PÁGINAS) |  VALOR: R$ 18,90