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TAL QUÍMICA – SÓ AGRADECE – CAP. 04

Pisando descalço, nesse chão molhado, deito do teu lado para relaxar
Fazendo fogueira, sem eira nem beira, deitado na esteira, vendo o luar.
Pego meu violão, canto uma canção que já fez maluco se por a dançar
Aquele doce,que derrete a mente no desembaraço desse meu cantar.
Aquela morena de saia pequena com seus olhos grandes parece voar.
Hoje na Natureza não importa a feira, é dia de doideira e não de trabalhar.
(Pisando descalço, Maneva)

O AMOR NOS TEMPOS DE #LIKES – PAM, BEL E PEDRUGO

o-amor-nos-tempos-de-like-resenha-blog-qualquer-coisa-vira-lataOi, vira lata. A resenha de hoje é muito especial, pois são de pessoas que, assim como eu, amam livros, falam sobre livros e publicaram seu próprio livro, este último AINDA não alcancei. Estou falando, como vocês já viram no título, do livro O Amor Nos Tempos de #Likes de quatro Youtubers que eu já acompanho há um tempão, a Pam Gonçalves, a Bel Rodrigues, e o Pedro e o Hugo.

O livro é divido em três contos, cada canal ficou responsável por um, óbvio. A proposta do livro é modernizar romances já super bem conhecido por nós, como Romeu e Julieta, por exemplo.

O SORRISO MAIS DOCE – YARA PRADO

o-sorriso-mais-doce-yara-prado-blog-qualquer-coisa-vira-lata-resenhaOlá, Vira latas, essa é a minha última resenha do ano de 2016, sem dúvidas, um dos anos que eu mais li. Não comprei muitos livros físicos, mas virei à louca dos ebooks da Amazon. Sendo assim, resolvi resenhar para vocês um livro que li tem algumas (muitas semanas), mas que precisa ser compartilhado com o mundo. Refiro-me ao livro O sorriso Mais Doce, da escritora Yara Prado.

Sou completamente viciada em comprar livros na Amazon! Adoro conhecer novos escritores. Mas confesso (já até comentei com vocês) que muitas vezes fico cansada de ler as mesmas coisas. Não que seja ruim, mas falta o tempero de cada escritor, entendem? Certo dia eu estava olhando as novidades da Amazon e vi esse livro da Yara. Lembro-me de ler um comentário que dizia que se você procurava por um romance aquele livro não tinha esse tema como foco. O tema era o amor entre uma mãe e seu filho. Se vocês pensaram que eu comprei imediatamente, acertaram.

A MENTIRA PERFEITA – CARINA RISSI

a-mentira-perfeita-carina-rissiOlá, Vira latas, hoje é dia de mais uma resenha, e eu confesso que li esse livro há algumas semanas, porém, emendei uma leitura atrás da outra e não o resenhei ainda. O que é um ABSURDO! Afinal de contas, é um livro da Carina Rissi, e como sabemos a Carina arrasa! Deixando de delongas, vamos focar na resenha.

A MENINA JOAQUINA: SOBREVOANDO FLORES

a menina joaquina: sobreavoando flores

Ser criança é não perceber, muitas vezes, grandes muralhas que são construídas entre nós. É não saber quanto tempo o tempo tem, ele só passa, passa e leva com ele momentos não vividos. Mas do nada a gente começa a perceber: percebemos o que é saudade, percebemos que temos que ter responsabilidades, como ter que guardar as moedas que ganhamos de mesada para podermos comprar a nova edição do Gibi na banca do Francisco, por exemplo.

TAL QUÍMICA – CAP. 13 – SAMILA BEZERRA

tal químicaMeu coração pulou
Você chegou, me deixou assim
Com os pés fora do chão
Pensei: Que bom!
Parece, enfim, acordei
Pra renovar meu ser
Faltava mesmo chegar você
Assim, sem me avisar
Pra acelerar um coração
Que já bate pouco
De tanto procurar por outro
Anda cansado
Mas quando você está do lado
Fica louco de satisfação
Solidão nunca mais
Você caiu do céu
Um anjo lindo que apareceu
Com olhos de cristal, me enfeitiçou
Eu nunca vi nada igual
(Frisson-Roupa Nova)

Eu ainda não estava falando com o Gael, e sinceramente isso acabava comigo. Ele era o meu amigo há tanto tempo e eu não acreditava que a nossa amizade seria ameaçada por causa de uma briguinha. A Alice me mandou mensagem no mesmo dia, pedindo desculpas. Eu sei que nenhum dos dois tinha culpa, mas fiquei feliz pelo fato da minha amiga não querer ficar brigada comigo.

Eu estava deitada na minha cama terminando de ler “Elena a filha da princesa”, que livro maravilhoso aquele. Estava praticamente no final quando o meu celular começou a tocar. Era o Bernardo.

-Oi, Bê. –Eu falei enquanto colocava o marca página no livro.

-O que você está fazendo?

-Estava lendo.

-Desculpa, Isa, por ter te tirado do livro.

-Não precisa se desculpar. –Eu disse. – O que devo a honra da sua ligação.

-Bom, como a senhorita é praticamente uma arquiteta, já está fazendo projetos de closets e tudo mais. Eu queria a sua ajuda.

-Ei, eu não sou arquiteta. –Eu protestei. –Você também quer um closet?

-Ainda, mas logo será. –Ele falou. –Não, Isa, eu não quero um closet, queria a sua companhia. Eu vou olhar uns apartamentos hoje e ficaria muito feliz se você viesse comigo. –Ele ficou uns três segundos calados até que perguntou. –Eu terei o prazer de desfrutar da sua companhia?

Eu não aguentei e comecei a rir. –Bê, só você para falar assim.

-Você não topa, é isso?

-É claro que eu topo. –Eu aposto que ele tinha dado o seu meio sorriso.

-Passo na sua casa por volta de uma e meia. Tudo bem para você?

-Tudo ótimo!

-Até daqui a pouco. – Quando pensei que ele tinha terminado, voltou a falar. – Mas uma vez desculpa por te atrapalhar.

-Não atrapalhou, Bê. Eu já estou no finalzinho.

-Posso saber o nome do livro?

-“Elena a filha da princesa”.

-Ah! Boa leitura, minha princesa. Beijos.

-Beijos, menino lindo.

Voltei para o meu livrinho e terminei de ler os dois capítulos que faltava. Que livro era aquele! Eu amava a escrita da Marina, sem dúvida ela era uma das minhas escritoras favoritas. Eu tinha amado os outros livros dela, mas aquele tinha uma pegada de new adult, gênero que eu adorava, e isso foi apenas um dos pontos que deixou a leitura maravilhosa.

Quando eu coloquei o livro na prateleira, fui até o quarto ao lado e vi que minha cunhada estava trocando a roupa dos gêmeos, do Pedro e do Davi, eu amava aqueles dois meninos, eles junto com a irmã tinham se tornado a alegria da casa. Falando em Bianca, ela não desgrudava do lado da mãe, ora ou outra Letícia incentivava a filha a conversar com os irmãozinhos. Só a minha cunhada mesmo para ter disposição de imitar vozes infantis e fazer tudo que ela fazia. Mas aquilo tinha um nome bem pequeno, mas com um significado imenso: ser mãe. Letícia era jornalista, mas desde que descobriu que estava grávida novamente deixou a profissão de lado, ela aproveitou os primeiros meses para preparar a mudança, além, é claro, de ficar muito perto da filha. A Letícia sabia que com a chegada dos gêmeos infelizmente ela não conseguiria dar no início a mesma atenção que Bianca sempre recebeu.

Eu juro que eu estava bem quietinha na porta, mas minha cunhada acabou virando e me viu. Então ela me chamou para vivenciar aquele momento, e não apenas assistir. Quando sentei no chão, ao lado da cama, percebi que a minha cunhada chorava.

-Esses três anjinhos são tão lindos. –Ela enxugou as lágrimas.

-São sim. –Eu a abracei.

-Mas dão um trabalhão. –Terminando de dizer essas palavras ela beijou o topo da cabeça da Bianca. –Mas todo o trabalho vale a pena.

Letícia e meu irmão namoravam desde a época do ensino médio. Ela resolveu fazer jornalismo, enquanto que o meu irmão foi para o lado do direito. Quando casaram minha mãe só faltou morrer, na época eu tinha quinze anos, e tanto o meu irmão quanto a Letícia tinham vinte três. Isso deixou a minha mãe louca, ela chorava dia e noite queria saber como o filho estava se virando. Mas com o passar do tempo, meses para ser mais exata, ela se conformou, inclusive ficou grudada com a Letícia. Sério quem ver de fora acredita que a minha cunhada é a filha da minha mãe e não eu.

Dona Elena estava bastante animada, então resolveu fazer uma lasanha de frango com muito, mais muito queijo. Ah! De sobremesa ela nos serviu um maravilhoso bolo de chocolate. Eu tinha certeza que tinha engordado uns três quilos, e isso não era nada bom. Durante o almoço meus pais planejaram a nossa viagem anual para Minas Gerais, a minha mãe nasceu lá, mas veio para cá quando foi fazer faculdade, digamos que o motivo disso tudo foi o meu pai, os dois se conheceram em uma viagem de carnaval e estão juntos até hoje. E tem gente que fala que amor de carnaval não dar em nada. Voltando para o assunto viagem, a desse ano era mais que especial, iríamos apresentar os novos membros da família para os nossos parentes mineiros.

Depois de almoçar eu fui me arrumar. Estava um tempo super agradável, nada de calor, mas sim ventos gelados. Como eu estava amando o estilo boho chic resolvi colocar um short jeans cintura alta ele tinha aparência de ser gasto, mas ao meu ver esses são os piores, sempre custam mais caro. Junto com ele eu usaria um croped preto, eu adorava aquele tipo de blusa, mas a estrela principal do figurino era um kimono de franjas floral lindo que eu tinha me dado de presente depois de terminar o namoro com o Oscar. Ah! Nos pés preferi colocar um all star preto. Na maquiagem só coloquei o meu bom e velho delineador, máscaras de cílios, além de um batom cor de boca.

Estava arrumando a minha bolsa quando o Bernardo mandou uma mensagem.

(Bernardo) Estou na porta.

(Eu) Estou saindo.

Peguei a chave de casa coloquei na bolsa. Dei tchau para a minha família. Assim que abri o portão o vi. Bernardo estava encostado na lateral do seu carro, uma Pajero TR4 prata. Ele usava uma calça jeans preta com uma camisa preta, nos pés um all star preto. Até mesmo quando ele queria ser discreto Bernardo conseguia ficar mais lindo.

Quando me viu Bernardo me encarou sorrindo logo em seguida. –Cadê aqueles saltos gigantes? –Ele apontou para os meus pés.

-Não estava a fim de colocar.

-Eu também gosto de você assim, baixinha. –Ele disse a última palavra enquanto me abraçava.

-Eu não sou baixinha, Bê. – Eu tentei fazer cara de brava. Eu tinha 1,62 de altura.

Entramos no carro e seguimos rumo aos apartamentos. Bernardo me explicou que tinha marcado de encontrar três corretores. Cada apartamento ficava em uma parte da cidade. E ele rezava para achar logo um lugar definitivo para morar. Assim que Bernardo parou o carro, vimos que um senhor careca de barriga saliente nos esperava.

-Boa tarde. Eu sou o Gomes.

-Boa tarde, viemos dar uma olhada no apartamento.

-Tenho certeza que vocês dois vão amar. –Bernardo olhou para mim e deu um sorrisinho.

O apartamento ficava no quarto andar. Ele era completamente mini, os quartos eram minúsculos, a cozinha nem se fala. A sala não caberia muita coisa. A única coisa naquela história toda que não era minúscula era o aluguel. Por estar localizado perto da orla o valor do apartamento estava tão salgado quanto à água do mar.

-Muito obrigado, Sr. Gomes, por nos mostrar o apartamento, mas ele não faz o meu estilo.

-Mas vocês dois terão várias opções de lazer. –Ele falou. – Temos vários bares, restaurantes, pizzaria, shopping, além, é claro, de ser bem próximo da praia.

-Eu sei, mas realmente não faz nosso estilo. –Terminando de falar aquelas palavras o safado passou a mão nas minhas costas puxando o meu corpo para mais perto do seu, além disso, beijou a minha cabeça.

-Lamento, mas espero que vocês achem um apartamento que atendam todas as necessidades.

Quando chegamos a porta do carro eu dei dois tapas no braço do Bernardo. –Aí isso dói. –Ele disse em meio a um sorriso.

-Que história é essa de dar a entender que estamos juntos? –Eu coloquei a mão da cintura.

-E não estamos? Você estava lá comigo. – Fez graça Bernardo. Fato que o fez levar mais dois tapas. –Coitado dele Isa, o trabalho do cara já é estressante, deixa ele pensar que somos um casal apaixonado. Nunca mais o veremos novamente.

-Sei… –Eu não fiquei convencida daquela resposta.

-Vamos ver os outros apartamentos menina linda. –Ele disse isso enquanto segurava os meus ombros, terminando as palavras beijou a minha testa.

O outro apartamento era imenso. Tinha dois quartos grandes, dois banheiros, uma sala de estar e jantar. Mas não tinha varanda, e o bairro era muito distante da faculdade. Bernardo já tinha perdido as esperanças até que tudo mudou ao olhar o último apartamento que combinara naquele dia. Esse tinha quartos razoáveis, um banheiro, uma sala grande. Tudo bem que a cozinha era pequena, mas a varanda e o fato de ser perto da faculdade compensavam.

-É perfeito. –Ele disse. Então se virou para mim e perguntou. –Você gostou, Isa? –Parecia que a minha opinião era importante para ele.

-É incrível. Além disso, fica perto da minha casa. –Eu sorri.

-Eu fico com ele. –Bernardo falou para o corretor.

Quando saímos do condomínio resolvemos dar uma volta no parque que ficava próximo, já passava das cinco da tarde. Mas o céu continuava claro. Bernardo tirou do carro uma saída de praia, ou melhor, a minha.

-Não estar mais com cheiro de cerveja, eu a lavei.

-Muito obrigada, Bê. –Eu sorri.

Ele forrou a saída de praia depois foi até a barraquinha de comida que ficava a poucos metros de nós e comprou uma pipoca salgada e um algodão doce. Bernardo sentou ao meu lado e me entregou o algodão doce. Enquanto ele comia ficava me encarando.

-O que foi? –Eu perguntei enquanto colocava um bocado de algodão doce na boca.

-Eu gosto de olhar para a minha amiga. –Não sei por que mais eu acabei tirando um pedaço de algodão doce e colocando na boca dele.

-Hum isso está bom. –Ele falou enquanto pegava mais.

-Bê, todos os algodões doces têm o mesmo gosto.

-Não tem, não.

Quando terminamos de comer ele resolveu deitar, eu fiz o mesmo e tenho certeza que foi a melhor decisão. O céu estava com uma cor linda, eu amava o momento do crepúsculo. Eu encostei a minha cabeça no peito do Bernardo, ele ficou dedilhando o meu braço como se fosse um violão. Ficamos um bom tempo calado, foi aí que me veio à cabeça a pergunta que eu ainda não tinha feito a ele.

-Bê, por que você vai embora da casa do Vinícius?

-Eu moro lá de forma provisória. A minha família vai morar em Brasília. E eu não quero ir junto. Além disso, a minha casa será alugada e eu preciso de um lar.

-Buscando a liberdade, gostei.

-E você Isa, tem vontade de morar sozinha?

-Quero fazer intercâmbio antes, para depois morar sozinha.

-Aonde você pretende ir? – Ele parou de usar o meu braço com se fosse um violão.

-Meu sonho é estudar na Inglaterra.

Bernardo respirou como se estivesse aliviado. – Ufa, que susto. Eu também tenho vontade de estudar na Inglaterra. Quem sabe não estudaremos no mesmo lugar. – Ele beijou a minha cabeça e voltou a acariciar o meu braço.

Ficamos no parque por mais quinze minutos, mas infelizmente estava ficando escuro. Além disso, era muito perigoso. Mas se eu pudesse teria estendido ao máximo aquele momento.

BOA NOITE – PAM GONÇALVES

Oi, Vira Latas, eu não sei vocês, mas eu amo falar sobre feminismo, e não tem nada melhor do que ler um livro que trata sobre esse tema, e que foi escrito por uma pessoa que realmente levanta essa bandeira. Estou falando do livro “Boa Noite”, escrito pela nossa Pam Gonçalves. Se vocês quiserem saber o que eu achei do livro é só continuar lendo a resenha.

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Boa Noite conta a história da Alina, uma jovem de dezoito anos que começará a sua sonhada faculdade de engenharia da computação. Ela sempre foi a filha certinha, a aluna certinha. Nunca deu problema a ninguém! E, sinceramente, ela queria mudar. Estava cansada dessa imagem que todos tinham sobre ela, então seria nessa nova fase da sua vida que ela esperava que as mudanças acontecessem.

Alina foi morar em uma república, apelidada carinhosamente como “República das Loucuras”. Lá ela passou a morar com a Manu, a amiga mais doida e gente fina que alguém poderia ter. Com a Talita, que era mais ajuizada, mas amava ficar de amassos com o namorado pelos quatros cantos da república. O namorado de Talita era o Bernardo, que morava mais na república do que na sua própria casa. E com o Gustavo, o dono da república, estudante de medicina e simplesmente lindo.

Alina viu que era completamente diferente daquelas pessoas, mas ela rapidamente os adotou como família e foi bem aceita por todos. Com eles, ela passou a sair para as festas. E em uma dessas saídas ela conheceu o Arthur, um jovem estudante de medicina que, a princípio, encantará Alina. Mas que ao longo da trama percebemos quais são as verdadeiras intenções dele.

Além de ter que lidar com essa personalidade dúbia de Arthur. Com o amadurecimento da sua própria personalidade. Alina lidará com uma turma formada praticamente por meninos que, em sua maioria, se acham no direito de falar e tratar as meninas com inferioridade. Alina, junto com as suas colegas de classe, tentará mostrar que as mulheres podem e devem estudar aquilo que querem. E que o machismo precisa acabar.

Eu amei esse livro da Pam! Li rapidamente e adorei a forma que ela abordou os diversos temas. Infelizmente, tudo que ela escreveu acontece em muitos cantos do Brasil e do mundo. Os abusos que ocorrem nas faculdades e ,que na maioria das vezes, não vêm a tona. Pam conseguiu em 237 páginas falar sobre como nós mulheres temos que lutar contra esse mal chamado machismo, e com essa mania que a sociedade tem de achar que nós, mulheres, temos menos direitos que os homens. E que se usamos uma roupa curta e se sofremos assédio com isso a culpa é da “vítima”.

Esse é sem dúvida um livro que todos deveriam ler. Ele nos mostra que é possível lutar. E que temos sempre que apoiarmos as nossas irmãs e mostra-las que nunca estamos sozinhas, e de que ela não tem culpa de nada. Então, se você quer ver como foi a jornada da Alina em apenas um semestre na faculdade, e que semestre, não deixe de ler esse livro. Tem romance. Mas a grande temática do livro é a sororidade.

… Várias garotas sofrem abuso sexual todos os dias na nossa universidade, na nossa cidade, no nosso estado, no país, no mundo inteiro. E a maioria não denuncia e nem pede ajuda. -Olho um a um os meus colegas. Alguns ainda com a expressão indiferente, outros constrangidos  uns até mesmo concordando com a cabeça. -Sabem por quê? Porque a maioria vai ser culpada por vocês. Por nós. Porque, para a nossa sociedade, é normal assediar. Porque, se ela não quisesse, não sairia de roupa curta. Porque, se ela não quisesse, não andaria sozinha. Porque, se ela não quisesse, não estaria bebendo. Porque, se ela não quisesse, não estaria VIVENDO. -Começo a me emocionar. -Só queremos que ela possa pedir ajuda em um ambiente seguro, ter o suporte necessário. (Página 212)

VITRINE

BOA NOITE – PAM GONÇALVES / Editora:Galera Record  / Valor: R$ 23,90 ( Compre aqui)

PRINCESA DAS ÁGUAS – PAULA PIMENTA

Olá, Vira Latas! Hoje a resenha será sobre um livro de uma escritora que eu sei que a maioria das pessoas amam. Lógico que eu estou falando da Paula Pimenta. <3 Para vocês terem noção, essa semana eu reli trechos de FMF1 no ônibus e no percurso da faculdade para casa, que normalmente dura uns vinte cinco minutos, parecia mais ter passado em cinco. É o poder da Paula Pimenta, gente. Mas vamos focar na resenha do livro de hoje.

Como vocês perceberam pelo título, viram que o livro é a Princesa das Águas. Eu comprei esse livro na Saraiva do Shopping Recife. Foi um dia totalmente mágico, após ir a Olinda, Igarassu e outra cidade que me falha a memória. Meus amigos e eu, antes de irmos ao Marco zero, fomos até a livraria Cultura. Eu segurei o livro e o amor pela capa só aumentou. Mas eu não comprei! Realizei meu sonho de ir até uma forever 21, mas não comprei nada rsrs. Porém, saí do shopping com as melhores compras do mundo. Livros e chocolate.

princesa-das-aguasAgora de fato, focando no livro, a história é tão mágica quanto a capa. De todos os livros das princesas que a Paula lançou, esse é o meu favorito. Tem rosa e roxo. *__*  O livro conta a história da Arielle Botrel, uma jovem nadadora que é o orgulho do pai quando o assunto é o esporte. Mas que ama dar um trabalhinho no quesito festas. Ela sempre dava um jeito de sair escondida. Contava sempre, ou quase sempre, com a ajuda do seu melhor amigo, o também nadador, Lino. O problema é que em uma dessas escapadas. Arielle conhece o Érico Eggenberg, um tenista suíço, que arrancará suspiros de todas as telespectadoras do mundo, que estão sintonizadas no Brasil, ou melhor nas olimpíadas do Rio de Janeiro.

É claro que em como a maioria dos livros de princesa, sempre rolará muita confusão impedindo o casal principal de ficarem finalmente juntos. Para conquistar o coração de Erico, Arielle terá que abusar dos gestos, já que não pode em hipótese alguma utilizar a sua voz para conquistar o menino. E como é de se esperar, ela precisará driblar as pessoas malvadas que não torcem pela felicidade deles. Que ainda bem que são pouquinhas.

Eu não vou falar mais sobre o livro porque apesar dele ter  367 páginas a história é bem simples. Rapidamente, o leitor descobre o que vai acontecer no final. Mas isso não tirou o brilho da Paula Pimenta. O livro é devorado rapidamente e nos deixa com uma imensa vontade de assistir o filme da Pequena Sereia.

Como sempre, a Paula abusou das redes sociais, deixando o livro bem atual. Adorei também que personagens antigos apareceram e de alguma forma contribuíram para a história. Então se vocês gostam do mundo encantado que envolve essas princesas da Disney, amam livros leves e que possuem capas maravilhosas, leiam Princesa das Águas! É sem dúvidas, um ótimo livro para desestressar. Além do mais, é Paula Pimenta. Tem coisa melhor?

VITRINE

PRINCESA DAS ÁGUAS – PAULA PIMENTA / Editora: Galera Record / Valor: R$ 22, 40 (Compre pela Amazon)

TAL QUÍMICA – CAP. 10-11 – SAMILA BEZERRA

tal químicaFoi em busca de uma vida feliz
Atrás do que eu sempre quis
A vida na bera do mar, uoooo
Na bera do mar
Vou pegar minha coisas
E vou me embora do Hawaii
To de saidera e você também vai
Dentro da mochila levo o teu coração
E entre meu braços mais a prancha e o violão
Quero no caminho agarrar a emoção
Deslumbrar no sonho
Mergulhar nessa paixão
(Caminho do Hawaii-Vitor Kley)

MENSAGENS NO WHATSAPP:

(Vic) Bom dia! Boas notícias, consegui uma casa para passarmos a quinta-feira.

(Gael) Uhu!!! Essa quinta-feira promete.

(Marcela) Promete mesmo. Depois de praticamente nos matar com aquela maquete, merecemos descanso.

(Eu) Nem me lembre dessa maquete do mal Marcelinha.

(Vic) Por favor, não falem de maquete. Quase perdi a minha mão para fazê-la.

(Marcela) Assunto encerrado. Rsrs.

(Bernardo) Falou tudo Gael. Quero saber como será o meu feriado.

(Vic) Seguinte, minha tia irá para a casa de praia somente na sexta à tarde. Podemos passar a quinta-feira inteira lá, dormi na casa para voltar na sexta de manhã.

(Gael) Galera levem o protetor e o colchonete porque esse feriado vai entrar para a história

CAPÍTULO 11

Linda!
Lá na areia!
Menina na beira do mar vira sereia
Linda!
Lá na areia!
Menina que entra na roda é capoeira
Vou pegando a saideira,
Eu já fiz minha cabeça,
E hoje tá quebrando a vala,
Por incrível que pareça.
O vento virou,
O céu se abriu
E o mar ajeitou
Vou voltar no meio dia,
Tá na areia meu amor!
(Pegando a saideira-Armandinho)

 

Minha casa estava uma verdadeira bagunça, meus sobrinhos eram tão perfeitos que nem foi preciso que eles ficassem internados no hospital. Isso era maravilhoso! O único problema é que eles choravam o dia inteiro. Enquanto meu irmão não terminava de arrumar a nova casa (que ficava na mesma rua que a minha) fiz questão de dividir o meu quarto com a Bianquinha.

Finalmente tinha chegado o feriado de 27 de agosto (dia da Padroeira de Maceió). Eu e galera tínhamos combinado de passar o dia inteiro em um dos lugares mais perfeitos que existia a cidade de São Miguel dos Milagres. Eu não seria a única que aproveitaria o feriado, Bianca iria para uma fazenda com a mãe e a irmã de Letícia. Eu sabia que a minha cunhada estava feliz da vida ao saber que a filha se divertiria. Depois de passar quinze minutos tentando me levantar da cama, eu fui direto para o banheiro. Tomei um bom banho, depois coloquei o biquíni. Preparei a minha mochila, com apenas pijama, uma muda para voltar para casa no outro dia, minha nécessaire, toalha e é claro calcinhas. Ah! Preparei também minha bolsa de praia. Passei na cozinha para filar a boia da dona Elena. Tomei um delicioso suco de laranja com um bom pedaço de bolo. Depois de escovar os dentes fiquei esperando a Marcela que me daria carona.

Não demorou muito para a minha amiga chegar, ao contrário de mim que só estava levando uma mochila, ela estava com uma bolsa bem maior. Às vezes invertíamos os papeis.

-Bom dia, Marcelinha. –Eu a abracei.

-Bom dia, Isa. –Ela deu partida rumo à praia. –Finalmente um feriado.

-Nem me fale. A faculdade e a minha família estão me deixando com os cabelos brancos.

-Mas você tem sorte por ter aquelas três coisinhas lindas.

-Eu sei. –Nós rimos.

Assim que chegamos à praia avistamos o pessoal. Cecília estava sentada conversando com Vinícius, Bernardo estava na beira da praia encarando as ondas. Enquanto isso, Gale e Vic tiravam selfs. Eu e Marcela corremos para falar com eles.

-Oi, gente. –Eu falei e comecei a abraçar cada um deles.

-Oi, pessoas lindas. –Marcela também os abraçou.

Sabe catálogo de roupa de praia? Então essa galerinha aqui deixava qualquer catálogo no chinelo. Os meninos arrasavam nas bermudas, as meninas nos biquínis. E os óculos, um mais lindo que o outro. Antes que vocês estejam se perguntando, hoje eu tinha optado por usar um biquíni tai dai com variações da cor verde. O soutien era de bojo, já a calcinha era de lacinho. Mas eu estava usando um short jeans claro rasgado. Meus óculos eram daqueles modelos que estava na moda, mais arredondados e era espelhado na cor prata.

-Vamos tirar fotos. –Disse Gael que já foi fazendo cliques nossos.

-Não Gael, deixa para mais tarde. –Eu olhei na direção em que o Bê estava. –Vou dar um oi para o Bernardo.

-Sei. –Disse Gael que na mesma hora ganhou um tapa de Marcela.

Eu caminhei em direção a ele, Bernardo estava com uma bermuda de nylon preta, sua costa larga se encaixavam perfeitamente com o cenário. Quando me aproximei mais pude reparar nas tatuagens que ele tinha nas costas e nos braços. Ele tinha uma pena muito linda que era sombreada nas costas, uma frase no braço direito e um triangulo no esquerdo. Aos poucos ele foi se virando, sua testa estava franzida por causa do sol. Mas seus olhos verdes brilharam a me ver, ele abriu um lindo sorriso, mostrando suas lindas covinhas.

-Menina Linda! –Ele foi logo me abraçando. Meu Pai celestial, que abraço foi aquele? O danado ainda por cima cheirou o meu pescoço. –Que cheiro bom.

-Olha só quem fala. –Eu não queria soltar o Bernardo.

-Até para vir a uma praia a senhorita arrasa, né menina linda.

-E você, menino lindo, não fica muito atrás quando o quesito é produção.

-A diferença é que eu demorei uns cinco minutos para trocar de roupa. Acho que você levou muito mais tempo que isso.

-Acertou. –Nós começamos a rir.

Viramos em direção ao mar, mas a mão de Bernardo continuava pousada nas minhas costas, minha cabeça estava encostada em seu peito, e a sua outra mão entrelaçada a minha. Muito confuso tudo isso né? Que mar era aquele! Maceió tinha várias praias lindas, mas eu estava apaixonada por aquela prainha que estava super deserta. Acho que passamos uns dez minutos sem conversar só sentindo a calmaria que o mar nos trazia. Bernardo era o que mais parecia aproveitar aquela calmaria, sei lá era como se ele e o mar tivessem uma forte ligação.

-Bê, desculpa a ignorância, mas por que você está admirando tanto o mar?

Ele olhou para mim e me deu um sorriso carinhoso. –Não precisa se desculpar, Isa. Eu estou estudando as ondas, quero surfar um pouco.

-Que irado, Bê! –Eu falei. –Eu sempre fui louca para aprender a surfar, mas nunca conheci ninguém que soubesse.

-Agora conhece. –Ele abriu um sorriso enorme todo convencido. –A senhorita quer surfar comigo? –Ele perguntou com uma voz envolvente.

-Assim né, hoje eu não vou conseguir achar um professor bom, então me contento com você mesmo.

-Como é que é, dona Isabelle? –Ele começou a fazer cosquinhas em mim. –Repete o que você disse.

-Você é o melhor professor de surfe e o melhor surfista do mundo. –Eu falei entre os risos. –O Medina, o Felipe Toledo, Alejo Muniz e os outros surfistas perdem feio para você. Melhorou?

-Melhorou. –Ele parou de fazer cosquinha em mim e me deu um beijo na testa. –Vamos sentar um pouco. –Era automático os nossos dedos já estavam entrelaçados.

Quando sentamos com a galera Vinícius não perdeu tempo e começou a nos zoar.

-Pensei que vocês iriam admirar o mar para sempre. –Ele falou com muita ironia.

-Estava dando uns toques a Isa. Vou ensiná-la a surfar. –Bernardo sentou na saída de praia que eu tinha acabado de forrar.

-Isa, você sempre quis aprender a surfar. –Falou Marcela. –Agora chegou a hora.

-Né isso, Marcelinha. –Eu comecei. –Daqui a pouco vou competir nos grandes campeonatos de surfe. –Nós começamos a rir.

-Que galera morgada! –Começou a reclamar o Gael. –Essa praia já é deserta, e ninguém coloca uma música.

-Coloca alguma aí no celular. –Falou Bernardo.

-É isso mesmo que eu vou fazer.

Meu amigo tirou da mochila uma caixinha de som portátil que se conectava ao celular. Isso com certeza era um de vários objetos eletrônicos que ele tinha trazido dos EUA. Gael tinha várias músicas no celular, muito mais que qualquer um ali. Ele era bem eclético, mas acho que ele estava com saudades do forró, e acabou selecionando uma playlist que tocava vários forrós que eu conhecia e desconhecia.

-Agora sim. –Ele se animou e foi logo abrindo uma cerveja.

-Gente vai ter uma festa bem legal na boate Liberdade, vão tocar somente música eletrônica. Vamos. –Vic nos convidou.

-Não sou fã de ficar escutando a batida do eletrônico. –Eu falei.

-Eu topo. –Disse Gael.

-Meu amigo, me diga o que você não topa. –Brincou Marcela.

A galera estava cansada de ficar sentada sem fazer nada, então pegaram a bola, que Vic trouxe e foram brincar de sete cortes. Nunca fui muito boa nessas brincadeiras, sério eu sou um desastre. Sabe o tipo de aluno que sempre é o último a ser escolhido na educação física? Então, eu faço parte desse seleto grupo. Apesar de não me dar bem com os esportes, eu sempre amei assistir futebol (isso vocês já perceberam) e todos os outros esportes. Menos formula 1. Alguém por favor, me explica qual é a graça de ficar vendo os mesmos carros dando as mesmas voltas só para ver quem depois de “milhões” de voltas chegará em primeiro lugar. Esse esporte não é para mim. Voltando ao início do assunto, eu não era muito boa com esportes, até mesmo com essas brincadeiras onde não podemos deixar a bola cair. Mas o meu problema maior sempre foi com o queimado não gosto nem de lembrar. Como meus amigos estavam se divertindo, resolvi escolher a minha playlist particular, coloquei várias músicas do Armandinho e do Manitu para tocar no celular. Coloquei os fones de ouvido e deitei na saída de praia.

Sabe quando você acaba se desligando do mundo? Sou a rainha desse negócio. É só fechar os olhos que eu começo a viajar, pode ser com ou sem música. No caso de agora era com. Escutei algumas músicas do Armandinho que eu mais amava, gente são muitas as minhas músicas preferidas dele, mas se tocar Sentimento, Outra noite que se vai, Eu juro, Sol loiro e é claro Casa do sol, já estou feliz da vida. Terminada a minha sessão músicas do Armandinho começou a tocar as do Manitu, já estava no finalzinho de última cena quando tive aquela sensação de que alguém me vigiava. Senti uma mão morninha tocar no meu ombro. Ao abrir os olhos eu só fiz confirmar as minhas suspeitas.

-Cadê o pessoal? –A última vez que os vi eles jogavam bem pertinho de onde nós estávamos.

-Foram jogar mais para lá. –Bernardo apontou na direção em que eles estavam.

Ao se deitar ao meu lado Bernardo perguntou. –Posso? –Ele se referia ao fone de ouvido.

-Claro. –Ele colocou o fone justamente quando começou a tocar a música Menina mulher.

Bernardo acariciava o meu braço enquanto cantava baixinho. Ah! Ele não parava de olhar para mim. Aquilo estava me torturando. Quando a música terminou, ele me puxou. –Vamos surfar, menina linda.

Eu sorri e lá fomos nós fazer o treinamento na areia. É óbvio que eu não peguei as melhores ondas, isso aconteceu por basicamente dois motivos. Primeiro: a praia que fomos não tinha altas ondas. Segundo: Eu mal fiquei em pé na prancha. Mas foi maravilhosa toda aquela sensação. Agora eu começava a entender de onde vinha tanta inspiração para tantas músicas que tinha o mar como tema. Depois de me divertir bastante resolvi parar. Pelo menos naquele dia.

-Mandou muito bem, Isa. –Disse Bernardo enquanto me abraçava. –Agora, eu vou brincar de surfar um pouco. –Ele se referia as pequenas ondas que nós tínhamos ali.

-Aproveita porque agora você é o meu professor particular. Isso que estou te dando é uma folguinha, não se acostuma não, moleque.

Sabe aquelas risadas gostosas? Foi a que Bernardo deu antes de me falar. –Pode deixar à senhorita manda.

Enquanto ele surfava Gael, Vic e Vinícius foram até a casa da tia da Vic. Eles queriam comprar uns alimentos que estavam faltando, além de escova de dente, que o gênio do Vinícius se esqueceu de trazer. Já eu fiquei aproveitando a companhia das melhores amigas do mundo, nós três deitamos na saída de praia e começamos a fofocar.

-Dona Isabelle a senhorita está tendo algo com o meu colega de classe? Gente a Cecília era o tipo de amiga que fazia as perguntas na lata.

-Não. –Eu falei imediatamente. Mas sabe como é a dona Marcela não conteve o riso.

-Certeza? Então por que a Marcela está rindo? Fala a verdade. Pensei que era a sua amiga, mas você me esconde tudo. –Começou a sessão drama.

-A gente ficou na festa do Gael, mas só foi isso.

-Por isso. –Cecília disse. –Eu sabia. O Bê está muito mudado, não está ficando com as meninas.

-Que meninas? –Eu queria saber. Mais uma vez a Marcela começou a rir. –Para Marcela!

-Você está com ciúmes, dona Isa. –Brincou Marcela. –Você disse que não queria nada sério, só amizade.

-Ele é só meu amigo, mas…

-Mas…? –As duas falaram ao mesmo tempo.

-Ele é um amigo diferente. Ele me faz bem e também me protege.

-Então fica com ele Isa. –Disse Cecília.

-Meninas, eu tenho medo de sofrer, não quero cometer os mesmos erros. E como eu já falei para a Marcela, estou gostando de aproveitar a minha solteirice.

-Se você acha isso. Mas que seria o máximo ver vocês dois namorando seria. –Disse Cecília.

-Ei! Cecília me conta um pouco sobre o seu namoro com o Vini. Ele já te pediu em namoro né? –Eu queria saber.

-Ai meninas, eu estou apaixonada! –Ela suspirou. –Eu sempre tive medo de me envolver com alguém, mas o Vini é diferente. Eu amo a companhia dele, amo as piadas dele, amo os beijos dele. Sério, o Vinícius é completamente diferente dos outros garotos que eu já fiquei. Acho que o meu coração resolveu que agora é a hora certa para gostar de fato de alguém.

-Cecília eu fico tão feliz de ver que você está apaixonada. –Começou Marcela. –Espero que vocês sejam muito felizes juntos, e ai do Vinícius pisar na bola com você. Eu dou na cara dele. –Ela finalizou.

-Acho que não será preciso, Marcelinha, mas se ele fizer isso eu te ajudo a quebrar a cara desse flamenguista.

-Não será mesmo, esqueci que ele tinha bom gosto. –Era só falar do Flamengo que a dona Marcela ficava feliz. –Quero ser a madrinha desse casamento.

-Eu serei a madrinha. –Eu falei. –Eu ganhei esse direito a partir do momento que fui OBRIGADA a assistir ao jogo com vocês.

-Caso eu me case vocês duas serão as madrinhas. Não se preocupem. –Falou Cecília.

-Acho bom. –Disse Marcela. –Mas só acho que a Vic e a Alice vão querer ser também.

-Todas vocês serão. Mas primeiro eu vou aproveitar o início do meu namoro. –Ela tinha um lindo sorriso na cara.

-Amiga, você merece toda a felicidade do mundo. –Eu falei.

-Own esse momento pede um abraço coletivo. –Falou Marcela que logo em seguida foi nos puxando para um abraço que rolou até lágrimas. Eita bando de meninas chorosas.

Depois de almoçarmos, lembrando que já se passava das quatro horas da tarde. Fizemos uma roda, Marcela pegou o seu violão preto e começou a tocar a música Sol do Jota Quest.

Ei dor…eu não te escuto mais,

Você, não me leva a nada.

Ei medo…eu não te escuto mais,

Você, não me leva a nada.

E se quiser saber pra onde eu vou,

Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou

E se quiser saber pra onde eu vou,

Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou

Eu estava sentada entre Marcela e Cecília escutando a música e relembrando a nossa pré-adolescência. Nós nos conhecemos na quinta série todas nós tínhamos medo do desconhecido. Alice era a minha vizinha, na época se juntou logo ao grupo, e mesmo estando uma série a mais que nós, ela começou a fazer parte do quarteto fantástico. Gael entrou nas nossas vidas no nono ano, não foi difícil virar amiga dele. Quando pensávamos que o grupo já estava completo conhecemos a Vic na faculdade, mas a impressão que eu tenho é que nos conhecemos há séculos. Apesar das nossas diferenças, éramos bastante unidos.

Quando a música acabou Marcela me passou o violão, ela tinha mania de fazer aquilo. Eu tentei aprender a tocar com ela, mas nunca tive coordenação suficiente para fazer isso. Ela insistia para que eu pegasse o violão, mas eu tentava resistir.

-Isa, toca um pouco. –Ela usava aquela voz de convencimento que sempre dava certo.

-Não, Marcela. –Eu falei. –Faz tanto tempo que eu não toco. Desaprendi total. –Tentei sorrir.

-Papo furado, dona Isa, você sabe sim. –Disse Cecília.

-Gente, eu não lembro, eu juro. –Tentei me defender.

-Isa, você se lembra de tudo. –Falou Gael.

Meus amigos eram um bando de traidores.

-Vou passar vergonha. –Vinícius e Bernardo não paravam de rir. –Ei parem de rir da minha desgraça. –Eu brinquei.

Marcela desistiu de me entregar o violão, então começou a dedilhar. Eu aproveitei o momento e me levantei, precisava de algo que servisse como cobertor. Aquela blusa fininha que eu estava usando não bloqueava o frio que eu sentia.

-Para onde você vai? –Perguntou Vic.

-Pegar algo mais quente. Estou com frio.

-A canga molhou de cerveja. –Disse Vinícius. –Mas já deve ter secado.

-Prefiro ficar com frio. –Eu tinha nojo de cerveja.

Bernardo ficou me encarando. Ele cochichou algo com Vinícius que foi para o lado de Gael, deixando um espaço vazio perto do Bernardo.

-Isa, senta aqui. –Bernardo me chamou.

Eu sentei ao lado dele que imediatamente passou a mão em minhas costas, puxando o meu corpo o máximo que conseguia para ficar colocado com o seu. A outra mão dele estava entrelaçada na minha, acho que isso já tinha se tornado um hábito comum nas nossas vidas.

Marcela começou a tocar Refrão de um bolero. Eu amava aquela música e ter aqueles braços ao meu redor tornou-a mais especial ainda. Depois de cantarmos mais umas três músicas fomos embora. Pretendíamos ir para casa bem cedo.

E foi o que fizemos por volta das dez da manhã todos já estavam bem acomodados nos carros dando um até logo para aquela praia linda que eu tinha me apaixonado.

TAL QUÍMICA – CAP. 09 – SAMILA BEZERRA

tal químicaÓ, mãe, ó mãe natureza,
Ela tem a beleza
Que a mãe natureza criou
Ó, mãe, ó mãe natureza,
Ela tem a pureza
Que todo moleque sonhou
Ai meu Deus,
Olha a beleza daquela menina,
Dançando descalça
Na areia ela nem imagina,
Que o tempo parou,
Naquele instante
Meu peito apertou
No meu coração
Que era pedra nasceu uma flor
(Mãe natureza-Armandinho)

Continuávamos esparramados no sofá assistindo ao filme da Matilda. Acho que eu já tinha decorado todas as falas. Sério! Aquele era um dos meus filmes favoritos. Ele estava quase no fim quando o meu celular começou a tocar. Mas, por estar tão envolvida com a estória nem escutei o toque.

-Isa, é impressão minha ou em algum lugar dessa casa estar tocando a música última cena do Manitu? –Bernardo me perguntou.

-Meu celular! –Praticamente eu dei um pulo e fui até o quarto onde eu tinha o deixado para carregar. Era meu pai quem estava ligando.

-Oi, pai.

-Isa os seus sobrinhos nasceram. –Pela voz percebi que ele estava emocionado. –São lindos!

-Pai, que noticia boa! Eu estou indo para o hospital imediatamente.

Eu fiquei tão feliz que fui gritando e pulando para a sala querendo desesperadamente contar a novidade.

-Bianquinha, você é oficialmente a irmã mais velha do momento! –Eu gritei. –Uhu!!!

Bernardo entrou no clima e foi logo colocando Bianca no braço a segurando como se ela fosse um troféu.

-Parabéns, Bianquinha! –Ele falou.

-Eu quero conhecer os meus irmãozinhos. –Ela foi logo dizendo. –Vamos para o hospital, tia Isa. –Não parou por aí. –Tio Bernardo, você também vai conhecer os meus irmãozinhos?

Ele me olhou e sorriu. –Eu posso, tia Isa? –Ele falou de um jeito todo carinhoso.

-Claro Bê. –Eu não conseguia disfarçar o sorriso que insistia em ficar no meu rosto.

-Eu levo vocês então. –Ele disse.

-Bê espera só um pouquinho, eu vou trocar a roupa da Bianca. –Eu falei. –Vem Bianquinha.

Se vocês acham que eu era exigente quando o assunto era moda é porque vocês não conhecem a Bianca. Ela fez questão de usar um vestido rodado vermelho que a minha mãe comprou para ela no natal. Bianca tinha colocado na cabeça que só o usaria em dias importantes. E sem dúvida nenhuma hoje era mais do que importante.

Fomos o caminho inteiro cantando várias músicas infantis, Bianca puxava o coro, mas o que realmente me surpreendeu foi que Bernardo sabia todas as letras. Eu não conseguia parar de rir, se somente com a Bianca a minha casa já vivia em festa, imagina com mais dois? Ela se pendurava em nós dois enquanto dava vários pulinhos. Tudo estava indo muito bem até que eu avistei a pessoa que eu menos queria ver: O Oscar.

Ele vinha em nossa direção, estava acompanhado da irmã (que era muito amiga de Letícia) Apesar de não querer falar com ele, precisei fazer isso por causa de alguns motivos. Primeiro a Bianca soltou a nossa mão e foi falar com eles. Segundo eu odiava o Oscar, mas a irmã dele, a Daniela, não poderia levar a culpa por causa das babaquices do irmão.

-Oi, Isa tudo bem? –Ela perguntou. Eu tenho certeza que aquela saia justíssima não era só minha.

-Oi, Dani tudo ótimo e com você? –Retribui a gentiliza.

-Estou ótima! Seus sobrinhos são lindos! –Ela estava meio sem graça.

Não sei o porquê, mas resolvi fazer todas as apresentações. –Dani e Oscar esse é o Bernardo e Bê esses são a Dani e o Oscar.

-Muito prazer. –Todos se cumprimentaram.

-É melhor a gente ir. –Disse Oscar. Mas antes abraçou a Bianca. –Tchau princesinha.

Assim que eles saíram segurei a mão do Bernardo que imediatamente entrelaçou seus dedos nos meus. Bianca, que era a felicidade em pessoa, foi andando em nossa frente. Mas assim que avistou a nossa família saiu correndo. Caio pegou a filha e a colocou no braço. Ele chorava horrores.

Eu e Bernardo admirávamos aquela cena quando do nada a minha mãe chegou.

-São tão lindos! –Ela não parava de admirar Bernardo. Eu sabia muito bem o que se passava na cabecinha da dona Elena.

-Mãe esse é o Bê.

-Fico muito feliz de conhecer o famoso Bernardo. –Ela teve o atrevimento de falar isso. O que fez com que aquele safado desse um sorrisinho.

-Eu que fico feliz de conhecer a senhora.

Ele soltou minha mão para cumprimentar minha mãe. A sensação de não ter a mão dele na minha era bastante estranha. Minha mãe fez questão de nos acompanhar até o berçário. Mas, não ficou lá conosco já que seu celular começou a vibrar.

Assim que vi os meus sobrinhos eu comecei a chorar. Eles eram tão fofos e delicados. Davi e Pedro eram os meninos mais lindos da maternidade. Os dois tinham os cabelos bem preto, igual ao do meu irmão. Minha mãe antes de nos deixar ali sozinhos nos disse que eles tinham mãos imensas, provavelmente tinham puxado as de Letícia. Se eu pudesse passaria todo o meu tempo admirando os dois. Só de pensar que aqueles dois iriam passar por todo o estágio que eu pude acompanhar quando foi a vez da Bianca, de ver os primeiros sorrisos, escutar as primeiras palavras, vê-los andar e ainda mais me chamar de tia Isa fez com que eu chorasse mais ainda.

Percebendo o meu estado Bernardo me puxou para um abraço e deu um beijo em minha testa. –Parabéns titia, seus sobrinhos são lindos! –Ele falou praticamente no meu ouvido.

-Bê, até ontem eu era a menininha da casa. –Eu fiz beicinho. –Agora eu tenho três sobrinhos.

Bernardo não conteve o riso e me abraçou mais forte ainda. Ficamos naquela posição durante um bom tempo até que quando olhei para o corredor vi Marcelinha se aproximando. Ela me deu um sorrisinho cumplice.

-Marcelinha, eles são tão lindos. –Eu falei quando ela chegou até onde nós estávamos.

Own Meu Deus, eles são tão lindos! –Ela falou com uma voz fofa. –Sua sortuda os terá no quarto ao lado.

-Pode ficar com eles eu não ligo. –Eu falei brincando, imagina se eu me separaria deles.

Cecília, Vinícius, Gael, Vic, André e Alice também foram visitar os meus sobrinhos. Aqueles dois eram muito sortudos. Além de receber tantas visitas, ganharam presentes da galera que fizeram questão de comprar ursinho e outros bichinhos fofos de pelúcia.

Eram dez horas da noite quando nós resolvemos ir até uma pizzaria. Além de aproveitar a sexta-feira, iríamos comemorar o nascimento dos meninos. Minha mãe e meu pai levaram Bianca para casa, Caio seria o único a dormir no hospital.

A pizzaria como previsto estava cheia, mas conseguimos uma mesa que comportasse todo mundo. Não sei se foi pelo fato de passarmos a tarde inteira juntos, mas fiz questão de sentar ao lado do Bernardo, do meu lado esquerdo sentou Marcela. Nós conversávamos sobre as provas, os resultados do futebol do meio da rodada, até que entramos no assunto feriado.

-O que nós iremos fazer no dia 27 de agosto? –Perguntou Vinícius.

-É feriado nesse dia? –Perguntou Cecília.

-É sim. É dia da Padroeira de Maceió. –Eu falei. –O bom é que cai em uma quinta feira e segundo informações quase tudo certo para imprensar na faculdade.

-Vai imprensar sim. –Comemorou Vic. –Já me informei.

-Só acho que deveríamos ir à praia. –Disse Gael. –Estou com saudade do nosso litoral.

-Ótima ideia Gael. –Disse Marcela.

Os únicos que pelo visto não iriam nos fazer companhia seria a Alice e o André que aproveitariam para descansar na chácara da família dele. Em certo momento Bernardo que estava com o braço na minha cadeira, resolveu apoiá-lo em mim. Ele fazia movimentos circulares no meu ombro e eu juro aquela sensação era maravilhosa. Não me contive e acabei encostando a minha cabeça em seu peito. Notei que Gael não disfarçava os olhares que direcionava para mim.

Fomos embora por volta de meia noite, mais uma vez naquele dia Bernardo me deu uma carona. Antes de entrar em casa ficamos um tempinho conversando no carro.

-Bê, muito obrigada pela companhia do dia de hoje e pelas caronas.

-Eu que agradeço por você ter me deixado fazer parte de um dia tão bom como foi esse. –Ele sorriu me hipnotizando com aquelas covinhas e olhos de cor verde intenso.

-É melhor eu entrar, mais uma vez muito obrigada. –Eu falei sem vontade nenhuma de deixar aquele carro.

-Tenha uma boa noite e se precisar de qualquer coisa pode ligar para mim.

-Você também pode me ligar. –Eu o abracei. –Boa noite. –Quando já estava saindo ele me puxou de novo e me deu um beijo longo só que na minha bochecha.

-Boa noite, menina linda. –Sério foi difícil descer daquele carro depois de escutar ele me chamando novamente daquele jeito. Eu parecia uma adolescente fiquei repassando aquele beijo e aquelas palavras enquanto estava deitada na minha cama. Não via a hora de ter a companhia do Bê de novo.

POR UMA QUESTÃO DE AMOR – BEATRIZ CORTES

Olá, Vira Latas! Eu não me esqueci de vocês. Hoje teremos resenha da parceira do blog, Beatriz Cortes. Deixando de delongas vamos focar na resenha?

por uma questão de amor Beatriz Cortes blog qualquer coisa vira lataO livro conta a história da Lorena, uma jovem que nunca mais foi a mesma desde a morte do irmão. Ele era o seu melhor amigo e estava sendo super complicado lidar com a vida sem o Matteus ao lado. Mas a Lorena sabia que não podia continuar daquele jeito, ela começaria a faculdade de medicina na cidade do Rio de Janeiro, ela era de Angra dos Reis. Na cidade maravilhosa ela passa a ter o apoio de um grande amigo, o Dani, que logo faz questão de apresentar a Lorena aos seus amigos. E entre esses amigos temos o Nicholas, o típico mulherengo que vai se encantar pela Lorena.

Ele deu uma gargalhada espontânea e meu coração quase saltou pela boca. Saímos de lá e fomos até uma sorveteria que havia em uma ruazinha ali por perto. Compramos os sorvetes e nos sentamos para tomá-los. O tempo parecia voar quando estávamos juntos e eu nunca me senti tão completa desde que o Matteus se fora […] (Pag. 139).

 Lorena no início fará de tudo para não se envolver com o garoto. Mas mesmo sabendo que a sua família não aprovaria a jovem vai se entregar ao amor e ao lado de Nicholas vai enfrentar todos os problemas que virão pela frente.

Eu estava achando o livro bem fofinho. O Nicholas é aquele tipo de personagem que você se apaixona facilmente. A amizade da Lorena com o Dani é bem linda. A colega de quarto dela, a Letícia é gente boa. Estava tudo fluindo normalmente, até que as peças começaram a se encaixar. E sim, eu ri do nada. Quando eu descobri que esse livro é tipo um spin off do primeiro livro da Beatriz.

A Lorena é filha da Luíza e do Arthur, personagens principais de O Outro Lado da Memória. Quem leu o primeiro livro sabe que o casalzinho sofreu muito para ficar junto, e eis que nesse livro os problemas do passado voltam. Ou melhor, o Lucas, ele não superou ainda o fato de Luiza não lhe querer. E ele não medirá esforços para destruir a família da Luíza.

Eu pensei que eu fosse malvada com personagens. Mas percebi que sou um amor de pessoa. A Beatriz foi bem malvada com os seus. Para que tanto sofrimento, Beatriz? Precisava mesmo ter feito aquilo? Esse drama todo me deixou um pouco triste com a história. O livro se passa em um lugar mágico, os personagens são fofos, acho que não era preciso ter feito aquela galerinha sofrer tanto. Mas, sei que tudo teve um propósito, os escritores não colocam nada por acaso nas suas obras.

Se vocês gostam de um romance, recheado de drama, mas que prova que o amor sempre vence pode ler Por Uma Questão de Amor. Ah! Cuidado para não se apaixonar pelo Nicholas. Quem avisa amigo é.

VITRINE

POR UMA QUESTÃO DE AMOR – BEATRIZ CORTES / Editora: Novo Século / Valor: R$ 18,76 ( compre aqui)

ENTREVISTA COM A ESCRITORA SHIRLEI RAMOS

Shirley Ramos autora - qualquer coisa vira lata
FOTO: reprodução da internet

Antes de tudo, eu gostaria de agradecer a você, Shirlei Ramos, por nos ceder parte do seu tempo para responder algumas perguntinhas. Eu admiro muito o seu trabalho, amo dar ótimas gargalhadas e até mesmo suspirar por causa dos seus livros. Estou muito animada por você compartilhar conosco um pouquinho do seu mundo literário.

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  1. De onde surge tanta inspiração para escrever tantos livros?

Antes de responder a primeira pergunta, gostaria de te agradecer, Samila, pela oportunidade e pelo apoio ao meu trabalho. É uma alegria muito grande responder às suas perguntas.

Bom, sendo sincera, eu não tenho ideia de onde vem toda a minha inspiração… rsrs… Mas, desde muito pequena, minha criatividade é exacerbada. Eu fui o tipo de criança que tinha até mesmo um amigo imaginário (a Marinha). As histórias simplesmente brotam na minha cabeça constantemente. Então, eu seleciono aquelas que acredito terem um bom enredo, as organizo e as coloco no “papel”.

  1. Você já chegou a confundir as suas histórias? Também gosto de escrever e várias vezes eu acabo trocando o nome dos meus personagens com de livros passados.

Nunca cheguei a confundir histórias, pois procuro “sair” dos personagens quando termino um livro antes de iniciar outro. Limpo bem a mente e mergulho num outro mundo totalmente novo. Porém, já troquei várias vezes os nomes de personagens secundários. Lembro-me de que, enquanto postava O Par Perfeito no Wattpad, troquei umas três vezes o nome da esposa falecida do Roberto. Foi uma leitora quem me avisou e eu corrigi o erro.

  1. Qual livro foi mais difícil para você escrever? Se você tivesse que escolher uma de suas obras para fazer continuação qual seria e por quê?

O livro mais difícil foi, com certeza, Lembranças de um amor. Eu estava passando por um período muito difícil em minha vida enquanto o escrevia e, várias vezes, temi não conseguir concluí-lo. Além disso, a história me exigiu muito emocionalmente devido aos dramas que viveram a Patrícia e o Gabriel, os protagonistas.

Sobre escolher uma das minhas obras para fazer continuação, eu não gosto muito de continuações, confesso, mas, se tivesse que escolher, seria A Missão de Anabel. Eu sinto falta de saber como foi o casamento da Anabel, se ela teve filhos, essas coisas… rsrs…

  1. Quais são os seus escritores favoritos de todos os tempos?

Tenho vários! Judith McNaught, Carina Rissi, Marina Carvalho, Samanta Holtz, Nina Reis, Aline Sant’Anna, Gisele Souza, Rachel Gibson, Bella Andre, Vanessa Bosso, Lygia Fagundes Telles, Chris Melo, Sophie Kinsella, Fernanda França.

  1. Qual é a sensação de lançar um livro por uma editora? Conta um pouquinho de como foi o processo e de quando o livro será lançado.

É a melhor sensação do mundo! Por quase dois anos batalhei por uma editora, mas nunca obtive resposta positiva. Já estava perdendo a esperança. Então, surgiu a Editora Coerência. A Lilian Vaccaro, a dona, não apenas acreditou no meu trabalho, como me recebeu com muito carinho e profissionalismo. Sinto que estou numa das melhores casas editoriais do Brasil.

Eu entrei em contato com a Lilian pelo Facebook e perguntei se ela aceitava analisar O Par Perfeito. Ela me respondeu que sim e, pouquíssimo tempo depois, me retornou com uma proposta de publicação. Eu adorei a proposta e fechamos contrato. E, de lá para cá, só tenho coisas maravilhosas para falar sobre ela, a editora e os autores da Coerência. Todos muito unidos e verdadeiramente imbuídos da vontade de ver a literatura nacional crescer.

  1. Você simplesmente não para de escrever. Recentemente você lançou o e-book Lembranças de um amor. Mas já estar trabalhando em um novo, qual é a história do mais novo bebê?

Sou uma autora hiperativa, admito… rsrs… Não consigo ficar muito tempo sem escrever, me dá certa angústia, como se faltasse algo dentro de mim. Assim que coloquei a palavra “fim” em Lembranças de um amor, uma nova história começou a germinar dentro de mim. No início, pensei em escrever apenas um conto com as ideias, porém, pouco a pouco, estou tendo certeza de que ela dará um novo romance. Já até batizei com o nome de Doce Recomeço. Existem certos mistérios nela sobre os quais quero fazer surpresa, mas posso dizer que será um New Adult, narrado em primeira pessoa, intercalando a Cecília e o Julius. A Cecília é uma moça de 22 anos, estudante de Serviço Social e atendente numa confeitaria. Será uma mocinha corajosa, decidida e determinada (um pouco diferente das minhas outras mocinhas, que tinham medo de correr atrás de seus sonhos). Já o Julius… não posso dar muito detalhes (nele mora o mistério do livro…rs), mas ele será um mocinho bastante fechado, aparentemente rude e de poucas palavras (bem diferente também dos meus outros mocinhos…rs).

  1. Para finalizar, qual personagem é mais parecida com você? E qual personagem masculino é o seu favorito? Eu morro de amores pelo Brian <3

Acho que a personagem que mais se parece comigo é a Patrícia, de Lembranças de um amor. Assim como a Patrícia, eu sou muito romântica, perdoo as pessoas com a maior facilidade do mundo, amo praia, livros e sou insegura com a minha aparência.

Meu personagem masculino favorito é o Gabriel (que os outros não me ouçam…rs). Sou apaixonada pelo lado humanitário dele e pela personalidade carinhosa.

Ah, sua linda! Muito feliz por você gostar tanto do Brian <3

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Shirlei, muitíssimo obrigada por responder essas perguntas. Desejo a você todo o sucesso do mundo sempre! Eu que agradeço pelo convite, querida Samila! Amei demais todas as perguntas. Muito criativas. Obrigada demais por todo carinho <3

VITRINE

A MISSÃO DE ANABEL – SHIRLEI RAMOS / Editora: Amazon / Valor: R$ 6,99 (compre aqui)

MUNDOS OPOSTOS – SHIRLEI RAMOS / Editora: Amazon / Valor: R$ 8,99 (compre aqui)

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TAL QUÍMICA – CAP.6

tal químicaSentimento
Você não sabe o que se passa aqui por dentro
Sentimento para mim é documento
E você nunca esconderá no seu olhar, terá no seu olhar
Sentimento
Tá no reggae tá no amor pelo instrumento
Por favor vê se liberte o sentimento
O que eu não quero é ver teu mundo sem amor, teu mundo sem amor
Eu, quando te encontrar, quero falar de tudo que eu sinto
Sei que posso me perder, entrar nesse teu labirinto
Você me parou, pedindo meu amor
Mandou eu encostar, você que me encostou!
Pediu um documento, mas só tenho sentimento e eu dou
Eu vou te subornar com meu amor, eu vou te subornar com meu amor, eu vou te subornar com meu amor…

(Sentimento-Armandinho)

A semana estava bastante lotada, de um lado tinha os trabalhos da faculdade do outro os preparativos da festa do Gael. Eu precisava provar o meu vestido, desculpa se eu vou parecer metida, mas o meu vestido estava ficando lindo. Eu precisava comprar urgentemente um sapato para ficar a altura dele. A minha costureira estava quase louca, eu queria que ele ficasse bem parecido com as obras de arte do estilista Elie Saab.

Era quinta-feira, as meninas e eu estávamos no shopping provando inúmeros sapatos, mas estava difícil encontrar um que me agradasse. Eu já estava perdendo as esperanças quando encontrei na Santa Lolla o salto perfeito. Era um scarpin de salto alto, sua cor era maple (um tipo de nude lindo) seu acabamento era em verniz.

O sábado começou bem agitado. Ligamos para o Buffet e para os decoradores. Eu ainda precisava ir para o salão de beleza, e necessitava urgentemente pegar o meu vestido que tinha deixado na costureira para dar uns retoques finais. Nós passamos a manhã inteira trocando mensagens.

Festinha do Gael

(Cecília) Meninas, falei com o DJ e está tudo certo para mais tarde 😀

(Marcela) Ótimo! O Buffet de crepe chegará às sete.

(Victória) Uhuu!!! Meninas, o desenho que eu fiz ficou maravilhoso.

(Alice) Liguei para a decoradora, ela disse que já estar chegando para arrumar tudo

(Eu) Beleza, meninas. Eu vou ligar para o salão de beleza para ir um pouco mais tarde. Vou passar no salão de festas antes.

(Alice) Quero só ver o seu vestido Isa.

(Marcela) Eu também.

(Victória) Esse vestido promete.

(Eu) À noite vocês verão.

Eu consegui adiar minha ida ao salão de beleza, passei no local da festa e a decoradora já tinha chegado. Eu dei algumas instruções a ela, depois fiquei esperando uma das meninas aparecerem. Assim que a Marcela chegou, eu corri para o salão de beleza. Teresa, minha cabelereira, já estava me esperando. Eu fiz uma hidratação, depois escovei os meus cabelos, como eu não queria que ele ficasse liso sem nada coloquei uma presilha dourada no lado direito da minha cabeça, esse era o meu melhor perfil.

Quando eu cheguei à minha casa tomei um bom banho e fui me arrumar. Meu vestido era vermelho de seda, na frente o decote canoa era bem discreto, o vestido era justo somente até a cintura, ele ia ficando rodado, e era um pouco acima do joelho. As costas tinham um lindo decote profundo em formato de V. O vestido tinha pedrarias que iam da cintura até o quadril, ele era lindo! Ah! Nos pés é claro eu usei a minha sandália que eu tinha comprado na Santa Lolla. Não pensem que eu me esqueci de caprichar na maquiagem, eu coloquei uma sombra que ia do marrom ao dourado, na boca um batom nude. O perfume escolhido foi o Linda, e era exatamente assim que eu me sentia.

Assim que eu cheguei à festa encontrei Alice conversando com Marcela e Victória, elas estavam lindas de Rapunzel, princesa Merida e rainha de copas, respectivamente.

-Uau!!! Isa, você está mais linda. –Disse Marcela.

-Que vestido lindo, você veio de uma linda mulher? –Perguntou Victória.

-Gostei, Vic. –Eu disse. –Não tinha feito essa comparação, mas eu amei. –Ei, essas fantasias de vocês estão incríveis!

Nós conversamos até que Cecília chegou vestida de viúva negra, simplesmente fabulosa, ela que tinha cabelos longos com pontas douradas, usava uma calça justa de couro preta, um corpete preto que valorizava seu busto, nos pés ela colocou uma bota de salto fino.

-Gata! –Eu disse quando ela se aproximou.

-Olha quem fala, você está linda! Essa fantasia é de uma linda mulher?

Eu olhei para as meninas e comecei a rir. –Sim.

Nós cinco ficamos conversando, porém sempre atentas para ver se todos estavam sendo bem tratados. Não queríamos que a nossa primeira festa fosse um fiasco. No meio da conversa o celular de Victória tocou, era o Gael. Nosso amigo não tinha entendido o motivo de ter uma fantasia do Harry Potter, seu personagem favorito, em sua cama. Queríamos muito guardar segredo, mas não conseguimos. Falamos para ele que estávamos fazendo uma brincadeira temática dos nossos filmes favoritos. Eu tenho certeza que ele não acreditou, mas como sabia que tinha festa no meio dessa história toda, ficou pronto rapidinho. Em menos de uma hora ele chegou lindo como sempre. Como eu estava com saudades daquele garoto.

Gael era alto, devia ter 1,85, era malhado e tinha o cabelo bem preto. Conhecíamo-nos a tempo suficiente para saber que ele iria ficar emocionado. E ele ficou. Assim que nos viu abriu o maior sorriso do mundo, que é óbvio veio acompanhado de várias lágrimas, meu amigo era muito chorão.

-Gente, o que foi que vocês aprontaram? –Ele disse ao ver que a nossa festinha não tinha apenas um bolo e alguns salgados como inventamos.

-Surpresa!!! –Nós gritamos. Aproveitamos e jogamos vários confetes dourados, sim éramos estranhas, mas era assim que agíamos com os nossos amigos.

-Que saudade de vocês. –Ele disse enquanto nos abraçava, sim ,todas ao mesmo tempo.

-Nós é que estávamos. –Disse Vic. –Não nos abandona mais.

-Pois é quase que pegávamos um avião e íamos atrás de você. –Brincou Marcela.

-Eu ia adorar a visita, mas estou amando a recepção. –Ele usou toda a sua força para nos apertar mais ainda em seu abraço.

-Olha, eu fiquei sem o meu companheiro de balada durante muito tempo, espero que você não tenha me trocado por uma gringa. –Falou Cecília.

-Eu trocar você? Não sou louco!

-Não estou gostando nada disso, o Gael é meu. –Brincou Alice.

-Deixa só o André escutar isso. –Disse Victória. –Ele é meu.

-Eu sou de todo mundo. –Ele disse todo convencido. –Ei vocês estão mais lindas ainda.

-E você também Gael. Aposto que fez o maior sucesso nos Estados Unidos. –Eu comentei.

-Isa, você está mais linda ainda.

-Não enrola queremos saber todas as novidades. –Intimou Alice.

Ficamos conversando durante uns quinze minutos, depois precisamos deixar Gael socializar. Tínhamos convidado várias pessoas que gostavam do nosso amigo. Não era justo não as deixar conversarem com ele.

Eu fui até o banheiro retocar a minha maquiagem, mesmo sendo a prova d’água eu tinha quase certeza que alguma coisa tinha borrado. Para minha sorte estava tudo bem, mas achei melhor retocar o batom; coloquei também mais uma camada de máscara de cílios, nunca é demais. Quando eu sair do banheiro recebi uma mensagem no whatsapp era do Bernardo.

(Bernardo) Esqueceu-se dos velhos amigos?

Na mesma hora eu ri. Virei à cabeça procurando por ele

(Eu) Cadê você?

(Bernardo) Eu estou aqui admirando as estrelas, mas ouvi falar que você é a que mais brilha.

Eu fui até o jardim e o vi perto da piscina. Ele estava usando uma calça preta, uma camisa do Nirvana e por cima uma blusa de manga longa xadrez. Quando ele olhou em minha direção percebi que a barba estava há uns três dias sem ser feita. Bernardo abriu um sorriso galanteador.

-Coisa feia, dona Isabelle. –Ele me olhou com cara de reprovação.

-O que foi? –Eu fiquei preocupada.

-A festa é para o seu amigo, mas você quer roubar a cena sendo a pessoa mais linda.

Eu corei imediatamente. –Só você Bernardo. –Eu mudei de assunto. –Você está fantasiado de roqueiro certo.

-Certo. –Ele me encarou da cabeça aos pés. –E a senhorita estar de…

-Uma linda mulher? Não era essa a intenção, mas está valendo.

-Ei eu não ia dizer que você estava fantasiada de Uma linda mulher, até porque você não precisa disso. Você já é a mulher mais linda de todas.

 Bernardo tinha tirado a noite para me cortejar, eu não sei se estava preparada para aquilo, mas vamos combinar que no fundo eu estava gostando. Aproveitei que estava passando um garçom na hora então resolvi pegar uma taça de champanhe, Bernardo também pegou uma.

-Está gostando da festa, Bê? –Eu perguntei enquanto tomava um gole da minha bebida.

-Estou adorando, vocês capricharam viu.

-Que bom que você gostou.

-Esse Gael deve ser um ótimo amigo para merecer tudo isso. Agora tenho a certeza que perdi a minha companheira dos jogos do Vascão.

-Se essa companheira for eu, você não perdeu nada. O Gael é corintiano. –Eu fiz uma careta.

-Ufa! Nunca fiquei tão feliz por saber que alguém não é vascaíno. –Ele deu aquele sorriso lindo mostrando suas covinhas.

Como se fosse coisa do destino o DJ colocou para tocar a música Iris do Goo Goo Dolls, eu simplesmente amava aquela canção. Pelo visto não era a única. Bernardo segurou a minha mão, beijou os meus dedos e em seguida me convidou para dançar. É lógico que eu não recusei.

And I’d give up forever to touch you       /     E eu desistiria da eternidade para te tocar     

Bernardo colocou a sua mão em minha cintura, a outra acariciava as minhas costas. Eu segurei o seu pescoço, ainda bem que o meu salto era bem alto. Enquanto dançávamos ele falava coisas meigas em meu ouvido.

‘Cause I know that you feel me somehow        /    Pois eu sei que você me sente de

alguma maneira

Era impossível não se envolver com aquele perfume.

You’re the closest to heaven that I’ll ever be         /   Você é a mais próxima do paraíso

que sempre estarei

And I don’t want to go home right now  /    E eu não quero ir para casa agora

Eu não queria que aquela música terminasse nunca mais.

And all I can taste is this moment           /        E tudo que posso sentir é este momento

And all I can breathe is your life     /    E tudo que posso respirar é a sua vida

And sooner or later it’s over          /       E mais cedo ou mais tarde se acaba

I just don’t want to miss you tonight         /       Eu só não quero ficar sem você essa noite

Eu só queria dançar com o Bernardo durante toda a noite.

Mas infelizmente o DJ trocou a música por uma mais animada da Kate Perry. Eu já estava me afastando do Bernardo quando ele me segurou.

-Nós podemos dançar a nossa própria música. –Ele me conduziu para o outro lado da piscina, onde a iluminação estava perfeita. Ele sorriu e começou a cantar em meu ouvido:

Menina linda do sorriso que me traz luz

Faz um frio na barriga me samba

Sensação adormecida

Hum me intimida, de pensar.

Meu Deus, o Bernardo conseguia melhorar qualquer situação. Eu literalmente estava sentindo um frio na barriga, principalmente pelo fato de ele estar cantando para mim.

No seu olhar, seu olhar me faz cócegas na alma

O seu olhar seu olhar me faz cocegas na alma

Cuidado menina com esse cha cha charme

Me espanca e deixa grog

Cuidado menina com esse cha cha charme

Seu sorriso me desarma

Era o contrário, era eu que estava completamente grog com o charme daquele menino lindo. Eu mal consegui ficar em pé, quando ele disse a última frase. Assim que terminou, Bernardo me encarou e sorriu. Pronto aquilo foi o suficiente para me desarmar. Bernardo entendeu a minha reação como um sim e me deu um beijo que ao meu ver parecia uma droga, não sei qual era a substância em especial, mas o beijo daquele menino lindo era viciante como uma droga, e eu estava com medo de ficar completamente viciada. Depois de um tempo Bernardo me soltou, não sei se era por causa da dopamina, não tenho certeza nunca fui muito boa em biologia, ele estava diferente, era como se também tivesse gostado daquela droga, a nossa droga. Eu não iria me contentar com tão pouco precisava de mais.

-Bê, me ajuda a aproveitar essa noite. –Eu falei sem tirar os meus olhos dos seus.

-Pode deixar. –Ele falou como se também quisesse repetir a dose. Terminando essas palavras ele passou a mão em minha cintura grudando o meu corpo ao seu e ficamos nos beijando por um longo tempo.

TAL QUÍMICA – CAP.4

tal químicaEla vai chegar
Não sabe o que é ruim
Eu vou te ouvir chorar
Mas vai estar perto de mim
Vou sempre te escutar
Se não souber o que vestir
Não deixe de sonhar
Te mostrarei aonde ir
Pra viver bem é só correr na chuva
E sentir seu corpo te lembrar quem é você
Então confie em mim porque
Eu não vou deixar nada dar errado
Eu vou ficar sempre do seu lado
Pra ver você tentar viver
Se quiser vou te buscar
(Ela-Izi)

Sábado era sem dúvida um dos meus dias favoritos. Eu aproveitava para acordar um pouco mais tarde, mas nem sempre isso dava certo, principalmente quando Bianca aparecia. Agora, morando aqui em casa, acordar a tia Isa tinha se tornado lei. Eu estava deitada no meu soninho fofinho quando senti que alguém me vigiava. Quando abri os olhos vi uma princesinha me encarando, Bianca que tinha o cabelo castanho escuro com lindos cachinhos olhava para mim com aquele ar de inocência.

-Bom dia, tia Isa! –Ela sorriu.

-Bom dia, princesinha. –Eu bocejei.

-Tia Isa, eu não acredito que você esqueceu?

-Esqueci o que?

-Do nosso passeio –Ela ficou triste.

-Ei, eu não esqueci. –Na verdade eu tinha esquecido. –O que você acha de fazermos algo diferente?

-Tipo o que?

-Ir ao salão de beleza para cuidarmos das nossas unhas, depois passar maquiagem da tia Isa. –Eu esperava que ela realmente gostasse.

-Depois podemos brincar de boneca no jardim? –Seus olhinhos brilhavam.

-Claro, Bi. –Meu Deus, eu tinha 20 anos e passaria meu sábado brincando de boneca. Realmente eu amava aquela menina. –Mas antes temos que tomar café da manhã.

-Eu já tomei. –Ela disse rapidamente.

-Mas eu não. –Eu fiz cosquinha nela.

Depois de me trocar eu segui para a cozinha, lá encontrei a família inteira reunida, ou seja, meu pai, minha mãe, meu irmão e Letícia com os gêmeos (é claro na sua barriga).

-Bom dia, família. –Eu falei de bom humor.

-Bom dia, Isa, a Bianca te acordou né? –Perguntou Caio.

-Acordou sim. Fizemos nossa programação para hoje.

-Dá uma dor no meu coração ver a minha filhinha querendo sair, mas por causa desse barrigão eu não posso. –Lamentou Letícia.

-Não se preocupa Letícia. Eu amo ficar com a Bianquinha.

-Para onde vocês vão? –Perguntou meu pai, seu Guilherme.

-Vamos ao salão de beleza, depois vamos nos maquiar e por último brincaremos de boneca no jardim.

-Eu vou preparar o bolo favorito dela. –Disse minha mãe, dona Elena.

-E eu vou pedir que ela me maquie. –Falou Letícia.

-Eu vou arrumar o jardim para vocês brincarem. –Disse meu pai.

-E eu vou levar e buscar vocês no salão de beleza. –Finalizou meu irmão.

Não sei o que deu em mim, mas aquilo me fez ficar emocionada. Todos estavam dispostos a participar do dia da Bianca.

-Vocês formam a melhor família que alguém pode ter.

Depois daquele momento agradável, eu e Bianca fomos ao salão. Escolhemos pintar as unhas de verde, eu adorava aquele tom mais clarinho. Ao chegar em casa fomos recepcionadas pela minha mãe. Ela tinha feito bolo de chocolate, com direito a cobertura de chocolate e M&M. Aquele bolo acabaria com a minha dieta.

Depois de comermos chegou a hora de nos maquiarmos. Bianca ficou feliz da vida em maquiar a mãe. Para terminar o dia fomos para o jardim, Letícia estava se sentindo bem, então resolveu nos acompanhar. Até minha mãe decidiu brincar. Ríamos bastante quando o meu celular tocou. Era a Cecília.

-Oi, Cecília.

-Isa, você tem planos para amanhã?

-Sim.

-Qual?

-É jogo do Vasco contra o Flamengo e é óbvio que eu não vou deixar de ver o meu Vascão jogar.

-Isa, você precisa assistir esse jogo com a gente. –Ela falou sem rodeios.

Assistir ao jogo do Vasco principalmente contra o seu arquirrival, eu não veria isso com outras pessoas. Todos sabiam disso.

-Por favor, Isa. Eu imploro. –Ela estava praticamente chorando.

-Cecília, eu não gosto de ver jogo com ninguém.

-Mas você me ama, Isa. –Ela estava suplicando. –Por favor!

-Por que eu tenho que ir?

-O Vini me convidou, e a Marcela disse que só vai se você for.

-Só terá urubu, eu não vou me sentir bem.

-Isa, ninguém te fará mal. Vamos, por favor!

Eu pensei, pensei e pensei: o que custava ir? Além disso, meu time estava super bem, eu não tinha o que temer.

-Está bem dona Cecília.

-Isa, eu te amo tanto. –Ela deveria estar dando pulos de alegria.

-O que eu não faço pelas minhas amigas. –Eu falei. –Só que terá uma condição.

-Qual?

-Eu quero ser a madrinha do casamento. –Nós duas começamos a rir.

-Você será.


Se você chegou agora no blog, aconselho a começar a lê o livro pelo início ( claro! kkkkk) Segue os links:

CAP.1         CAP.2        CAP.3

TAL QUÍMICA – CAP. 2

tal químicaSalagadula mexegabula bibidi-bobidi-bu

Junte isso tudo e teremos então

Bibidi-Bobidi-Bu

Salagadula mexegabula bibidi-bobidi-bu

Isso é magia, acredites ou não

Bibidi-Bobidi-Bu

A salagadula é… nem eu entendo este angu

Mas a mágica se faz dizendo

Bibidi-Bobidi-Bu

Salagadula mexegabula bibidi-babidi-bu

Junte isso tudo e teremos então

Bibidi-Bobidi, bibidi-bobidi, bibidi-bobidi-bu

(“Bibidi-Bobidi-Bu”-Disney)

 

Algumas semanas já tinham se passado, isso significava que eu já estava atolada de trabalhos para entregar. Sempre fui uma pessoa diurna, mas desde que entrei no curso de arquitetura, passei a ficar parte das minhas madrugadas acordada. Hoje não tinha sido diferente, fiquei até às quatro da manhã fazendo um projeto arquitetônico. Faltava pouca coisa para terminar, mas o meu corpo não aguentava mais. Resolvi dormir até tarde. Entretanto, a minha amada família não permitiu.

Eram oito horas quando eu escutei o barulho de móveis sendo arrastados. Escutei também meu pai brigando com o meu irmão, que pelo visto não segurava o sofá direito. Fiquei bastante furiosa. Será que não dava para fazer menos barulho. Eu não estava na farra na noite passada, mas sim estudando. Como eu sabia que não conseguiria mais dormir, fui direto para o banheiro do meu quarto e tomei um bom banho. Lavei o cabelo, já que essa era uma das formas de libertar a preguiça que ainda dominava o meu corpo. Coloquei uma roupa leve e fui para a cozinha, eu estava morrendo de fome.

Eu jurava que ia encontra um bom pedaço de bolo que a minha mãe preparava maravilhosamente bem. Ou se não um bom pão. Mas não encontrei nada disso. Nem uma bolachinha tinha na cozinha.

-Cadê a comida? – Eu perguntei a minha mãe que estava colocando umas roupas na máquina de lavar.

-Comemos. Pensei que você só acordaria na hora do almoço. – Ela falou sem se importar com o fato de eu não ter comido nada.

-A intenção era essa. Mas vocês não deixaram com esse barulho todo. –Eu falei um pouco irritada.

-Isabelle, todos acordaram cedo para fazer algo de útil, já você queria ficar dormindo até meio dia. Tenha santa paciência. – Falou o meu irmão, que se achou no direito de se meter na conversa.

-Acontece, Caio, que eu não fiquei acordada até tarde por passar a madrugada conversando no whatsapp ou por ficar atualizando os meus status no facebook, eu estava estudando.

Não estava com cabeça para aguentar o meu irmão tão cedo. Não que eu não gostasse dele, eu o amava. Mas às vezes ele achava que só o seu emprego era importante.

-Filha, eu preparo um sanduiche para você, deve ter sobrado algum pão na geladeira. – Disse minha mãe.

-Não precisa. Eu como qualquer coisa.

-Ela gosta de fazer doce, mãe. – Caio falou.

-Caio, deixe a sua irmã em paz.

Eu peguei uma maçã e me tranquei no quarto. Acho que a raiva me deixou mais determinada a terminar logo o projeto. Não faltava muita coisa, tinha que escurecer algumas partes da planta e nomear os ambientes.

Assim que terminei de fazer essa parte resolvi arrumar a estante de livros. Aproveitei a ida para Minas e comprei vários livros que eu namorava há um tempo. Sempre fui fascinada pelo mundo da leitura, minha mãe até tinha uma livraria, mas ela estava em reforma. Eu gostava de organizar meus livros por autor. Já que eu tinha comprado dois livros da Carina Rissi, foi necessário mover os livros da Kiera Cass para a prateleira de baixo, pois os livros da Carina eram bem grossos. Quando terminei de arrumar, escutei leves batidinhas na porta.

-Tia Isa, eu posso entrar? – Perguntou Bianca, minha sobrinha que tinha apenas quatro anos.

Imediatamente abri a porta. Assim que me viu ela abriu o maior e mais lindo sorriso que poderia existir. – Bianquinha, que saudades de você. –Eu a coloquei no braço.

-Tia Isa, eu estava morrendo de saudades. Por que você demorou tanto? Não viaja mais, por favor. – Ela disse com os olhinhos marejados.

-Desculpa princesa. A tia não vai mais embora. Agora eu só quero fazer muitas cosquinhas na senhorita. – Bianca começou a rir.

Estávamos deitadas assistindo a um filme da Disney quando Letícia entrou no quarto.

-Meninas, o almoço está pronto. – Letícia falou. – Ela caprichou especialmente para você, Isa.

Eu sabia que a minha mãe tinha ficado com peso na consciência. –Valeu, Letícia. Vamos comer, Bianquinha?

O almoço tinha sido caprichado. Mamãe preparou arroz com feijão e bife com batata frita. Eu e Bianca não resistíamos às comidas que a minha mãe fazia. Estávamos de volta ao quarto, voltamos a assistir ao filme. Mais uma vez Letícia veio falar conosco.

-Bianca, precisamos voltar para o apartamento. Ainda tem muita coisa para trazer.

-Eu não quero ir.

-Deixa ela aqui comigo.

-Certeza que ela não vai te atrapalhar? – Minha cunhada perguntou.

-Desde quando a Bianca atrapalha. – Eu falei. – Se você permitir, eu estava pensando em levá-la ao cinema.

-Deixa, mamãe. – Bianca implorou.

-Tudo bem. Mas comporte-se. – Ela falou. – Isa, não se deixe seduzir por todas as vontades dessa pimentinha.

-Pode deixar. – Eu sorri.

Eu e minha sobrinha fomos nos arrumar. Estava passando a releitura da Cinderela no cinema, essa era a minha princesa favorita e pelo visto também era a da minha sobrinha. Bianca colocou um vestido azul lindo, que Letícia tinha deixado no meu guarda-roupa. Eu coloquei uma saia longa, uma blusa fininha amarela, por cima joguei um cardigã rosa com pequenos corações pretos.

Apesar de ser sábado o shopping não estava lotado, vai ver as pessoas ficaram com preguiça de sair de casa já que chovia bastante. Eu estava na bilheteria do cinema pagando os ingressos quando Bianca soltou a minha mão e correu. Nem contei se o troco que a vendedora tinha me dado estava certo, eu só queria saber para onde a minha sobrinha tinha ido. Assim que eu me virei eu percebi qual era, ou melhor, quem era o motivo de tanta felicidade.

-Então foi por sua causa, dona Cecília, que essa pimentinha saiu correndo. – Eu falei enquanto apertava de leve o nariz de Bianca que já estava bem instalada no braço da minha amiga.

-O que eu posso fazer se a Bianquinha me ama. – Começamos a rir.

-Você veio com a galera da faculdade? – Eu perguntei.

-Sim, com a Lorena, o Matheus que você já conhece; e com aqueles dois. – Ela acenou para dois meninos que vinham em nossa direção.

-Isa, esses são o Vinícius e o Bernardo, eles estão estudando comigo. E meninos essa é a minha amiga Isa e essa princesinha é a sobrinha dela, a Bianca.

-Oi, muito prazer. – Eu disse.

-Oi, Isa. – Disse Vinícius quando me abraçou, ele era alto, moreno claro e tinha os cabelos um pouco ondulados.

-O prazer é nosso. – Bernardo me abraçou. Ele era mais alto que Vinícius, o cabelo era castanho claro e seus olhos eram bem verdes. Quando eu pensei que ele me soltaria, ele disparou: então você é a famosa Isa!

Olhei para Cecília tentando entender, mas minha amiga não tinha escutado o que ele tinha falado. Enquanto isso Bernardo já estava conversando com Bianca. Faltava pouco para o filme começar e eu ainda precisava comprar a pipoca.

-Foi bom ver vocês, mas temos que ir, o filme já vai começar.

-Vocês também vão assistir a Cinderela? – Perguntou Bianca.

-Não Bi, vamos ver Os vingadores 2. – Respondeu Cecília.

-Eu achava melhor ver o da Cinderela, deve ser mais divertido. – Disse Bernardo que não parava de rir para a minha sobrinha mostrando, assim, as suas covinhas.

-Tchau, gente. – Eu abracei Cecília. – Vamos Bi.

O filme estava praticamente na metade, minha sobrinha estava bastante compenetrada não tirando os olhinhos da tela do cinema. Apesar de também estar prestando atenção ora ou outra eu me pegava pensando o porquê eu seria a famosa “Isa” segundo o Bernardo.

TAL QUÍMICA – CAP.1

tal químicaI come home in the morning light my mother says

“When you gonna live your life right?”

Oh mother dear we’re not fortunate ones

Oh girls they wanna have fun

Oh girls just wanna have fun.

(Girls Just Want To Have Fun-Cyndi Lauper)

Não pode ser! Eu devo estar sonhando. Sonho não, esse é o meu pior pesadelo. Não que eu tenha problemas em acordar cedo, eu até adoro e como vocês puderam perceber o toque do meu despertador é bastante animado. O problema é o local que eu tenho que ir, o mesmo em que eu flagrei o idiota do Oscar dando uns amassos na ridícula da Bárbara, a vizinha insuportável que ele fazia questão de dar carona todos os dias. Tudo bem que o local exato que eu iria não era o mesmo do flagra, já que o meu bloco não ficava exatamente perto do dele, mas querendo ou não era o mesmo terreno e uma das últimas vezes que eu pisei lá foi no dia que eu presenciei a cena lamentável.

Calma, Isa, relaxa! Você não está mais com ele. E não é a mesma idiota que aturou as infantilidades do Oscar por DOIS ANOS, SETE MESES E QUINZE DIAS. Agora você é uma menina diferente, que vai chegar naquela faculdade e arrasar. Pena que nem tudo era do jeito que eu queria.

Deixei a preguiça e me levantei. Tomei banho, sequei o cabelo e escolhi a roupa que marcaria uma nova era. OK! Não era para tanto. Coloquei uma calça jeans boyfriend rasgada, com uma regata cinza soltinha, um salto alto grosso verde e uma jaqueta preta. Para fechar o look resolvi colocar uns óculos escuros e a bolsa de lado preta que a Alice tinha me dado de natal.

Passei rápido pela cozinha, minha mãe estava ao telefone, provavelmente conversando com Letícia, minha cunhada junto com a família iriam se mudar para minha casa, já que os meus sobrinhos nasceriam em breve.

-Bom dia mãe. –Eu peguei um achocolatado que estava na porta da geladeira. –Tchau mãe. –Ela olhou para mim, e acenou.

Assim que cheguei à faculdade encontrei as melhores amigas que alguém pode ter sentadas na cantina. Assim que Cecília me viu sua expressão mudou rapidamente, já que seu sorriso foi substituído por uma cara de espanto.

-Cadê o seu cabelo dona Isabelle? –Ela se levantou e parecia não acreditar no que estava vendo.

-Uê! Eu cortei. – O meu cabelo era enorme, mas desde o termino com o Oscar eu resolvi radicalizar, Aproveitei que estava de passagem em BH e fui ao salão dar adeus aos fios longos, no lugar ficou um lindo long bob.

-Isa, ficou lindo!!! – Disse Marcela que correu para me abraçar.

-Valeu Marcelinha. – Eu sorri.

-Ficou muito lindo, Isa. – Falou Vic.

-Obrigada, Vic.

Cecília ainda estava assustada. Pelo visto ela era a única que não tinha curtido o meu visual. – Isa, você pirou? Cadê seu cabelo? Ele era tão lindo.

-Cruz credo, Cecília. É só cabelo. – Vic comentou.

-Deixa de frescura e me dar um abraço. Eu estava morrendo de saudade das minhas amigas lindas. – Marcela e Vic se juntaram ao nosso abraço.

Depois da sessão drama por causa do cabelo começamos a conversar. As meninas estavam curiosas, queriam saber como tinha sido a viagem. Marcela foi a primeira a se manifestar:

-Isa, isso foi muito injusto. Você deixou as suas melhores amigas aqui, enquanto isso foi se embriagar na arquitetura mineira.

-Marcelinha, desculpa. Foi tudo tão rápido. Eu queria ficar longe do Oscar e a minha madrinha me chamou para passar as férias lá. – Eu falei com o coração partido.

-Dessa vez eu perdoo. Mas você precisa me levar na próxima. – Falou brincando minha amiga que tinha os cabelos ruivos um pouco acima dos ombros.

-Levo todas vocês!

Cecília que tinha terminado de tomar seu suco aproveitou que estávamos em silencio e tocou no assunto que eu menos gostava de falar nos últimos tempos: Oscar.

-Isa, o Oscar perguntou por você. – Ela falou enquanto ficava passando a mão em seus longos cabelos dourados.

-O que ele queria Cecília? – Eu perguntei apreensiva, afinal de contas queria que aquele garoto esquecesse que eu existia.

-Saber como você estava. Falei que você estava ótima e que se divertia horrores com os mineirinhos.

Eu não contive o riso. Apesar da boa intenção da minha amiga, o Oscar me conhecia muito bem e sabia que eu não fazia o tipo de menina que ficava com vários garotos sem ao menos conhecê-los.

-Cecília, eu já disse que te amo? –Eu abaixei a cabeça e comecei a brincar com o canudinho do meu copo. – Eu não quero que o Oscar pense que eu chorei por causa dele. Na verdade eu quero que ele vá para o raio que o parta.

-Isso mesmo, Isa. – Falou Vic. – Nada de ficar sofrendo por causa de homem.

Se dependesse de mim, ficaríamos a manhã inteira conversando, mas tínhamos aula, já que o novo período nos esperava. Eu e as meninas nos despedimos de Cecília, nossa amiga fazia engenharia civil, enquanto nós éramos da galera da arquitetura. Fomos direto para sala. A primeira aula era de história da arte arquitetura e cidade. A cada novo período eu tinha mais certeza que aquele era o curso certo.

As aulas passaram muito rápido, naquele dia além de história da arte tive aula de sistemas estruturais. Mesmo sendo o primeiro dia de aula, percebi que os professores não queriam aliviar. Eles já tinham passado alguns projetos que veríamos em longo prazo. Eu precisava ficar esperta, se deixasse tudo para última hora não teria tempo para nada, nem para respirar.

Ao sairmos da sala, eu e as meninas fomos encontrar Cecília, e também Alice, todas nós iríamos começar a organizar a festa do nosso melhor amigo, o Gael. Ele estava fazendo um intercambio nos EUA, e voltaria em menos de dois meses. Como ele adorava festa, e nós também, achamos mais do que justo comemorar essa volta em grande estilo.

-Isa, que cabelo maravilhoso. – Disse Alice, minha amiga que estava no sexto período de arquitetura.

-Que bom que você gostou, Alice. – Eu falei enquanto a abraçava. –Estava morrendo de saudade.

-Eu também. Semana passada eu encontrei a Bianquinha passeando no parque com o Caio e a Letícia, por falar nela, acho que aquela barriga vai explodir. – Nós começamos a rir. Minha cunhada estava grávida de sete meses e de gêmeos.

-Precisamos urgentemente marcar um cineminha. A Bianca adora essas farras.

Continuávamos conversando até que avistamos Cecília. Ela conversava com dois meninos, ambos eram altos e eu tinha a impressão de nunca tê-los visto. Assim que nos viu nossa amiga fez sinal para que esperássemos um pouco. Pelo visto a conversa era bem importante.

Depois de uns cinco minutos Cecília veio falar conosco. Nunca tinha visto minha amiga tão animada nos últimos tempos. – Qual o motivo de tanta felicidade? – Eu perguntei curiosa.

-Os meninos acabaram de me chamar para fazer parte de um megaprojeto. – Ela era pura alegria. – Eles falaram que viram o meu projeto do ano passado e adoraram.

Cecília era assim, vivia engajada nos projetos que a engenharia oferecia. – Fico feliz por você, amiga. Mais um que vai para o seu currículo.

-Você deve ter dezenas. – Brincou Marcela.

-Faz muito bem. –Disse Alice. – Daqui a pouco você estará participando desses congressos no outro lado do mundo.

-Tomara! – Cecília falou.

-Caso você vá para a Austrália não se esqueça de me levar. Nem que seja na mala. – Implorou Vic.

-Agora o único projeto que eu quero focar é na festa do Gael. – Cecília falou. – Se depender de mim, essa será a melhor festa da vida dele.

-É isso aí! – Vibrou Marcela.

Como Cecília falou colocamos todo o foco na festa do nosso melhor amigo. Aquela festa entraria para a história.

A MENINA JOAQUINA: A MIUDEZA DAS COISAS – MEU PRIMEIRO CONTO

Faltam pouco dias para acabar o ano. Muitas coisas aconteceram, muitos acertos e erros, mas muito aprendizado também. Foram dias difíceis, mas foi muito bom viver tudo isso. Foi realmente um ano de renovação e onde os sonhos perdidos renasceram. Finalmente me dediquei ao blog, que sempre foi um sonho. E entre sonhos e sonhos eis que tenho o maior prazer de estar fazendo esse post agora. Quem me acompanha nas redes sociais já está cansado de me ver falar sobre isso, mas eu ainda não tinha feito o lançamento oficial aqui no blog.

face-joaquina

Em comemoração ao Natal, eu publiquei meu primeiro conto pela Amazon. Vocês lembram da menina Joaquina? Depois de meses sem textos dela aqui no blog , eis que ela surgi em um  conto emocionante. Felicidade é o que me define. Para alguns pode ser uma simples coisa, mas para mim é o princípio de coisas maiores que podem acontecer. Ela surgiu do nada, simplesmente comecei a escrever sobre uma menina que tem um coração incrível e consegue enxergar coisas que muitas vezes eu nunca parei para pensar. Eu escrevo, mas sou o que mais aprende. Não tenho como explicar essa relação. De conto em conto fui me apaixonando tanto que em alguns momentos não consigo diferenciar a Joaquina do conto com a realidade. E como presente de Natal, eis que surge esse conto maravilhoso para salientar qual o verdadeiro sentido da vida e como as pequenas coisas podem nos mostrar qual o caminho certo a seguir.

SINOPSE


Sonhando acordada muito mais do que dormindo. Ela consegue ver o essencial da vida, ainda que não saiba disso. A menina Joaquina ama e consegue ser infinita em suas descobertas, erros e acertos e, para ela, isso basta. E agora ela terá que descobrir como é ser luz em meio à escuridão. O que é a miudeza da vida?


Livro: A Menina Joaquina: A Miudeza das Coisas

Autor: Alef J. Marinho

Páginas: 22

Editora: Amazon Kindle

Valor: R$ 3,98

Skoob: A Menina Joaquina    ( marque como lindo <3)

*Até 25/12/15 o conto estará gratuito no site