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TOP 3: CONTOS DA AMAZON

Vira latas, eu já falei para vocês várias vezes como está a minha rotina de estudante de arquitetura. Mas se tem uma coisa que eu não abro mão, mesmo com a correria é ler. Às vezes é bem complicado ler um livro de centenas de páginas, mas os contos conseguem cumprir o papel de nos prender em uma boa aventura, além de ser curtinho. Hoje resolvi indicar para vocês três contos que eu li em meio ao caos da faculdade.

TAL QUÍMICA – CAP.08 – SAMILA BEZERRA

tal químicaSe alguém já lhe deu a mão
E não pediu mais nada em troca
Pense bem, pois é um dia especial
Eu sei que não é sempre que a gente encontra
Alguém que faça bem e nos leve deste temporal
O amor é maior que tudo
Do que todos, até a dor se vai
Quando o olhar é natural
Sonhei que as pessoas eram boas
Em um mundo de amor
E acordei nesse mundo marginal
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar que me acalma
Me traz força pra encarar tudo

(Dia especial- Cidadão quem)

Sinceramente, eu não sei onde estava com a cabeça quando resolvi caprichar tanto na festa do Gael. É óbvio que as meninas ajudaram, mas eu coloquei na cabeça que eu queria que fosse tudo perfeito e isso deu um trabalhão. Claro que o Gael merecia receber uma festa tão linda, mas essa brincadeirinha fez com que eu acumulasse vários trabalhos da faculdade para entregar. Desde o início do curso eu sempre escutava piadinhas do tipo: vida social quem conhece? Abatido por falta de sono. Viciado em café. Eu sempre achei tudo isso a maior besteira. Sempre detestei café, e perdia no máximo algumas noites de sono. Mas isso era na época em que eu fazia os trabalhos na data certa, para evitar o acúmulo. Lembro várias vezes do Oscar reclamando que eu deixava de sair com ele para poder terminar um projeto. Mas agora eu vejo o quanto eu era feliz e não sabia. Mesmo odiando café eu estava viciada nessa bebida. Sempre tinha um copo ao lado da minha mesa. Dormir tinha se tornado um artigo de luxo, nem o soninho que ia das quatro da manhã até as nove eu estava conseguindo ter.  A situação estava tão complicada que eu mal vi a hora que a Marcela se aproximou de mim.

-Acorda, Bela adormecida, senão a galera vai se esquecer da gente. – Eu estava sentada no chão do bloco de arquitetura dormindo.

-Isa, você ainda está viva? –Marcela chacoalhou o meu braço.

-Não sei, Marcelinha. –Eu bocejei.

Para vocês terem noção a única coisa que eu consegui caprichar foi na maquiagem já que eu necessitava esconder as olheiras. Como estava frio e iríamos fazer uma visita a uma igreja antiga que ficava em uma cidadezinha que fazia mais frio ainda, resolvi colocar um look monocromático, uma calça justinha preta com um moletom preto e o mini sneaker preto da Nike. Assim não teria erro.

-Não dormiu direito essa noite?

-Dormir? O que é isso, Marcela? –Eu tentei brincar. –Não durmo desde domingo. A festa do Gael fez com que eu atrasasse os trabalhos de história da arte, o projeto arquitetônico e os estudos para a prova de calculo. Ainda falta a gente fazer a maquete.

-Ai, Isa, cálculo você tira de letra, e eu tenho certeza que você já está terminado o projeto arquitetônico. A maquete combinamos de começar hoje, esqueceu?

-Eu sei, Marcelinha, mas é muita coisa para pouco tempo.

-Falando em festinha, vi um certo casalzinho na pista de dança, mas ao invés de dançar eles não paravam de se beijar.

Marcela reparava em tudo mesmo. –Quem foram esses?

-Não se faça de desentendida, dona Isa.

-Está bem, eu confesso, eu fiquei com o Bê, mas isso não vai interferir na nossa amizade. Já conversamos.

-Como assim, dona Isabelle? Por quê?

-Ah Marcelinha nós conversamos, eu prefiro ser só amiga do Bê, não quero misturar as coisas sabe. Além disso, estou curtindo a minha solteirice.

-Fiquei triste, mas você é quem sabe o que é melhor. Estou do seu lado para o que você precisar. –Ela me abraçou. –Agora vamos porque senão perderemos a viagem.

A viagem durou quase duas horas, tempo suficiente para dormir um pouco. Visitamos igrejas lindas que tinham um estilo barroco. Apesar do foco da viagem não ser estudar história da arte, mas sim, a urbanização de uma cidade planejada do interior. Era impossível não ter uma aula sobre como aquelas belas igrejas foram construídas e qual a importância àqueles traços possuem para representar uma determinada época. Já passava de uma e meia da tarde quando paramos para almoçar. Comemos um nhoque recheado com queijo e frango desfiado com molho de tomate de acompanhamento nada melhor do que um suco de acerola.

O restaurante estava uma zona. As meninas riam das bobagens que os meninos falavam, mas eu percebi que Marcela não desviava a atenção do celular, mas eu tinha quase certeza que ela não estava gostando muito do que lia.

-O que foi, Marcelinha? Algum problema?

-O Arthur queria sair esse final de semana. –Acho que ela não curtiu a ideia.

-E isso não é bom?

-Sinceramente, Isa, eu não sei. –Ela guardou o celular na bolsa. –Eu gosto muito do Arthur, ele quase sempre me faz rir. Mas eu não consigo me apaixonar por ele. Olha que eu já tentei. –Ela abaixou os ombros em forma de rendição. –Na festa do Gael a gente mal ficou. Por minha causa, porque se dependesse dele não nos desgrudaríamos. Você sabe, eu não gosto de relacionamentos grudentos, mas eu gosto do Arthur. Isso está muito confuso. –Ela tentou sorrir.

-Ai, amiga, isso é tão normal. Você tenta gostar do Arthur, mas não consegue que seja da mesma intensidade que ele gosta de você. Já eu gosto muito do Bê, mas não quero abrir mão da amizade. Estamos arranjadas, viu. – Nós duas começamos a rir. –Um brinde a nossa solteirice. –Eu ergui o meu copo.

-Um brinde. –Ela ergueu o copo de vidro e nós batemos um no outro.

——–&——–

Voltamos para faculdade por volta das cinco e meia da tarde. Eu passaria em casa para preparar uma mochila para em seguida ir à casa da Marcela, onde faríamos a maquete. Mas eu precisei mudar os meus planos, pelo menos tive que adiá-los. Quando abri a porta do meu quarto vi que Bianca estava deitada em minha cama e não parava de chorar, chegava a soluçar. Tadinha da minha sobrinha. Quando ela me viu começou a chorar mais ainda (não sei como isso era possível), além disso, correu para me abraçar.

 -A mamãe vai morrer e a culpa é minha. –Isso foi o que eu consegui entender.

-O que aconteceu Bianquinha?

-Eu briguei com a mamãe e agora ela está morrendo por minha causa.

Meu pai foi até o meu quarto, já que percebeu que Bianca conversava com alguém. –Filha que bom que você chegou. Eu preciso ir para o hospital, os seus sobrinhos nascem hoje.

-Já, mas não era só para a semana que vem?

-Eles quiseram adiantar a chegada.

-A minha mãe vai morrer, os meus irmãos também. –E mais choro.

-Ela não vai morrer meu anjo. Pelo contrário, vai voltar com mais duas vidas para casa: os seus irmãos. –O meu pai falou enquanto passava a mão na cabeça de Bianca.

-Por quê a Bianca está chorando tanto? –Eu perguntei quando a minha sobrinha sentou na minha cama.

-Ela queria brincar com a mãe, mas como sabemos, a Letícia anda cansada nos últimos tempos. Aí ela disse que a mãe não gostava mais dela, e pouco tempo depois a Letícia disse que precisava ir para o hospital. –Ele me explicou. –Eu vou para o hospital minha filha. Quando os meninos nascerem eu aviso.

Antes de sair ele deu um beijo em Bianca e pediu para ela se acalmar. Minha sobrinha estava mais calma, inclusive foi para a sala assistir a um filme que passava na Disney. Eu aproveitei o momento para tomar banho, afinal de contas eu estava podre e muito cansada. Eu sabia que não teria como passar a noite na casa da Marcela fazendo a maquete. Provavelmente, quase certeza, precisaria cuidar de Bianca. Sendo assim, tratei de ligar rapidamente para a minha amiga. No segundo toque ela atendeu.

-Marcelinha?

-Isa, que coincidência eu acabei de falar sobre as nossas aventuras de hoje para a galera. Tudo certo para daqui a pouco?

-Então, Marcelinha, eu tenho quase certeza que não vai dar para fazer a maquete hoje. Os meus sobrinhos resolveram nascer.

 -Que maravilhoso, Isa! –Ela devia estar explicando a novidade para a galera. –Você está no hospital?

-Não amiga. Eu estou aqui em casa cuidando da Bianca, mas assim que eles nascerem eu vou levá-la para conhecer os irmãos.

-Não deixa de me avisar. E não se preocupa com a maquete, ainda temos uma semana para fazer.

-Ok, amiga. Beijos.

-Beijinhos.

Assim que eu desliguei, coloquei o celular na bancada e liguei o chuveiro. Nossa tanta coisa estava acontecendo no dia de hoje. Primeiro, foi a “viagem” com o pessoal, agora, o nascimento dos meninos. Eu já estava imaginando a zona que a minha casa ficaria com três crianças, sendo dois recém-nascidos.

Acho que demorei uns bons quinze minutos no banho, queria ter ficado mais, mas não podia deixar a Bianca sozinha. Como estava fazendo um friozinho e já era à noite, eu resolvi colocar uma roupa mais quente, nada melhor então do que uma calça azul com bolinha da Colcci com um moletom cinza. Era oficial: hoje era o dia do moletom. Aproveitei e separei também uma roupa para Bianca. Se eu já estava com frio, imagina a minha sobrinha, principalmente saindo à noite.

Eu tinha acabado de sentar no sofá quando tocaram a campainha, me levantei para ver quem era e confesso que fiquei surpresa ao ver o Bernardo que trazia uma caixa na mão.

-Oi, Bê. –Eu o abracei. –O que devo a honra da sua visita?

-Eu vim ver como a Bianca está. –Sei que isso era ridículo, mas eu fiquei com uma pontinha de inveja. Ele não foi me ver.

-Entra, Bê. –Fomos em direção à sala local onde Bianca permanecia assistindo filme. –Bianquinha, o Bê veio te ver.

 Bernardo foi até a Bianca, imediatamente a minha sobrinha o abraçou. Aquela cena foi linda. Depois do abraço Bernardo entregou a caixa para ela. Quando Bianca abriu encontrou uma linda boneca, mas não era qualquer boneca, era a Cinderela.

-Que linda, tio Bernardo. –Ela o abraçou novamente. –Obrigada. –Ela disse com um lindo sorriso no rosto.

-Você merece Bianquinha. –Ele sorriu para ela. Meu Deus por que o Bernardo insistia em manter aquela barba?

-Bê, não precisava se preocupar com a Bianquinha. –Eu falei.

-Não se preocupa, Isa, ela me lembra a minha priminha que mora na Europa, eu também dei uma boneca para ela quando o irmãozinho mais novo nasceu.

-Tia Isa, faz brigadeiro para a gente. –Pediu Bianca. –Tio Bernardo você vai amar o brigadeiro da tia Isa.

-Eu acho melhor eu ir. –Ele falou olhando nos meus olhos, era como se ele estivesse pedindo para que eu não deixasse que ele fosse embora.

-Não Bê, fica. –Eu realmente queria a companhia dele.

-Tudo bem. –Ele sorriu.

Eu fui para a cozinha preparar o brigadeiro, enquanto isso, os dois ficaram assistindo. Apesar de termos conversado sobre os beijos, eu sabia que de alguma forma a nossa amizade estava diferente. Acho que o fato de só ter tido um namoro sério até hoje fez com que eu não tivesse experiência com os homens. Será que sempre seria assim ou o problema em especial era o Bernardo? Eu queria tanto que a minha vida fosse diferente, mas não dessa forma. Eu não queria perder a amizade dele.

Quando o brigadeiro esfriou, eu peguei três colheres e levei tudo para a sala.

-Vocês querem brigadeiro? –Eu perguntei já sabendo a resposta.

-Sim! –Deu gritinhos Bianca que esperta toda pegou logo a colher.

-Será que é bom mesmo? –Brincou Bernardo antes de colocar a colher na boca.

-É ótimo! –Eu sorri para ele.

ENTREVISTA COM ANNE KRAUZE, ESCRITORA DE “TE DESEJO ENTRE ROSAS @ ESTRELAS

TE DESEJO ENTRE ROSA @ ESTRELAS - BLOG QUALQUER COISA VIRA LATAEla escreveu um livro que me fez dar ótimas risadas e ficar apreensiva com as confusões que a Sophie e o Bento se metiam. Amei as trocas de mensagens que o casalzinho trocou ao longo da estória e amei também como cada capítulo começava; era o rádio despertador que trazia todas as manhãs as fofocas que envolviam os famosos, inclusive o casal SoBen. Ao longo do livro eu me fiz várias perguntas de como ele tinha sido construído. Sendo assim, nada melhor do que perguntar a própria escritora como ela escreveu esse livro e é claro fazer outras perguntinhas.

Gostaria de agradecer imensamente a Anne Krauze por ter topado responder essas perguntas, e mais uma vez parabenizo pelo trabalho.

Anne: Olá! Eu que agradeço a oportunidade de mostrar um pouco deste meu universo pra vocês!

teste11°Você já foi à Austrália? Qual é a sua relação com o país? E por que você o escolheu para ser cenário do seu livro?

Anne: Nunca fui, mas tenho amigos que moram lá. Sou apaixonada pelo país. Escolhi a Austrália por ser um lugar solar e alto astral como os personagens. Eles têm um Q de brasileiros… Intensos, agitados e divertidos. Contou muito também o fator paisagens deslumbrantes e o fato de querer fugir do cenário tradicional dos livros hot como Londres, Nova York e Seatle… Procuro sempre trazer algo novo, fazer a leitora viajar e descobrir novos lugares. Assim com os All Star ( tênis), lugares exóticos são marca registrada dos meus livros kkkk.

2° Deu muito trabalho toda a pesquisa para o livro? Uma vez que você abordou diversos assuntos como a tecnologia; até mesmo assuntos pesados como tráfico humano.

Anne: A pesquisa sempre requer tempo e dedicação. E é fundamental para um livro se tornar interessante é inédito. E por ser meu primeiro livro, foi bem complexa. Me informei sobre tudo… Os lugares, pesquisei sobre os problemas reais que envolvem o trabalho de Sophie… Toda esta coisa de exploração sexual, rapto e venda de bebês, como as gangues estão envolvidas nisto tudo. Chegou um momento, que o envolvimento era tanto, que me senti mesmo na Austrália. Podia sentir o cheiro, a temperatura, o vento… Toda a minha pesquisa é muito visual então, tenho fotos e descrições de todos os lugares que uso no livro. Isto me ajuda muito na hora de escrever. Sobre o trabalho de Bento com tecnologia, inventei muitas coisas como o projeto Muralha para a NASA, as traquitanas do Josh… Porém todas as partes técnicas eu busque ajuda de especialistas. Entender como funciona esta coisa de proteção digital, espionagem… Foi muito engraçado, quando dizia que era para um livro… Os especialistas se empolgavam e me enchiam de detalhes e mais detalhes técnicos kkk. Foi muito bom, aprendi um bocado.

3° O que te levou a escrever esse livro? Você tem algum avatar especial para os personagens?

Anne: Eu sou publicitária e estava em um momento de transição na carreira. Sempre li desde petitica e devido ao meu trabalho, estou acostumada a escrever muito. Leio muito também e já não encontrava livros que me empolgassem. Então um dia pensei… Porque não escrever um livro que eu gostaria de ler? E foi assim que começou, escrevi TE DESEJO, pensando nos desejos da minha leitora interior. Sentia falta de algo inédito que fugisse do tradicional homem dominador e mocinha frágil. Queria personagens compatíveis com um amor predestinado, sem todo aquele drama. Os problemas que Bento e Sophie, meus personagens, enfrentam são provocados pelo meio em que vivem. A coisa entre os dois é mais como um amor épico cheio de romantismo, lugares paradisíacos e gestos apaixonantes, fofos , intensos e quentes. Tudo isso claro, recheado de muita ação, bom humor e drama apenas no momento em que a história exigiu isto.

Avatar – Nem todos os escritores precisam de Avatar para criar os personagens. Eu particularmente, criei Bento e Sophie antes de encontrar os meus. A personalidade, profissão, modo de agir, vestir, pensar e falar…. Seus tipos físicos foram todos imaginados. Só que um belo dia, me deparei com a foto de um belo e selvagem modelo que era a materializarão do Bento Vargas da minha imaginação. Tinha que ser ele! Costumo brincar que o avatar certo encontra você uma hora ou outra. Foi o que aconteceu comigo… E me ajudou muito no decorrer da história ter avatares para eles.

Comecei no WattPad e a plataforma é bem visual, ajuda muito a compor a história e a ambientar o leitor. Fora que é uma delicia ver fotos de um homem tão delicia e lindo. Tenho uma queda por morenos mais selvagens kkkk.

Para Bento uso o modelo – Marlon Teixeira. E a Sophie é toda a Barbara Palvin! Fofíssima.

Qualquer coisa vira lata

Todos os outros personagens também foram ganhando seus avatares.

Como os avatares a música tema do livro veio depois  e simplesmente parecia ter sido escrita pra eles. Já estava no meio do livro quando ouvi Disparo Al Corazon de Rick Martin . Quase surtei parecia o Bento narrando o primeiro encontro e o que sentiu. Como diria Bento…. Foi alucinante! Lindo, lindo.

4° Qual é o seu ritual de escrita? Quanto tempo você demorou a escrever o livro?

Anne: Escrevi o livro em três meses apesar de ser longo. Tenho um estilo de escrever meio filme, meio novela…. Uma sequência louca de fatos que dá agilidade á trama…. Só sei escrever desta forma.  E isto para mim foi bom, porque a coisa flui e quando você se dá conta, já  se envolveu na história e virou meio obsessão. Como leitora,  eu precisava que saber o que viria em seguida.

Eu escrevo sozinha e em silêncio ( só música). Preciso disto para me transportar e me conectar com a alma dos personagens. Admiro quem escreva no meio do barulho e caos, não sou assim kkkk. Mas antes existe toda uma preparação, pesquisa elaboração do roteiro…. Esta fase é fundamental pois é o esqueleto… O que vai te conduzir do início ao fim, e principalmente, dar base e coerência. O recheio vem da inspiração, sei lá … Tenho a mente criativa e hiperativa, as ideias vão brotando enquanto escrevo, aí vou incrementando e apimentando as coisas. Às vezes preciso me conter, pois me empolgo e me divirto muito escrevendo. Minha mãe que sofre… Fico contando os detalhes de tudo que imagino.

5° Quais são seus escritores favoritos?

Anne: Adoro o humor irreverente de Sophie Kinsella. ( Gosto de comédia, descobri que é a minha tendência também literária.) Mathew Quick, a inteligência do texto de O lado bom da vida. Dam Brown, pela forma como nos transporta na história. Mas leio de tudo… Dos infantis aos adultos. Sendo legal e me prendendo, estou lendo.

6° Para finalizar, você está planejando lançar novas estórias ou os próximos serão continuações do livro Te Desejo Entre Rosas @ Estrelas?

Anne: A escrita abriu um universo para extravasar a minha criatividade. Sempre tive a mente fértil desde criança, então sim! Várias histórias virão.  A continuação de TE DESEJO- Entre Rosas @ Estrelas vem sim. Está toda roteirizada e chama Eu Te Amo – Entre  Rosas @ Estrelas. Vou abordar temas como adoção, convívio e novos vilões vão dar as caras. Me surpreendi com a resposta de vendas no Amazon, primeiro lugar quase maio inteiro, e também com as avaliações só . Todas de leitores reais e avaliadores da Amazon.

Sinceramente não esperava. Apenas coloquei o livro lá… Não sabia nada de divulgação. Nem Face eu tinha sou  criada no Twitter!

Tenho um livro pronto Altitude DARK, livro 1 e 2. Ele começou na brincadeira e virou obsessão das minhas leitoras e minha. Tanto que terá direito a uma extensão em um livro 3.  O livro é muito legal, diferente, engraçado e é muito, muito quente. Conta a história de dois alpinistas intensos, malucos e teimosos. Alessandro Salvatore Bolgheri e Juliet Damaggio. E não é um livro DARK …. É comédia das boas, de rachar de rir, de passar vergonha se for ler em público, porque o riso é certo e o suor intenso. Dark, na verdade, é o apelido do personagem por causa da montanha na qual são especialistas , o K2 no Paquistão. Por isso o Altitude DARK- gosto de trocadilhos nos títulos.  Os personagens são cativantes e viciantes é grande parte da trama acontece na Itália.

Outro livro ENLAÇADOS  que aborda casamento e fama, estou publicando no Wattpad. O roqueiro Brian Pierce e a sensível Artista plástica Lilly. Esse roqueiro é um príncipe e toda a turma dele alto astral, muito intensa louca e divertida. Além de lógico, serem quentes e sem limites. Mas…. Sou suspeita né …. Acho as histórias ótimas e sou louca por elas. Kkkk

Agora tem uma surpresa…. UM AMOR DE CEO para agosto no Amazon…

E as outras histórias em fase de pesquisa e roteirização…. Acontece que é Amor e Identidade.

Ufa! Acho que é só. Espero que conheçam as minhas histórias e se divirtam , emocionem-se e apaixonem-se como eu.

Beijo no coração de vocês!

Anne

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Muito obrigada por responder as perguntas para o blog Qualquer coisa vira lata. Muito sucesso na sua caminhada!

O OUTRO LADO DA MEMÓRIA – BEATRIZ CORTES

o outro lado da memória - Beatriz Cortes - Blog Qualquer Coisa Vira Lat

teste1“…Cansei! Não posso mais ficar sem você, entende? Desde a primeira vez que a gente se beijou não consigo parar de pensar: o que eu mais quero é ter você, poder te chamar de minha, sabe? Não como um objeto de posse, mas como alguém que eu quero para sempre comigo.” (Pag. 147)teste2

Olá, Vira Latas! Hoje é dia de mais uma resenha, precisamente, O Outro Lado da Memória, da escritora Beatriz Cortes. Eu amei o livro Aonde Quer Que Eu Vá; mas confesso que esperava um pouquinho mais de O Outro Lado da Memória. Apesar de que após terminar a leitura eu consegui entender o que a Beatriz quis passar.

O livro conta a história da Luíza Bedim, uma jovem cheia de sonhos que passou por uma grande tragédia em sua vida. Em um determinado dia na escola, ela é apresentada ao novo capitão do time de basquete. O Arthur, um menino lindo, que por incrível que pareça, aparentemente, não causou uma boa impressão na menina.

Em um certo dia, a Luíza acaba contando para as amigas que o Arthur deve ser mais um carinha convencido. O que a menina não esperava era que Arthur ouviria toda a conversa. Resultado: o garoto chamou a atenção de Luíza. Mas ambos foram repreendidos pelo zelador. Quem iria acreditar que o casalzinho, que estava praticamente colados dentro de uma salinha, apenas conversava? A diretora não quis acreditar nessa história que eles contaram. Como castigo os dois passariam a arrumar toda a escola no final das aulas.

Vocês já devem imaginar o quanto Luíza odiou ter que passar as suas tardes com o Arthur. Para piorar tudo, o seu ex-namorado voltou para a escola. Vocês já devem estar imaginando a confusão que o livro se transformou.

Não quero dar spoilers do livro. Mas como vocês já devem ter percebido, o Arthur fará de tudo para mostrar a Luíza que ele não era um menino ruim. Ele incrivelmente sempre está por perto nos momentos em que ela mais precisa de ajuda. Além disso, ele terá de grande importância na luta de Luíza contra o seu passado.

O livro é bem legal, li em menos de vinte quatro horas. Sem dúvidas a escrita da Beatriz nos prende de um jeito absurdo. O livro foca muito no poder do amor, do quanto ele é importante na nossa vida ao ponto de superarmos os nossos problemas. Mas o que me deixou um pouco frustrada foi o simples fato de como o problema foi resolvido. A estória poderia ter um desfecho mais fácil, mas sabe como é o livro: contava a estória de uma adolescente que possuía amigos adolescentes. E como sabemos, adolescentes acham que sabem de tudo. Se eles tivessem pedido a ajuda de um adulto tudo teria se resolvido mais fácil.

Senti falta também de mais páginas. Criei tanta expectativa para algumas cenas que não tiveram tantos detalhes. Apesar desses pontos que eu citei, o livro é muito bom e super indico para quem está afim de uma leitura leve, apesar de ter uma certa treta. Além, é claro, de contar com o mocinho super fofo. Queria o Arthur na minha vida. O livro foi lançado pela editora Novo século e apesar de possuir 231 páginas acabará sem que você perceba.

VITRINE

O OUTRO LADO DA MEMÓRIA – BEATRIZ CORTES / Editora: Novo Século / Valor: R$ 22,49  (Compre aqui)

ENTRE A RAZÃO E O CORAÇÃO – ÂNGELA AGUIAR (#ACHADINHOSDAAMAZON)

Olá, Vira Latas! Hoje é dia de resenha, mas esse é o novo quadro aqui do blog. Eu aproveitei muito as minhas férias da faculdade para devorar todos os e-books possíveis. Descobri vários escritores novos e isso que é divertido. Tem tanta gente talentosa, mas que não conseguiu ainda um contrato com alguma editora. MAS para isso existe a Amazon, onde os escritores podem publicar seus bebês; fazendo assim nós, leitores, muito felizes. Juro que vou deixar de conversa mole e focarei no livro. A primeira resenha deste quadro será Entre a Razão e o Coração, um livro escrito pela Ângela Aguiar.

Entre a Razão e o Coração conta a estória da doutora Fernanda, carinhosamente chamada de Nanda, que está fugindo literalmente de relacionamento sério, e olha que tem pretendente; um deles é o seu melhor amigo, o doutor Miguel, que é simplesmente apaixonado pela médica, mas dele ela só quer amizade.

Nanda recebe um convite irrecusável da sua amiga, a também doutora Carina, para passar um final de semana no Rio de Janeiro. É claro que a Nanda aceita, o que ela mais quer é esquecer o antigo namorado que está ‘pegando no seu pé’. O que era para ser um final de semana só de meninas acaba se transformando em um final de semana simplesmente inesquecível. Nanda conhece Alex: um carioca lindo que consegue quebrar a barreira que existia no coração dela. Juntos eles vivem dois dias intensamente, sabiam que toda a magia acabaria no domingo à tarde, mas qual mal faria aproveitar aquele momento intensamente?

O que me fez ficar louca para ler o livro foi o simples fato da irmã da Nanda, a Camila, começar a namorar o mesmo cara que a irmã. Pois é, o homem, que consegue abalar as estruturas da Nanda, começou a namorar a irmã e melhor amiga da garota. Agora Nanda viverá um dilema, deixar toda a racionalidade de lado e se envolver com esse homem especial ou agir coerentemente e deixar a sua irmã ser feliz.

Eu gostei bastante do livro! Apesar de acha-lo um pouco previsível, acho que ler vários livros faz isso com a gente. Eu gostei da forma que a Ângela escreveu os personagens, sem ‘mi mi mi’. Mas, algumas coisas me deixaram triste. Acho que o final poderia ter tido mais páginas; tudo se resolveu facilmente, gosto dos detalhes. Outro ponto que me deixou triste foram os erros gramaticais e de concordância. Eu sei que é quase inevitável um autor não errar. Eu mesma brinco de escrever e mesmo lendo o capítulo várias vezes sempre tem aquele errinho que passa despercebido por nós. Mas é triste (olha eu usando essa palavra pela terceira vez) achar vários erros em um livro que você está curtindo tanto.

Como eu disse no início o livro, Entre a Razão e o Coração foi publicado na Amazon e custa apenas R$ 2,99. Super indico essa leitura para quem gosta de um romance com conflitos, mas que tudo se resolve no final.

VITRINE

ENTRE A RAZÃO E O CORAÇÃO – ÂNGELA AGUIAR / Editora: Amazon / Valor: R$ 2,99 ( Compre aqui)