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FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

IMAGEM:  Google

Vira latas, lá vem eu falar mais uma vez sobre faculdade, ou melhor, sobre as minhas experiências no ano de 2017, onde eu cursei o terceiro e o quarto período de arquitetura e urbanismo. Espero que esse post possa ajudar, de alguma forma, os calouros desse curso, que nos dar vários cabelos brancos, mas que é lindo!

Basicamente paguei as mesmas matérias nos dois períodos que eu cursei ano passado, uma vez que a grade curricular é formada por matérias que são ensinadas em mais de um  período. Exemplo, Conforto Ambiental na UFAL, a federal em que estudo, é dividida em quatro partes, o mesmo acontece com História da Arte, Arquitetura e cidade. Focando nas minhas experiências, o terceiro período foi um pouco cansativo. Projeto de arquitetura como sempre é o que mais pesa, pelo menos por enquanto. O conselho que dou para vocês, calouros, é que criem prazos e metas para a entrega de seus projetos. Nós, alunos, temos a velha mania de querer assessorar um projeto várias vezes, o problema é que o tempo voa literalmente, quando nos damos conta a data de entrega já está bem próxima e aquela correria bastante famosa dar o ar da graça.

Confesso que no terceiro período não tive esse desespero com projeto, minha nota não era a maior, mas consegui, junto com a minha dupla, organizar o nosso tempo para entregar o projeto dentro do prazo, estando com a consciência tranquila.

Além de projeto, tivemos que criar estratégias que evitassem a insolação em um prédio. O trabalho literalmente deu trabalho, contudo,  quando passa é impossível, pelo menos para mim, olhar as janelas da mesma forma. A matéria de conforto ambiental I nos faz refletir a importância de projetar bem uma edificação, afinal de contas, quem quer um ambiente quente ou muito frio? Aprendemos com a arquitetura a utilizar estratégias simples, mas que são eficazes em prol da arquitetura sustentável.

No segundo semestre de 2017, paguei as matérias do quarto período, por incrível que pareça eu adorei a matéria de projeto de arquitetura! Projetamos uma escola de arquitetura, mas calma! O primeiro projeto foi de um loft, algo mais leve para que tivéssemos mais tempo para desenvolver a Nova FAU ( Faculdade de Arquitetura e Urbanismo). Infelizmente, sofremos um pouco com os prazos, não os que os professores passaram, mas sim os nossos. Lembram que eu falei sobre fazer metas e prazos? Passamos um bom tempo assessorando, o que acabou sendo ruim, porém, mais uma vez entregamos o nosso projeto com a consciência tranquila.

Sabem qual foi o meu xodó do quarto período? Conforto ambiental II. Além da professora ser incrível, tivemos a oportunidade de projetar uma casa de interesse social para uma zona climática que fosse completamente diferente da nossa. A que eu e minha dupla escolhemos foi São Joaquim, de Santa Catarina. Nem parecia que estávamos fazendo projeto, não tinha aquela cobrança dentro de nós. O trabalho ficou lindo e fez valer a pena toda a correria do semestre.

Vira latas, espero que vocês tenham gostado do post, quem vai fazer arquitetura ou qualquer outro curso, lembrem-se: organização é tudo! Sei que é bem difícil seguir, mas faz toda a diferença.

VAMOS FALAR SOBRE ARQUITETURA?

Olá, Vira Latas, vamos falar sobre aqueles sonhos que se tornam realidade? Acho que muitos de vocês devem ter feito o tão temido ENEM nas últimas semanas. Talvez alguns façam apenas em dezembro. Mas o que isso tem a ver com o blog, Samila? Fazer o ENEM ou qualquer outro vestibular na maioria das vezes significa que você está escolhendo aquele curso que será o seu parceiro ao longo dos anos. Isso dá muito medo, eu sei. Então, sendo assim, o que vocês acham de eu falar um pouco sobre a minha experiência com a arquitetura e urbanismo?

arquitetura e urbanismo Eu comecei a fazer arquitetura em janeiro de 2016, mas a minha turma é na teoria de agosto de 2015. Sabe como é, estudar em uma federal tem dessas, você acaba tendo que se acostumar com as greves.

Por enquanto, eu continuo amando arquitetura. Para vocês terem noção esse era o curso que eu queria fazer desde os meus doze anos. Digamos que eu já tentava desenhar plantas de casas e apartamentos. Os meus desenhos eram bizarros, mas foi a partir deles que eu descobri o meu amor pela arquitetura.

Em 2011 eu comecei a fazer o curso integrado de edificações, no Instituto Federal de Alagoas, porque eu queria estar mais perto do mundo da construção civil. Fiz apenas o ENEM duas vezes na minha vida. A primeira eu estava no terceiro ano, e estava com aquele pensamento de que se passasse conciliaria a faculdade com o curso técnico. Caso contrário, tentaria passar no outro ano (no caso eu estaria cursando o quarto ano no IFAL, que fazendo uma comparação com o ensino médio normal representa o terceiro ano) e foi o que aconteceu.

Eu já cursei dois períodos de arquitetura e percebi que ter feito o curso de edificações anteriormente me ajudou bastante. Mas isso não significa que as pessoas que não possuem o técnico não se darão bem.

No primeiro período as matérias que mais requeriam a minha atenção foram História da Arte, Arquitetura e Cidade I e Fundamentos para a análise estrutural. Eu amo história! Mas a matéria tem muitos detalhes para serem fixados. (Passeamos pelo Egito, Mesopotâmia, Grécia e Roma). Eu estava concluindo o meu estágio relacionado a edificações, então precisava me dedicar bastante à matéria nos feriadões para poder não me perder no meio do caminho. Já em fundamentos a história foi basicamente a mesma. Sabe como é você tem fichamento para entregar, projeto para desenvolver, maquetes para executar. Ou seja, no meu caso a dedicação para fundamentos ocorria apenas quando a prova se aproximava. GENTE, eu não me orgulho disso. Deveria ter focado na matéria desde o início, mas infelizmente sempre vão aparecer trabalhos mais urgentes para serem executados, e revisar matéria fica mais complicado. Ah! Só para constar, esse perrengue com as duas matérias duraram apenas algum tempo. Consegui passar sem precisar fazer reavaliação. O que faltava para mim era apenas organizar o meu tempo e eu finalmente consegui.

Já no segundo período eu não estava estagiando e não tinha nenhuma desculpa aparente para não ir bem nas matérias. Acreditem se quiser, mas uma das minhas favoritas foi Introdução a Análise Estrutural. Como eu já disse várias vezes nesse post, eu fiz edificações e lá paguei algumas matérias parecidas com introdução. Os assuntos eram bem legais e foi bastante interessante saber que precisamos ter base estrutural para não criarmos projetos sem nenhum fundamento para o engenheiro executar. Sim! Eu por enquanto não estou à louca do balanço. Se você faz arquitetura deve ter me entendido. Mas voltando para o assunto matérias, acreditam que a minha maior dificuldade foi em perspectiva? Sim! Eu acho os desenhos extremamente maravilhosos. Mas o meu maior problema foi o nervosismo.  Essa é uma matéria em que é necessário visualizar aquilo que está no papel. Então se você tem dificuldades e se o nervosismo bate, provavelmente, naquele momento, pelo menos, você não vai render, foi isso que aconteceu comigo. Gosto nem de me lembrar do perrengue. Mas se vocês amiguinhos que ainda não pagaram perspectiva querem um conselho, assistam Matrix! Eu ainda não assisti, mas o meu professor sempre dizia que esse é um ótimo filme para os estudantes de arquitetura.

Bom, Vira Latas, se alguém chegou até aqui muitíssimo obrigada! Me empolguei bastante com o texto. Mas não sei o que foi que vocês acharam. Basicamente eu quis mostrar tudo aquilo que eu, uma garota que sempre quis arquitetura e que fez curso técnico já visando na faculdade, passou nesses dois primeiros períodos. Assunto não falta para falar com vocês sobre arquitetura, mas vamos deixar para um próximo post para esse não ficar maior do que já estar.