LIDE COM ISSO, ARRET.

Em um lugar chamado Arret habitavam seres normais. Seres inteligentes  e capazes de conviverem em grupos, chamado ailimaf. Divididos em continente com línguas e culturas diferentes. Tudo que existia era criado por eles. Para a boa convivência entre os povos foram criandas regras que normalizavam e padronizavam os seres da Arret. Tudo que fugisse do padrão esperado para aquele povo era tratado com desconfiança e era encaminhado para o Ministério de Julgamento de Padronização.

Entre os becos mais obscuros e lugares menos povoados habitavam outros seres em Arret. A sociedade de Arret sabia da existência daquela raça, mas preferia negar. O medo daquele povo fazia com  que o governo tomasse medidas drásticas para afastar a diferença humana que causava a raça de omoh. E por gerações e gerações aquele povo foi obrigado a se esconder.

Embora o ministério de padronização tentasse esconder aquele povo, essa não era a maneira mais adequada de eliminar aquela raça, pois pelo esquecimento da sociedade eles foram se desenvolvendo. A raça começou a crescer de uma forma desproporcional aos habitantes de Arret. Uma guerra estava por começar!

Mas nem todos habitantes de Arret condenavam os omoh. Para alguns as escolhas eram individuais, eles acreditavam que não escolhemos de onde viemos, mas escolhemos para onde queremos ir e, principalmente, quem queremos ser. E era assim que o filho do presidente do Ministério de Julgamento de Padronização pensava. O que causou o maior escândalo da sociedade. E para conter os murmúrios do povo de Arret, o presidente expatriou seu próprio filho. Dia difíceis reinaram naquela terra…

Em Nova York, 28 de junho de 1969, um grupo de dois mil seres omoh saíram nas ruas para protestar por seus direitos de conviverem livremente naquela terra. “Nós fomos gerados da mesma forma que vocês e não escolhemos ser diferente, nós simplesmente somos.” – gritava o povo omoh. 4o anos após aquela divergência, uma luta foi travada, e Muitos omoh morreram durante a guerra. Mas desde daquele dia, Arret nunca mais foi a mesma, e aquele povo de olhar multicor nunca mais se escondeu.

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Alef Jordi

Alef Jordi

Estudante de Letras, criador do blog Qualquer Coisa Vira-lata, Potterhead assumido e um sonhador sem limites. Sonha em publicar um livro antes dos 30. E ama promover ações sociais.

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