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A MORTE E A MORTE DE QUINCAS BERRO D’ÁGUA | JORGE AMADO

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Oi, vocês! Como tá do lado daí? Gente, conversando com minha prima, que também é colaboradora aqui do blog e faz essas resenhas de livros maravilhosas, tivemos a ideia de alguns projetos aqui para o blog, e um deles é resenhar clássicos da literatura brasileira. Mas vamos tentar resenhar da forma mais maneira possível. E como vocês já viram aqui no título começaremos por um livro de Jorge Amado. Aquele carinha que escreveu “Dona flor e seus dois maridos”, lembra?

“A morte e a morte de Quincas Berro D’água” além de ser um livro bem fininho que você ler em um lanche, também é um romance bem engraçado. Por isso eu resolvi trazer logo ele de cara pra esse projeto de leitura de clássicos. Ele é narrado em 3º pessoa. E conta a estória de Joaquim Soares de Cunha, um homem que por muito tempo teve uma vida pacata, séria e familiar. E era muito respeitado. Mas entretanto, toda via e porém, cansado da vida de mesmice que levava e da companhia tediosa da esposa e da filha, Joaquim resolver sair de casa pra nunca mais voltar. E agora que começa a primeira morte. Eu não sei se vocês perceberam, mas no título do livro leva duas vezes a palavra morte, e eu vou explicar isso. Lembra que eu disse que Joaquim era um homem respeitado? Então, mas quando ele resolveu sair de casa e viver na gandaia aconteceu a sua primeira morte, mas não foi uma morte de corpo, mas de moral, entende? Ele perdeu todo o respeito da sociedade, então foi mais uma morte social. E agora ele já não era mais o Joaquim da repartição, mas o Quincas Berro D’água, o pinguço desprezado pela família. Quincas resolve viver sua vida em bares, ah! E esse novo nome se deu porque o dono do bar onde ele sempre costumava gastar todo seu dinheiro resolveu fazer uma pegadinha e trocar a pinga por água, quando Quincas tomou e percebeu que era água deu um berro que ecoou por todo pelourinho: É ÁGUAAAA! kkkkkk A segunda morte ainda não ficou decidida, a família jura que ele morreu de morte natural, já os amigos de Quincas juram que ele se jogou no mar, pois se recusava a ficar preso em um caixão. E tem gente que jura que antes de morrer Quincas disse suas últimas palavras:

No meio da confusão
Ouviu-se Quincas dizer:
“–Me enterro como entender
Na hora que resolver.
Podem guardar seu caixão
Pra melhor ocasião.
Não vou deixar me prender
Em cova rasa no chão.”
E foi impossível saber
O resto de sua oração.

 Sério que em meio a toda aquela confusão ele ainda disse isso tudo? Hahaha Pra saber que confusão é essa vocês vão ter que ler. E são 96 página super legais que mostram que literatura brasileira não é chata como dizem. Ah, só mais uma informação: essa estória se passa na Bahia e Jorge Amado mais um vez idealiza a massa popular. E o livro teve ótimas críticas em seu lançamento em1961.

Comentem aqui o que vocês acharam do livro.