[REFLEXÃO] MAIS DE MIM MESMO: QUAL A MÁSCARA DE HOJE?

Uma diversão de criança é ir ao circo, nada como um domingo no circo para soltar gargalhadas fáceis. Eu mesmo me diverti muito na minha infância. E qual o personagem que não pode faltar no circo?

PALHAÇO! Pode faltar o domador de leões, o equilibrista, a mulher barbada, mas  nunca o palhaço. E por quê?

Por que ele é o que nos faz feliz, o que nos faz rir sem parar. Até sentir aquela dor na barriga e aquela dor na bochecha.

A função do palhaço nada mais é do que fazer palhaçada. É te dar alegria independente de como ele esteja.  Não importa o que ele esteja passando naquele dia, se ele chorou ou o que o fez chorar, se ele está feliz ou não. O trabalho dele é dar aquilo que todos passam a vida procurando.

Mas quem aqui é capaz de fazê-lo sorrir? Quem é capaz de retribuir o que foi dado? E quando eu faço alguém sorrir é obrigado a ser recíproco. Ou quem dá o faz sem querer nada em troca, faz porque é o certo a se fazer? E se eu faço só para agradar?

Nunca saberemos quem é o palhaço, por que só conseguimos enxergar a máscara.

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A grande questão de hoje é quem é você?

Muitas das vezes somos obrigados a sorrir quando a vontade é chorar, somos obrigados a dizer que estamos bem quando a vontade é pedir socorro. Estamos sempre preocupados em transparecer aquilo que seja aceitável aos olhos dos outros. Estamos sempre preocupados em ser aquilo que agrade.

Usamos máscaras o tempo todo. Eu sou uma coisa na faculdade, mas em casa eu sou totalmente diferente, eu tiro a máscara. Eu sou uma coisa com os meus amigos, mas não consigo ser com meus familiares. Eu sou obrigado a mudar de máscaras o tempo todo, por que é bem óbvio que eu nasci para agradar  as outras pessoas. Eu tenho que ser forte o tempo todo, eu tenho que sorrir o tempo todo, eu tenho que ser aquilo que não sou o tempo todo.

Não, você não precisa usar máscara o tempo todo. Vai chegar um momento em que você vai cansar e nada e ninguém poderá ser a base que lhe sustenta, por que nada mais importa. Ser o que os outros querem que você seja já não faz mais sentido. E o que vai restar é ser você mesmo. Conseguimos enganar o mundo, mas nunca a nós mesmo. Por que o que somos vai ecoar em nossa mente o tempo todo. E isso não é justo! Não é justo ser um palhaço, pintado, solitário esperando sua vez de sonhar.

Alef Jordi

Alef Jordi

Estudante de Letras, criador do blog Qualquer Coisa Vira-lata, Potterhead assumido e um sonhador sem limites. Sonha em publicar um livro antes dos 30. E ama promover ações sociais.

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