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MINHA MELHOR AMIGA ME DEU UM CUNHADO

minha-melhor-amiga-me-deu-um-cunhadoFalar sobre o tempo é algo sempre muito clichê, mas sempre é uma verdade que o tempo passa e as pessoas mudam. Não na essência, pois não deveriam, mas nas reflexões, no comportamento e na forma de ver o mundo. As mudanças sempre são boas? Não, nem sempre. E isso não nos cabe decidir, o que nos resta é somente saber que as coisas mudam.

Quando menores acabamos sempre criando um laço de amizade que durará por muitos anos,  muitas vezes nos prendemos e nos limitamos nesse pequeno grupo ou em uma determinada pessoa, que parece estar sempre pronta para enfrentar os dragões e os zumbis que surgem em nossa vida. Mas todos sabemos que a palavra de ordem da vida é TRANSITIVIDADE. Há transitividade de amor, de sonhos, de visão do mundo e, principalmente, de pessoas. E ainda que nós não estejamos prontos e receptivos para tal, de todo modo nós seremos afetados.

Então foi sempre só você e sua amiga, você e seu amigo, você e sua irmã, você e seu primo, você e seu grupo de amigos, contudo, surgiu o “mais um”. De início você fica com um pé atrás, o novo é sempre estranho, é sempre misterioso e, quase sempre, é surpreendente. A sua irmã já não divide todos os seus planos contigo, seu amigo já não está sempre tão presente, pois agora há mais um rumo, há mais uma casa, há mais um plano, há mais uma saída.

Felizmente você percebe que agora há mais um cano de escape, e você começa a ficar feliz, pois entende que o mundo não cabe em suas mãos, e que não são só suas as preocupações. E que a resposta que você não consegue dar, há mais um que faça isso por você. Que a lágrima que você não consegue derramar, há mais um que chore por você. Os sorrisos que você não consegue despertar, há mais alguém que desperte por você. Diante disso, você fica feliz pela capacidade da  transitividade de trazer mais uma pessoa, mais um mundo, mais algumas possibilidades de aprender e vivenciar o novo.

E se o tempo  nos faz mudar, que ele nos faça entender que há inúmeras maneiras de fazermos a nossa melhor amiga-irmã feliz, por exemplo. E que o tempo nos ensine uma nova palavra de ordem: COEXISTIR. Que nada mais é do que perceber que para existirmos precisamos que o outro exista. Que para amarmos precisamos que o outro saiba o que é o amor. Que para minha felicidade existir, seja fundamentada em também fazer o mundo feliz. Que para o arrependimento existir, é necessário que o perdão parta de mim.

Eu só existo porque você existe.

DESISTIMOS A CADA 40 SEGUNDOS

FOTO: reprodução da internet
FOTO: reprodução da internet

A cada 40 segundos uma pessoa desiste de viver. A cada 40 segundos nós desistimos de uma pessoa. E mesmo querendo, muitas vezes, ser uma dessas pessoas, nós procuramos fazê-las entender que isso não é o certo a se fazer. E talvez não seja o justo. Não seja o justo consigo, não seja o justo para com quem estar ao lado. E, sim, eu sei o que é se sentir tão pra baixo que sentimos uma falta de ar agoniante e que para os médicos não fazem nenhum sentido, porque seus exames mostraram que está tudo perfeitamente normal. Sim, eu sei o que é se sentir desmotivado mesmo tudo estando aparentemente bem. Eu sei também o que é saber e entender quais são todos os motivos para não desistir, mas ser levado a desistir. Eu sei o que nos leva a nos fechar em um mundo exclusivamente nosso, porque esses outros mundos que tentam nos mostrar não nos cabem, não nos pertencem e não nos fazem felizes.

Dizem que desistir é desnecessário, para quem está do outro lado isso é verdade, entretanto,  para que desistiu, isso era a única saída que lhe parecia existir.

Desistir me parece injusto. Pois entendam:

Semana passada uns amigos meus estavam bastante tristes, estavam chorosos. Eu não estava tão bem, porém estava suficientemente bem para conseguir tirar algumas risadas deles.

Outro dia qualquer, conheci uma menina na aula de espanhol e entre uma conversa e outra a aconselhei a fazer parte de alguns projetos da faculdade, pois a ajudaria a desenvolver sua prática, criaria um currículo etc. Semanas depois, ela me procurou para pedir ajuda com sua carta de intenção, pois seria candidata a uma bolsa de pesquisa.

Certo dia, resolvi convidar e aceitar pessoas desconhecidas no Facebook, entre essas pessoas estava um cara que me incentivou a participar de um projeto social, desde então já ajudamos mais de duzentas pessoas.

Certo dia, resolvi visitar um lar de idosos com umas amigas. Ao chegar lá, me deparei com uma senhora no corredor que logo me puxou para seu quarto para me mostrar algo, ela se sentou em sua cadeira que ficava ao lado da cama, em seguida, pediu que eu sentasse ao lado dela. A senhora começou a contar algumas histórias e em um determinado momento perguntou se a moça que estava ao meu lado era minha esposa, quase infartei de susto, confesso, e virei o rosto bem devagar torcendo para não ter ninguém ali ao meu lado, e claro que não tinha, mas em um segundo eu consegui pensar que para aquela senhora tudo era real, e eu não estava no meu mundo, mas sim, no dela, por isso dei um belo sorriso e confirmei que aquela mulher que supostamente estava ao meu lado era minha esposa, com  a qual tive três filhos, dois meninos e uma menina. E tivemos uma longa conversa sobre como é difícil a vida de casado.

E mesmo querendo desistir várias vezes, eu percebi que seria injusto com todas essas pessoas. Seria injusto se eu tivesse desistido e não estivesse aqui para fazer meus amigos sorrirem quando precisavam, seria injusto  se eu tivesse desistido e não aconselhasse a minha amiga a procurar ir mais longe na faculdade, seria injusto se eu tivesse desistido e não ajudasse a melhorar a vida de mais de duzentas pessoas, seria injusto se eu tivesse desistido e não tivesse feito o dia passar mais rápido para aquela senhora.

Então eu percebi que seria injusto se eu tivesse desistido e não me permitisse sentir tudo que senti. Seria injusto não ter esperado o tempo certo para entender que vale a pena continuar.  Seria mais injusto ainda terminar falando sobre o que é ou não é justo, porque vai muito além disso.

Eu não desisti de mim, e não quero desistir de você. E quando você pensar em desistir, lembre-se que você já conseguiu chegar até aqui, então lembre de cada motivo que te trouxe ao hoje.

contato@qualquercoisaviralata.com.br

ACABOU! HOUVE MUDANÇAS…

FOTO: reprodução
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Coloquei os últimos itens que faltavam na mala e olhei para o quarto que eu estava deixando para trás. Em cima da mesinha tinha aquela caixinha de joias, que continha uma bailarina. Foi você quem me deu, meu ex-amor. Lembra que você dizia que amava me ver dançar? Lembra que você dizia amar o meu jeito? O meu cabelo, que na época era imenso. Lembra que você dizia que iríamos ficar velhinhos e juntos para sempre? Pena que tudo não passou de mentiras.

Eu te amei me entreguei de corpo e alma. Acreditei que realmente iríamos ficar eternamente juntos. Te amei desde a primeira vez que te vi naquele ponto de ônibus. Seus olhos castanhos escuros, seus fones de ouvido que me deixavam morrendo de vontade de saber o que tanto você escutava. Ficamos juntos durante um bom tempo. Mas acho que você nunca acreditou que seria para sempre. Trocou-me por outra. Não a culpo. Espero que sejam felizes. Mas não me peça para te cumprimentar como se fôssemos velhos amigos. Acabou!

Olho para o foto da minha formatura e penso em você mamãe. Desculpa se a sua filha não quis trabalhar no escritório de seus amigos. Toda aquela sujeira e falso moralismo me dar ânsia de vômito. Não vou pegar os meus cinco anos de aprendizado e utilizar em algo que não acredito. Desculpa, mas não serei mais a sua marionete. Acabou!

E você papai? Sua vontade deve ser de me prender. Eu “destruí” a sua família. Já não basta não aceitar o meu curso da faculdade, uma advogada. Você sempre achou que isso era coisa apenas de menino. Agora eu destruí todo o resto dos seus sonhos. NÃO sou e NUNCA serei a moça bela, recatada e do lar. Não vou aceitar essa vida de submissão que toma conta da mamãe há tantos anos. Não sei como ela ainda aceita essa vida, mas eu não aceito. Acabou!

Fecho a minha mala. Conto meu dinheiro. Aquele mesmo que eu consegui trabalhando em festas infantis, supermercados, meu estágio. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde ele seria útil. Vou embora dessa vida vazia que tomou conta de mim durante vinte e dois anos da minha vida. Vou em busca de um lugar que esteja de acordo com a minha forma de pensar. Onde eu possa ajudar aos outros com a minha profissão. Onde eu possa dançar livremente sem que você apareça e pense que faço aquilo por sua causa. Pois não faço. Um lugar onde eu possa lutar e mostrar que machistas não passarão. Acho que já dei o primeiro passo com você, papai. Ainda dar tempo, mamãe. Um lugar onde eu possa ser eu, sem me importar com o fato de ser mulher. Tchau vida vazia. Acabou!

HÁ UM TREM A NOSSA ESPERA

há um trem a nossa espera - qualquer coisa vira lataVolta e outra me pego pensando no que acontecerá depois do fim. Depois que eu me for, sabe? Para onde vamos, não sabemos. Mas acreditamos que há um trem a nossa espera, pois a passagem foi comprada para todos. Você nunca parou para pensar como ficará sua família e seus amigos quando você não estiver mais aqui? Ou quanto tempo você ainda ficará e fará falta na mente deles? O que você deixou marcado no mundo e na vida das pessoas? E o que acontecerá com a sua estante repleta de livros? Sua coleção de quadrinhos? E as cartinhas dos amigos? Quem irá ler e se emocionar com a nostalgia que elas lhe causam? A grande questão é: o que acontecerá depois do fim? Quem continuará com seus planos? O que acontecerá com suas redes sociais? Para onde irá todos os seus anos de estudos? Para onde irá tudo que você já conquistou? Para onde irá todo ódio que você já sentiu ou ainda sente? Para onde irá todo o perdão que você economizou? Qual a diferença que você faz no mundo? Qual a sua marca? Vão acabar com a decoração do seu quarto depois que você levou tanto tempo para planejar?

É o que temos: medo de sermos esquecidos. Mas se transbordamos amor, com certeza, em algum lugar, alguma pessoa será marcada para sempre por nós.

E tudo que um dia construímos ficará como lembranças nostálgicas e boas. E cada pessoa tocada por nós será sempre um pouco de nós que estará ainda por aqui.

UMA GERAÇÃO DO CORAÇÃO FEIO

UMA GERAÇÃO DO CORAÇÃO FEIO - QUALQUER COISA VIRA LATAOlá, Vira Latas. Hoje trago um texto não de minha autoria, mas que gostaria de ter escrito. É sucinto, com um português um pouco fora do padrão, mas é tão verdadeiro para quem escreveu que não ouso e nem tenho permissão de retificá-lo. A questão que coloquei no quadro era a seguinte: quem realmente é você?

A proposta era levá-los a refletir sobre quem realmente somos. Quem é você? Quais os seus sonhos? Qual o seu propósito? O que você está fazendo para concretizá-los? Do que você gosta? Por que essas coisas que você gosta te deixa feliz? E entre outros mil pensamentos e questionamentos que poderiam surgir daquele momento de reflexão.

E um dos resultados foi este… Leia com atenção e carinho.

teste1Sou uma pessoa que sonha com a liberdade, com um mundo sem preconceito. Sonho que um dia as pessoas vejam que alma não tem cor, que somos todos iguais. Eu sonho com um mundo que não haja julgamento, mas sim, que haja amor. Amor para todos os seres. Amor em cada toque, em cada despedida, em cada abraço.

E mesmo sendo uma menina de apenas quinze anos de idade, sou capaz de mudar a minha geração, que infelizmente tem o corpo bonito e o coração feio. Sonho com uma nação liberta de preconceito. E isso resume o que sou: sou o sonho e a liberdade presos num só ser.

teste2Um pouco bonito, um pouco forte. Questiono-me se faço parte da geração do coração feio. E me pergunto também quem realmente eu sou. É muito fácil mandar as pessoas se encontrarem quando, talvez, você ainda continue perdido. É muito fácil categorizar o colega ao lado quando você nem sabe quem verdadeiramente é. Mas enquanto respondo essas questões, já sei um pouco como quero ser: “o sonho e a liberdade presos num só ser”.

NÃO TORNE OS SONHOS DESCARTÁVEIS

sonhos descartáveis - qualquer coisa vira lata

Chega um momento na vida em que você só precisa “continuar a nadar, para encontrar a solução”. Falar sobre isso é clichê, mas os clichês também tiram o sono. É como ter que repetir pra nós mesmos que tudo vai dar certo várias vezes para podermos ter a esperança e a coragem suficiente para fazer dar certo. Por muito tempo eu fui o garoto dos planejamentos de sonhos. Várias horas pensando, várias anotações, várias tentativas e várias noites sem conseguir dormir por aqueles turbilhões de pensamentos que se tornam cada vez mais altos no silêncio das madrugadas. E isso é bom, sabe. O desejo é o que nos move a continuar vivendo. Afinal, quem aqui já não perdeu o desejo de ter depois de ter conseguido? É tipo aquele celular que você quer muito. Você junta a grana da mesada, do estágio, abusa os pais e quando finalmente o consegue ele já não terá a mesma graça que tinha em dois meses atrás. Ou seja, nós somos especialistas em tornar sonhos descartáveis. E isso se torna um grande problema para nós. A busca das coisas inalcançáveis, por mais que eu acredite que nada é inalcançável, bastar querermos e lutarmos para conquistar, mas são coisas inalcançáveis por estabelecermos uma insatisfação por tudo aquilo que temos e um desejo infinitamente maior por aquilo que não temos.

Hoje já não faço tantos planos em minhas agendas, mas continuo sonhando tanto quanto antes. Entendo que tenho que lutar por todos eles, mas estou aprendendo também a entender o rumo que muitas vezes tenho tomado mesmo sem querer, pois acredito que tudo acontece por um propósito maior e tenho em mim a certeza de que não existe um só caminho que me levará aos meus objetivos. Tenho aprendido que o importante não é atravessar a montanha, mas o trajeto que faço para atravessá-la. Entendo que temos que aproveitar ao máximo tudo de bom que está em nossa volta, pois há algum motivo dessas coisas estarem ali disponíveis para nós. É necessário aprender a viver também com o suficiente, pois talvez os sonhos descartáveis sejam um sinal de que aquilo nunca foi uma necessidade, mas apenas um desejo humano de querer sempre mais. E que a partir de hoje ao escrever este texto, e que a parti de hoje ao você ler este texto, nós, tomemos a consciência de não tornarmos mais os nossos sonhos descartáveis, mas aprender a viver com o suficiente: os amores, as amizades, os sonhos, o dinheiro, os desejos, todos esses suficientes para a vida que merecemos.

JOGO DA VIDA: O JOGO DOS 7 ERROS

Quando eu era criança adorava fazer aquele jogo dos 7 erros que as professoras costumavam passar na escola. Comparar duas realidades aparentemente iguais onde apenas detalhes sucintos destoavam – isso parecia fantástico. Eu não sei vocês, mas quando eu encontrava os 6 erros, restando somente um, eu ficava triste, pois o jogo iria acabar. E também porque quando chegava no sétimo erro e eu olhava as duas imagens e percebia que elas já não eram mais as mesmas. Agora eu sabia que aquela imagem era cheia de erros. E ela já não parece tão idêntica a outra. É aquele lance da expectativa e realidade, entende?

tumblr_lkfffcfsiy1qd9lrdo1_500_largeO que eu não entendia era que aquele jogo tinha muito a ver com a minha vida. Quantas vezes nos decepcionamos com a vida que temos por projetar uma “realidade” paralela ?

O fato é que estamos acostumados a somente idealizar nossos sonhos e objetivos. Não que isso seja errado, mas é perigoso “viver no mundo dos sonhos e esquecer de viver”. E eu resolvi brinca de “7 erros” com a nossa vida.

ERRO #1 _ Quando você acredita que tudo que dizem sobre você é verdade e você cria sua imagem a partir dessa “verdade”.

 Você é muito maior do que dizem, acredite!

ERRO #2 _ Quando você acha que pode dominar o mundo ou que é muito insignificante para ele.

Não seja aquele tipo de pessoa 8 ou 80. O mundo não é pra ser dominado, mas para ser vivido. Permita-se! E é claro que você não é insignificante, as pessoas certas irão te valorizar no momento certo.

ERRO #3 _ Quando você tenta mudar o sei jeito de ser para agradar os “amigos”

Se esses teus amigos ficam insistindo para que você mude, é melhor você mandar eles pastar igual vaca magra ou ligar a tecla do FODA-SE! Não precisamos ser igual a ninguém e muito menos mudarmos o que somos para agradar os outros. “Se você não consegue ser o que querem que você seja, torne-se aquilo que eles não podem ser! –  A não ser que você seja um completo idiota, egocêntrico e preconceituoso, neste caso: MELHORE!

ERRO #4 _ Quando você acredita que é o rei da verdade absoluta

Eu juro que já fui um pouco assim na minha adolescência, mas hoje já estou bem melhor. Com o tempo você percebe que não sabe de tudo e que não existe esse lance de verdade absoluta. Tudo é relativo!

ERRO #5 _ Quando você acredita que o destino realizará todos os seus sonhos

STOP, PLEASE! O destino com certeza não realizará nada além do que você fizer pra chegar em determinado objetivo. Claro que às vezes você tem uma ajuda da força superior (obrigado, Deus) ou qualquer outro nome que você dê. E algumas coisas simplesmente acontecem, mas sinceramente? Corra atrás dos seus sonhos e objetivos ou ficarão só no papel.

ERRO #6 _ Quando você pensa que é o melhor em alguma coisa

você é o melhor do skate da sua rua, mas tem um menino mais novo que você que é o melhor do skate da cidade, assim como tem outro que é o melhor do estado ( quem lembra daquela cena triste do filme “A Procura da Felicidade”?). Não se ache o melhor de tudo e de todos. Sempre terá alguém melhor do que você. Mas lembre-se que você é singular, e é isso que te faz especial. “São as nossas escolhas que revelam muito mais o que somos do que nossa capacidade”.

ERRO #7 _ Quando você acredita que não vale a pena se entregar ao amor

Acredite, uma hora vai fazer falta. Com o tempo você percebe que a frase “o amor vem para os distraídos” não faz mais nenhum sentido. E a única coisa que você quer é ser o distraído da vez.

VAMOS DE VIRADA?

CAPA BLOG TESTE

Vamos ter uma conversa final, não é mesmo? Faz-se necessário esse último texto aqui no blog. Bom, se você chegou aqui pela primeira vez, seja bem vindo, e continue lendo, talvez haja algo que te interesse. E se você já nos acompanha há algum tempo, muito obrigado!

Muitas coisas aconteceram durante esse ano, como sempre acontece em todos os outros, mas algumas parecem que foram de tirar do fôlego. Eu particularmente me senti sufocados em alguns momentos, me senti feliz em tantos outros, com raiva em alguns também, mas aqui estou, continuo de pé e de queixo erguido. Estamos fazendo quase dez meses que o qualquercoisaviralata.com.br está no ar e foi tempo suficiente para conversamos acerca de algumas coisas da vida. Começamos falando sobre como não ser um ser hospedeiro (Um ser não hospedeiro), uma pessoa que sua felicidade é dependente do que as pessoas acham dela ou do que as pessoas esperam que ela seja. E a conversa se prolongou quando falamos de acreditar em si mesmo ( Imagine uma nova história para sua vida e acredite nela), onde desistir e não ter fé não é uma opção. E chegamos a conclusão de que nós, mais do que ninguém, somos responsáveis pelas nossas histórias.

Nos deparamos também com uma das questões mais difícil de responder: qual o sentido da vida? E acredito que ainda não encontramos a resposta para isso. E foi de uma hora para outra que descobrimos que simplesmente amadurecemos ( Entre o atraso e a vida: o eu que habito) , isso sim é a prova que existe magia, é tipo, puff! E você já não é mais o mesmo, e só a essência do que você foi é capaz de continuar com você. Demos uma volta e meia no sentido da vida e entendemos que ajudar as outras pessoas a serem felizes, nos ajuda a ser feliz também. Se metade de nós é composta pelas outras pessoas, eu prefiro que essa metade seja um oceano de felicidade.

Ei, não podemos esquecer daquela nossa crise existencial ( Entre crises e crises: descubra o que te faz feliz). Nossa, o que foi isso? Eu não tenho uma pílula que resolverá seus problemas, mas eu posso te dizer uma coisa: – MELHORE! Mantenha a calma, relaxe e resolva ser feliz. É fácil? Claro que não. Mas é impossível? Também não. E eu continuei dizendo: se for pra sumir, suma! Suma de tudo que está te confundido. Daquilo que está tirando a tua paz. Se for pra sumir, suma mesmo. Entram dias e saem dias, entram meses e saem meses, entram anos e saem anos. E quantos vezes você parou para sumir? – E depois de sumirmos um pouco para aquilo que nos afundam no mar negro, chegamos a conclusão de que sempre haverá chance para um novo recomeço.

ufa, quanta coisa já vivemos. Até que cansamos um pouco de tudo isso, colocamos os pés no chão molhado da chuva e encontramos nossa miudeza (Você perdeu sua miudeza?). As coisas simples sempre nos fascinaram! E quando realmente nos sentimos bem conosco, desapegar das tristezas e daquilo que não nos faz feliz se tornou um brincadeira e não uma tarefa difícil. Já quando as coisas nos fazem nos sentir infinito, só há uma regra para nós: se apega, sim!

Aprendemos que o destino tem vários caminhos, que só sentimos faltas das coisas que deixamos partir, e como expulsar os dementadores da nossa vida.  E também que fugir dos problemas não adianta nada. E outras 22 coisas que aprendi. E como somos muito literários, falamos sobre o que os livros nos ensinam e o que praticamos.

E por final, chegamos a conclusão de que as estrelas nos permitem errar.  E isso é ótimo!

Agradeço a todos vocês por terem me ajudado a ter esse ano maravilhoso. E que tanto me fortaleceu para seguir com os meus sonhos. Ser feliz é agora a nossa única opção!

Beijos e abraços, Alef J Marinho!

AS ESTRELAS ME PERMITEM ERRAR

as estrelas nos permitem errarHouve um tempo em que meu lugar favorito da vida era subir em cima da laje da minha casa, deitar e ficar observando as estrelas. Era como uma terapia para mim. Eu não precisava, naquele momento, de mais ninguém, pois eu desabafava e solucionava quase totalidade dos meus problemas. Se eu estava triste, chorava lá em cima. Se eu estava feliz, deitava e ficava grato a vida por todo favor imerecido que tinha recebido até aquele momento. Ou simplesmente ficava lá, parado, olhando para céu. E horas e horas se passavam. Quando eu me mudei para outra casa confesso que fiquei desnorteado. Eu simplesmente estava sentindo muito falta do “meu lugar”. Quando eu sentia vontade de chorar o máximo que eu conseguia era ficar dentro do meu quarto rodeado de paredes e um teto sem graça. Não me encontrava, não achava respostas para os meus dramas e problemas. Eu simplesmente só conseguia chorar mais e mais. Agora eu era um “dramático desnorteado”.

Gosto de olhar para as estrelas, elas fazem sentir-me pequeno. E por que não infinito? Se o universo é infinito, as estrelas devem corresponder a isso. São 100 bilhões de galáxias e 100 bilhões de estrelas para cada galáxia existente. E o que sou eu em meio a essa infinitude de astros? Sou mais um. Uma pessoa que simplesmente tenta acertar, tenta ser feliz, tenta amar. Sou mais um que procurar alcançar os sonhos que se transformam a cada dia. Que tenta ser sincero, que tenta olhar olho no olho e expressar tudo que sente. Que sente aquela “bad” do nada e fica feliz quando um amigo diz: estou aqui. Sou aquele que ama estar rodeado de amigos, mas precisa de um momento sozinho para me entender. Sou aquela pessoa que promete acordar cedo na segunda-feira para malhar, mas acorda tarde e ainda come biscoito no café da manhã.

É isso que eu gosto das estrelas. Elas me fazem pequeno, singularmente comum, me fazem um paradoxo. As estrelas me permitem errar. Elas não usam as minhas próprias palavras contra mim. Elas não julgam-me pelas minhas atitudes, pra elas pouco importa se o que faço tem coerência ou não. Elas não vão dizer: logo você fez isso? Hoje eu olhei para as estrelas e me senti seguro novamente. Muito tempo já sei passou desde do dia em que me mudei,  e o que tem me salvado, além de mim mesmo, são algumas pessoas – leia-se amigos, família..Deus –  que têm sido como estrelas na terra.

22 COISAS QUE APRENDI

Leia ouvindo! 🙂

aprendizadoEsses dias eu estavam pensando – penso demais,senhooor!! – como minha mente não corresponde a idade que tenho. Tipo, olho outras pessoas que tem a mesma idade e até mais novas do que eu, e elas parecem tão maduradas, tão seguras de si. E eu me sinto tão infantil, imaturo, etc. Mesmo que eu já tenha ouvido a frase “você é tão maduro pra sua idade” várias vezes. E a poucos meses eu completei 22 anos – genteee, como foi isso que eu não percebi? – e é tão louco de pensar que eu sou tão novo e tão velho ao mesmo tempo.

Tenho sonhos adolescentes
Mas as costas doem
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem
Tenho discos de 87
E de 2009
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem

– Sandy Leah

E fiquei pensando se nessas duas décadas que incrivelmente eu já vivi eu aprendi algumas coisas, por isso resolvi fazer uma lista com os 22 aprendizados que mais me marcaram até o momento. Apesar de todo esses pensamentos, eu me sinto muito bem pela pessoa que me tornei. E realmente estou pronto para mais duas décadas, sejam elas com amadurecimento ou não. Afinal, seu eu for feliz já é o suficiente.

1_ AMIGOS SÃO TÃO IMPORTANTES QUANTO COMIDA

2_ SEUS INTERESSES MUDAM MUITO RÁPIDO

3_ E SONHOS TAMBÉM…

4_ DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA PAKAS

5_ A LEITURA REALMENTE TE LIBERTA

6_ NÃO DEVEMOS JULGAR OS ERROS DOS OUTROS POR SEREM DIFERENTES DOS NOSSOS

7_ A TRISTEZA NOS ENSINA BASTANTE

8_ VOCÊ SÓ CONSEGUE AMAR O PRÓXIMO QUANDO CONSEGUE AMAR A SI MESMO

9_ TODO MUNDO PRECISA DE AMOR

10_ JESUS AMA AS PESSOAS

11_ SEJA QUEM VOCÊ É

12_ ELOGIE O OUTRO

13_ O CONHECIMENTO É IMPORTANTE

14_ ESCREVER É UMA DAS MELHORES COISAS DA VIDA

15_ TODO MUNDO PRECISA DE UMA INSPIRAÇÃO, EM ALGO EM QUE ACREDITAR

16_ CHORAR ALIVIA A ALMA

17_ SORRIR FORTALECE A ALMA

18_ TODO TRABALHO TEM UMA RECOMPENSA

19_ MENTIRA REALMENTE TEM PERNAS CURTAS

20_ SEJA SINCERO

21_  MAS NÃO SEJA ARROGANTE

22_ APRENDA A PERDOAR

 Agora eu quero saber de vocês. O que vocês têm aprendido até o momento? Comenta!!

VERDE DA COR DO CÉU

céuSer feliz ou ter razão, o que você escolhe? Foi o que venho em meu biscoito da sorte, o que eu estranhei, pois esperava uma frase bonita que me faria feliz por alguns segundos, mas uma pergunta? Quem coloca uma pergunta no biscoito da sorte? Juro que prometi a mim mesma nunca mais voltar naquele restaurante, afinal eu nem queria estar ali mesmo. Era aniversário da minha prima Jenifer, que já não era uma das pessoas que eu quisesse desperdiçar minha sexta à noite, mas mamãe disse que era importante mostrar que valorizamos a família e que toda aquela união era verídica. Não sei qual a dificuldade que as pessoas têm em ser sinceras, e talvez esse seja meu carma, ser muito sincera. Não me entenda como arrogante, por favor! Não preciso que você também me julgue. E também sei que tenho somente dezesseis anos, e que tudo isso pode parecer coisas da puberdade, mas você ainda não conhece minha história.

Toda a família estava presente, excerto meu primo, Charlie, que de longe era a pessoa mais legal da família. Todos riam muito com as piadas do tio Nevir, que é pai de Charlie, e ainda não sei o porquê deles não se darem bem, na verdade Charlie parece odiar o pai, mas lembro de que isso começou depois da morte de sua mãe, Catarine que era uma pessoa maravilhosa, talvez uma das melhores que já conheci, mas morreu antes que seu filho chegasse à adolescência. Por que as melhores pessoas possuem as histórias mais tristes?

Logo após cantar parabéns para a prima Jenifer meu irmão, Demis,  chegou com sua nova namorada e que talvez deixasse de ser daqui algumas horas, meu irmão tem uma filosofia muito estranha de vida e principalmente de como não se apegar a nenhuma garota. Mas que me chamou mais atenção na festa foi a necessidade de levar um bolo para um restaurante Chinês, isso é coisa da tia Carmem.

Papai resolveu ir pra casa logo cedo, acho que essa é umas das melhores coisas do meu pai, ele é muito pacato e não gosta dessas comemorações em família, ele prefere ficar em casa enfrente a sua TV vendo as notícias. Meu pai é pintor, mas atualmente está aposentado, o que é muito triste porque eu sempre achei suas obras lindas. Mamãe disse que quando o conheceu ele tinha um espírito extremamente empolgante e juvenil e o que a mais encantou foi a vontade de viver, e hoje ele é um homem muito triste.

Quando eu era pequena vi uma das pinturas de meu pai que era toda borrada, mas era a que papai mais gostava, e eu nunca entendi muito o porquê, já que eu sempre a achei feia. Um dia eu estava brincando com minhas amigas na varanda de casa, um jogo chamado “eu completo melhor”, nesse jogo você tinha que encaixar palavras nas frases e quem formasse as melhores frases ganhava a brincadeira, e umas das frases era “o céu é…” quem completou primeiro foi minha amiga Candice, que sempre foi uma menina muito cheia de si mesmo, e logo respondeu com o nariz em pé.

– O céu é lindo! – e olhou pra mim como se pensasse – quero vê você pensar em algo melhor.

Depois de Candice quem jogou foi Larissa, respondendo.

– o céu é azul! – Larissa sempre foi assim, só constatava o que todos já sabiam. E Finalmente chegou minha vez.

– O céu é verde! – falei com toda a certeza da minha vida que ganharia aquele jogo – e todas as meninas começaram a rir de mim, e sem entender sai correndo e me tranquei em meu quarto aos prantos. Papai assistindo a cena subiu logo as escadas em direção ao meu quarto para saber o que tinha acontecido.

– Rebeca o que aconteceu? – falou ele com aquela voz carinhosa que só pai e mãe sabem fazer pra desvendar todos os segredos de filho.

– Vai embora! – gritei quase que incompreensível pelo tanto de lágrimas e soluços que eu não conseguia conter naquele momento.

– Vamos conversar Rebeca – todo carinhoso como sempre.

– Não! – berrei de uma forma desagradável com quem só queria me ajudar, mas eu era uma criança e a gente ainda não entende dessas coisas quando somos pequenos.

– abra esta porta agora! – falou ele com o tom da voz mais agressiva – eu não estou pedindo, estou mandando! – advertiu ele.

Depois disso resolvi me acalma para abrir a porta, afinal quem não atenderia a uma ordem dessa? Destranquei a porta e sai correndo de volta pra cama e em mais choro – acho que eu era muito mimada nesta época.

Papai sentou-se ao meu lado na cama e começou acariciar meus cabelos permanecendo em silêncio por alguns minutos esperando até meu choro parar. Ele sempre fazia isso e sempre funcionava, acho que às vezes eu gostava de chorar só para poder ter esses momentos infinitos com meu pai, e tenho muita falta disso hoje, mesmo que eu nunca tenha dito a ele.

– o que aconteceu, Rebeca? – perguntou quebrando o silêncio.

– as meninas, papai, elas riram de mim – ainda com voz de choro, mesmo que já tivesse parado de chorar a alguns minutos.

– o que elas fizeram com você? – insistindo ele para saber o que realmente tinha acontecido.

– elas riram de mim só porque eu disse que o céu é verde.

– Mas o céu é vermelho! – exclamou ele com um sorriso no rosto – você precisa aprender que as pessoas enxergam o que acham melhor para elas, é mais fácil aceitarmos aquilo que achamos que merecemos e aquilo que parece ser mais fácil. Mas o meu céu não é o mesmo que o seu, assim como a minha verdade não é a mesma que a sua.

Fiquei parada olhando para o meu pai, e o que me vinha à mente é que ele era a melhor e mais inteligente pessoa do mundo. Ele sempre tentou me mostrar um mundo com outras vertentes, e lembro-me que ele dizia que não existe essa coisa de “normal”, isso é só uma invenção que nos impede de sonhar. Meu pai é um verdadeiro sábio.

– E se elas não entenderem isso? – perguntei, ainda preocupada com a opinião das outras pessoas.

– Elas não vão entender, mas esse não é um aprendizado pra elas neste momento. – alisando meu cabelo mais uma vez – e não se preocupe uma hora todos nós entendemos, mesmo que a gente não queira.

NÃO FUJA DOS PROBLEMAS

Leia ouvindo: Miley Cyrus – Party In The U.S.A

NÃO FUJA DOS PROBMELAS - QUALQUER COIS VIRA LATA

Oi, vocês! Como tá do lado daí? Espero que ótimo, porque aqui está. Hoje eu resolvi falar daquelas pessoas que fogem dos problemas. #QuemNunca? Gente, mas é tão comum. Se tu pensar, nós nem saímos da barriga da nossa mãe e já temos que ficar de cabeça pra baixo. Agora imagina você ter que rodar dentro de um espaço daquele. Vejo amigos meus se desesperando quando as coisas saem do controle e não acontecem como deviam. E quem passa por determinado problema sempre acha que a vida dele é pior do que a do vizinho. Que o mundo é programado pra infernizar a vida dele. E que nada nunca dará certo ou ele não conseguirá resolver o problema. PARE! Por incrível que parece a vida de todo mundo é um pouquinho merda. PRONTO, FALEI! Mas o segredo é como você encara o problema e o que você absorverá de aprendizado para sua vida. Por exemplo, hoje bateu uma fome danada na madrugada, e o que tinha pra comer? Pão e refrigerante. Dai eu peguei o pão de forma e imaginei como seria perfeito se houvesse Nutella ou pasta de paçoca para passar nesse pão. Tinha? Óbvio que não! Mas tinha manteiga. Matou a fome? Talvez! Mas era o que tinha pra hoje. E qual o resultado disso? Esse post, porque depois que eu enfrentei essa situação resolvi escrever isso aqui pra vocês. E isso acrescenta algo em sua vida? Não sei, mas continuarei escrevendo. Mas pense comigo: eu poderia ter ficado com fome e reclamando porque a vida não me deu Nutella nem pasta de paçoca e só manteiga, mas eu prefiro encarar o problema e me diverti com o que tinha.

E tudo que passamos sempre nos deixa alguma marca que nos ajudará sempre que passarmos por alguma situação igual ou parecida. Porque a vida é assim mesmo, toda COISADA. Mas ela é divertida, sabe? Não fuja dos seus problemas, pois quando você voltar eles continuaram lá. E ainda que ser forte parece difícil, mas não é impossível. Uma hora de tanto lutar aprendemos como as coisas funcionam. É igual andar de bicicleta: cair, cair e cair. Mas levante e mostra quem é que manda nessa bagaça.

XOXO

SÓ SENTIMOS FALTA QUANDO DEIXAMOS IR

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Eu pensei que poderia viver sozinho em um mundo que fosse só meu. Algo impenetrável para as outras pessoas. Mas e se eu me perdesse sozinho? Eu juro que pensei que fosse bom o suficiente para mim mesmo. Acreditei que tudo que eu fazia era o mais certo, e tudo que mais gostava era o mais legal. Pensei que o meu céu fosse mais azul, a minha grama mais verde e que minhas palavras sempre fossem as verdades do mundo. E tudo isso foi por medo, pois querer viver em seu próprio mundo não quer dizer que você seja valente, mas que você tem medo o suficiente para não permitir que as pessoas deixem marcas em você.

Eu comecei a perceber todas essas coisas quando senti falta de outros mundos, de outras possibilidades e de outras histórias que não fossem resumidas a mim. Eu não sei se você já se perguntou se alguém se lembrou de você nesses últimos sete dias ou até mesmo nesses últimos quinze, trinta… Eu fico pensando que isso é o mais importantes. Que essa é a única coisa que conseguimos deixar depois de tudo que fazemos aqui. As marcas, sabe? Estou falando das marcas que deixamos na outras pessoas e que fazem elas se recordarem de nós. Essa é a única coisa que se propaga depois do fim.

E se você parar para pensar  no intrínseco das marcas você consegue enxergar que elas trazem em sua essência a existência do que somos. E você só as adquirem quando se permite ser humano. Você só as adquirem quando ama o outro, quando chora pelo outro. Você as adquirem quando passa pelo e outro e esse também o atravessa. E eu só senti falta de tudo isso quando deixei o que era importante partir. Mas dizem por ai que só sentimos falta da luz quando estamos no escuro, e só sentimos falta do sol quando começa a nevar. O que estou tentando dizer é que eu não consigo mais viver em um mundo meu. Eu já não me basto mais.

SE APEGA, SIM!

Leia esse texto ouvindo essa música, ok?  🙂

Esses dias eu fui arrumar a bagunça que estava no meu guarda-roupa. Que sinceramente é um saco fazer isso. Só em pensar que aqui a um mês vou ter que fazer tudo de novo já da preguiça desde agora. Mas pior que arrumar a bagunça, é decidir se aquela roupa usada da sua época do colegial já está na hora de partir ou não.

É muito engraçada essa mania que geralmente a maioria de nós tem de se apegar. Fazemos de tudo para não deixar a vida seguir sem que algo fique para nos lembrar. É como se fosse um medo de esquecer o que vivemos.

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Mas se apegar é uma coisa ruim?

– Olha, depende muito, sabe?

Eu particularmente gosto de me apegar muito às coisas. Apego-me aquilo que vale a pena. Por exemplo, Sabe aquele amigo que você pode confiar sempre? Ou aquele que sempre que você o encontra ele consegue tirar risadas fáceis de você? Ou aquele que passou muito tempo longe, mas quando você o encontra parece que nunca estiveram distantes? Eu me apego fácil!

Sabe aqueles planos que fazemos em nossa mente assim que deitamos para dormir? E aquelas viagens que sempre sonhamos e planejamos o destino, o hotel e a linha aérea só para sabermos o quanto precisaremos juntar? Eu me pego fácil, fácil!

Apego-me a oportunidades boas. A pessoas que me querem ver seguir enfrente depois daquele término de namoro que (in)felizmente não deu certo. As Que me dizem que eu ainda irei conseguir, mesmo depois de não ter conseguido aquele curso da faculdade que eu tanto queria. Apego-me aquelas que me dão um bom dia sempre. Que me ligam no meu aniversário, ao invés de só mandarem mensagem.

Se apegue a pessoas boas, entende? Pessoas que te fazem seguir em frente. De Pensamentos positivos. Gente como a gente! Que sorrir como a gente, que sonha como a gente. E que erra como a gente, mas na tentativa de ter feito a coisa certa.

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Agora se for aquela roupa velha que te faz lembrar de uma época que não volta mais e ainda te faz parecer imaturo. Se for aquele “amigo” que só vive te julgando e colocando para baixo. Aquele ex-namoradx chato que conta mil mentiras sobre você. Aquele curso chato da faculdade que você nunca quis entrar. Se for disso a pior, por favor, faça igual a Isabela Freitas: NÃO SE APEGA, NÃO!

VOCÊ PERDEU A SUA MIUDEZA?

(Leia o post ouvindo essa música)

“Você não é a mesma de antes você era muito mais muitais, você perdeu sua muitesa!” (Chapeleiro Maluco)

Esses dias eu estava de folga (aleluia!) e me deparei com algo realmente bom. Mas bom mesmo, sabe? Foi uma sensação que esfriou a coluna e me levou a dez anos atrás. E lá estava eu: pés descalços tocando a terra molhada da chuva.

Sorrir era fácil para quem já estava todo molhado. Viver era fácil pra quem já estava descalço. Descalço e despido. Despido e desnudado. Desvestido de pecados, de certezas, de preconceitos e de avarezas. Era tão bom ser assim: menino do mato.

a miudeza das coisasE toda essa nostalgia me faz pensar: por onde anda minha miudeza?

Eu dava muito mais valor às coisas ‘insignificantemente’ especiais. Eu sabia utilizar meu tempo para momentos que realmente me faziam feliz e geravam boas lembranças.

Pensar era muito mais fácil, já que eu tinha coragem em cada fio do meu cabelo para tomar todas as decisões sem me preocupar com o futuro. É como que se intrinsecamente eu já soubesse que predize-lo é realmente uma tarefa inalcançável. Eu não queria ser feliz, eu era feliz. Uma felicidade gratuita e genuína que eu encontrava nos brinquedos desmontados e nunca consertados. Um mundo de miudezas infinitas.

Agora eu volto do meu passado e me pergunto se o ‘menino do mato’ se agradaria do menino dos casos, do desventurado e do complicado.

Deixei muitos amores passarem por ter sido grande demais para eles. Por ter sido racional demais para eles. Por não ter visto como era singelo e significante aquele momento. Por não entender o quanto amável eu poderia ser. Eu quis ser grande, muito grande. O maior que eu poderia ser. E fui, e sou. E o que sobrou?

Nunca perdi minha miudeza, só esqueci que a tinha.

Lembre-se da sua…

SE FOR PRA SUMIR, SUMA!

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Se for pra sumir, suma! Suma de tudo que está te confundido. Daquilo que está tirando a tua paz. Se for pra sumir, suma mesmo. Entram dias e saem dias, entram meses e saem meses, entram anos e saem anos. E quantos vezes você parou para sumir?

Acredito que em quase totalidade das pessoas em um certo dia da vida vivem aqueles momentos em que tudo é confuso. Tudo nos irritas e também irritamos a todos. Aquele momento em que nos magoamos com tudo, mas também magoamos a todos. Aquele momento em que nos arrependemos das escolhas que fizemos e o rumo que as coisas tomaram. É, tudo é muito complicada e estranho.

Mas o que todos precisamos na verdade é sumir. Tudo que precisamos é nos voltar para o nosso mundo e entender o que está acontecendo. Está tudo mudando? Tá! E o que eu posso fazer para que essas mudanças ocorram da melhor maneira? Sumir!

É dizer ao mundo: pera…deixa eu entender o que está acontecendo com a minha vida.

Geralmente eu costumava a deitar na laje da minha casa e ficar olhando as estrelas e lavando todas as “roupas sujas” . Eu penso comigo mesmo: hey, Alef. O que é que tu tá fazendo da sua vida? Onde você está errando? Esse erro te ensinou algo? então tudo certo, você não precisa ser perfeito. Vamos, toma controle de tudo agora e faz o que tem que fazer. A vida não é fácil, ninguém nunca disse que iria ser, mas disseram que é possível ser feliz.

E eu me recuperava sempre que eu me entendia. Porque temos que sumir do mundo e aparecer para nós mesmo. Se eu não sei quem realmente eu sou nunca vou saber aonde quero chegar. E não se preocupe com o futuro que as coisas podem tomar, no final você pode fazer tudo dar certo. Temos uma habilidade incrível de sempre se levantar quando caímos, de sempre achar luz nos lugares mais obscuros.

Sempre vai existir uma chance para um recomeço.

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[REFLEXÃO] VOLTA E MEIA NO SENTIDO DA VIDA

   Volta e meia me pego pensando nessas questões da vida que ninguém encontra a resposta. Sinceramente preferia não pensar, gosto muito mais de sentir as coisas do que pensar nas razões delas acontecerem. Porque no final da conta nada é ou acontece do jeito que pensamos.
     É sabido que nós somos seres de interação e nossas práticas, ideias, vontades, gostos se modificam com essas relações. Já dizia uma ótima pessoa chamada Bakhtin que metade de nós somos nós mesmo e a outra metade é composta pelo outro. Ou seja, o outro nos completa. Mesmo que de forma inconsciente. Quem ai já passou a gostar de uma banda depois de vê que era a preferida do amigo?
     Meia e volta vou aprendendo que essa relação com o outro é o que forma o tão procurando sentido da vida. Muitos já dizem por ai que esse sentido é dar significado a vida do outro. Não encontramos a tal felicidade em nós, mas ela é encontrada quando fazemos a vida de uma outra pessoa ter um pouco mais de luz. Sabe aquela sensação boa de ver que todos seus amigos estão bem e  que sua família está em paz? E quando sabemos que aquela pessoas que tanto gostamos sentem dores na barriga pelos motivos certos? Risadas
     Eu não estou dizendo que não podemos ser felizes. Que só os outros podem ser felizes. Muito pelo contrário! Eu estou te dizendo que você tem bilhões de oportunidades de ser feliz. Imagine quantas pessoas você pode fazer se sentir infinito, único e insubstituível. Se metade de nós é composta pelas outras pessoas, eu prefiro que essa metade seja um oceano de felicidade. Não fique por ai desesperado procurando a felicidade. Sabe quando perdemos alguma coisa e depois ele aparece sem explicações?