Tag: ELA ENCANTA

ELA ENCANTA – CAPÍTULO 1- PARTE 2

Chegamos à boate por volta das dez e meia. Segundo Luísa quanto mais tarde melhor. O lugar estava completamente lotado, também não era para menos, estávamos de férias e aquela era uma das melhores boates da região. Assim que entramos fomos logo contagiadas pela batida do DJ. Nunca fui fã de música eletrônica, mas como estava em um ano de mudança, abri a minha mente para os novos estilos musicais.

Eu não conhecia o nome das músicas que tocava. Mas estava tão bom aquele clima, que quando dei por mim já estava me remexendo ao som da batida. Acho que a iluminação em azul ajudava a criar o clima do local. Além disso, só tinha gente bonita.

ELA ENCANTA – CAPÍTULO 1

-Ai!!! –Gritou pela enésima vez a doida da Luísa, minha prima que jurava que a dor que eu sentia estava doendo nela também. –Sofia, eu me acho maluca, mas você é mais. Essa é a quarta sessão de tatuagem que eu venho com você. Porra, eu já sinto a dor em mim.

-Assim você me ajuda muito, Luísa. –Eu reclamei, enquanto sentia aquelas micro agulhas perfurando as minhas costas. –Diego será se acabamos hoje essa tatuagem?

-Não se preocupa Sofia, eu já estou finalizando. A Luísa que é escandalosa. Mas você está sentindo muita dor? Qualquer coisa avisa que eu vou mais devagar.

-Eu consigo suportar. –Eu falei.

Depois de quase duas horas a minha tatuagem ficou pronta. Foram quatro sessões de quase duas horas cada para poder tatuar um filtrador de sonhos nas costas, igualzinho ao que o meu pai me deu quando eu era pequena. Mas que a Ângela fez questão de quebrar. Pronto! Agora eu teria um que só seria possível ela tirar de mim caso arrancasse o meu couro.

-Ficou foda! –Diego disse.

RECOMEÇOS – Série ELA ENCANTA

Mais um ano se inicia, milhares de metas devem ter sido escritas ou digitadas em todos os continentes. Provavelmente, temas como emagrecer, estudar mais, ler mais, ter mais dinheiro, arranjar um novo amor e por aí vai. Deve ter sido as escolhas da maioria das pessoas.

Confesso que eu sempre fui a louca das metas, acreditava que o ano novo me traria exatamente tudo aquilo que o antigo se esqueceu de me trazer. Acreditava que todas as brigas, a preguiça, tudo de ruim tivesse ficado para trás. Acreditava que o amor que as pessoas “demonstravam” ter no dia trinta e um de dezembro duraria trezentos e sessenta e cinco dias.