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TOP 3: CONTOS DA AMAZON

Vira latas, eu já falei para vocês várias vezes como está a minha rotina de estudante de arquitetura. Mas se tem uma coisa que eu não abro mão, mesmo com a correria é ler. Às vezes é bem complicado ler um livro de centenas de páginas, mas os contos conseguem cumprir o papel de nos prender em uma boa aventura, além de ser curtinho. Hoje resolvi indicar para vocês três contos que eu li em meio ao caos da faculdade.

TAL QUÍMICA – SÓ AGRADECE – CAP. 04

Pisando descalço, nesse chão molhado, deito do teu lado para relaxar
Fazendo fogueira, sem eira nem beira, deitado na esteira, vendo o luar.
Pego meu violão, canto uma canção que já fez maluco se por a dançar
Aquele doce,que derrete a mente no desembaraço desse meu cantar.
Aquela morena de saia pequena com seus olhos grandes parece voar.
Hoje na Natureza não importa a feira, é dia de doideira e não de trabalhar.
(Pisando descalço, Maneva)

UM PRESENTE DE NATAL – IZABELA LOPES

um-presente-de-natal-izabela-lopes-blog-qualquer-coisa-vira-lataFeliz Natal, Vira latas! Espero que todos vocês possam ter um natal mágico, ao lado das pessoas que vocês amam.  Deixando as felicitações de lado, vamos focar na resenha de hoje, mas precisamente de um conto bem fofo que fará vocês darem bons suspiros.

Essa resenha é bastante especial. Afinal de contas hoje é verpera de natal.  Acho que a maioria das pessoas ama o natal. Tem como não gostar? Para muitas pessoas essa é a época mais mágica da vida. Mas para outras o natal não passa de uma data comercial, e um pouquinho irritante.

A MENINA JOAQUINA: SOBREVOANDO FLORES

a menina joaquina: sobreavoando flores

Ser criança é não perceber, muitas vezes, grandes muralhas que são construídas entre nós. É não saber quanto tempo o tempo tem, ele só passa, passa e leva com ele momentos não vividos. Mas do nada a gente começa a perceber: percebemos o que é saudade, percebemos que temos que ter responsabilidades, como ter que guardar as moedas que ganhamos de mesada para podermos comprar a nova edição do Gibi na banca do Francisco, por exemplo.

A MENINA DOS OLHOS MOLHADOS – MARINA CARVALHO

“…De um jeito insuportavelmente desconcertante, concluo que aqueles saltos famigerados não representam um perigo apenas para a dona deles. São capazes de tirar também um homem focado do sério”. (Pg. 42)

Olá, Vira Latas! Preparem-se para a resenha mais rápida que eu já escrevi nos últimos tempos. Tudo é extremamente intenso, desde o inicio da leitura até a escrita dessa resenha. Resumindo, tudo ocorreu em menos de vinte e quatro horas. Tenho até medo de não conseguir escrever tudo aquilo que eu quero. Mas juro que vou tentar.

TAL QUÍMICA – CAP. 12 – SAMILA BEZERRA

tal químicaDiga quem você é, me diga
Me fale sobre a sua estrada
Me conte sobre a sua vida
Tira a máscara que cobre o seu rosto
Se mostre e eu descubro se eu gosto
Do seu verdadeiro jeito de ser
Ninguém merece ser só mais um bonitinho
Nem transparecer, consciente, inconsequente
Sem se preocupar em ser adulto ou criança
O importante é ser você
(Máscara-Pitty)

Sabe quando você faz um curso na faculdade ou pensa em fazer, e mesmo sem estar formado a sua família e amigos próximos começam a dizer que você fará algo relacionado à sua especialidade para eles? Meio confuso isso, né? Exemplos: você é um estudante de nutrição, gente, não importa em qual período você estará sempre terá um parente pedindo uma receita para emagrecer. E se você faz direito, em algum momento da vida alguém vai pedir ajuda quando precisar resolver algo jurídico. Arquitetura não é diferente. Já ajudei muitas pessoas da minha família a fazer lembrancinha ou até mesmo painéis de aniversários. O fato de fazer arquitetura faz os outros pensar que nós somos excelentes com trabalhos manuais, mas nem sempre isso é verdade. Até mini projeto para casas eu já fiz. Confesso que estava bastante animada para projetar uma cozinha para a minha avó. Mas agora o assunto era bem diferente. A minha tia pediu para que eu fizesse um projeto de um closet para uma amiga dela. Gente, eu estou longe de me formar, além do mais, a cada minuto que passa eu fico lotada de trabalhos acadêmicos.  Mesmo sem querer eu acabei aceitando o desafio. Mas se eu soubesse que daria tanto trabalho teria desistido.

A Débora, a dona do futuro closet, era apaixonada por tudo que via nas revistas e nos perfis do Instagram relacionados à decoração. Acredita que ela veio me dizer que queria armários que cobrissem todas as paredes, além de uma ilha no meio do local. Ah! Tudo tinha que ser dourado e com muito glitter. Até aí tudo bem, mas não seria possível realizar tudo isso por alguns motivos. Primeiro: o espaço que seria o futuro closet tinha apenas 4 metros quadrados, eu tinha quase certeza que uma ilha seria algo impossível naquele espaço. Segundo: dourado com glitter? Eu tenho total consciência que é o cliente quem manda. Mas já imaginou daqui a algum tempo a Débora começa a se enjoar de tudo? Vai dizer que a culpa foi minha. Caberia a mim, fazer um projeto bacana, com o dourado que ela gostava, mas que não ficasse muito brega. Ah! É claro que eu iria cobrar pelo projeto, não muito, mas precisava ganhar algo com aquilo. Afinal de contas estava quebrando a cabeça para poder realizar o sonho da Débora de ter um closet.

Passei a madrugada inteira tentando fazer o projeto da Débora e acabei acordando tarde. Eu me arrumei em tempo recorde, mas precisamente em TRINTA minutos, durante esse tempo tomei banho, escovei os dentes e troquei de roupa, falando em roupa, não tive tempo nem de fazer uma combinação bacana como eu estava acostumada a fazer nos últimos tempos. Mas hoje foi diferente, coloquei um vestido longo florido com uma rasteirinha dourada. Para cobrir as minhas olheiras nada melhor do que uns óculos de sol. Até que não ficou ruim. Viva ao estilo Boho Chic.

Para vocês terem noção de como eu estava atrasada, o meu irmão me deu uma carona, o que era um milagre. Ele detestava pegar a rota que era caminho para a faculdade, mas acho que ter mais dois filhos amoleceu o seu coração hoje.

Graças a Deus as aulas passaram voando, eu estava sentada na lanchonete ora comendo um sanduíche ora lendo o livro, Elena a filha da princesa da escritora Marina Carvalho. Estava tudo movimentado, a galera conversava até que surgiu dois rostinhos super conhecidos, Marcela e Vic, que pareciam estar super empolgadas com a conversa. Pelo menos posso garantir que a Marcelinha estava.

As duas puxaram cadeiras e sentaram, elas traziam dois panfletos informando que haveria uma feira de tatuagem. Taí, uma coisa que eu sempre tive vontade de fazer, mas acabava arrumando uma desculpa. Marcela ficou bastante animada, ela queria fazer pássaros negros perto do ombro.

-Isa, vamos vai ser incrível!

-Você vai fazer a tatoo, né?

-Sim. –Ela estava feliz da vida. –Você também, né?

-Não sei Marcelinha. –Eu falei. –Não conheço o trabalho dos caras.

-Eles vão arrebentar. Eles são fodas.

-Quem são fodas? –Disse Cecília acompanhada de Vinícius, um pouco atrás estava o Bernardo que tinha sido abordado pela Jéssica, uma estudante de engenharia que adorava ser cortejada pelo público masculino.

-Os tatuadores que vão nesse evento. Você também vai com a gente, né Cecília?

-Vocês vão se tatuar? –Perguntou Vinícius.

-Sim. Disse Marcela.

-Não. –Eu falei. Nesse momento Bernardo puxou uma cadeira e sentou ao meu lado, virou para mim e perguntou:

-Você não tem coragem, Isa?

-Eu tenho, mas eu não conheço o trabalho deles.

-Entendo. Eu só fiz as minhas tatuagens com um cara que eu conheço e confio bastante. Se vocês quiserem eu posso leva-las lá.

-Valeu Bernardo, mas eu não quero esperar.

-E você, Isa? –Ele perguntou enquanto folheava o meu livro que estava na mesa.

-Não sei, Bê.

Conversávamos sobre as tatuagens que queríamos fazer. Cecília e Vic não tinham coragem de fazer. Vinícius queria uma tribal na perna, já Bernardo sonhava em fechar o braço. Assim como nós, a galera de engenharia estava lotada de provas para fazer. Uma delas ocorreria em uma semana. Sendo assim, já saberíamos o motivo do sumiço da Cecília, não sei nem se ela iria conosco comemorar o aniversário da Vic. Minha amiga sempre foi assim, poderia tirar um seis em português (apesar de que ela só faltava morrer quando isso acontecia). Agora, não ficar com média dez em matemática, isso não podia. Minha amiga sofria horrores para gabaritar a prova. Eu gostava de cálculo, mas o que a Cecília sentia era amor.

Eu admirava muito a minha amiga, ela passava várias noites em claro estudando para as provas, e o seu esforço fez com que ela passasse de primeira em todas as matérias de cálculo que ela tinha pagado até agora. Já eu sempre fui muito insegura, quando fazíamos prova em dupla sempre sobrava para a Cecília pegar o resultado.

-Planeta terra chamando. –Disse Bernardo em meu ouvido.

Eu sorri. –E você, Bê, já começou a estudar para as provas?

Vinícius começou a rir. –E ele estuda? Parece mais que tem um computador na cabeça. O cara é fera!

-Fazer o que. –Bernardo deu um sorriso torto. –Mas eu vou estudar um pouco hoje.

-Bernardo eu tenho raiva de você. –Disse Cecília.

-Só você? –Brincou Vic.

Quando olhei no relógio vi que mais uma vez naquele dia eu estava atrasada. Precisava imediatamente ir à casa do Gael, ele e a Alice iriam me ajudar com o projeto closet.

-Gente, preciso ir. –Levantei para abraçar cada um deles.

-Você terminou o projeto do closet? –Perguntou Cecília.

-Vou ver se faço isso agora com o Gael e a Alice.

-Boa sorte, arquiteta. –Disse Bernardo enquanto me abraçava.

-Ainda estou longe de ser. –Eu sorri.

-Beijos. –Eu falei para todos.

Fui correndo para a casa do Gael, como disse, ele e Alice me ajudariam com o projeto closet. Eu estava tão apressada que nem passei em casa. Sério, eu não via a hora de terminar logo tudo aquilo. Assim que cheguei a casa dele, Alice não perdeu tempo e começou a analisar. Todos nós estávamos cheios de trabalho para fazer, ela estava sendo uma fofa em ceder um pouco do seu tempo para me ajudar.

-Isa, eu gostei desse projeto, você respeitou as necessidades do cliente. –O projeto que eu tinha desenvolvido para Débora consistia em dois armários opostos, em frente à porta ficaria um penteadeira onde ela se maquiaria, além disso, o local continuaria recebendo iluminação já que teria uma linda janela de correr na mesma parede da penteadeira. Como eu sabia que ela queria cores fiz todos os armários na cor branca, mas por cima eles receberiam adesivos em formato de bolinhas, eles seriam dourados. Não sei se ela gostaria, mas no meu projeto fiz a sugestão de colocar um lustre de teto lindo.

-Que bom que você gostou Alice.

-Deixa eu ver. –Gael pegou o projeto e começou a analisar.

Ele analisava detalhe por detalhe até que o meu celular resolveu dar sinal de vida. Adivinhe quem era!

(Bernardo) Está fazendo o que?

(Eu) Projetos

(Bernardo) A tatoo é um deles?

(Eu) Não seu bobo, quer dizer, não agora.

(Bernardo) Eu sei que você não está fazendo a tatoo. Está trabalhando no closet ainda né?

(Eu) Estou sim. Por que da mensagem então?

(Bernardo) Estava com saudades de conversar com a minha menina linda.

(Eu)  🙂

(Bernardo) Vou deixar você trabalhar. Se cuida. Beijos menina linda.

(Eu) Você também menino lindo. Bjs.

Eu estava tão envolvida com as mensagens que nem percebi quando o Gael começou a falar. Só notei depois que ele me cutucou e disse algo que eu não queria ouvir.

-Isa, o seu projeto está uma porcaria.

Oi? Eu passei um bom tempo planejando tudo aquilo, para agora ele chegar e dizer isso. –Por que Gael?

-Agora você escuta? –Ele falou. –Ele está ótimo. Eu falei isso várias vezes, mas você não desgruda desse celular.

-Vai ver ela está falando com o namorado. –Disse Alice.

-O Bê não é meu namorado. –Eu falei rapidamente.

-Eu sabia que era o Bernardo. –Disse o Gael.

-Mas vocês ficaram na festa. –Alice falou.

-Eu não acredito que a Marcela e a Cecília falaram para vocês. –Eu fiquei um pouco irritada.

-Não foram elas, e sim a Jéssica que viu vocês se beijando perto da piscina. –Alice contou. Então era por isso que aquela garota estava tão estranha comigo, não que ela fosse minha amiga, nunca fomos, mas ela estava distante, mas ao mesmo tempo ficava nos rondando.

-Mas é bom saber que a minha amiga não confia em mim. –Alice estava chateada.

-Nem em mim. –Gael também estava muito chateado.

-Ei, eu confio nos dois. Só a Marcela sabia, e depois eu contei para a Cecília porque ela desconfiou e me perguntou, só isso.

-E por que você não contou para a gente? –Gael queria saber.

-Porque a gente só ficou uma vez, isso não aconteceu de novo. O Bernardo é só meu amigo.

Achei que aquele assunto estava encerrado, sentei no sofá para guardar a cópia do projeto, estojo e celular na bolsa, quando o Gael veio atrás de mim. Tenho certeza que para o meu amigo a conversa estava apenas no início.

-Isabelle, sinto muito, mas o Bernardo não te ver com amiga nem aqui nem na China. Tenha santa paciência. Vocês ficaram e age o tempo todo como se fossem namorados. –Ele disparou.

-Não agimos não. –Eu rebati.

-Porra, Isa. É claro que agem. Qual o problema de assumir que vocês se gostam. Tanto na pizzaria como na praia vocês agiam como um casal apaixonado.

-Gael, eu já falei, o Bernardo é só meu amigo. –Eu duvidava das minhas próprias palavras.

-Eu também sou e você nunca agiu comigo daquela forma, nem mesmo com o Oscar que foi seu namorado.

-Então é isso, você está com ciúmes. –Eu falei.

-Claro que não Isabelle. Porra! –Ele passou a mão pelos cabelos do jeito que fazia quando estava bravo. –Só não quero que você sofra. Porque quando esse menino arranjar uma namorada, essa amizade colorida vai acabar rapidinho.

Eu encarei o Gael por aproximadamente dez segundo. Ok, ele queria o meu bem, mas o que eu menos queria agora na minha vida era que alguém falasse para eu ter cuidado com uma amizade principalmente quando ela estava me fazendo tão bem. Peguei a minha bolsa e me levantei.

-Muito obrigada aos dois por terem analisado o meu projeto. Tenham uma boa tarde!

Eu estava quase na porta quando Alice falou:

-Isa, não fica assim, a gente só quer o seu bem.

-Deixa ela. A Isa sabe o que faz. –Eu notei a mágoa na voz do Gael.

Eu sai antes que eles percebesse que eu estava chorando. Caramba, por que o Gael falou aquelas coisas? Se a minha amizade com o Bê estava uma bagunça, tudo bem, era a nossa bagunça. Eu estava amando ser só a amiga dele. Mas não poderia negar que se visse o Bê com alguma namorada nossa relação não seria mais a mesma. Apesar de ter falado várias coisas que me chatearam, eu tinha plena noção que o Gael estava certo.

AS MARAVILHAS DE ALICE – TÂNIA PICON

Sabe aqueles livros que te faz dar ótimas gargalhadas e só o larga quando acaba? Então, a resenha de hoje é sobre um livro nesse estilo e que obviamente ganhou cinco lindas estrelas na avaliação da Amazon. Ele inclusive foi o responsável por me tirar de uma bad horrorosa, tentei ler dois livros antes deles e eu simplesmente estava odiando ambos. Cansa ler livros onde as protagonistas acham que ter um cara idiota, totalmente ciumento é a oitava maravilha do mundo. Mas a resenha de hoje é sobre um livro leve, bem gostoso. Se você ficou curioso para saber qual livro eu me refiro é só continuar aqui comigo.

as-maravilhas-de-alice-tania-picon-blog-qualquer-coisa-vira-lata-achadinhos-da-amazonAlice sempre foi uma jovem rica, sua vida era se preocupar em tirar notas bacanas, e ir ao máximo de festas que pudesse, além é claro de beijar muitas bocas. Ela inclusive estava em uma dessas festas quando soube que o seu pai não aguentou e morreu após ter um infarto. Alice fica completamente desnorteada. Agora ela só tem a sua irmã, a Thaís que é dois anos mais nova que Alice, que tinha 23 anos.

Além de perder o pai, as meninas descobriram que estavam falidas. Seu pai, um grande nome do ramo dos cosméticos, deixou as filhas pobres. Sim, meus amigos, essa história já existe. Eu amava assistir Material girls. Mas as comparações param por aí. Enquanto uma irmã, no caso, a Alice, vai batalhar em busca de uma forma honesta para se sustentar, sua irmã resolve virar prostituta de luxo. Ela vai morar na casa do ex-sócio de seu pai. Digamos que a garota não queria perder a boa vida.

Alice passa alguns dias arrastando sua mala por todos os cantos. Ela não conseguiu levar muita coisa da sua antiga casa, apenas seus eletrônicos e algumas roupas. Chegando, inclusive, a usar um vestido curto preto de festas para ir à faculdade. A coitada não tinha como lavar as suas peças.

Tudo começa a mudar quando Alice vai se candidatar a ser secretária de um cirurgião plástico. Digamos que após muita tempestade, o sol começou a aparecer na vida da garota. Mas ele vai aparecendo aos pouquinhos. Nessa nova etapa, Alice descobre uma mulher pé no chão, mas sem perder seu lado divertido. Além disso, é possível acompanhar a sua relação com a sua irmã, após a morte de seu pai. Além, é claro, de um bom romance, afinal quem não gosta?

Eu amei esse livro! A personagem é bem divertida, passa por maus bocados. Mas sempre ver o lado positivo se tudo. Amei também do fato de ela se amar em primeiro lugar. Estava super cansada, tinha inclusive abandonado um livro onde a personagem não se respeitava. Acho que ela precisava ter umas conversinhas com a Alice e descobrir que amor próprio em primeiro lugar SEMPRE.

Bom, Vira Latas, espero que vocês tenham gostado da resenha. Se o estilo chick lit te chama atenção, aposta no livro As maravilhas de Alice. Vocês irão amar.

VITRINE

AS MARAVILHAS DE ALICE – TÂNIA PICON / Editora: Amazon / Valor R$: 6,99

MANIA DE VOCÊ – MÔNICA MEIRELLES #AchadinhosDaAmazon

Olá, Vira Latas! A resenha de hoje é um spin off de um livro que eu nunca li, mas que eu tenho no aplicativo do Kindle. Falta APENAS tempo. Uma das últimas resenhas aqui do blog foi falando do livro Meu Quase Irmão, da Mônica Meirelles. O livro da resenha de hoje também fala sobre um dos irmão da Laura e do Bernardo. Caso vocês estejam perdidos, é só olhar a resenha aqui. A resenha de hoje, tô repetindo essas palavras,  né? fala sobre o Nicolas, o irmão nerd. Caso vocês queiram saber o que se passa nesse livro é só continuar lendo a resenha.

mania-de-voce-monica-meirelles-blog-qualquer-coisa-vira-lataCarina sempre foi uma menina que amava se divertir. Sempre ficava com quem bem entendia. E quando bem queria. O problema foi que em uma das baladas que ela frequentou, ela sofreu um trauma que a perseguia para todos os lados. Depois disso, a garota deixou de confiar nos homens. Quer dizer, o único que ela confiava era o Nicolas, seu “amigo” de infância que sempre foi louco por ela. Mas a Carina nunca deu bola para o garoto que era, e é, nerd.

Carina sofre mais uma mudança na vida: começará a faculdade de arquitetura em Santa Maria. (Vocês sabem que eu sou apaixonada, apesar de todas as brigas que sempre existe, por esse curso, né?). O problema é que Carina precisa arranjar um local para morar e adivinhem: ela vai dividir um apartamento com o Nicolas, que a propósito tem uma noiva.

A Carina sempre fez o estilo mulherão. Ela não se preocupa em agir de determinada forma só por ser mulher. Mas o problema é que o Nicolas viverá um dilema, ele fica interessado pela a sua amiguinha de infância, mas ao mesmo tempo tem uma noiva, que é super “certinha” em comparação a Carina.

Não quero ficar falando tudo sobre o livro porque, sim, ele é bem clichê. Mas sabe o que eu gostei dessa História. A escritora focou bastante no feminismo. Ela apontou questões como o fato das mulheres não poderem ficar com quantos elas quiserem em uma balada. Com o fato de que se elas usam determinadas roupas elas estão provocando os homens. Assuntos machistas que apesar de serem bem antigos ainda tomam conta da sociedade.

– Segundo dados da revista Exame, a cada onze minutos, uma mulher é estuprada no Brasil… Acham certo isso? O corpo da mulher ser utilizado como um mísero objeto de prazer sexual? Somos muito mais do que isso! O que me levou a convidá-las para esse debate foi que recebemos a informação de que uma aluna do curso de Engenharia Civil foi estuprada na semana passada no banheiro feminino.

– E sabe o que é pior nisso tudo? – Uma aluna nos chama a atenção. – É que sempre dizem: a culpa é delas. A maioria dos brasileiros pensam assim. Ah, ta usando roupa curta é porque quer ser agarrada. E isso é muito cruel. A vítima não tem culpa. A culpa sempre será do agressor e acabou.

O mais legal do livro foi justamente a comparação que eu pude fazer entre dois personagens, o Bernardo,  protagonista do livro Meu Quase irmão, é um galinha nato, ficava com quantas meninas ele queria. E ninguém o criticava, na verdade, ele era considerado o “garanhão” por todos. Já a Carina agia exatamente igual ao Bernardo, mas era chamada de vadia, piranha e outros nomes ridículos. Foi interessante ver a forma que a escritora abordou esses assuntos.

Mas isso não deveria ser motivo para que eu deixasse de viver livre, bem como eu queria. A cabeça das pessoas que tem que mudar. Homens que nem o Leonel é que tem que entender que eu não sou obrigada a satisfazer seus desejos, só porque estou em uma boate, vulnerável, com roupas curtas e “disponível”. Se eu não quero, ele não pode me obrigar a nada. 

Resumidamente, se vocês gostam de um New adult clichê, mas que te vai fazer pensar muito sobre o machismo nosso de cada dia, eu recomendo que vocês leiam esse livro. Além de ser um New adult como eu já disse, ele se passa no Brasil, e é sempre maravilhoso ler livros nacionais. Vocês podem comprar esse livro na Amazon e acompanhar as tramas dos filhos da Anne e do Daniel.

VITRINE

MEU VÍCIO – MÔNICA MEIRELES / Editora: Amazon / Valor: R$ 8,99 (compre aqui)

MEU ERRO – CINTHIA FREIRE

Sou completamente apaixonada por New adults, mas sempre fico muito decepcionada quando leio um livro e ele é mais clichê do que tudo nessa vida. Amo clichês, mas quando você escreve um livro que é composto apenas por partes de outros livros e eu acabo lendo, fico completamente decepcionada.

Mas eis que eu estava procurando um livro novo para ler e achei mais um #Achadinhoda Amazon. O livro Meu Erro, da Cinthia Freire. Esse livro é simplesmente maravilhoso, sensacional. Me fez rir, chorar e amar os personagens. Se você quer saber do que se fala esse livro é só continuar lendo a resenha.

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FOTO: reprodução da internet / editada.

Carol sempre foi uma menina na dela, estudante de letras, terceiro período, ela dividia o apartamento com a sua amiga e estudante de arquitetura, amo amo e amo esse curso rsrs, ah! Sua amiga se chama Verônica. Verônica ficou com o cara mais gostoso da faculdade, palavras dela. O problema foi que depois disso boatos foram espalhados dizendo que a garota transava com todos os garotos da faculdade. E sabem como é, homem pode sair com quantas quiser. Já as mulheres se saem com um diferente a cada noite são taxadas de piranhas. (Odeio esse preconceito ridículo).

Carol fica bastante sensibilizada com a amiga. Verônica não sai de casa, está se sentindo humilhada. Carol simplesmente resolve tirar satisfações com Gabriel, o cara que supostamente espalhou os boatos. Carol também tira satisfação pelo fato do garoto ter espancado Vinícius, irmão de Verônica e seu amigo.

O problema é que Carol se sente de alguma forma conectada com o idiota do Gabriel. E pelo visto o garoto também se sente assim em relação a menina. Para completar, Gabriel aparece em todos os momentos que ela precisa, é ele que socorre a menina quando ela desmaia no banheiro, ele a tira de perto de um cara que queria apenas se aproveitar dela. Como podia um garoto completamente escroto ser tão gentil com Carol.

Gabriel sempre teve todas as meninas que ele queria, e não eram poucas. Ele “amava” ter uma garota diferente a cada momento. Mas o que ele mais curtia era a sua fiel companheira; aquela que lhe “libertava” de todos os seus problemas. Aquela que lhe deixava sendo O Gabriel, o cara foda que não temia nada e nem ninguém. É claro que vocês já devem ter percebido que eu me refiro a cocaína.

Mesmo sabendo todos, mas TODOS os riscos que ela corria ao se aproximar do Gabriel. Carol não consegue evitar, ela se sente atraída por Gabriel e ele sente o mesmo por ela. A diferença é que ao contrário das outras meninas que achavam que o Gabriel seria apenas uma boa noite de curtição. Carol enxerga todas as merdas que rondam a vida do Gabriel. Seus vícios, seus medos. Seus demônios. E mesmo colocando em risco a sua própria sanidade, Carol acaba se entregando a esse mundo chamado Gabriel e ele aceita que ela entre, porquê Gabriel também está hipnotizado por ela.

Eu amei muito esse livro! Só larguei quando terminei. Chorei com eles, ri com eles e me apaixonei com eles. Gabriel é aquele tipo de cara ótimo para a curtição, mas que fora dela ninguém quer por perto. Quem vai querer ser amigo ou namorada do viciado? Do cara que se afunda dia após dia no mundo das drogas. Mas eis que quando o anjo que se chama Carol aparece na vida dele, tudo se transforma. Não pensem que ele de uma hora para outra deixará as drogas. Bem que o Gabriel queria, mas a Cinthia tratou muito de forma real. Gabriel terá que lutar todos os dias para sair do inferno. Mas ele sabe que lutará por ela pelo seu anjo. Pela mulher que não se importa de namorar um garoto que é evitado por boa parte da sociedade. E é por ela que ele não vai desistir de lutar.

Cinthia, obrigada por ter escrito um livro tão maravilhoso! Você não sabe, mas era justamente dele que eu precisava. Amo brincar de escrever e meus novos amigos literários seguem a mesma linha da galerinha de Meu Erro, esse livro me fez ver o quanto o mundo literário que eu quero me aventurar é bem desafiador, mas o trabalho valerá a pena.

Enfim, se vocês gostam de um New adult de qualidade leiam Meu Erro. Vocês não vão se arrepender.

VITRINE

MEU ERRO – CINTHIA FREIRE / Editora: Amazon / Valor: R$ 5,99

TAL QUÍMICA – CAP. 10-11 – SAMILA BEZERRA

tal químicaFoi em busca de uma vida feliz
Atrás do que eu sempre quis
A vida na bera do mar, uoooo
Na bera do mar
Vou pegar minha coisas
E vou me embora do Hawaii
To de saidera e você também vai
Dentro da mochila levo o teu coração
E entre meu braços mais a prancha e o violão
Quero no caminho agarrar a emoção
Deslumbrar no sonho
Mergulhar nessa paixão
(Caminho do Hawaii-Vitor Kley)

MENSAGENS NO WHATSAPP:

(Vic) Bom dia! Boas notícias, consegui uma casa para passarmos a quinta-feira.

(Gael) Uhu!!! Essa quinta-feira promete.

(Marcela) Promete mesmo. Depois de praticamente nos matar com aquela maquete, merecemos descanso.

(Eu) Nem me lembre dessa maquete do mal Marcelinha.

(Vic) Por favor, não falem de maquete. Quase perdi a minha mão para fazê-la.

(Marcela) Assunto encerrado. Rsrs.

(Bernardo) Falou tudo Gael. Quero saber como será o meu feriado.

(Vic) Seguinte, minha tia irá para a casa de praia somente na sexta à tarde. Podemos passar a quinta-feira inteira lá, dormi na casa para voltar na sexta de manhã.

(Gael) Galera levem o protetor e o colchonete porque esse feriado vai entrar para a história

CAPÍTULO 11

Linda!
Lá na areia!
Menina na beira do mar vira sereia
Linda!
Lá na areia!
Menina que entra na roda é capoeira
Vou pegando a saideira,
Eu já fiz minha cabeça,
E hoje tá quebrando a vala,
Por incrível que pareça.
O vento virou,
O céu se abriu
E o mar ajeitou
Vou voltar no meio dia,
Tá na areia meu amor!
(Pegando a saideira-Armandinho)

 

Minha casa estava uma verdadeira bagunça, meus sobrinhos eram tão perfeitos que nem foi preciso que eles ficassem internados no hospital. Isso era maravilhoso! O único problema é que eles choravam o dia inteiro. Enquanto meu irmão não terminava de arrumar a nova casa (que ficava na mesma rua que a minha) fiz questão de dividir o meu quarto com a Bianquinha.

Finalmente tinha chegado o feriado de 27 de agosto (dia da Padroeira de Maceió). Eu e galera tínhamos combinado de passar o dia inteiro em um dos lugares mais perfeitos que existia a cidade de São Miguel dos Milagres. Eu não seria a única que aproveitaria o feriado, Bianca iria para uma fazenda com a mãe e a irmã de Letícia. Eu sabia que a minha cunhada estava feliz da vida ao saber que a filha se divertiria. Depois de passar quinze minutos tentando me levantar da cama, eu fui direto para o banheiro. Tomei um bom banho, depois coloquei o biquíni. Preparei a minha mochila, com apenas pijama, uma muda para voltar para casa no outro dia, minha nécessaire, toalha e é claro calcinhas. Ah! Preparei também minha bolsa de praia. Passei na cozinha para filar a boia da dona Elena. Tomei um delicioso suco de laranja com um bom pedaço de bolo. Depois de escovar os dentes fiquei esperando a Marcela que me daria carona.

Não demorou muito para a minha amiga chegar, ao contrário de mim que só estava levando uma mochila, ela estava com uma bolsa bem maior. Às vezes invertíamos os papeis.

-Bom dia, Marcelinha. –Eu a abracei.

-Bom dia, Isa. –Ela deu partida rumo à praia. –Finalmente um feriado.

-Nem me fale. A faculdade e a minha família estão me deixando com os cabelos brancos.

-Mas você tem sorte por ter aquelas três coisinhas lindas.

-Eu sei. –Nós rimos.

Assim que chegamos à praia avistamos o pessoal. Cecília estava sentada conversando com Vinícius, Bernardo estava na beira da praia encarando as ondas. Enquanto isso, Gale e Vic tiravam selfs. Eu e Marcela corremos para falar com eles.

-Oi, gente. –Eu falei e comecei a abraçar cada um deles.

-Oi, pessoas lindas. –Marcela também os abraçou.

Sabe catálogo de roupa de praia? Então essa galerinha aqui deixava qualquer catálogo no chinelo. Os meninos arrasavam nas bermudas, as meninas nos biquínis. E os óculos, um mais lindo que o outro. Antes que vocês estejam se perguntando, hoje eu tinha optado por usar um biquíni tai dai com variações da cor verde. O soutien era de bojo, já a calcinha era de lacinho. Mas eu estava usando um short jeans claro rasgado. Meus óculos eram daqueles modelos que estava na moda, mais arredondados e era espelhado na cor prata.

-Vamos tirar fotos. –Disse Gael que já foi fazendo cliques nossos.

-Não Gael, deixa para mais tarde. –Eu olhei na direção em que o Bê estava. –Vou dar um oi para o Bernardo.

-Sei. –Disse Gael que na mesma hora ganhou um tapa de Marcela.

Eu caminhei em direção a ele, Bernardo estava com uma bermuda de nylon preta, sua costa larga se encaixavam perfeitamente com o cenário. Quando me aproximei mais pude reparar nas tatuagens que ele tinha nas costas e nos braços. Ele tinha uma pena muito linda que era sombreada nas costas, uma frase no braço direito e um triangulo no esquerdo. Aos poucos ele foi se virando, sua testa estava franzida por causa do sol. Mas seus olhos verdes brilharam a me ver, ele abriu um lindo sorriso, mostrando suas lindas covinhas.

-Menina Linda! –Ele foi logo me abraçando. Meu Pai celestial, que abraço foi aquele? O danado ainda por cima cheirou o meu pescoço. –Que cheiro bom.

-Olha só quem fala. –Eu não queria soltar o Bernardo.

-Até para vir a uma praia a senhorita arrasa, né menina linda.

-E você, menino lindo, não fica muito atrás quando o quesito é produção.

-A diferença é que eu demorei uns cinco minutos para trocar de roupa. Acho que você levou muito mais tempo que isso.

-Acertou. –Nós começamos a rir.

Viramos em direção ao mar, mas a mão de Bernardo continuava pousada nas minhas costas, minha cabeça estava encostada em seu peito, e a sua outra mão entrelaçada a minha. Muito confuso tudo isso né? Que mar era aquele! Maceió tinha várias praias lindas, mas eu estava apaixonada por aquela prainha que estava super deserta. Acho que passamos uns dez minutos sem conversar só sentindo a calmaria que o mar nos trazia. Bernardo era o que mais parecia aproveitar aquela calmaria, sei lá era como se ele e o mar tivessem uma forte ligação.

-Bê, desculpa a ignorância, mas por que você está admirando tanto o mar?

Ele olhou para mim e me deu um sorriso carinhoso. –Não precisa se desculpar, Isa. Eu estou estudando as ondas, quero surfar um pouco.

-Que irado, Bê! –Eu falei. –Eu sempre fui louca para aprender a surfar, mas nunca conheci ninguém que soubesse.

-Agora conhece. –Ele abriu um sorriso enorme todo convencido. –A senhorita quer surfar comigo? –Ele perguntou com uma voz envolvente.

-Assim né, hoje eu não vou conseguir achar um professor bom, então me contento com você mesmo.

-Como é que é, dona Isabelle? –Ele começou a fazer cosquinhas em mim. –Repete o que você disse.

-Você é o melhor professor de surfe e o melhor surfista do mundo. –Eu falei entre os risos. –O Medina, o Felipe Toledo, Alejo Muniz e os outros surfistas perdem feio para você. Melhorou?

-Melhorou. –Ele parou de fazer cosquinha em mim e me deu um beijo na testa. –Vamos sentar um pouco. –Era automático os nossos dedos já estavam entrelaçados.

Quando sentamos com a galera Vinícius não perdeu tempo e começou a nos zoar.

-Pensei que vocês iriam admirar o mar para sempre. –Ele falou com muita ironia.

-Estava dando uns toques a Isa. Vou ensiná-la a surfar. –Bernardo sentou na saída de praia que eu tinha acabado de forrar.

-Isa, você sempre quis aprender a surfar. –Falou Marcela. –Agora chegou a hora.

-Né isso, Marcelinha. –Eu comecei. –Daqui a pouco vou competir nos grandes campeonatos de surfe. –Nós começamos a rir.

-Que galera morgada! –Começou a reclamar o Gael. –Essa praia já é deserta, e ninguém coloca uma música.

-Coloca alguma aí no celular. –Falou Bernardo.

-É isso mesmo que eu vou fazer.

Meu amigo tirou da mochila uma caixinha de som portátil que se conectava ao celular. Isso com certeza era um de vários objetos eletrônicos que ele tinha trazido dos EUA. Gael tinha várias músicas no celular, muito mais que qualquer um ali. Ele era bem eclético, mas acho que ele estava com saudades do forró, e acabou selecionando uma playlist que tocava vários forrós que eu conhecia e desconhecia.

-Agora sim. –Ele se animou e foi logo abrindo uma cerveja.

-Gente vai ter uma festa bem legal na boate Liberdade, vão tocar somente música eletrônica. Vamos. –Vic nos convidou.

-Não sou fã de ficar escutando a batida do eletrônico. –Eu falei.

-Eu topo. –Disse Gael.

-Meu amigo, me diga o que você não topa. –Brincou Marcela.

A galera estava cansada de ficar sentada sem fazer nada, então pegaram a bola, que Vic trouxe e foram brincar de sete cortes. Nunca fui muito boa nessas brincadeiras, sério eu sou um desastre. Sabe o tipo de aluno que sempre é o último a ser escolhido na educação física? Então, eu faço parte desse seleto grupo. Apesar de não me dar bem com os esportes, eu sempre amei assistir futebol (isso vocês já perceberam) e todos os outros esportes. Menos formula 1. Alguém por favor, me explica qual é a graça de ficar vendo os mesmos carros dando as mesmas voltas só para ver quem depois de “milhões” de voltas chegará em primeiro lugar. Esse esporte não é para mim. Voltando ao início do assunto, eu não era muito boa com esportes, até mesmo com essas brincadeiras onde não podemos deixar a bola cair. Mas o meu problema maior sempre foi com o queimado não gosto nem de lembrar. Como meus amigos estavam se divertindo, resolvi escolher a minha playlist particular, coloquei várias músicas do Armandinho e do Manitu para tocar no celular. Coloquei os fones de ouvido e deitei na saída de praia.

Sabe quando você acaba se desligando do mundo? Sou a rainha desse negócio. É só fechar os olhos que eu começo a viajar, pode ser com ou sem música. No caso de agora era com. Escutei algumas músicas do Armandinho que eu mais amava, gente são muitas as minhas músicas preferidas dele, mas se tocar Sentimento, Outra noite que se vai, Eu juro, Sol loiro e é claro Casa do sol, já estou feliz da vida. Terminada a minha sessão músicas do Armandinho começou a tocar as do Manitu, já estava no finalzinho de última cena quando tive aquela sensação de que alguém me vigiava. Senti uma mão morninha tocar no meu ombro. Ao abrir os olhos eu só fiz confirmar as minhas suspeitas.

-Cadê o pessoal? –A última vez que os vi eles jogavam bem pertinho de onde nós estávamos.

-Foram jogar mais para lá. –Bernardo apontou na direção em que eles estavam.

Ao se deitar ao meu lado Bernardo perguntou. –Posso? –Ele se referia ao fone de ouvido.

-Claro. –Ele colocou o fone justamente quando começou a tocar a música Menina mulher.

Bernardo acariciava o meu braço enquanto cantava baixinho. Ah! Ele não parava de olhar para mim. Aquilo estava me torturando. Quando a música terminou, ele me puxou. –Vamos surfar, menina linda.

Eu sorri e lá fomos nós fazer o treinamento na areia. É óbvio que eu não peguei as melhores ondas, isso aconteceu por basicamente dois motivos. Primeiro: a praia que fomos não tinha altas ondas. Segundo: Eu mal fiquei em pé na prancha. Mas foi maravilhosa toda aquela sensação. Agora eu começava a entender de onde vinha tanta inspiração para tantas músicas que tinha o mar como tema. Depois de me divertir bastante resolvi parar. Pelo menos naquele dia.

-Mandou muito bem, Isa. –Disse Bernardo enquanto me abraçava. –Agora, eu vou brincar de surfar um pouco. –Ele se referia as pequenas ondas que nós tínhamos ali.

-Aproveita porque agora você é o meu professor particular. Isso que estou te dando é uma folguinha, não se acostuma não, moleque.

Sabe aquelas risadas gostosas? Foi a que Bernardo deu antes de me falar. –Pode deixar à senhorita manda.

Enquanto ele surfava Gael, Vic e Vinícius foram até a casa da tia da Vic. Eles queriam comprar uns alimentos que estavam faltando, além de escova de dente, que o gênio do Vinícius se esqueceu de trazer. Já eu fiquei aproveitando a companhia das melhores amigas do mundo, nós três deitamos na saída de praia e começamos a fofocar.

-Dona Isabelle a senhorita está tendo algo com o meu colega de classe? Gente a Cecília era o tipo de amiga que fazia as perguntas na lata.

-Não. –Eu falei imediatamente. Mas sabe como é a dona Marcela não conteve o riso.

-Certeza? Então por que a Marcela está rindo? Fala a verdade. Pensei que era a sua amiga, mas você me esconde tudo. –Começou a sessão drama.

-A gente ficou na festa do Gael, mas só foi isso.

-Por isso. –Cecília disse. –Eu sabia. O Bê está muito mudado, não está ficando com as meninas.

-Que meninas? –Eu queria saber. Mais uma vez a Marcela começou a rir. –Para Marcela!

-Você está com ciúmes, dona Isa. –Brincou Marcela. –Você disse que não queria nada sério, só amizade.

-Ele é só meu amigo, mas…

-Mas…? –As duas falaram ao mesmo tempo.

-Ele é um amigo diferente. Ele me faz bem e também me protege.

-Então fica com ele Isa. –Disse Cecília.

-Meninas, eu tenho medo de sofrer, não quero cometer os mesmos erros. E como eu já falei para a Marcela, estou gostando de aproveitar a minha solteirice.

-Se você acha isso. Mas que seria o máximo ver vocês dois namorando seria. –Disse Cecília.

-Ei! Cecília me conta um pouco sobre o seu namoro com o Vini. Ele já te pediu em namoro né? –Eu queria saber.

-Ai meninas, eu estou apaixonada! –Ela suspirou. –Eu sempre tive medo de me envolver com alguém, mas o Vini é diferente. Eu amo a companhia dele, amo as piadas dele, amo os beijos dele. Sério, o Vinícius é completamente diferente dos outros garotos que eu já fiquei. Acho que o meu coração resolveu que agora é a hora certa para gostar de fato de alguém.

-Cecília eu fico tão feliz de ver que você está apaixonada. –Começou Marcela. –Espero que vocês sejam muito felizes juntos, e ai do Vinícius pisar na bola com você. Eu dou na cara dele. –Ela finalizou.

-Acho que não será preciso, Marcelinha, mas se ele fizer isso eu te ajudo a quebrar a cara desse flamenguista.

-Não será mesmo, esqueci que ele tinha bom gosto. –Era só falar do Flamengo que a dona Marcela ficava feliz. –Quero ser a madrinha desse casamento.

-Eu serei a madrinha. –Eu falei. –Eu ganhei esse direito a partir do momento que fui OBRIGADA a assistir ao jogo com vocês.

-Caso eu me case vocês duas serão as madrinhas. Não se preocupem. –Falou Cecília.

-Acho bom. –Disse Marcela. –Mas só acho que a Vic e a Alice vão querer ser também.

-Todas vocês serão. Mas primeiro eu vou aproveitar o início do meu namoro. –Ela tinha um lindo sorriso na cara.

-Amiga, você merece toda a felicidade do mundo. –Eu falei.

-Own esse momento pede um abraço coletivo. –Falou Marcela que logo em seguida foi nos puxando para um abraço que rolou até lágrimas. Eita bando de meninas chorosas.

Depois de almoçarmos, lembrando que já se passava das quatro horas da tarde. Fizemos uma roda, Marcela pegou o seu violão preto e começou a tocar a música Sol do Jota Quest.

Ei dor…eu não te escuto mais,

Você, não me leva a nada.

Ei medo…eu não te escuto mais,

Você, não me leva a nada.

E se quiser saber pra onde eu vou,

Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou

E se quiser saber pra onde eu vou,

Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou

Eu estava sentada entre Marcela e Cecília escutando a música e relembrando a nossa pré-adolescência. Nós nos conhecemos na quinta série todas nós tínhamos medo do desconhecido. Alice era a minha vizinha, na época se juntou logo ao grupo, e mesmo estando uma série a mais que nós, ela começou a fazer parte do quarteto fantástico. Gael entrou nas nossas vidas no nono ano, não foi difícil virar amiga dele. Quando pensávamos que o grupo já estava completo conhecemos a Vic na faculdade, mas a impressão que eu tenho é que nos conhecemos há séculos. Apesar das nossas diferenças, éramos bastante unidos.

Quando a música acabou Marcela me passou o violão, ela tinha mania de fazer aquilo. Eu tentei aprender a tocar com ela, mas nunca tive coordenação suficiente para fazer isso. Ela insistia para que eu pegasse o violão, mas eu tentava resistir.

-Isa, toca um pouco. –Ela usava aquela voz de convencimento que sempre dava certo.

-Não, Marcela. –Eu falei. –Faz tanto tempo que eu não toco. Desaprendi total. –Tentei sorrir.

-Papo furado, dona Isa, você sabe sim. –Disse Cecília.

-Gente, eu não lembro, eu juro. –Tentei me defender.

-Isa, você se lembra de tudo. –Falou Gael.

Meus amigos eram um bando de traidores.

-Vou passar vergonha. –Vinícius e Bernardo não paravam de rir. –Ei parem de rir da minha desgraça. –Eu brinquei.

Marcela desistiu de me entregar o violão, então começou a dedilhar. Eu aproveitei o momento e me levantei, precisava de algo que servisse como cobertor. Aquela blusa fininha que eu estava usando não bloqueava o frio que eu sentia.

-Para onde você vai? –Perguntou Vic.

-Pegar algo mais quente. Estou com frio.

-A canga molhou de cerveja. –Disse Vinícius. –Mas já deve ter secado.

-Prefiro ficar com frio. –Eu tinha nojo de cerveja.

Bernardo ficou me encarando. Ele cochichou algo com Vinícius que foi para o lado de Gael, deixando um espaço vazio perto do Bernardo.

-Isa, senta aqui. –Bernardo me chamou.

Eu sentei ao lado dele que imediatamente passou a mão em minhas costas, puxando o meu corpo o máximo que conseguia para ficar colocado com o seu. A outra mão dele estava entrelaçada na minha, acho que isso já tinha se tornado um hábito comum nas nossas vidas.

Marcela começou a tocar Refrão de um bolero. Eu amava aquela música e ter aqueles braços ao meu redor tornou-a mais especial ainda. Depois de cantarmos mais umas três músicas fomos embora. Pretendíamos ir para casa bem cedo.

E foi o que fizemos por volta das dez da manhã todos já estavam bem acomodados nos carros dando um até logo para aquela praia linda que eu tinha me apaixonado.

TAL QUÍMICA – CAP. 09 – SAMILA BEZERRA

tal químicaÓ, mãe, ó mãe natureza,
Ela tem a beleza
Que a mãe natureza criou
Ó, mãe, ó mãe natureza,
Ela tem a pureza
Que todo moleque sonhou
Ai meu Deus,
Olha a beleza daquela menina,
Dançando descalça
Na areia ela nem imagina,
Que o tempo parou,
Naquele instante
Meu peito apertou
No meu coração
Que era pedra nasceu uma flor
(Mãe natureza-Armandinho)

Continuávamos esparramados no sofá assistindo ao filme da Matilda. Acho que eu já tinha decorado todas as falas. Sério! Aquele era um dos meus filmes favoritos. Ele estava quase no fim quando o meu celular começou a tocar. Mas, por estar tão envolvida com a estória nem escutei o toque.

-Isa, é impressão minha ou em algum lugar dessa casa estar tocando a música última cena do Manitu? –Bernardo me perguntou.

-Meu celular! –Praticamente eu dei um pulo e fui até o quarto onde eu tinha o deixado para carregar. Era meu pai quem estava ligando.

-Oi, pai.

-Isa os seus sobrinhos nasceram. –Pela voz percebi que ele estava emocionado. –São lindos!

-Pai, que noticia boa! Eu estou indo para o hospital imediatamente.

Eu fiquei tão feliz que fui gritando e pulando para a sala querendo desesperadamente contar a novidade.

-Bianquinha, você é oficialmente a irmã mais velha do momento! –Eu gritei. –Uhu!!!

Bernardo entrou no clima e foi logo colocando Bianca no braço a segurando como se ela fosse um troféu.

-Parabéns, Bianquinha! –Ele falou.

-Eu quero conhecer os meus irmãozinhos. –Ela foi logo dizendo. –Vamos para o hospital, tia Isa. –Não parou por aí. –Tio Bernardo, você também vai conhecer os meus irmãozinhos?

Ele me olhou e sorriu. –Eu posso, tia Isa? –Ele falou de um jeito todo carinhoso.

-Claro Bê. –Eu não conseguia disfarçar o sorriso que insistia em ficar no meu rosto.

-Eu levo vocês então. –Ele disse.

-Bê espera só um pouquinho, eu vou trocar a roupa da Bianca. –Eu falei. –Vem Bianquinha.

Se vocês acham que eu era exigente quando o assunto era moda é porque vocês não conhecem a Bianca. Ela fez questão de usar um vestido rodado vermelho que a minha mãe comprou para ela no natal. Bianca tinha colocado na cabeça que só o usaria em dias importantes. E sem dúvida nenhuma hoje era mais do que importante.

Fomos o caminho inteiro cantando várias músicas infantis, Bianca puxava o coro, mas o que realmente me surpreendeu foi que Bernardo sabia todas as letras. Eu não conseguia parar de rir, se somente com a Bianca a minha casa já vivia em festa, imagina com mais dois? Ela se pendurava em nós dois enquanto dava vários pulinhos. Tudo estava indo muito bem até que eu avistei a pessoa que eu menos queria ver: O Oscar.

Ele vinha em nossa direção, estava acompanhado da irmã (que era muito amiga de Letícia) Apesar de não querer falar com ele, precisei fazer isso por causa de alguns motivos. Primeiro a Bianca soltou a nossa mão e foi falar com eles. Segundo eu odiava o Oscar, mas a irmã dele, a Daniela, não poderia levar a culpa por causa das babaquices do irmão.

-Oi, Isa tudo bem? –Ela perguntou. Eu tenho certeza que aquela saia justíssima não era só minha.

-Oi, Dani tudo ótimo e com você? –Retribui a gentiliza.

-Estou ótima! Seus sobrinhos são lindos! –Ela estava meio sem graça.

Não sei o porquê, mas resolvi fazer todas as apresentações. –Dani e Oscar esse é o Bernardo e Bê esses são a Dani e o Oscar.

-Muito prazer. –Todos se cumprimentaram.

-É melhor a gente ir. –Disse Oscar. Mas antes abraçou a Bianca. –Tchau princesinha.

Assim que eles saíram segurei a mão do Bernardo que imediatamente entrelaçou seus dedos nos meus. Bianca, que era a felicidade em pessoa, foi andando em nossa frente. Mas assim que avistou a nossa família saiu correndo. Caio pegou a filha e a colocou no braço. Ele chorava horrores.

Eu e Bernardo admirávamos aquela cena quando do nada a minha mãe chegou.

-São tão lindos! –Ela não parava de admirar Bernardo. Eu sabia muito bem o que se passava na cabecinha da dona Elena.

-Mãe esse é o Bê.

-Fico muito feliz de conhecer o famoso Bernardo. –Ela teve o atrevimento de falar isso. O que fez com que aquele safado desse um sorrisinho.

-Eu que fico feliz de conhecer a senhora.

Ele soltou minha mão para cumprimentar minha mãe. A sensação de não ter a mão dele na minha era bastante estranha. Minha mãe fez questão de nos acompanhar até o berçário. Mas, não ficou lá conosco já que seu celular começou a vibrar.

Assim que vi os meus sobrinhos eu comecei a chorar. Eles eram tão fofos e delicados. Davi e Pedro eram os meninos mais lindos da maternidade. Os dois tinham os cabelos bem preto, igual ao do meu irmão. Minha mãe antes de nos deixar ali sozinhos nos disse que eles tinham mãos imensas, provavelmente tinham puxado as de Letícia. Se eu pudesse passaria todo o meu tempo admirando os dois. Só de pensar que aqueles dois iriam passar por todo o estágio que eu pude acompanhar quando foi a vez da Bianca, de ver os primeiros sorrisos, escutar as primeiras palavras, vê-los andar e ainda mais me chamar de tia Isa fez com que eu chorasse mais ainda.

Percebendo o meu estado Bernardo me puxou para um abraço e deu um beijo em minha testa. –Parabéns titia, seus sobrinhos são lindos! –Ele falou praticamente no meu ouvido.

-Bê, até ontem eu era a menininha da casa. –Eu fiz beicinho. –Agora eu tenho três sobrinhos.

Bernardo não conteve o riso e me abraçou mais forte ainda. Ficamos naquela posição durante um bom tempo até que quando olhei para o corredor vi Marcelinha se aproximando. Ela me deu um sorrisinho cumplice.

-Marcelinha, eles são tão lindos. –Eu falei quando ela chegou até onde nós estávamos.

Own Meu Deus, eles são tão lindos! –Ela falou com uma voz fofa. –Sua sortuda os terá no quarto ao lado.

-Pode ficar com eles eu não ligo. –Eu falei brincando, imagina se eu me separaria deles.

Cecília, Vinícius, Gael, Vic, André e Alice também foram visitar os meus sobrinhos. Aqueles dois eram muito sortudos. Além de receber tantas visitas, ganharam presentes da galera que fizeram questão de comprar ursinho e outros bichinhos fofos de pelúcia.

Eram dez horas da noite quando nós resolvemos ir até uma pizzaria. Além de aproveitar a sexta-feira, iríamos comemorar o nascimento dos meninos. Minha mãe e meu pai levaram Bianca para casa, Caio seria o único a dormir no hospital.

A pizzaria como previsto estava cheia, mas conseguimos uma mesa que comportasse todo mundo. Não sei se foi pelo fato de passarmos a tarde inteira juntos, mas fiz questão de sentar ao lado do Bernardo, do meu lado esquerdo sentou Marcela. Nós conversávamos sobre as provas, os resultados do futebol do meio da rodada, até que entramos no assunto feriado.

-O que nós iremos fazer no dia 27 de agosto? –Perguntou Vinícius.

-É feriado nesse dia? –Perguntou Cecília.

-É sim. É dia da Padroeira de Maceió. –Eu falei. –O bom é que cai em uma quinta feira e segundo informações quase tudo certo para imprensar na faculdade.

-Vai imprensar sim. –Comemorou Vic. –Já me informei.

-Só acho que deveríamos ir à praia. –Disse Gael. –Estou com saudade do nosso litoral.

-Ótima ideia Gael. –Disse Marcela.

Os únicos que pelo visto não iriam nos fazer companhia seria a Alice e o André que aproveitariam para descansar na chácara da família dele. Em certo momento Bernardo que estava com o braço na minha cadeira, resolveu apoiá-lo em mim. Ele fazia movimentos circulares no meu ombro e eu juro aquela sensação era maravilhosa. Não me contive e acabei encostando a minha cabeça em seu peito. Notei que Gael não disfarçava os olhares que direcionava para mim.

Fomos embora por volta de meia noite, mais uma vez naquele dia Bernardo me deu uma carona. Antes de entrar em casa ficamos um tempinho conversando no carro.

-Bê, muito obrigada pela companhia do dia de hoje e pelas caronas.

-Eu que agradeço por você ter me deixado fazer parte de um dia tão bom como foi esse. –Ele sorriu me hipnotizando com aquelas covinhas e olhos de cor verde intenso.

-É melhor eu entrar, mais uma vez muito obrigada. –Eu falei sem vontade nenhuma de deixar aquele carro.

-Tenha uma boa noite e se precisar de qualquer coisa pode ligar para mim.

-Você também pode me ligar. –Eu o abracei. –Boa noite. –Quando já estava saindo ele me puxou de novo e me deu um beijo longo só que na minha bochecha.

-Boa noite, menina linda. –Sério foi difícil descer daquele carro depois de escutar ele me chamando novamente daquele jeito. Eu parecia uma adolescente fiquei repassando aquele beijo e aquelas palavras enquanto estava deitada na minha cama. Não via a hora de ter a companhia do Bê de novo.

MEU QUASE IRMÃO – MÔNICA MEIRELLES #AchadinhosDaAmazon

Olá, Vira Latas. Prontos para mais uma resenha da semana? A de hoje será sobre mais um #Achadinho da Amazon. Estou falando do livro “Meu Quase Irmão”, escrito pela Mônica Meirelles.
QUASE IRMÃOS - MONICA MEIRELLES - BLOG QUALQUER COISA VIRA LATAO livro conta a história da Laura e do Bernardo (vocês que leem Tal química sabem que eu amo esse nome). O pai de Laura é casado com a mãe de Bernardo. O garoto gato é extremamente chato. Ele é alguns anos mais novo que Laura e sempre adorou ficar provocando a menina todas as vezes que ela voltava de viagem. Laura morava em Nova York com a mãe, mas sempre passava as férias de fim de ano com o pai. Mas fazia um bom tempo que ela não voltava para casa. Da última vez que ela apareceu, Bernardo a fotografou de calcinha, a calcinha da menina era de ursinho, ela tinha quinze anos na época, e, se não me engano, o Bernardo tinha doze. A garota só faltou matar o menino e, para completar, o pai dela viu toda a cena.
Quando Laura voltou para casa ela esperava encontrar o mesmo Bernardo chato, mas não, o Bernardo tinha crescido. Estava lindo e ainda corria atrás de Laura. Mas agora ele tinha uma namorada ou ex, meio que a garota não queria aceitar o fim, e não largava do pé dele. Ela também precisava se reaproximar dos irmãos e mostrar ao seu pai que não era nenhuma criança.
O livro é bem legal, li bem rápido. Laura é uma jovem que tem absolutamente tudo planejado na sua vida. Ela fez faculdade na Inglaterra e pensa seriamente em fazer pós graduação na Inglaterra também. Mas várias coisas vão acontecer e a menina vai precisar escolher qual rumo seguir. Já o Bernardo tem um estilo bem inconsequente, mas no fundo ele é gente boa. Digamos que ele faz aquele estilo que não presta, pelo menos para a família, mas que na verdade é um menino bem responsável. Não poderia esquecer os personagens secundários, a ex namorada do Bernardo é simplesmente uma chata, mimada. Mas digamos que até ela vai melhorar ao longo da história.
Resumindo: esse livro têm vários personagens com formas de pensar bem diferente, mas que os acontecimentos do dia a dia fazem eles crescerem ao longo dos capítulos.
O que eu não gostei muito foi a forma que a escritora escolheu para escrever, o livro tem vários erros de concordância. No início pensei que tinha sido descuido, mas pelo que eu entendi essa foi uma forma de escrever, já que a Laura passou a maior parte da sua vida morando nos Estados Unidos, sendo assim, ela não tem um português excelente. Mas confesso que isso deixou a leitura confusa.
Esse é o tipo de livro para quem procura uma leitura leve e bem divertida. O livro é um spin off de A vez de Anne, que conta a história dos pais dos nosso protagonistas.

VITRINE

MEU QUASE IRMÃO – MÔNICA MEIRELLES / Editora: Amazon / Valor: R$ 8,99 (compre aqui)

O PAR PERFEITO – SHIRLEI RAMOS #AchadinhosDaAmazon

Olá, Vira Latas! Pensei muito em qual livro resenhar hoje. Não está sendo fácil essa vida de estudante de arquitetura. Mas como sabemos que SEMPRE vai ser assim, cabe a nós nos acostumarmos. Justamente por isso, pensei em resenhar um livro leve, divertido e apaixonante. Só poderia ser uma obra da Shirlei Ramos, mais precisamente “O Par Perfeito”. Falando em Shirlei Ramos, vocês já viram a entrevista que a Shirlei nos concedeu? Leiam que vocês irão amar. Mas deixando essa conversa paralela de lado, se vocês quiserem ler o que eu achei desse livro maravilhoso é só continuar acompanhando a resenha.

O PAR PERFEITO - SHIRLEI RAMOSElise é uma jovem com um grande objetivo na vida: arranjar o par perfeito. Vocês não leram errado, a menina já namorou dezenas de garotos e sempre imaginava o casamento. Vocês podem ate dizer que é normal, mas para Elisa nada era normal. Ela mal conhecia alguém e já imaginava como seria o casamento. O problema é que ela arranjava os piores namorados do mundo. Até que em um certo dia sua irmã colocou na cabeça que arranjaria o senhor perfeito para ela.

Elise morava com a irmã, com o cunhado e com a sobrinha. Desde que os seus pais morreram, a irmã de Elise foi morar com a família na casa que elas dividiam durante a infância. A irmã da Elise simplesmente esqueceu que elas eram irmãs. Ela cuida de Elise da mesma forma que cuida da sua filha pequena, a fofa da Samantha. Cansada de ver a irmã levar mais um fora, Diana organizou um jantar. Ela e o marido Talmo, que faz a linha capacho, convidaram o Roberto, um colega de trabalho e que era viúvo, e ele tinha uma filha insuportável.

Roberto era mais baixinho que Elise, ela tinha mais de um metro e oitenta. Para completar ele é um homem sem atitude nenhuma. Quem em sã consciência leva a filha para o primeiro encontro? Ainda por cima, ele sequer levou Elise em casa. A garota teve uma noite péssima e ainda precisou decidir se iria esperar o ônibus que passaria a qualquer momento ou se iria comprar uma garrafa de água em um supermercado.

No supermercado, Elise acaba escutando uma briga entre um casal. Ela acaba se sensibilizando com a cena que presenciou e, acreditem se quiser, ela pegou o e-mail do Gael, o homem que foi praticamente esculachado pela namorada. Elise prometeu que o transformaria no senhor perfeito.

O livro é bem grandinho e eu dei ótimas gargalhadas com esses personagens. Elise sempre foi muito impulsiva e indecisa. Ela nunca se decidia por uma profissão e gastava mais do que ganhava. O simples envio de um e-mail a fez criar um vinculo com Gael. Ele que era o oposto do senhor perfeito, por algum motivo também se encantou pela menina. Mas agora caberia a Elise se decidir com quem ficar e o que fazer da sua vida.

Eu amei os personagens desse livro! Como sempre, a Shirlei criou personagens que encontraríamos por aí. Indo desde a irmã neurótica, passando pelo cunhado pau mandado. Até chegar ao carinha insensível, mas que no fundo tem um coração imenso. Não poderia deixar de falar o quanto eu amei as partes em que a Samantha aparece. A menina é extremamente fofa!

Se você está procurando um romance para dar infinitas gargalhadas leiam O par perfeito! Vocês não irão se arrepender!

VITRINE

O PAR PERFEITO – SHIRLEI RAMOS / Editora: Amazon / Valor: R$ 1,99 (compre aqui)

TUDO AQUILO QUE DEIXAMOS PARA TRÁS – BRUNA FERRACINI

Olá, Vira Latas! A resenha de hoje é sobre um livro que me fez chorar umas três vezes. Sério! A escrita é tão delicada e os personagens tão maravilhosos que a minha vontade era guarda-los dentro de um potinho. Vocês não devem estar entendendo nada, né? Então, hoje falarei sobre o livro Tudo Aquilo Que Deixamos Para Trás, da escritora Bruna Ferracini. Esse é mais um #AchadinhoDaAmazon, um achadinho maravilhoso, diga-se de passagem. Eu confesso que o que mais me chamou atenção no livro foi a capa, aí depois eu comecei a ler a sinopse e pronto, me apaixonei.tudo aquilo que deixamos para trás - brunca ferracibi - blog qualquer coisa vira lata

separador1E se tudo o que lhe restasse da pessoa que você mais ama fosse uma playlist com seu nome?

Para Malia, seu irmão, Oliver, sempre foi o sol que a fez girar e seguir em frente. Mas ele não está mais por perto e, no meio de tantas coisas assustadoras, essa é, talvez, a que irá matá-la.

Sua mãe tem medo até de respirar, mas ela não está errada e Malia sabe disso. É por isso que Malia guarda segredos que amaçam sufocá-la. Ela só tem uma pessoa no mundo que é capaz de entendê-la: o melhor amigo do seu irmão.

Nicolas é o único que sabe a verdadeira história, o único que não julgaria Oliver, mas ele também se foi e a deixou para trás.

Em uma noite, a garota decide fazer como seu irmão e fugir de tudo que a destrói. É no meio da madrugada, com a lua como amiga, que Malia encontra um garoto com nome de deus nórdico e filósofo inglês, um confeiteiro que adora paparicá-la, um restaurante que só funciona de madrugada e um clube do livro noturno, mas, o mais importante, Malia encontra a si mesma e, ser ela mesma, é a única coisa necessária para mudar a situação em que ela é obrigada a viver.separador2

Malia é uma menina de dezessete anos que ama ler. Mas no caso dela os livros não representam apenas um momento prazeroso como para a maioria de nós. Malia se sente em outra dimensão quando está no meio dos livros, Eles são os seus amigos, apenas eles.

A vida dela sempre foi marcada pelo medo. A pessoa que mais deveria amá-la e protege-la fazia exatamente o contrário. Mas a Malia tinha o Oliver, o seu irmão querido. O irmão que dividia o minúsculo espaço debaixo da cama com a sua irmã. O irmão que não gostava de ler, mas que amava escutar as histórias que Malia contava. O irmão que mesmo tendo uma voz desafinada cantava e encantava todos a sua volta. O irmão que sempre dizia que iria lhe proteger de tudo e de todos. Mas esse mesmo irmão não conseguiu suportar todo o peso que carregava. Esse irmão se foi, deixando Malia e a sua mãe sozinhas. Mas no mesmo dia em que ele se foi, a Malia foi junto.

Após quase um ano da morte do irmão, que para toda a sociedade tinha morrido em um acidente de carro. Malia vegeta pelos cantos da escola. Antes ela tinha o Oliver, ele sempre a protegia. Mas agora, ela é apenas a estranha. Malia tem sim uma única amiga, a Rosa, a bibliotecária mais amorosa do mundo. Ela sempre levava livros das suas filhas para Malia ler. Ela é ou não é uma pessoa fofa?-  Só emprestamos nossos livros para pessoas que realmente gostamos. Focando novamente na resenha… – Apesar de ser uma grande amiga para Malia, Rosa não sabe a verdade; como Oliver morreu.

Em um certo dia após voltar da escola, Malia ver uma cena rara. Sua mãe estava dançando ao som de uma melodia do Elvis Presley. Naquela casa era proibido dançar. Era proibido ser feliz. Mas o “pai”, se é que podemos chamar assim, de Malia não estava em casa. Sendo assim, elas poderiam “viver” por alguns minutos. Malia descobriu que a música vinha do celular do irmão. Naquela mesma noite ela teve vontade de fugir. Quando digo fugir, me refiro a viver. Malia saiu pela madrugada e a partir deste ato tudo mudou na sua vida.

Malia foi atacada por um morador de rua. Ela jurava que seria o seu fim, mas ela foi salva. Locke, um jovem de olhos verdes, apareceu no lugar certo e na hora certa. Ele ajudou Malia e foi logo a levando para conhecer Henri, o confeiteiro mais fofo do planeta.

Depois daquele encontro a vida de Malia ficou mais agitada. Ou melhor, ela ganhou uma vida. Suas madrugadas eram destinadas a ficar na companhia do Locke, do Henri, e dos amigos do clube do livro. Ela sempre precisava driblar o seu pai para conseguir sair. Se ele soubesse que ela estava fora de casa, ela estava acabada.

Alguns capítulos do livro são destinados a mostrar as cartas que Malia escrevia para Nicolas. O melhor amigo do seu irmão, que quase teve um fim parecido como de Oliver. Nas cartas ela fala o quanto tem saudades do irmão. Conta também sobre os seus medos e sobre como espera que Nicolas esteja bem.

Lembram-se do celular? Malia descobre uma playlist dedicada para ela. Todas as músicas ela escuta ao lado de Locke. E incrivelmente cada canção se encaixa perfeitamente com o momento em que ela se encontra.

Se eu pudesse continuaria falando sobre o livro… Gente! Eu chorei três vezes enquanto lia. E todas às vezes foram em cenas que ela se lembrava do irmão. Oliver escolheu um caminho que não é legal. Ele viu nas drogas uma válvula de escape. Mas eu não o culpo. Pensem comigo, o garoto tentava ser o super herói da irmã, da mãe. E quem cuidava dele??? A droga foi a “amiga”, aquela “pessoa” que fazia ele se esquecer do monstro, também chamado de pai. Que fazia ele se esquecer da “vida” que ele tinha. O problema é que um pouquinho só de droga não era suficiente. Ele queria mais. Ele PRECISAVA de mais.

Assim como Oliver fugiu de todos os problemas, Malia também quer fugir. E é com a ajuda de todos que a amam, mesmo que eles não saibam a barra que ela enfrenta em casa. Que ela vai começar a repensar e querer mudar a droga de vida que ela e sua mãe levam.

Esse livro é extremamente apaixonante, tocante. É impossível não se colocar no lugar da Malia e sofrer junto com ela. O mais triste de tudo é saber que existem várias pessoas que vivem nas mesmas situações que ela. Não deveria existir, mas existem. Esse livro também fala sobre o amor. Foi tão encantador ver, ou melhor, ler a forma que a Bruna contou a história da Malia e do Locke. Assim como Malia, Locke também precisou enfrentar seus problemas. Mas ele tentava ser o menino forte, que sempre estaria disposto a agir para proteger Malia. Ele não era um menino de promessas, ele preferia coloca-las em práticas sem prometer previamente. E eu o amei desde o primeiro parágrafo em que ele apareceu, por ele cuidar dela. Espero que o mundo esteja cheio de Lockes que protejam e deixem ser protegidos pelas Malias.

Vira Latas, esse lindo livro vocês encontram na Amazon. Apesar de que eu SÓ ACHO que alguma editora deveria publicar. Ter o livro impresso seria perfeito! Gostaria de agradecer a Bruna por ter escrito um livro tão MARAVILHOSO. Espero que milhares de pessoas possam se emocionar com a Malia.

VITRINE

TUDO AQUILO QUE DEIXAMOS PARA TRÁS – BRUNA FERRACINI / Editora: Amazon / Valor: R$ 6,99 (compre aqui)