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TAL QUÍMICA – SÓ AGRADECE – CAP. 04

Pisando descalço, nesse chão molhado, deito do teu lado para relaxar
Fazendo fogueira, sem eira nem beira, deitado na esteira, vendo o luar.
Pego meu violão, canto uma canção que já fez maluco se por a dançar
Aquele doce,que derrete a mente no desembaraço desse meu cantar.
Aquela morena de saia pequena com seus olhos grandes parece voar.
Hoje na Natureza não importa a feira, é dia de doideira e não de trabalhar.
(Pisando descalço, Maneva)

CONFISSÕES DE UMA GAROTA EXCLUÍDA, MAL-AMADA E (UM POUCO) DRAMÁTICA – THALITA REBOUÇAS

CONFISSÕES DE UMA GAROTA EXCLUÍDA, MAL-AMADA E (UM POUCO) DRAMÁTICA - THALITA REBOUÇAS resenh blog qualquer coisa vira lataOlá, Vira latas, como vocês estão? Espero que a festa da virada tenha sido incrível para vocês e que 2017 seja um ano repleto de amor e boas energias. Digitando essa resenha parei para pensar que esse livro tem tudo a ver com o início do ano, ele fala sobre recomeçar. Olha que nem escolhi de propósito, fiz sorteio, mas acho que o destino queria que fosse esse. Afinal de contas, tem coisa melhor do que começar o ano lendo o livro da Thalita Rebouças? Deixando de delongas, vamos focar na resenha para esse post não ficar gigantesco.

O SORRISO MAIS DOCE – YARA PRADO

o-sorriso-mais-doce-yara-prado-blog-qualquer-coisa-vira-lata-resenhaOlá, Vira latas, essa é a minha última resenha do ano de 2016, sem dúvidas, um dos anos que eu mais li. Não comprei muitos livros físicos, mas virei à louca dos ebooks da Amazon. Sendo assim, resolvi resenhar para vocês um livro que li tem algumas (muitas semanas), mas que precisa ser compartilhado com o mundo. Refiro-me ao livro O sorriso Mais Doce, da escritora Yara Prado.

Sou completamente viciada em comprar livros na Amazon! Adoro conhecer novos escritores. Mas confesso (já até comentei com vocês) que muitas vezes fico cansada de ler as mesmas coisas. Não que seja ruim, mas falta o tempero de cada escritor, entendem? Certo dia eu estava olhando as novidades da Amazon e vi esse livro da Yara. Lembro-me de ler um comentário que dizia que se você procurava por um romance aquele livro não tinha esse tema como foco. O tema era o amor entre uma mãe e seu filho. Se vocês pensaram que eu comprei imediatamente, acertaram.

TAL QUÍMICA – CAP. 13 – SAMILA BEZERRA

tal químicaMeu coração pulou
Você chegou, me deixou assim
Com os pés fora do chão
Pensei: Que bom!
Parece, enfim, acordei
Pra renovar meu ser
Faltava mesmo chegar você
Assim, sem me avisar
Pra acelerar um coração
Que já bate pouco
De tanto procurar por outro
Anda cansado
Mas quando você está do lado
Fica louco de satisfação
Solidão nunca mais
Você caiu do céu
Um anjo lindo que apareceu
Com olhos de cristal, me enfeitiçou
Eu nunca vi nada igual
(Frisson-Roupa Nova)

Eu ainda não estava falando com o Gael, e sinceramente isso acabava comigo. Ele era o meu amigo há tanto tempo e eu não acreditava que a nossa amizade seria ameaçada por causa de uma briguinha. A Alice me mandou mensagem no mesmo dia, pedindo desculpas. Eu sei que nenhum dos dois tinha culpa, mas fiquei feliz pelo fato da minha amiga não querer ficar brigada comigo.

Eu estava deitada na minha cama terminando de ler “Elena a filha da princesa”, que livro maravilhoso aquele. Estava praticamente no final quando o meu celular começou a tocar. Era o Bernardo.

-Oi, Bê. –Eu falei enquanto colocava o marca página no livro.

-O que você está fazendo?

-Estava lendo.

-Desculpa, Isa, por ter te tirado do livro.

-Não precisa se desculpar. –Eu disse. – O que devo a honra da sua ligação.

-Bom, como a senhorita é praticamente uma arquiteta, já está fazendo projetos de closets e tudo mais. Eu queria a sua ajuda.

-Ei, eu não sou arquiteta. –Eu protestei. –Você também quer um closet?

-Ainda, mas logo será. –Ele falou. –Não, Isa, eu não quero um closet, queria a sua companhia. Eu vou olhar uns apartamentos hoje e ficaria muito feliz se você viesse comigo. –Ele ficou uns três segundos calados até que perguntou. –Eu terei o prazer de desfrutar da sua companhia?

Eu não aguentei e comecei a rir. –Bê, só você para falar assim.

-Você não topa, é isso?

-É claro que eu topo. –Eu aposto que ele tinha dado o seu meio sorriso.

-Passo na sua casa por volta de uma e meia. Tudo bem para você?

-Tudo ótimo!

-Até daqui a pouco. – Quando pensei que ele tinha terminado, voltou a falar. – Mas uma vez desculpa por te atrapalhar.

-Não atrapalhou, Bê. Eu já estou no finalzinho.

-Posso saber o nome do livro?

-“Elena a filha da princesa”.

-Ah! Boa leitura, minha princesa. Beijos.

-Beijos, menino lindo.

Voltei para o meu livrinho e terminei de ler os dois capítulos que faltava. Que livro era aquele! Eu amava a escrita da Marina, sem dúvida ela era uma das minhas escritoras favoritas. Eu tinha amado os outros livros dela, mas aquele tinha uma pegada de new adult, gênero que eu adorava, e isso foi apenas um dos pontos que deixou a leitura maravilhosa.

Quando eu coloquei o livro na prateleira, fui até o quarto ao lado e vi que minha cunhada estava trocando a roupa dos gêmeos, do Pedro e do Davi, eu amava aqueles dois meninos, eles junto com a irmã tinham se tornado a alegria da casa. Falando em Bianca, ela não desgrudava do lado da mãe, ora ou outra Letícia incentivava a filha a conversar com os irmãozinhos. Só a minha cunhada mesmo para ter disposição de imitar vozes infantis e fazer tudo que ela fazia. Mas aquilo tinha um nome bem pequeno, mas com um significado imenso: ser mãe. Letícia era jornalista, mas desde que descobriu que estava grávida novamente deixou a profissão de lado, ela aproveitou os primeiros meses para preparar a mudança, além, é claro, de ficar muito perto da filha. A Letícia sabia que com a chegada dos gêmeos infelizmente ela não conseguiria dar no início a mesma atenção que Bianca sempre recebeu.

Eu juro que eu estava bem quietinha na porta, mas minha cunhada acabou virando e me viu. Então ela me chamou para vivenciar aquele momento, e não apenas assistir. Quando sentei no chão, ao lado da cama, percebi que a minha cunhada chorava.

-Esses três anjinhos são tão lindos. –Ela enxugou as lágrimas.

-São sim. –Eu a abracei.

-Mas dão um trabalhão. –Terminando de dizer essas palavras ela beijou o topo da cabeça da Bianca. –Mas todo o trabalho vale a pena.

Letícia e meu irmão namoravam desde a época do ensino médio. Ela resolveu fazer jornalismo, enquanto que o meu irmão foi para o lado do direito. Quando casaram minha mãe só faltou morrer, na época eu tinha quinze anos, e tanto o meu irmão quanto a Letícia tinham vinte três. Isso deixou a minha mãe louca, ela chorava dia e noite queria saber como o filho estava se virando. Mas com o passar do tempo, meses para ser mais exata, ela se conformou, inclusive ficou grudada com a Letícia. Sério quem ver de fora acredita que a minha cunhada é a filha da minha mãe e não eu.

Dona Elena estava bastante animada, então resolveu fazer uma lasanha de frango com muito, mais muito queijo. Ah! De sobremesa ela nos serviu um maravilhoso bolo de chocolate. Eu tinha certeza que tinha engordado uns três quilos, e isso não era nada bom. Durante o almoço meus pais planejaram a nossa viagem anual para Minas Gerais, a minha mãe nasceu lá, mas veio para cá quando foi fazer faculdade, digamos que o motivo disso tudo foi o meu pai, os dois se conheceram em uma viagem de carnaval e estão juntos até hoje. E tem gente que fala que amor de carnaval não dar em nada. Voltando para o assunto viagem, a desse ano era mais que especial, iríamos apresentar os novos membros da família para os nossos parentes mineiros.

Depois de almoçar eu fui me arrumar. Estava um tempo super agradável, nada de calor, mas sim ventos gelados. Como eu estava amando o estilo boho chic resolvi colocar um short jeans cintura alta ele tinha aparência de ser gasto, mas ao meu ver esses são os piores, sempre custam mais caro. Junto com ele eu usaria um croped preto, eu adorava aquele tipo de blusa, mas a estrela principal do figurino era um kimono de franjas floral lindo que eu tinha me dado de presente depois de terminar o namoro com o Oscar. Ah! Nos pés preferi colocar um all star preto. Na maquiagem só coloquei o meu bom e velho delineador, máscaras de cílios, além de um batom cor de boca.

Estava arrumando a minha bolsa quando o Bernardo mandou uma mensagem.

(Bernardo) Estou na porta.

(Eu) Estou saindo.

Peguei a chave de casa coloquei na bolsa. Dei tchau para a minha família. Assim que abri o portão o vi. Bernardo estava encostado na lateral do seu carro, uma Pajero TR4 prata. Ele usava uma calça jeans preta com uma camisa preta, nos pés um all star preto. Até mesmo quando ele queria ser discreto Bernardo conseguia ficar mais lindo.

Quando me viu Bernardo me encarou sorrindo logo em seguida. –Cadê aqueles saltos gigantes? –Ele apontou para os meus pés.

-Não estava a fim de colocar.

-Eu também gosto de você assim, baixinha. –Ele disse a última palavra enquanto me abraçava.

-Eu não sou baixinha, Bê. – Eu tentei fazer cara de brava. Eu tinha 1,62 de altura.

Entramos no carro e seguimos rumo aos apartamentos. Bernardo me explicou que tinha marcado de encontrar três corretores. Cada apartamento ficava em uma parte da cidade. E ele rezava para achar logo um lugar definitivo para morar. Assim que Bernardo parou o carro, vimos que um senhor careca de barriga saliente nos esperava.

-Boa tarde. Eu sou o Gomes.

-Boa tarde, viemos dar uma olhada no apartamento.

-Tenho certeza que vocês dois vão amar. –Bernardo olhou para mim e deu um sorrisinho.

O apartamento ficava no quarto andar. Ele era completamente mini, os quartos eram minúsculos, a cozinha nem se fala. A sala não caberia muita coisa. A única coisa naquela história toda que não era minúscula era o aluguel. Por estar localizado perto da orla o valor do apartamento estava tão salgado quanto à água do mar.

-Muito obrigado, Sr. Gomes, por nos mostrar o apartamento, mas ele não faz o meu estilo.

-Mas vocês dois terão várias opções de lazer. –Ele falou. – Temos vários bares, restaurantes, pizzaria, shopping, além, é claro, de ser bem próximo da praia.

-Eu sei, mas realmente não faz nosso estilo. –Terminando de falar aquelas palavras o safado passou a mão nas minhas costas puxando o meu corpo para mais perto do seu, além disso, beijou a minha cabeça.

-Lamento, mas espero que vocês achem um apartamento que atendam todas as necessidades.

Quando chegamos a porta do carro eu dei dois tapas no braço do Bernardo. –Aí isso dói. –Ele disse em meio a um sorriso.

-Que história é essa de dar a entender que estamos juntos? –Eu coloquei a mão da cintura.

-E não estamos? Você estava lá comigo. – Fez graça Bernardo. Fato que o fez levar mais dois tapas. –Coitado dele Isa, o trabalho do cara já é estressante, deixa ele pensar que somos um casal apaixonado. Nunca mais o veremos novamente.

-Sei… –Eu não fiquei convencida daquela resposta.

-Vamos ver os outros apartamentos menina linda. –Ele disse isso enquanto segurava os meus ombros, terminando as palavras beijou a minha testa.

O outro apartamento era imenso. Tinha dois quartos grandes, dois banheiros, uma sala de estar e jantar. Mas não tinha varanda, e o bairro era muito distante da faculdade. Bernardo já tinha perdido as esperanças até que tudo mudou ao olhar o último apartamento que combinara naquele dia. Esse tinha quartos razoáveis, um banheiro, uma sala grande. Tudo bem que a cozinha era pequena, mas a varanda e o fato de ser perto da faculdade compensavam.

-É perfeito. –Ele disse. Então se virou para mim e perguntou. –Você gostou, Isa? –Parecia que a minha opinião era importante para ele.

-É incrível. Além disso, fica perto da minha casa. –Eu sorri.

-Eu fico com ele. –Bernardo falou para o corretor.

Quando saímos do condomínio resolvemos dar uma volta no parque que ficava próximo, já passava das cinco da tarde. Mas o céu continuava claro. Bernardo tirou do carro uma saída de praia, ou melhor, a minha.

-Não estar mais com cheiro de cerveja, eu a lavei.

-Muito obrigada, Bê. –Eu sorri.

Ele forrou a saída de praia depois foi até a barraquinha de comida que ficava a poucos metros de nós e comprou uma pipoca salgada e um algodão doce. Bernardo sentou ao meu lado e me entregou o algodão doce. Enquanto ele comia ficava me encarando.

-O que foi? –Eu perguntei enquanto colocava um bocado de algodão doce na boca.

-Eu gosto de olhar para a minha amiga. –Não sei por que mais eu acabei tirando um pedaço de algodão doce e colocando na boca dele.

-Hum isso está bom. –Ele falou enquanto pegava mais.

-Bê, todos os algodões doces têm o mesmo gosto.

-Não tem, não.

Quando terminamos de comer ele resolveu deitar, eu fiz o mesmo e tenho certeza que foi a melhor decisão. O céu estava com uma cor linda, eu amava o momento do crepúsculo. Eu encostei a minha cabeça no peito do Bernardo, ele ficou dedilhando o meu braço como se fosse um violão. Ficamos um bom tempo calado, foi aí que me veio à cabeça a pergunta que eu ainda não tinha feito a ele.

-Bê, por que você vai embora da casa do Vinícius?

-Eu moro lá de forma provisória. A minha família vai morar em Brasília. E eu não quero ir junto. Além disso, a minha casa será alugada e eu preciso de um lar.

-Buscando a liberdade, gostei.

-E você Isa, tem vontade de morar sozinha?

-Quero fazer intercâmbio antes, para depois morar sozinha.

-Aonde você pretende ir? – Ele parou de usar o meu braço com se fosse um violão.

-Meu sonho é estudar na Inglaterra.

Bernardo respirou como se estivesse aliviado. – Ufa, que susto. Eu também tenho vontade de estudar na Inglaterra. Quem sabe não estudaremos no mesmo lugar. – Ele beijou a minha cabeça e voltou a acariciar o meu braço.

Ficamos no parque por mais quinze minutos, mas infelizmente estava ficando escuro. Além disso, era muito perigoso. Mas se eu pudesse teria estendido ao máximo aquele momento.

BOA NOITE – PAM GONÇALVES

Oi, Vira Latas, eu não sei vocês, mas eu amo falar sobre feminismo, e não tem nada melhor do que ler um livro que trata sobre esse tema, e que foi escrito por uma pessoa que realmente levanta essa bandeira. Estou falando do livro “Boa Noite”, escrito pela nossa Pam Gonçalves. Se vocês quiserem saber o que eu achei do livro é só continuar lendo a resenha.

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Boa Noite conta a história da Alina, uma jovem de dezoito anos que começará a sua sonhada faculdade de engenharia da computação. Ela sempre foi a filha certinha, a aluna certinha. Nunca deu problema a ninguém! E, sinceramente, ela queria mudar. Estava cansada dessa imagem que todos tinham sobre ela, então seria nessa nova fase da sua vida que ela esperava que as mudanças acontecessem.

Alina foi morar em uma república, apelidada carinhosamente como “República das Loucuras”. Lá ela passou a morar com a Manu, a amiga mais doida e gente fina que alguém poderia ter. Com a Talita, que era mais ajuizada, mas amava ficar de amassos com o namorado pelos quatros cantos da república. O namorado de Talita era o Bernardo, que morava mais na república do que na sua própria casa. E com o Gustavo, o dono da república, estudante de medicina e simplesmente lindo.

Alina viu que era completamente diferente daquelas pessoas, mas ela rapidamente os adotou como família e foi bem aceita por todos. Com eles, ela passou a sair para as festas. E em uma dessas saídas ela conheceu o Arthur, um jovem estudante de medicina que, a princípio, encantará Alina. Mas que ao longo da trama percebemos quais são as verdadeiras intenções dele.

Além de ter que lidar com essa personalidade dúbia de Arthur. Com o amadurecimento da sua própria personalidade. Alina lidará com uma turma formada praticamente por meninos que, em sua maioria, se acham no direito de falar e tratar as meninas com inferioridade. Alina, junto com as suas colegas de classe, tentará mostrar que as mulheres podem e devem estudar aquilo que querem. E que o machismo precisa acabar.

Eu amei esse livro da Pam! Li rapidamente e adorei a forma que ela abordou os diversos temas. Infelizmente, tudo que ela escreveu acontece em muitos cantos do Brasil e do mundo. Os abusos que ocorrem nas faculdades e ,que na maioria das vezes, não vêm a tona. Pam conseguiu em 237 páginas falar sobre como nós mulheres temos que lutar contra esse mal chamado machismo, e com essa mania que a sociedade tem de achar que nós, mulheres, temos menos direitos que os homens. E que se usamos uma roupa curta e se sofremos assédio com isso a culpa é da “vítima”.

Esse é sem dúvida um livro que todos deveriam ler. Ele nos mostra que é possível lutar. E que temos sempre que apoiarmos as nossas irmãs e mostra-las que nunca estamos sozinhas, e de que ela não tem culpa de nada. Então, se você quer ver como foi a jornada da Alina em apenas um semestre na faculdade, e que semestre, não deixe de ler esse livro. Tem romance. Mas a grande temática do livro é a sororidade.

… Várias garotas sofrem abuso sexual todos os dias na nossa universidade, na nossa cidade, no nosso estado, no país, no mundo inteiro. E a maioria não denuncia e nem pede ajuda. -Olho um a um os meus colegas. Alguns ainda com a expressão indiferente, outros constrangidos  uns até mesmo concordando com a cabeça. -Sabem por quê? Porque a maioria vai ser culpada por vocês. Por nós. Porque, para a nossa sociedade, é normal assediar. Porque, se ela não quisesse, não sairia de roupa curta. Porque, se ela não quisesse, não andaria sozinha. Porque, se ela não quisesse, não estaria bebendo. Porque, se ela não quisesse, não estaria VIVENDO. -Começo a me emocionar. -Só queremos que ela possa pedir ajuda em um ambiente seguro, ter o suporte necessário. (Página 212)

VITRINE

BOA NOITE – PAM GONÇALVES / Editora:Galera Record  / Valor: R$ 23,90 ( Compre aqui)

TAL QUÍMICA – CAP. 12 – SAMILA BEZERRA

tal químicaDiga quem você é, me diga
Me fale sobre a sua estrada
Me conte sobre a sua vida
Tira a máscara que cobre o seu rosto
Se mostre e eu descubro se eu gosto
Do seu verdadeiro jeito de ser
Ninguém merece ser só mais um bonitinho
Nem transparecer, consciente, inconsequente
Sem se preocupar em ser adulto ou criança
O importante é ser você
(Máscara-Pitty)

Sabe quando você faz um curso na faculdade ou pensa em fazer, e mesmo sem estar formado a sua família e amigos próximos começam a dizer que você fará algo relacionado à sua especialidade para eles? Meio confuso isso, né? Exemplos: você é um estudante de nutrição, gente, não importa em qual período você estará sempre terá um parente pedindo uma receita para emagrecer. E se você faz direito, em algum momento da vida alguém vai pedir ajuda quando precisar resolver algo jurídico. Arquitetura não é diferente. Já ajudei muitas pessoas da minha família a fazer lembrancinha ou até mesmo painéis de aniversários. O fato de fazer arquitetura faz os outros pensar que nós somos excelentes com trabalhos manuais, mas nem sempre isso é verdade. Até mini projeto para casas eu já fiz. Confesso que estava bastante animada para projetar uma cozinha para a minha avó. Mas agora o assunto era bem diferente. A minha tia pediu para que eu fizesse um projeto de um closet para uma amiga dela. Gente, eu estou longe de me formar, além do mais, a cada minuto que passa eu fico lotada de trabalhos acadêmicos.  Mesmo sem querer eu acabei aceitando o desafio. Mas se eu soubesse que daria tanto trabalho teria desistido.

A Débora, a dona do futuro closet, era apaixonada por tudo que via nas revistas e nos perfis do Instagram relacionados à decoração. Acredita que ela veio me dizer que queria armários que cobrissem todas as paredes, além de uma ilha no meio do local. Ah! Tudo tinha que ser dourado e com muito glitter. Até aí tudo bem, mas não seria possível realizar tudo isso por alguns motivos. Primeiro: o espaço que seria o futuro closet tinha apenas 4 metros quadrados, eu tinha quase certeza que uma ilha seria algo impossível naquele espaço. Segundo: dourado com glitter? Eu tenho total consciência que é o cliente quem manda. Mas já imaginou daqui a algum tempo a Débora começa a se enjoar de tudo? Vai dizer que a culpa foi minha. Caberia a mim, fazer um projeto bacana, com o dourado que ela gostava, mas que não ficasse muito brega. Ah! É claro que eu iria cobrar pelo projeto, não muito, mas precisava ganhar algo com aquilo. Afinal de contas estava quebrando a cabeça para poder realizar o sonho da Débora de ter um closet.

Passei a madrugada inteira tentando fazer o projeto da Débora e acabei acordando tarde. Eu me arrumei em tempo recorde, mas precisamente em TRINTA minutos, durante esse tempo tomei banho, escovei os dentes e troquei de roupa, falando em roupa, não tive tempo nem de fazer uma combinação bacana como eu estava acostumada a fazer nos últimos tempos. Mas hoje foi diferente, coloquei um vestido longo florido com uma rasteirinha dourada. Para cobrir as minhas olheiras nada melhor do que uns óculos de sol. Até que não ficou ruim. Viva ao estilo Boho Chic.

Para vocês terem noção de como eu estava atrasada, o meu irmão me deu uma carona, o que era um milagre. Ele detestava pegar a rota que era caminho para a faculdade, mas acho que ter mais dois filhos amoleceu o seu coração hoje.

Graças a Deus as aulas passaram voando, eu estava sentada na lanchonete ora comendo um sanduíche ora lendo o livro, Elena a filha da princesa da escritora Marina Carvalho. Estava tudo movimentado, a galera conversava até que surgiu dois rostinhos super conhecidos, Marcela e Vic, que pareciam estar super empolgadas com a conversa. Pelo menos posso garantir que a Marcelinha estava.

As duas puxaram cadeiras e sentaram, elas traziam dois panfletos informando que haveria uma feira de tatuagem. Taí, uma coisa que eu sempre tive vontade de fazer, mas acabava arrumando uma desculpa. Marcela ficou bastante animada, ela queria fazer pássaros negros perto do ombro.

-Isa, vamos vai ser incrível!

-Você vai fazer a tatoo, né?

-Sim. –Ela estava feliz da vida. –Você também, né?

-Não sei Marcelinha. –Eu falei. –Não conheço o trabalho dos caras.

-Eles vão arrebentar. Eles são fodas.

-Quem são fodas? –Disse Cecília acompanhada de Vinícius, um pouco atrás estava o Bernardo que tinha sido abordado pela Jéssica, uma estudante de engenharia que adorava ser cortejada pelo público masculino.

-Os tatuadores que vão nesse evento. Você também vai com a gente, né Cecília?

-Vocês vão se tatuar? –Perguntou Vinícius.

-Sim. Disse Marcela.

-Não. –Eu falei. Nesse momento Bernardo puxou uma cadeira e sentou ao meu lado, virou para mim e perguntou:

-Você não tem coragem, Isa?

-Eu tenho, mas eu não conheço o trabalho deles.

-Entendo. Eu só fiz as minhas tatuagens com um cara que eu conheço e confio bastante. Se vocês quiserem eu posso leva-las lá.

-Valeu Bernardo, mas eu não quero esperar.

-E você, Isa? –Ele perguntou enquanto folheava o meu livro que estava na mesa.

-Não sei, Bê.

Conversávamos sobre as tatuagens que queríamos fazer. Cecília e Vic não tinham coragem de fazer. Vinícius queria uma tribal na perna, já Bernardo sonhava em fechar o braço. Assim como nós, a galera de engenharia estava lotada de provas para fazer. Uma delas ocorreria em uma semana. Sendo assim, já saberíamos o motivo do sumiço da Cecília, não sei nem se ela iria conosco comemorar o aniversário da Vic. Minha amiga sempre foi assim, poderia tirar um seis em português (apesar de que ela só faltava morrer quando isso acontecia). Agora, não ficar com média dez em matemática, isso não podia. Minha amiga sofria horrores para gabaritar a prova. Eu gostava de cálculo, mas o que a Cecília sentia era amor.

Eu admirava muito a minha amiga, ela passava várias noites em claro estudando para as provas, e o seu esforço fez com que ela passasse de primeira em todas as matérias de cálculo que ela tinha pagado até agora. Já eu sempre fui muito insegura, quando fazíamos prova em dupla sempre sobrava para a Cecília pegar o resultado.

-Planeta terra chamando. –Disse Bernardo em meu ouvido.

Eu sorri. –E você, Bê, já começou a estudar para as provas?

Vinícius começou a rir. –E ele estuda? Parece mais que tem um computador na cabeça. O cara é fera!

-Fazer o que. –Bernardo deu um sorriso torto. –Mas eu vou estudar um pouco hoje.

-Bernardo eu tenho raiva de você. –Disse Cecília.

-Só você? –Brincou Vic.

Quando olhei no relógio vi que mais uma vez naquele dia eu estava atrasada. Precisava imediatamente ir à casa do Gael, ele e a Alice iriam me ajudar com o projeto closet.

-Gente, preciso ir. –Levantei para abraçar cada um deles.

-Você terminou o projeto do closet? –Perguntou Cecília.

-Vou ver se faço isso agora com o Gael e a Alice.

-Boa sorte, arquiteta. –Disse Bernardo enquanto me abraçava.

-Ainda estou longe de ser. –Eu sorri.

-Beijos. –Eu falei para todos.

Fui correndo para a casa do Gael, como disse, ele e Alice me ajudariam com o projeto closet. Eu estava tão apressada que nem passei em casa. Sério, eu não via a hora de terminar logo tudo aquilo. Assim que cheguei a casa dele, Alice não perdeu tempo e começou a analisar. Todos nós estávamos cheios de trabalho para fazer, ela estava sendo uma fofa em ceder um pouco do seu tempo para me ajudar.

-Isa, eu gostei desse projeto, você respeitou as necessidades do cliente. –O projeto que eu tinha desenvolvido para Débora consistia em dois armários opostos, em frente à porta ficaria um penteadeira onde ela se maquiaria, além disso, o local continuaria recebendo iluminação já que teria uma linda janela de correr na mesma parede da penteadeira. Como eu sabia que ela queria cores fiz todos os armários na cor branca, mas por cima eles receberiam adesivos em formato de bolinhas, eles seriam dourados. Não sei se ela gostaria, mas no meu projeto fiz a sugestão de colocar um lustre de teto lindo.

-Que bom que você gostou Alice.

-Deixa eu ver. –Gael pegou o projeto e começou a analisar.

Ele analisava detalhe por detalhe até que o meu celular resolveu dar sinal de vida. Adivinhe quem era!

(Bernardo) Está fazendo o que?

(Eu) Projetos

(Bernardo) A tatoo é um deles?

(Eu) Não seu bobo, quer dizer, não agora.

(Bernardo) Eu sei que você não está fazendo a tatoo. Está trabalhando no closet ainda né?

(Eu) Estou sim. Por que da mensagem então?

(Bernardo) Estava com saudades de conversar com a minha menina linda.

(Eu)  🙂

(Bernardo) Vou deixar você trabalhar. Se cuida. Beijos menina linda.

(Eu) Você também menino lindo. Bjs.

Eu estava tão envolvida com as mensagens que nem percebi quando o Gael começou a falar. Só notei depois que ele me cutucou e disse algo que eu não queria ouvir.

-Isa, o seu projeto está uma porcaria.

Oi? Eu passei um bom tempo planejando tudo aquilo, para agora ele chegar e dizer isso. –Por que Gael?

-Agora você escuta? –Ele falou. –Ele está ótimo. Eu falei isso várias vezes, mas você não desgruda desse celular.

-Vai ver ela está falando com o namorado. –Disse Alice.

-O Bê não é meu namorado. –Eu falei rapidamente.

-Eu sabia que era o Bernardo. –Disse o Gael.

-Mas vocês ficaram na festa. –Alice falou.

-Eu não acredito que a Marcela e a Cecília falaram para vocês. –Eu fiquei um pouco irritada.

-Não foram elas, e sim a Jéssica que viu vocês se beijando perto da piscina. –Alice contou. Então era por isso que aquela garota estava tão estranha comigo, não que ela fosse minha amiga, nunca fomos, mas ela estava distante, mas ao mesmo tempo ficava nos rondando.

-Mas é bom saber que a minha amiga não confia em mim. –Alice estava chateada.

-Nem em mim. –Gael também estava muito chateado.

-Ei, eu confio nos dois. Só a Marcela sabia, e depois eu contei para a Cecília porque ela desconfiou e me perguntou, só isso.

-E por que você não contou para a gente? –Gael queria saber.

-Porque a gente só ficou uma vez, isso não aconteceu de novo. O Bernardo é só meu amigo.

Achei que aquele assunto estava encerrado, sentei no sofá para guardar a cópia do projeto, estojo e celular na bolsa, quando o Gael veio atrás de mim. Tenho certeza que para o meu amigo a conversa estava apenas no início.

-Isabelle, sinto muito, mas o Bernardo não te ver com amiga nem aqui nem na China. Tenha santa paciência. Vocês ficaram e age o tempo todo como se fossem namorados. –Ele disparou.

-Não agimos não. –Eu rebati.

-Porra, Isa. É claro que agem. Qual o problema de assumir que vocês se gostam. Tanto na pizzaria como na praia vocês agiam como um casal apaixonado.

-Gael, eu já falei, o Bernardo é só meu amigo. –Eu duvidava das minhas próprias palavras.

-Eu também sou e você nunca agiu comigo daquela forma, nem mesmo com o Oscar que foi seu namorado.

-Então é isso, você está com ciúmes. –Eu falei.

-Claro que não Isabelle. Porra! –Ele passou a mão pelos cabelos do jeito que fazia quando estava bravo. –Só não quero que você sofra. Porque quando esse menino arranjar uma namorada, essa amizade colorida vai acabar rapidinho.

Eu encarei o Gael por aproximadamente dez segundo. Ok, ele queria o meu bem, mas o que eu menos queria agora na minha vida era que alguém falasse para eu ter cuidado com uma amizade principalmente quando ela estava me fazendo tão bem. Peguei a minha bolsa e me levantei.

-Muito obrigada aos dois por terem analisado o meu projeto. Tenham uma boa tarde!

Eu estava quase na porta quando Alice falou:

-Isa, não fica assim, a gente só quer o seu bem.

-Deixa ela. A Isa sabe o que faz. –Eu notei a mágoa na voz do Gael.

Eu sai antes que eles percebesse que eu estava chorando. Caramba, por que o Gael falou aquelas coisas? Se a minha amizade com o Bê estava uma bagunça, tudo bem, era a nossa bagunça. Eu estava amando ser só a amiga dele. Mas não poderia negar que se visse o Bê com alguma namorada nossa relação não seria mais a mesma. Apesar de ter falado várias coisas que me chatearam, eu tinha plena noção que o Gael estava certo.

ENTREVISTA COM A ESCRITORA SHIRLEI RAMOS

Shirley Ramos autora - qualquer coisa vira lata
FOTO: reprodução da internet

Antes de tudo, eu gostaria de agradecer a você, Shirlei Ramos, por nos ceder parte do seu tempo para responder algumas perguntinhas. Eu admiro muito o seu trabalho, amo dar ótimas gargalhadas e até mesmo suspirar por causa dos seus livros. Estou muito animada por você compartilhar conosco um pouquinho do seu mundo literário.

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  1. De onde surge tanta inspiração para escrever tantos livros?

Antes de responder a primeira pergunta, gostaria de te agradecer, Samila, pela oportunidade e pelo apoio ao meu trabalho. É uma alegria muito grande responder às suas perguntas.

Bom, sendo sincera, eu não tenho ideia de onde vem toda a minha inspiração… rsrs… Mas, desde muito pequena, minha criatividade é exacerbada. Eu fui o tipo de criança que tinha até mesmo um amigo imaginário (a Marinha). As histórias simplesmente brotam na minha cabeça constantemente. Então, eu seleciono aquelas que acredito terem um bom enredo, as organizo e as coloco no “papel”.

  1. Você já chegou a confundir as suas histórias? Também gosto de escrever e várias vezes eu acabo trocando o nome dos meus personagens com de livros passados.

Nunca cheguei a confundir histórias, pois procuro “sair” dos personagens quando termino um livro antes de iniciar outro. Limpo bem a mente e mergulho num outro mundo totalmente novo. Porém, já troquei várias vezes os nomes de personagens secundários. Lembro-me de que, enquanto postava O Par Perfeito no Wattpad, troquei umas três vezes o nome da esposa falecida do Roberto. Foi uma leitora quem me avisou e eu corrigi o erro.

  1. Qual livro foi mais difícil para você escrever? Se você tivesse que escolher uma de suas obras para fazer continuação qual seria e por quê?

O livro mais difícil foi, com certeza, Lembranças de um amor. Eu estava passando por um período muito difícil em minha vida enquanto o escrevia e, várias vezes, temi não conseguir concluí-lo. Além disso, a história me exigiu muito emocionalmente devido aos dramas que viveram a Patrícia e o Gabriel, os protagonistas.

Sobre escolher uma das minhas obras para fazer continuação, eu não gosto muito de continuações, confesso, mas, se tivesse que escolher, seria A Missão de Anabel. Eu sinto falta de saber como foi o casamento da Anabel, se ela teve filhos, essas coisas… rsrs…

  1. Quais são os seus escritores favoritos de todos os tempos?

Tenho vários! Judith McNaught, Carina Rissi, Marina Carvalho, Samanta Holtz, Nina Reis, Aline Sant’Anna, Gisele Souza, Rachel Gibson, Bella Andre, Vanessa Bosso, Lygia Fagundes Telles, Chris Melo, Sophie Kinsella, Fernanda França.

  1. Qual é a sensação de lançar um livro por uma editora? Conta um pouquinho de como foi o processo e de quando o livro será lançado.

É a melhor sensação do mundo! Por quase dois anos batalhei por uma editora, mas nunca obtive resposta positiva. Já estava perdendo a esperança. Então, surgiu a Editora Coerência. A Lilian Vaccaro, a dona, não apenas acreditou no meu trabalho, como me recebeu com muito carinho e profissionalismo. Sinto que estou numa das melhores casas editoriais do Brasil.

Eu entrei em contato com a Lilian pelo Facebook e perguntei se ela aceitava analisar O Par Perfeito. Ela me respondeu que sim e, pouquíssimo tempo depois, me retornou com uma proposta de publicação. Eu adorei a proposta e fechamos contrato. E, de lá para cá, só tenho coisas maravilhosas para falar sobre ela, a editora e os autores da Coerência. Todos muito unidos e verdadeiramente imbuídos da vontade de ver a literatura nacional crescer.

  1. Você simplesmente não para de escrever. Recentemente você lançou o e-book Lembranças de um amor. Mas já estar trabalhando em um novo, qual é a história do mais novo bebê?

Sou uma autora hiperativa, admito… rsrs… Não consigo ficar muito tempo sem escrever, me dá certa angústia, como se faltasse algo dentro de mim. Assim que coloquei a palavra “fim” em Lembranças de um amor, uma nova história começou a germinar dentro de mim. No início, pensei em escrever apenas um conto com as ideias, porém, pouco a pouco, estou tendo certeza de que ela dará um novo romance. Já até batizei com o nome de Doce Recomeço. Existem certos mistérios nela sobre os quais quero fazer surpresa, mas posso dizer que será um New Adult, narrado em primeira pessoa, intercalando a Cecília e o Julius. A Cecília é uma moça de 22 anos, estudante de Serviço Social e atendente numa confeitaria. Será uma mocinha corajosa, decidida e determinada (um pouco diferente das minhas outras mocinhas, que tinham medo de correr atrás de seus sonhos). Já o Julius… não posso dar muito detalhes (nele mora o mistério do livro…rs), mas ele será um mocinho bastante fechado, aparentemente rude e de poucas palavras (bem diferente também dos meus outros mocinhos…rs).

  1. Para finalizar, qual personagem é mais parecida com você? E qual personagem masculino é o seu favorito? Eu morro de amores pelo Brian <3

Acho que a personagem que mais se parece comigo é a Patrícia, de Lembranças de um amor. Assim como a Patrícia, eu sou muito romântica, perdoo as pessoas com a maior facilidade do mundo, amo praia, livros e sou insegura com a minha aparência.

Meu personagem masculino favorito é o Gabriel (que os outros não me ouçam…rs). Sou apaixonada pelo lado humanitário dele e pela personalidade carinhosa.

Ah, sua linda! Muito feliz por você gostar tanto do Brian <3

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Shirlei, muitíssimo obrigada por responder essas perguntas. Desejo a você todo o sucesso do mundo sempre! Eu que agradeço pelo convite, querida Samila! Amei demais todas as perguntas. Muito criativas. Obrigada demais por todo carinho <3

VITRINE

A MISSÃO DE ANABEL – SHIRLEI RAMOS / Editora: Amazon / Valor: R$ 6,99 (compre aqui)

MUNDOS OPOSTOS – SHIRLEI RAMOS / Editora: Amazon / Valor: R$ 8,99 (compre aqui)

O PAR PERFEITO – SHIRLEI RAMOS / Editora: Amazon / Valor: R$ 1,99 (compre aqui)

ATRAÇÃO EXPLOSIVA – SHIRLEI RAMOS / Editora: Amazon / Valor: R$ 6,99 (compre aqui)

TAL QUÍMICA – CAP. 07 – SAMILA BEZERRA

tal químicaLembro do seu corpo, do seu cheiro, do seu gosto
Do tempero do teu beijo, do calor do nosso amor
Me lembro como cantas, pra quem reza, como dorme
Do odor do seu perfume, da cor do seu batom
Me lembro da vontade que me deu
Quando te vi pela primeira vez
Surgiu de um jeito louco que eu gosto
Era presente grego de Deus

(Ultima cena- Manitu)

Eu estava dormindo e tenho certeza que permaneceria naquele estado durante um bom tempo, mas o meu celular fez questão de me acordar. Quase levei um susto quando vi que estava o maior sol no meu quarto, com certeza já passava de meio-dia. O ser que me tirou do meu soninho foi o Gael.

-Oi, Gael. –Eu falei meio sonolenta.

-Não acredito que você acordou agora, dona Isabelle. –Ele respondeu. Dava para ouvir som de forró.

-Acredite! –Eu falei em meio a um bocejo.

-Dá tempo de colocar um biquíni e ir à praia com a gente. –  Eu tenho certeza que ele já estava na praia.

-Valeu pelo convite, mas eu vou ficar por aqui mesmo. Aproveitem bastante.

-Pode deixar beijos.

-Beijos.

Assim que eu desliguei olhei a hora no celular e vi que era apenas DUAS HORAS E VINTE MINUTOS DA TARDE. Isso era uma vergonha. Eu nunca dormi por tanto tempo, tudo bem que eu demorei bastante para pegar no sono na madrugada passada. Eu me levantei e a primeira coisa que vi foi o meu vestido pendurado no encosto da cadeira e como se fosse um remédio para memória, eu me lembrei de tudo que tinha acontecido.

-Bê, eu adoraria passar a noite inteira aqui dançando com você, mas acho que precisamos entrar. –Eu disse ao fim de mais um beijo.

-Pior que você tem razão, senão a galera vai pensar que eu te sequestrei. –Essas palavras foram pronunciadas em meu ouvido.

Voltamos para o salão, mas antes Victória e Felipe, um estudante de educação física com quem a Vic estava ficando, surgiram misteriosamente na nossa frente. A minha amiga pediu para tirar uma foto nossa. Depois que ela tirou fui direto para o banheiro tentar salvar a minha maquiagem: meu batom já não existia há décadas, mas quer saber eu adorei. Foi maravilhoso me sentir desejada por alguém tão lindo como era o Bernardo.

Tudo estava perfeito, Gael estava amando cada detalhe da festa. Ele ainda estava muito emocionado. Acho que mesmo sabendo que era muito amado por todos nós, não tinha passado pela a sua cabeça que faríamos uma festa de boas vindas.

Depois de dançarmos bastante, na festa tocou de tudo. Tinha chegado a hora do discurso do Gael. Ele que estava bastante suado, prova do quanto ele dançou, ele não escondeu as lágrimas que escorriam pelo seu rosto.

-Eu preciso entender que toda vez que eu estou com vocês eu chorarei bastante. Mas que bom que pelo menos é de alegria. –Ele disse enquanto olhava para cada um de nós. –Não existem palavras suficientes para agradecer a essas meninas pela linda festa que fizeram. Marcelinha, Isa, Cecília, Alice e Vic muito obrigado. Saibam que eu sou uma das pessoas mais sortudas do mundo por ter vocês como amigas. –Ele enxugou as lágrimas. –E chega de choro. Eu quero ver todo mundo dançando bastante.

-Viva o Gael! –Puxou o coro a Marcelinha. Que como era de se esperar foi acompanhada por todos. Acho que aquela festa iria até o dia clarear.

Antes de a festa acabar Bernardo conseguiu me “sequestrar” para um canto mais vazio e lá a sessão de beijos recomeçaram. Porém, não durou muito. Bernardo além de beijar bem se mostrou um cavalheiro, fez questão de me fazer companhia no táxi que me levaria para casa.

-O que eu fiz da minha vida. –Eu falei enquanto me jogava na minha cama. –Tanto menino no mundo eu tinha que ficar logo com o Bernardo? O menino que eu estava amando ser amiga.

Não sei se foi ação do além, mas de uma hora para outra Bernardo resolveu me mandar uma mensagem. Eu precisava imediatamente resolver aquele problema que eu tinha me metido.

(Bernardo) Menina linda do sorriso que me traz luz. Isa topa ir ao cinema comigo hoje à noite?

Ele precisava colocar logo o trecho da música, da nossa música? Eu tinha que ser forte, não aguentaria passar por outra decepção nem tão cedo na minha vida.

(Eu) Boa tarde Bê. É claro que eu aceito, preciso falar com você.

(Bernardo) Estou encrencado?

(Eu) É claro que não. J Até mais tarde, bjs.

(Bernardo) Ufa! Beijos menina linda ;D

Eu poderia me odiar futuramente pelo que eu estava disposta a fazer, mas eu não queria e nem podia perder mais um amigo simplesmente por estar gostando demais dele.

Eu tomei um banho e preparei o meu “café da manhã” peguei uma fatia de bolo de limão, já falei para vocês como a minha mãe arrebenta na cozinha, para acompanhar o bolo nada melhor do que um copo de café. Arrumei a bagunça em que a cozinha se encontrava. Toda a minha família tinha ido passar final de semana na chácara da família de Letícia, por isso acabei dormindo tanto: a casa estava um silencio total.

Eram seis horas quando eu fui me arrumar. Não quis fazer uma mega produção, mas também não iria de qualquer jeito, estava amando a minha nova fase fashionista. Eu coloquei um vestido azul marinho de alça, um cardigã cinza, por cima coloquei um cintinho azul para marcar a cintura. Nos pés calcei uma sapatilha cor de ouro com um lacinho lindo da Santa Lolla. Como já era noite eu não gostava de andar com uma bolsa imensa, então peguei uma transversal preta de franjinha que também era da Santa Lolla. Lá caberia perfeitamente meu celular, fones de ouvido, carteira, batom e creme de mão.

Eu cheguei ao shopping às sete e meia. Bernardo já estava me esperando na praça de alimentação. Ele vestia uma roupa despojada e ainda tinha aquela barbinha para fazer, era impossível não me lembrar do efeito que ela causava em minha pele.

-Oi, Isa. –Ele se levantou para me cumprimentar, me deu um beijo demorado em minha bochecha acompanhado de um abraço maravilhoso.

-Oi, Bê. Desculpa pelo atraso. –Meu Deus eu estava bastante nervosa.

-Está tudo bem, Isa? –Ele me perguntou enquanto sentávamos.

-Bê, eu não sei por onde começar. –Eu falei enquanto passava a mão pelo cabelo, tinha mania de fazer aquilo quando estava nervosa.

-Acho que pelo começo, Isa. –Ele tentou descontrair. –Eu fiz alguma coisa de errado?

-Não, Bê. Pelo contrário, mas eu preciso esclarecer uns fatos porque eu não quero magoar ninguém.

-Você está me assustando. –Ele acariciou a minha mão, mas não foi com segundas intenções, mas sim como um amigo faria.

-Bê, antes de tudo eu queria dizer que eu amei tudo que aconteceu ontem, eu me senti uma princesa sabe, quer dizer não sei ao certo se princesa seria a melhor definição, mas me senti querida e senti que você também estava se sentindo assim. Pelo menos foi essa a impressão que eu tive. –Agora era eu que acariciava a mão dele. –Mas apesar de ter amado toda essa sensação eu fiquei com medo e ainda estou. Bê, eu não sei se você sabe da história, mas tem pouco tempo que eu peguei o meu ex-namorado me traindo com a vizinha dele. Além de perder o meu namorado que estava comigo há quase três anos, eu perdi o meu amigo. E apesar de ter o Gael como amigo, o Oscar foi uma pessoa importante na minha vida. –Eu senti que uma lágrima escorregava pela minha bochecha. –Ele não era vascaíno. –Eu tentei sorrir. –Mas tínhamos muitas coisas em comum, e do nada eu não posso mais falar com ele e nem quero.

Bernardo continuava escutando tudo aquilo que eu tinha para dizer.

-Eu posso estar pagando de louca, Bê. Eu sei que para você significou apenas alguns beijos. Mas eu estou amando ter você como amigo. Não pense que você é o substituto do Oscar, pois não é. Até porque não tem como substituir as pessoas. Além disso, eu não conseguiria voltar a ser amiga dele depois de tudo que ele me fez. Mas do fundo do meu coração eu estou amando ser a sua amiga. Você é um menino lindo tanto por dentro quanto por fora e eu não quero misturar as coisas, sabe. Desculpa se eu falei alguma besteira. –Ao terminar eu enxuguei as lágrimas que escorriam pelo meu rosto.

Bernardo ficou me encarando, mas logo em seguida pegou as minhas mãos e as beijou.

-Isa, para mim, ontem não foi apenas mais uns beijos, eu curti cada momento que eu passei com você. Mas eu quero que você saiba que eu respeito muito tudo isso que você disse. Eu também estou amando te ter como amiga. Você não me vê apenas como um cara bonito, você enxerga além. Infelizmente nem todas as meninas conseguem me ver da mesma forma como você. –Ele me encarava com seus lindos olhos verdes. –Eu quero e preciso ser o seu amigo. Você é uma das melhores pessoas que cruzaram o meu caminho nos últimos tempos. –Eu agora estava chorando mais ainda. –Agora para de chorar porque senão eu choro também.

Terminado essas palavras ele se levantou e me puxou para um abraço apertado. Para fechar o pacote ele deu um beijo na minha testa.

-Você aceita assistir aos Minions comigo? Prometo que a gente não vai chorar. –Ele disse com um sorriso torto.

-É claro que eu aceito seu bobo. Só não garanto que não vou derramar nenhuma lágrima.

-Se você estar dizendo. –Ele entrelaçou seus dedos nos meus e seguimos rumo à sala de cinema.

Não sei como ficaria a minha amizade com o Bê a partir de agora, mas preferia e precisava ser sincera tanto comigo quanto com ele. Chega de ficar misturando as coisas, eu queria aproveitar a minha solteirice, mas não queria perder a amizade dele.

——–&——–

Eu cheguei em casa por volta das onze da noite. Bernardo mais uma vez fez questão de me dar uma carona. Até agora não sei como ficará a nossa relação, ele evitou me chamar de menina linda, acho que ele está tentando colocar limites na nossa amizade e para falar a verdade acho que será bom. Mas confesso que dói um pouco não ser chamada assim. Eu sei estou parecendo uma menina mimada que uma hora diz que quer uma coisa, porém em seguida não quer mais. Mas é que eu precisava colocar limites para mim mesma. E quer saber acho que assim será melhor.

Passei direto para a cozinha, eu estava morrendo de sede; lá encontrei a minha mãe que estava com quatro caixas de sapato. Dona Elena amava comprar sapatos, e eu amava calçar o mesmo número que ela.

-Boa noite, mãe. –Eu falei enquanto pegava um copo.

-Boa noite minha filha sumida. Como foi a festa?

-Foi ótima, mãe. A Vic postou as fotos.

-Quero ver!

-E eu quero ver os sapatos novos. –Eu apontei para eles.

-Eu vou preparar chocolate quente para nós, ok.

-Ok. –Eu guardei o copo. –Vou tomar banho então.

Depois de tomar banho eu coloquei o meu pijama mais confortável, estávamos no inverno e tinha dias que ele resolvia congelar todo mundo, então nada melhor do que colocar uma calça de flanela com uma camisa de moletom. Eu deitei na minha cama e peguei o notebook, ainda não tinha conseguido olhar todas as fotos. Carreguei a primeira quando a minha mãe entrou no quarto.

-Posso vê as fotos? –Ela perguntou enquanto segurava os dois copos de chocolate quente.

-Antes eu quero ver os sapatos.

-Vou pegar.

Mamãe era muito viciada em comprar sapatos, os quatro novos eram tão lindos. As novas aquisições eram uma bota de cano longo preta, uma sapatilha animal print, um Oxford na cor baked e uma peep toe na cor vinho. Eles eram lindos, mas com certeza minha mãe tinha gastado um dinheirão.

-Mãe, são lindos. –Eu segurava a bota. –Eu quero essa bota para mim.

-Eu posso até lhe emprestar, mas antes eu pretendo estreá-la na viagem para Minas.

-Mais vai estar no verão.

-Eu sei, mas eu e seu pai estamos olhando umas pousadas em Ouro Preto. Queremos fugir da agitação de BH.

-Entendi.

-A senhorita deixe de me enrolar e me mostre logo essas fotos. –Ela colocou os sapatos na cadeira e deitou na cama ao meu lado.

Eu comecei a passar as fotos, em algumas eu estava com as meninas. –Vocês estavam todas lindas. Amei as fantasias da Marcelinha, da Licinha e da Vic. A Cecília não foi para a festa?

-Claro que foi, mãe, olha aqui.

-Uau. que fantasia linda dessa menina!

-Todas elas arrasaram. –Eu mostrei uma foto do Gael.

-Nossa, como ele ficou mais lindo minha filha. Eu também estava com saudades desse menino.

Na última foto além da galera de sempre estava o Vinícius abraçado com a Cecília e o Bernardo, adivinhem, abraçado comigo.

-Esses eu não conheço. Que são esses meninos lindos?

-Esse é o Vinícius e esse é o Bê.

-Hum, Bê! Ele é muito seu amigo? Além de tudo é lindo!

-Mãe!

-O que foi eu não posso admirar o garoto? Eu só falei a verdade, ele é muito lindo.

-Sei… –Quando eu pensei que tinha acabado apareceu uma foto em que eu estava com o Bê perto da piscina, logo após a nossa sessão de beijos.

-Dona Isabelle, o que você dois estavam aprontando?

-Como assim? –Minha mãe conseguia através de uma foto saber que algo tinha acontecido.

-Com quem você voltou para casa e com quem você foi para o cinema?

Agora ela mataria a charada. –Com o Bê.

-Vocês estão ficando? –Sim, ela perguntou na lata.

-Mãe! –Eu conversava sobre tudo com a minha mãe, mas não estava pronta para falar sobre o Bê. Pelo menos eu achava que não estava.

-Ficaram e você gosta dele. –Sim ela afirmou.

-Ficamos sim, mãe. Eu gosto do Bê como amigo e expliquei tudo para ele.

-Como é que é Isabelle?

-Eu falei para o Bê que só quero ser amiga dele, não quero ficar entendeu?

-Por que minha filha? Ele é tão lindo.

-Mãe o Bê não é só lindo por fora é lindo por dentro também. Além disso, torce pelo Vasco e também é fã do Manitu.

-Filha esse menino é perfeito para você.

-Perfeito para ser meu amigo.

-Por que, Isa?

-Mãe, eu perdi o meu amigo e o meu namorado. Eu não quero ficar com o Bê e futuramente perder a amizade dele também.

-Você ainda sente falta do Oscar? –Ela acariciava os meus cabelos.

-Mãe eu me lembro de tudo que o Oscar aprontou nos últimos tempos e isso faz com que eu o deteste. Mas eu me lembro de antes, de quando ele era o amigo do meu irmão mais velho e que com o tempo se tornou o meu amigo também, sabe? Eu não quero perder a amizade do Bê, até porque eu quero aproveitar a minha solteirice. Quero brincar com a Bianquinha, com os gêmeos. Não quero saber de namoro nem tão cedo.

-Você está certa minha filha, mas só toma cuidado, você pode achar um garoto maravilhoso que possa te fazer muito feliz. Não deixa passar por medo de sofrer de novo. Você me promete?

-Eu te prometo mãe. –Eu abracei. –Eu te amo muito sabia?

-Eu que amo você minha menininha.

TE DESEJO ENTRE ROSAS @ ESTRELAS – ANNE KRAUZE (#AchadinhosdaAmazon)

TE DESEJO ENTRE ROSA @ ESTRELAS - BLOG QUALQUER COISA VIRA LATAOlá, Vira Latas. Hoje é dia de resenha e essa é bem especial( lá vem ela com esse papo de resenha especial). Como eu já disse, não tenho culpa se alguns livros mexem tanto comigo. Mas o que me levou a achar que essa resenha será especial? Quando eu comecei a ler o livro foram surgindo várias dúvidas na minha cabeça, e nada melhor do que a própria escritora, se possível, poder esclarecê-las. Foi aí que eu achei o perfil do twitter da escritora, a Anne Krauze, e elogiei o trabalho dela. Ela foi tão simpática que inclusive topou responder umas perguntas para o blog. Mas isso é assunto para outro post. Enfim, o que torna essa resenha especial é ver o amor que a escritora teve e tem ao falar sobre o seu livro.

Deixando de delongas vamos focar na resenha.

O livro de hoje se chama Te Desejo Entre Rosas @ Estrelas, ele foi escrito pela Anne Krauze e conta a estória do Bento Vargas Sanches e da Sophie Rose Miller. Os dois sempre tiveram as suas vidas ligadas; O avô de Bento era melhor amigo do avô da Sophie. As famílias enfrentaram algumas perdas: os pais de Sophie e um dos filhos e nora do patriarca da família Sanches morreram em um acidente aéreo. Sendo assim, Frederico Sanches tornou-se responsável pela pequena Sophie, que na época tinha apenas doze anos.

 A menina cresceu sem os pais, mas amor nunca faltou. Ela era a melhor amiga da Bia Sanches, que também perdeu os pais no acidente aéreo. As duas moravam com Noah, namorado de Bia, além, é claro, da Consuelo, a governanta que sempre se preocupou com o bem estar das meninas. Tudo seguia tranquilamente, Sophie dividia o seu tempo na presidência da Fundação Rose, um projeto social desenvolvido pela sua mãe e Sophie fazia questão de levar em diante. E também entre o First, o restaurante que ela e o seu melhor amigo Noah tinham aberto em Sidney. Realmente tudo estava normal… Até o dia em que Sophie precisou dar conta do local sozinha. Contudo, ela não contava que um certo moreno atraente chamaria a sua atenção a ponto de deixa-la desconcertada.

Bento Vargas, mais conhecido como Ben, era o gênio do ramo da tecnologia. Mas ele não fazia a linha “nerd” que estamos acostumados, ele se preocupava com a aparência: era malhado, moreno alto, bonito sensual… Pronto, parei! rsrs. Ele era conhecido por levar todas as suas conquistas facilmente para a cama. Sendo o típico galã dos livros. Ele achou que sua vida continuaria da mesma forma, saindo com todas as mulheres que lhe chamavam atenção e sendo o CARA número um no ramo da tecnologia. Mas desde o dia em que ele pôs os olhos em uma bela ruivinha tudo mudou.

Ben e Sophie vivem uma relação intensa. Ela realmente curte o garoto e vice versa, mas o “problema” é que ele é neto do poderoso Sanches. Se dependesse da Sophie a história dos dois não chegaria ao ponto de envolver a família, mas quem é que manda no coração?

Eu gostei muito desse livro. Dei ótimas risadas. A Sophie não é aquela típica menina frágil que sofre com as inseguranças que o galã muitas vezes fazem as mocinhas passarem. E se ela passar, ela bate de frente. A garota amadureceu cedo e não tem paciência para ficar com “mi mi mi” por causa de homem.

Outro ponto que eu amei foi a união da família, eles são super unidos. Os irmãos se preocupam uns com os outros. Não suportam ver ninguém da família mal. Eles vão até o inferno atrás de quem ousar fazer mal para algum membro da sua família. (Quando digo família estou me referindo a todos os integrantes da família Sanches, da família Miller e, é claro, dos amigos).

Vou seguir o critério que eu faço às vezes com algumas resenhas. Acho melhor eleger alguns pontos que me fizeram adorar esse livro. Assim espero não revelar nenhum spoiler. Juro que vou tentar!

  1. O livro mescla comédia e romance em vários momentos. Dei risadas com as besteiras que o Ben falava. Além da comédia, o livro tem uma pegada de ação, e põe ação nisso. E, é claro, mescla também um romance apimentado da Sophie e do Ben. Esses dois juntos são fogo.
  1.  Amei as reações que o Ben tem ao saber que o signo da Sophie é gêmeos. Ele tenta entender uma mulher desse signo, mas é muito complicado. Se você conhece uma geminiana sabe do que eu estou falando. Ah! Só para vocês não ficarem na curiosidade: o Ben é leonino.
  2. O livro tem uma história de amor fofa. O Ben não é o tipo de cara tradicional, mas o coitado tenta fazer as coisas certinhas. É que ele perde o controle quando está perto da Sophie.
  3. Lembra da ação que eu falei que o livro tem? Então, ela nos faz pensar em vários assuntos sérios que acontecem, infelizmente tão frequentemente, mas que muitas vezes passam despercebidos pela mídia: O tráfico humano. Sophie entrará em uma briga de cachorro grande contra as pessoas que praticam isso. A menina no início pensa em apenas ajudar uma criança órfã, mas ela não imaginava toda a confusão que estava por trás daquela história.
  4. Para finalizar o livro se passa na Austrália! Foi simplesmente incrível ler um livro que se passava em um lugar tão paradisíaco como aquele. A Anne não poderia escolher um lugar melhor. Tinha que ser a Austrália o cenário perfeito para a história de amor da Sophie e do Bento.

Ah! O livro, ao meu ver, é mais indicado para a galerinha maior de dezoito anos. Mas isso vai de cada um. Apesar de ser um livro com cenas sensuais, Te Desejo Entre Rosas @ Estrelas tem história. Vai fazer você dar ótimas gargalhadas e acima de tudo torcer para que o amor do casal SoBen seja mais forte do que tudo.

Super recomendo esse romance escrito por uma jovem e talentosíssima escritora. Espero ansiosamente ler os próximos livros dela. Ah! Vocês encontram Te Desejo Entre Rosas @ Estrelas na Amazon vocês não vão se arrepender.

VITRINE

TE DESEJO ENTRE ROSAS @ ESTRELAS – ANNE KRAUZE / Editora: Amazon / Valor: R$ 7,71 (Ebook) (Compre aqui)

UM PAPO COM A AUTORA BEATRIZ CORTES

Olá, Vira Latas. Hoje trouxemos um post super especial. Fizemos um rápido bate-papo com a autora Beatriz Cortes. Ela já lançou três livros físicos: Aonde Quer Que Eu Vá, Por Uma Questão de Amor e O Outro Lado da Memória. E um ebook (whattpad): Meu Doce Azar. Teremos resenha de todos eles em breve aqui no blog. Ler já é um amorzinho, mas ler de autor nacional deixa o clima ainda melhor.

Beatriz tem 22 anos, bailarina, estudante de Psicologia e uma contadora de histórias por amor. Então se liga nas perguntas que fizemos a ela sobre seu processo de escrita e sua experiência com a literatura.

beatriz cortez

1º_ Qual foi a sua primeira experiência como leitora? O primeiro livro que despertou o interesse e/ou que te marcou?
Minha primeira experiência foi com gibis. Eu adorava e passava hoooooras lendo e relendo! Amava. O livro que mais me marcou e despertou interesse foi Madame Bovary, um clássico da literatura francesa do Gustav Flaubert. É meu livro preferido até hoje.

2º_ E como foi sua primeira experiência como escritora? Tipo, Seu primeiro texto que despertou o desejo de ser uma contadora de histórias fantásticas como vemos em seus 3 livros?

Minha primeira experiência foi O outro lado da memória. Só o publiquei anos depois, claro, mas ele foi meu primeiro trabalho com a escrita. É visível no livro que eu ainda não tinha experiência e, por mais que eu tenha o reescrito, ainda é bastante adolescente. Mas o publiquei exatamente para esse público. Acho que a literatura é a melhor forma de se tocar o coração de alguém.

3º_ Como se dá o seu processo de escrita? Tipo, você é aquela autora que escreve com uma playlist ao lado, precisa viajar pra ter inspiração? Como você desenvolve sua escrita criativa?

Eu não tenho um horário ou momento específico para ter inspiração. Adoro uma playlist e ela varia do estilo de livro que estou escrevendo. Claro, no meu caso, a maioria é bem dramática e romântica rsrs. Eu gosto de escrever a noite, sem barulho, onde posso me concentrar em algo. Existem dias que escrevo várias páginas seguidas, outros, não consigo nenhuma. Depende muito. Não me preocupo. Tento relaxar e aproveitar toda e qualquer inspiração.

4º_ Quais são os autores nacionais que você mais gosta e se inspira?

Poderia citar vários, mas os meus preferidos são: atuais como Samanta Holtz e Adriana Brazil, e clássicos como Machado de Assis, estou sempre relendo e procurando inspiração com boas leituras.

5º_ Agora o que todo mundo quer saber: depois do último lançamento do livro “Aonde Quer Que Eu Vá” já tem personagem zumbindo em seus ouvidos – ahahaha- , ou seja, já tem história nova querendo ser escrita? Ah,e com qual personagem de seus livros você se acha mais parecida?

Meu próximo lançamento será um chick-lit, que já está pronto e estou trabalhando na sua continuação. Ele está disponível no wattpad por enquanto, mas sairá o físico em breve. Chama-se Meu doce azar. A personagem com quem mais me pareço é a Ester, de Aonde quer que eu vá. Acho que Ester tem muito da minha resiliência, minha vontade de que dê certo e perseverança. Por pior que esteja a situação, respiro fundo e penso que o melhor ainda está por vir.

Ela é uma fofa e super simpática, não é mesmo? Espero que vocês tenham gostado da entrevista. E não deixem de conferir os livros.

VITRINE

AONDE QUER QUE EU VÁ – BEATIZ CORTES / Editora: Novo Século / Valor: R$ 31,90 ( Compre aqui pela Amazon)

POR UMA QUESTÃO DE AMOR – BEATRIZ CORTES / Editora: Novo Século / Valor: R$ 22,49 ( Compre aqui pela Amazon)

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AONDE QUER QUE EU VÁ – BEATRIZ CORTES

“Uma frase de Sartre marcou aquela noite na minha vida: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com o que fizeram com você”[…]” (Pag. 315)

AONDE QUER QUE EU VÁOlá, Vira Latas, a resenha de hoje está sendo escrita ao som de Aonde Quer Que Eu Vá, dos Paralamas do Sucesso. O livro de hoje tem o mesmo nome da canção. Sim! Aonde quer que eu vá, da talentosíssima Beatriz Cortes.

Ler esse livro era uma das coisas que eu mais queria. A Beatriz virou nossa parceira no blog (imaginem a felicidade em que estamos com isso). Fiquei mais feliz ainda por ter AMADO esse livro. Essa resenha é completamente verdadeira. Beatriz conseguiu arrancar muitas, mais MUITAS lágrimas minhas. E agora todas as vezes que eu escutar a música dos Paralamas irei me lembrar da Ester e do Bruno.

O livro narra à estória da Ester, uma ginasta que estar treinando freneticamente para as olimpíadas de Sydney, que ocorreram em 2000. Ester na época tinha 20 anos, mesmo treinando bastante para o seu grande momento ela sentia um vazio que não sabia muito bem explicar do que se tratava. Mas ela acabou deixando esse “problema” de lado e tentou focar apenas nas olimpíadas.

O que Ester não imaginava era que do outro lado do mundo ela conheceria a pessoa que mudaria o seu mundo para sempre. Em um baile de máscaras, cujo ela não deveria nem participar, ela conheceu o Bruno, o psicólogo mais desastrado e mais apaixonado que poderia existir.

Fomos subindo degrau por degrau, observando cada detalhe que estava exposto ali naquele lugar. O movimento frenético das pessoas foi ficando para trás e conforme subíamos, nossa imagem no espelho lá em cima se tornava maior. Ver meu reflexo ao lado dele me deixou gelada. Meus pelos arrepiaram e ele certamente notou que eu estava inquieta. Bom, ele era psicólogo. Sabia disso melhor do que eu. “Não falamos nada até chegarmos lá em cima. O silêncio me pareceu confortável por dois motivos: ele estava acostumado com isso e eu também estava. Muitas coisas não ditas são eternizadas. “(Pag. 57).

AONDE QUER QUE EU VÁ - beatriz cortes - qualquer coisa vira lataNesse exato momento eu escuto a música De janeiro a janeiro, cantada por Nando Reis e pela Roberta Campos. Eu sei que ela não faz parte da trilha sonora do livro, mas é impossível não relacionar à canção a história de amor da Ester e do Bruno. Os dois possuem um amor lindo, um amor raro, o verdadeiro amor. O tipo de amor que permanece e até mesmo aumenta em cada situação que as pessoas que os sentem passam. Sejam momentos bons ou até mesmo os momentos mais complicados que o ser humano acaba passando.

“-Eu não sei como, não sei por que e muito menos quando isso aconteceu. Mas a única coisa que sei é que amo você, Ester, desde o primeiro momento em que te vi. E eu não vou te perder novamente.” (Pag. 190).

Ester vê em todo esse amor uma forma de superar todos os problemas que surgiram naquela olimpíada de Sydney, ela ainda sofre bastante por causa dos acontecimentos daquele dia. Mas ela passa a ter noção de que uma hora ou outra ela precisará lutar contra os fantasmas que tanto lhe atormenta.

Esse livro me fez pensar em como cada atleta se sente diante da pressão que sofrem por causa das competições, principalmente por causa das olimpíadas. Esse livro me fez ficar com mais vontade de ver as apresentações de ginástica, de vibrar com as meninas e com os meninos, rezar para que eles façam as suas melhores apresentações e que no fim dê tudo certo na trajetória de cada um. Esse livro me fez ter mais vontade de assistir as olimpíadas do Rio de Janeiro, torcer por cada atleta brasileiro. E fiquei com muito mais vontade de ler os livros da Beatriz (em breve teremos mais resenhas dos outros dois livros dela, e espero sentir a mesma emoção que eu senti nesse).

Não poderia acabar essa resenha sem falar o quanto eu amei o livro em si. A capa é linda! As cores são lindas! E o que falar do início de cada capítulo, simplesmente há o desenho de uma flor. O livro, como eu disse, é lindíssimo e foi lançado pela editora Novo século. Espero de coração que vocês tenham gostado desse livro e que vocês tenham o poder de ter um amor tão lindo como a Ester e o Bruno tem um pelo outro. (Eu também quero um amor assim).


VITRINE

AONDE QUER QUE EU VÁ – BEATRIZ CORTES / Editora: Novo Século  / Valor: R$ 31,90 (Compre aqui pela  Amazon)