Categoria: TEXTOS

NÃO TIRO MAIS MEUS ÓCULOS: CONFISSÕES DE UM GAROTO

Eu nunca fui considerado o mais bonito entre os meus amigos, mas também não era o mais feio. Mas o que é feio e bonito? E o que isso pode fazer com o psicológico de uma pessoa?

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Lembro-me que desde pequeno eu sempre fui preocupado com o que as pessoas iriam dizer de mim, se elas me achavam bonito ou eu era um caso perdido. Mas lembro também que apesar das reações das amigas da minha mãe – ele é lindo!  – sempre serem as mesmas isso não mudava o que eu sentia. E sempre fui muito pessimista comigo mesmo. Eu simplesmente não gostava de nada em mim. E isso era muito difícil de admitir, principalmente quando se é um menino, e a sociedade diz que meninos não ligam pra essas coisas.

A partir dos meus onze anos de idade eu comecei a não retirar mais a camisa em público, apesar de que nessa idade eu ainda era magro e só uma criança que não tinha entrado na adolescência. Ainda nessa época eu conseguia ir à praia e ficar sem camisa, mas com bermuda. Dei adeus as sungas que minha mãe gostava de comprar. Com o avanço da idade – nossa, fiquei tão velho com essa frase hahaha –  a coisa piorou mais um pouco. As idas à praia se tornaram cada vez mais raras, e eu moro em MACEIÓ, quem mora aqui sabe como isso é difícil. Eu tinha vergonha de tirar a camisa em público, mas também tinha vergonha de entrar no mar com camisa. Por isso sempre evitei fazer algo que eu sempre amo muito que é tomar banho de mar. E me arrependo quando penso em quantos momentos eu deixei de viver por não me aceitar.

Chegaram as espinhas, meu corpo foi mudando e eu já não era aquele menino magrinho. Agora eu ganhei uns pesos a mais. E as coisas só pioraram. Vi a minha pele se tornar uma terceira guerra mundial onde as acnes brigavam por território contra os cravos – que nojo escrever isso – e minha visão começou a falhar. Agora eu estava acima do peso, com o rosto repleto de acnes e usava óculos de grau. Eu sabia que tinha que fazer alguma coisa para melhorar, mas não conseguia. Simplesmente eu tinha desistido de mim. Vivia em uma escuridão total. E acho que nesse momento do texto alguns dos meus amigos já não me reconhecem, pois apesar da baixa autoestima, eu ainda conseguia me divertir e/ou não queria compartilhar esse sentimento com ninguém.

Cresci mais um pouco, e quando eu achei que não poderia acontecer mais nada, simplesmente eu comecei a não aguentar a me ver em fotos usando óculos. Eu coloquei uma ideia louca na cabeça de que eu ficava mais  bonito – pra não dizer legalzinho – sem óculos nas fotos. A galera se reunia pra foto e eu já gritava: pera, deixa eu tirar o óculos que eu fico mais bonitos. E apesar dos meus amigos rirem da situação, eu preferia passar vergonha fazendo essa idiotice do que ter uma foto usando óculos. BIZARRO!

É triste escrever isso e fico ainda mais triste em saber que por ai tem muitos outros meninos e meninas que também passam por tudo isso que eu sofri e ainda sofro, e às vezes de uma forma bem pior. E sim, ainda não me livrei de algumas dessas loucuras. Não é tão fácil dizer pra si mesmo que tudo isso não passa de uma loucura da sua cabeça, que você não vai ser julgado pelo que você é, quando você é julgado diariamente. Talvez eu sofra do mal do século: procurar padrões que não existem. E que não devem existir. Mas é uma coisa que dizem que você tem que alcançar, apesar deu nunca ter visto alguém que o tenha tocado.

Agora eu já não retiro mais os meus óculos para tirar minhas fotos e me sinto muito bem por isso. Agora eu começo a entender que somos singulares e devemos nos aceitar. Eu percebo que realmente não existe feio e bonito, esses conceitos são só loucuras da nossa cabeça. Eu comicamente aprendi que pra cada sapato que as pessoas julgam velho, existe um pé cansado esperando por ele.

Se você chegou até aqui, muito obrigado! Eu realmente precisar falar com alguém.

A MENINA JOAQUINA: NÃO SÃO GÊMEAS NO OLHAR

tumblr_lcq02mpBHB1qcjmt2o1_500Há duas meninas que moram perto da minha casa, elas são novatas no bairro. Seus pais tiveram que se mudar para a minha cidade por conta do emprego. Eu não as conheço bem, na verdade só falei com elas uma vez quando levava meu coelho, Bartolomeu, para passear na grama da praça. E o mais legal de tudo é que elas são gêmeas, daquele tipo que se parecem iguais, sabe?

Essa semana  a mãe delas esteve aqui em casa, ela veio trazer o convite do aniversário delas. Isso é legal e estranho ao mesmo tempo, porque, geralmente, só convidamos os amigos que mais gostamos para nossa festa. Mas isso é um sinal de que elas gostaram de mim e querem fazer amizade. Eu acho isso ótimo! Mamãe perguntou-me se eu tenho o desejo de ir, eu disse que sim, pois elas pareciam legais. Saímos para comprar o presente. Fomos à loja de brinquedos do shopping aqui perto de casa que, geralmente, eu costumo comprar os meus presentes em meus aniversários e no dia das crianças. E também sei que no Natal a mamãe compra nessa loja, porque essa é a loja mais “brinquetuda” de todas as lojas de brinquedos.Eu tinha uma missão impossível: comprar dois presentes para duas meninas que quase não falo e não posso escolher nenhum presente para mim.

Depois de rodar toda a loja e fazer o vendedor tirar da caixa quase todos os brinquedos possíveis de serem testados na hora  – Desculpa moço da loja – eu escolhi duas bonecas lindas da mesma coleção, assim elas poderiam completar a coleção mais rápido. Minha mãe pediu para que fossem embaladas com papel de presente igual e lógico que eu não deixei. Que mania das pessoas de acharem que tudo deve ser igual.

E finalmente chegou o dia da festa, fomos só mamãe e eu. O papai sempre tenta evitar o máximo que pode quando há festa de crianças. Ele diz que eu já sou uma festa ambulante. E eu sinceramente não sei se fico com raiva ou recebo como elogio, afinal, uma pessoa que parece uma festa ambulante deve ser muito feliz.

Ao chegarmos, as meninas nos receberam.

– Oi, bem vindas a nossa festa –  Disseram juntas de uma só vez – Eu sou a Sara e essa é a Sofia. Uma delas tomou a frente.

Eu não conseguia disfarçar minha cara de “ué”. Eu realmente não esperava ver aquelas duas meninas usando vestidos de bolinhas: um branco com bolinhas vermelhas, outro vermelho com bolinhas brancas. Eu tinha vários problemas nesse momento: primeiro, não posso rir por essas meninas estarem parecendo enfeites de árvore de Natal; segundo, não posso acreditar que elas realmente querem ser iguais; terceiro, tenho que mudar minha expressão e dar logo um sorriso antes que elas me acham uma irritadinha do nariz empinado.

– Oi, meu nome é Joaquina. Obrigada pelo convite. Esse é seu, Sara – Entreguei para a menina do vestido branco com bolinha vermelha – Esse é seu, Sofia  – Entreguei para a menina do vestido vermelho com bolinha branca.

– Como está seu coelhinho? Como é mesmo o nome dele? – As duas falaram se completando. E eu não consegui disfarçar minha cara de “ué?”.

– Bartolomeu –  Respondi –  Vocês sempre falam assim? – Um dia ainda vão costurar minha boca. Cala boca, Joaquina!

– Joaquina! Mamãe falou segurando em meu braço. Com um olhar de repreensão

-Assim, como? – Falou a Sara.

– Vocês sabem que não precisam ser iguais, certo? É tipo, esse vestido. O vestido da sara é branco e o da Sofia é vermelho, e mesmo que o branco tenha bolinhas vermelhas, ele nunca vai ser vermelho. Assim como o vermelho têm bolinhas brancas, ele nunca vai ser branco. Assim são vocês, mesmo que a Sara tenha um pouco de Sofia dentro dela, ela nunca vai ser Sofia. E isso é o encantador de tudo isso. Já imaginou se todo mundo pensasse igual? Eu posso presumir – Gostaram dessa palavra? Mais um do dicionário da tia Carmem. Quer dizer que eu fiz uma conclusão – que isso seria, no mínimo, estranho. E eu posso ver isso nos olhares de vocês. A sara é dedicada, gosta de ser líder no grupo, mas tem medo da reprovação das pessoas. Já a Sofia é muito meiga, sonhadora e altruísta, mas tem medo de arriscar, por isso sempre fica na sombra da irmã. Vocês não são gêmeas no olhar. E talvez isso não pareça conversa de uma criança, mas somos nós quem mais podemos sentir tudo isso.

– Tá, vamos brincar agora. Tchau, Joaquina. – Elas falaram juntinhas. Como se já tivessem decorado essa fala. E como se não tivessem entendido nada do que eu tinha dito.

Dei tchau, e fiquei observando elas correndo até a caixa de presentes e joga-los lá. Depois correram para um grupo de meninas e ficaram exibindo os sapatos que combinavam com os vestidos. E eu espero realmente que elas entendam que as pessoas não precisam sempre ser iguais, e muitos menos ser aquilo que as pessoas querem que elas sejam. Eu mesmo já não serei mais eu daqui alguns dias, horas,segundos…eu já entendi que o bonito da vida é estar sempre se transformando. E eu gostarei do meu novo eu.

Beijos e abraços, Joaquina.

AS ESTRELAS ME PERMITEM ERRAR

as estrelas nos permitem errarHouve um tempo em que meu lugar favorito da vida era subir em cima da laje da minha casa, deitar e ficar observando as estrelas. Era como uma terapia para mim. Eu não precisava, naquele momento, de mais ninguém, pois eu desabafava e solucionava quase totalidade dos meus problemas. Se eu estava triste, chorava lá em cima. Se eu estava feliz, deitava e ficava grato a vida por todo favor imerecido que tinha recebido até aquele momento. Ou simplesmente ficava lá, parado, olhando para céu. E horas e horas se passavam. Quando eu me mudei para outra casa confesso que fiquei desnorteado. Eu simplesmente estava sentindo muito falta do “meu lugar”. Quando eu sentia vontade de chorar o máximo que eu conseguia era ficar dentro do meu quarto rodeado de paredes e um teto sem graça. Não me encontrava, não achava respostas para os meus dramas e problemas. Eu simplesmente só conseguia chorar mais e mais. Agora eu era um “dramático desnorteado”.

Gosto de olhar para as estrelas, elas fazem sentir-me pequeno. E por que não infinito? Se o universo é infinito, as estrelas devem corresponder a isso. São 100 bilhões de galáxias e 100 bilhões de estrelas para cada galáxia existente. E o que sou eu em meio a essa infinitude de astros? Sou mais um. Uma pessoa que simplesmente tenta acertar, tenta ser feliz, tenta amar. Sou mais um que procurar alcançar os sonhos que se transformam a cada dia. Que tenta ser sincero, que tenta olhar olho no olho e expressar tudo que sente. Que sente aquela “bad” do nada e fica feliz quando um amigo diz: estou aqui. Sou aquele que ama estar rodeado de amigos, mas precisa de um momento sozinho para me entender. Sou aquela pessoa que promete acordar cedo na segunda-feira para malhar, mas acorda tarde e ainda come biscoito no café da manhã.

É isso que eu gosto das estrelas. Elas me fazem pequeno, singularmente comum, me fazem um paradoxo. As estrelas me permitem errar. Elas não usam as minhas próprias palavras contra mim. Elas não julgam-me pelas minhas atitudes, pra elas pouco importa se o que faço tem coerência ou não. Elas não vão dizer: logo você fez isso? Hoje eu olhei para as estrelas e me senti seguro novamente. Muito tempo já sei passou desde do dia em que me mudei,  e o que tem me salvado, além de mim mesmo, são algumas pessoas – leia-se amigos, família..Deus –  que têm sido como estrelas na terra.

A CULPA NÃO É SUA, É DOS VERBOS

tumblr_mk16wiTOP81r3rbmho1_500Não te culparei mais pelas minhas tristezas, muito menos pelas minhas desilusões. Não direi que todas as noites em claro foram por você. Não se preocupe, não te culparei. Acredito que aqui dentro as coisas foram encontrando respostas e encaixaram-se em seus devidos lugares. Agora eu entendo tudo. Não foi e não era para ser.Deixo-te partir e ainda dou-lhe o que mais te agrada: estar sempre certo. A culpa não é sua, é dos verbos. Pois quando eu deveria sentir que algo estava errado, eu consentia que era para estar errado.  Quando eu deveria procurar ajuda para me livrar dos teu abusos, eu entendia os teus abusos. Quando eu deveria encher-me de mim, eu transbordava-me de ti. Quando eu deveria trair os meus medos de perder-te, eu apaixonava-me por esses medos. E assim como os verbos você me flexionava em sua vontades em pessoa, número, tempo, modo e voz – cadê minha voz? – e definia minhas ações, meu estado e meus desejos.

Pode ir com suas certezas de que nada do que aconteceu e acontecerá daqui por diante foi e é reflexo daquilo que tu fizeste um dia. Pois como já escreveu a pena, “não tem revolta não, eu só quero que você se encontre, saudade até que é bom, é melhor do que caminhar vazio.”

Livro-te das culpas, mas livro-te mais ainda de mim, livro-me de mim…de ti.

MÊS DO HORROR: JACK, O’LANTERN

jack-o-lantern-pumpkins-11288879970iUJPEra 31 de outubro, uma das noite mais escuras e frias que aquele pequeno vilarejo enfrentara. No final do crepúsculo já se tinham ido todos para suas casas, desde do último ocorrido as lembranças fizera com que todos tivessem calafrios só de pensar em sair de seus não tão seguros abrigos. Como sempre, somente um pequeno bar ao fim da rua mais escura, do bairro mais sombrio e frio permanecia com suas luzes acessas a espera dele. Jack, voltara. Ele sempre voltara.

– Daniel, eu não quero ouvir essa história

– Calma, irmãozinho! É só uma história do dia das bruxas

– Mas eu não quero. Eu tenho medo!

-Silêncio, temos que continuar o que começamos…

Em uma noite escura como essa, em um 31 de outubro, Jack , como de costume, tinha bebido desvairadamente. E vagava a gritar pelas ruas da cidade que nesta época não era silenciosa como procura ser atualmente. Jack seguia o mesmo caminho em todos os seus retornos a sua casa, o que fazia que mesmo com toda bebedeira ele não se perdesse a ficar perambulando pelas ruas até o o sol raiar novamente. Mas nem todos os dias podem ser iguais e, de longe, esse não  foi igual aos outros.

Jack depara-se com uma pessoa ao longe, ele até hesitaria a não passar pelo mesmo caminho caso tivesse um pingo de lucidez naquela momento, mas como ser lúcido após uma longa noite alcoólica? Ao se aproximar, ainda enxergando embaçado, Jack ouvi o homem a chamar pelo seu nome. Até que um fecho de luz decorrente de um candeeiro iluminou a face daquele home. Jack assustou-se com a aparência daquela coisa.

-Boa noite, Jack!

– quem é você?

-ora, sabes quem sou. Teu companheiro. Eu sou o diabo.

– E o que queres?

– Chegou o teu dia, amigo. Venha de bom grado, pois vim levar-te

Jack, esperto como era, convenceu o diabo a dar-lhe mais alguns minutos no bar mais próximo e o acompanha-lo em sua última dose. Depois de seu último gole, Jack confessou que não tinha dinheiro para pagar a bebida e convenceu o diabo a transforma-se em uma moeda, de bom grado, o diabo fez. Jack, aproveitando a situação, pegou o diabo transformado em moeda e colocou-o em em sua carteira, onde o zip era em formato de cruz e ele não poderia sair de lá. Ao passar das horas, depois de muito pedir para ser libertado, Jack resolveu entrar em acordo com o diabo, caso ele o tirasse de sua carteira,  ele o deixaria viver por mais um ano. E assim foi acordado.

Um ano se passara. Jack tinha prometido mudar depois desse encontro macabro. E mudou! Agora ele era prefeito daquela pequena cidade, a bebida já não tocava mais em sua boca e ajudava a todos que o procurassem. Todos admiravam aquele homem que sozinho conseguiu se livrar da vida de fracasso que vivia a alguns anos passados. Não desconfiavam que toda aquela boa vontade era medo de ir para o inferno. E ao anoitecer, como acordado, o diabo voltara para levar o que o pertencia, a alma de Jack.

Jack, mais uma vez abusando da pouco inteligência do diabo, o convenceu  a subir em uma árvore para pegar um fruto, uma maçã,  para que Jack o provasse pela última vez. Assim o diabo fez, subiu naquela árvore para satisfazer o último pedido de Jack,  entretanto, ele não esperava que Jack sacasse de sua cintura uma pequena faca e marcasse o troco daquela árvore com o sinal de uma cruz. Assim, mais uma vez, o diabo ficara preso graças as artimanhas daquele mortal. Ao passar das horas e de muito pedir para ser soltou, Jack exigiu que o diabo nunca mais voltasse para buscar sua alma. E assim, de bom grado, o diabo recebeu o acordo.

-nossa, Daniel! O Jack é muito corajoso.

– cala a boca, a história ainda não terminou

Mas não se pode mudar o destino. Um ano depois Jack morrera em um acidente ao tentar buscar água no poço, escorregar e morrer lá no fundo. Para ele, a morte demorou alguns instantes, tempo suficiente para lembrar de tudo que fizeram ao longo de sua vida desregrada. Ao chegar ao céu, as portas não se abriram. Pois nada apagara seus pecados. E ele foi jogado para o inferno. E ao chegar lá, deparasse com seu amigo de datas passadas, o diabo. Esse, como muito receio depois das trapaças de Jack, negou a entrada de sua alma. Entretanto, compadecido dessa alma penada, tirou do fogo uma brasa e deu-lhe a Jack para que ele se guiar pelo limbo. Jack, pôs a brasa em uma abóbora e foi-se guiando pela eternidade.

– Isso é verdade, Daniel.

– Ora, irmãozinho, se você vê em meio a noite escura uma pequena luz como de brasa. Dê um “olá” para seu amigo Jack.

E NOS TEUS OLHOS AINDA EXISTE AMOR

ainda existe amor Leia ouvindo Joss Stone – Right To Be Wrong

Você me deu belos motivos para ir embora. Eu fui. Mesmo querendo ficar  e tentar arrumar toda essa bagunça que o vento fez ao passar. Não sei o que aconteceu, estávamos perto fisicamente, mas parecia que estávamos tão longe um do outro que não conseguíamos nos reconhecer como aquelas pessoas que estiveram juntas por tanto tempo, aqueles que planejaram e sonharam juntos. Aqueles que se amaram. Você me deixou partir. Eu parti. Não foi fácil e ainda não é fácil. Mas eu preciso acredita que poderei ser feliz. Talvez tudo que eu tenha que fazer, ou melhor, tudo que eu consiga fazer nesse momento é sentir minha bad, sozinha, ouvindo Lana, no meu quarto, com meus livros. E entre uma música e outra eu devo pensar que preciso te esquecer. É, tenho que viver isso para sentir aqui dentro que realmente acabou. Desculpe por eu tanto te evitar, fugir dos locais onde você está. Não quero ser aquele casal que se amou e agora se odeia ao ponto de não se falar. Afinal, o que vivemos foi lindo. Mas eu não consigo te olhar, pois eu sinto que nos seus olhos ainda existe amor.

 Estou mal? Sim, estou! E não se preocupe, não me sinto na necessidade de ter uma felicidade falsa em minhas redes sociais. Não mandarei indiretas para você. Às vezes quero te mandar uma mensagem no whatsapp, escrevo “diga que se lembrará de mim, do meu batom vermelho, da minha bochecha rosada. Diga que ainda sonha comigo”. Mas apago. E me pergunto como acabou se ainda existe amor. Ou não é amor? É acomodação? É medo da mudança? De não me sentir segura sem alguém ao meu lado?

Você me deixou partir. Eu parti. E agora eu te deixo partir. vai, seja feliz.

O QUE OS LIVROS NOS ENSINAM X O QUE PRATICAMOS

– Esse livro é perfeito!

– Por quê?

– Ele nos faz entender  a complexidade do ser humano. Tipo, mesmo que você não passe por essa situação, mas agora você entende melhor as pessoas que passam e sentem isso que esse personagem sofre.

 


o que os livros nos ensinam

O poder da Literatura de fazer com que nós fiquemos emocionados é extraordinariamente incrível. Assim como a música, um bom filme, uma peça de teatro, etc. Da Arte em geral, certo? E talvez esse seja o principal motivo para consumirmos tanto a Arte. Temos a necessidade de nos emocionarmos e refletirmos sobre as problemáticas que norteiam a vida.

Quando um professor incentiva o seu aluno à leitura, justifica que, ao lermos, somos capazes de desenvolver nossa criticidade, nossa imaginação, aprendermos “n” coisas importantes para nossa vida, entre outros motivos. Quando alguém indica um livro a um colega, por exemplo, em quase totalidade das vezes, ele gostou e, de alguma forma, marcou-o por se identificar com algum fato do livrou ou não. Mas o ponto no qual quero chegar aqui é acerca do que estamos aprendendo com os livros e se de fato esse aprendizado está sendo praticado em nossas relações com o outro.

Mas, para poder trazer esse questionamento para vocês, eu tenho que me questionar primeiramente. Esses dias vi a postagem de um colega no Facebook e, de maneira automática, fiquei me questionando se aquele meu colega tinha algum problema psicológico. Não por aquele post em específico, mas por uma série de fatos anteriores que me levaram a refletir sobre isso. E eu pensei como ele era sozinho e como ele fantasiava as coisas para parecer tudo bem , etc. Só que, de maneira muito mais automática, eu quis ignorar o fato e rolar a página para outros posts que me interessassem mais.

E foi aí que “LFNLSKFJSLFJ” minha cabeça deu um sinal de que algo estava errado. Com aquele pensamento sobre o post do meu colega eu lembrei imediatamente do livro “Por Lugares Incríveis”. Um livro com o qual eu me emocionei, chorei e passei uma semana de BAD, pois é um livro maravilhoso que nos ensina a não julgar as pessoas, mas tentar descobrir o quão maravilhoso pode ser o mundo dela. Que tanto o descolado ou o largado ou o da primeira banca ou o da última banca são incrivelmente singulares. E esse era o melhor momento de usar a experiência de leitura para entender melhor o meu colega, concordam?

Por que o que tenho aprendido com os livros é tão difícil de pôr em prática?

Eu não sei responder agora, mas espero realmente conseguir em algum momento. Ou até sei, mas não quero admitir por ser triste demais.  Entretanto, o fato de esse meu questionamento vir à tona já é um passo para chegar em minha resposta, pois só questionamos aquilo que causa um estranhamento em nós mesmos.

Os livros nos têm ensinado a ser fortes, a não desistir de nossos sonhos, a ter fé, a ter coragem, a ter gentileza e a olhar para o outro como igualmente singular. Quando vamos começar a pôr em práticas as lágrimas, as emoções e as reflexões que eles nos proporcionam?

CARTA À PRIMAVERA DE UM BEIJO AMERICANO

beijo americano

Eu nunca fui de me importar tanto com as estações – não que agora eu me importe realmente – mas essa especificamente me marca profundamente. Desde que tudo…tenho me mantido forte, afinal, capricornianos até sofrem, mas não se fazem de fraco na frente de ninguém. Olha eu aqui, entendendo de signos. São por essas e outras que ainda dizem que estou ligado a você. E como não estar? Começou mais uma estação daquela, você lembra? Foi uma viagem de última hora. Um corre-corre danado!  – Pegou tudo? pegou tudo?  – Eu realmente confesso que você quase me enlouqueceu.  – Calma, garota! Tá tudo na mala, certo? –  Te dou um beijo na testa e você confia. Mais uma renovação chegando…Sim, me sinto renovado. Alguns acreditam que não me conformei ainda, mas eles não me entendem, ou melhor, eles não te entendem. Pois vivo como você gostaria que eu vivesse. Você já foi minha escuridão, mas muito mais minha luz. Você já foi meu medo, e ainda mais meu porto seguro. E é por isso que não me sinto mais fraco, pois já senti dor e você foi minha cura. E a cada primavera é mais um ano que você se tornou infinita. Lembra do Beijo Americano que te dei? Ela agora floresce muito mais, flores de uma cor vermelha intensa. Como você amava, como eu amo!

Estou saindo com uma outra mulher, acredito que você já saiba, mas faço questão de dizer. Sei que demorou muito mais do que você disse que iria demorar, mas não foi nada fácil de início. Ela me faz rir, é uma ótima pessoa. E sim, aconteceu como você disse: um dia alguém te abraçará tão forte que todos os pedaços dentro de você vai se juntar novamente, e então você saberá que encontrou a pessoa certa novamente.

Não se preocupe, nossa rosa juvenil está incrivelmente bem, ela cresceu tanto, já viveu tantas coisas. Hoje ela já entende a sua partida. Ela já entende que sempre colhemos as flores mais belas do jardim.

E assim como a vida se renova com as estações, assim como as flores florescem na primavera, assim como o Beijo Americano se torna tão intenso quanto você, eu continuo te amando. E você continue viva em mim.

P.S. Do começo ao fim.

POR QUE NOS APAIXONAMOS?

por que nos apaixonamos?

Chegamos em um momento da vida em que percebemos que realmente, como já dizia o Tom, ninguém é feliz sozinho. O ser humano é uma criatura realmente carente e imperfeita e, afim de chegar à uma totalidade, busca preencher-se com os demais.

Nessa busca, formamos diversos laços. Aqueles, que vão além do sanguíneo, os laços da alma. Fazemos amigos porque necessitamos de seu companheirismo para nos sentirmos completos. Depois, temos uma sede inegável de “mais”. A partir disso, criamos um modelo, um arquétipo perfeito de ser humano que venha a atender todas as nossas necessidades, aqueles: geralmente belos, sorridentes e acolhedores. Depois, acabamos por tropeçar em alguém que, aos nossos olhos, encaixa-se perfeitamente naquele padrão. É o que é chamado de paixão.

Não nos apaixonamos pela personalidade daquela pessoa, e sim pelo que achamos que ela é. Tanto que, muitas vezes, vemos diversos relacionamentos findando-se com o passar de poucos meses – às vezes nem isso. É o fim do ciclo da paixão. É quando percebemos que aquela pessoa, na verdade, não é a perfeição que imaginamos, mas sim, um ser falho, como nós mesmos.

Meu lado mais cético diria também que paixão é sinônimo de ilusão. Ora, meu caro, outrossim, não quero dizer que ela seja algo ruim. Frequentemente é maravilhoso poder deliciar-se com a doce ilusão do estar apaixonado.

Da mesma forma, podemos encontrar na paixão um solo fértil para a semente do amor. Quando passamos a reconhecer a humanidade naturalmente falha daquele ser que está conosco, quando enxergamos facilmente todos os defeitos que constituem aquela pessoa e fazem dela singular, é quando realmente começamos a amá-la.

O amor está quando temos todos os motivos para ir embora, e decidimos ficar. Talvez seja por isso que o amor esteja acima da razão. Nunca encontrei uma resposta que fosse capaz de abarcar tamanha complexidade. Nem Freud explica, quem dirá eu, rs. O que posso afirmar-lhe, hoje, é o seguinte: ninguém ama pelas qualidades ou por qualquer fator que se possa clarificar. Ama-se pela leveza ou desconcerto que o outro provoca, pelo olhar que se encontra sem perceber, pela doçura contida no toque, pelo desejo de manter-se por perto, do querer bem, do fazer bem. Ama-se por motivos irracionais. Ama-se simplesmente por amar.


Gente, esse texto foi enviado pela minha amiga Letícia Sobreira. Eu adorei o texto! E vocês?


A MENINA JOAQUINA: AGORA EU ENTENDO…

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Hoje na aula a professora disse que ao chegar em casa deveríamos escolher nossa história preferida e que leríamos na próxima aula na frente da turma – não que isso fosse um problema, eu até gosto de ficar falando na frente dos outros – A questão é qual livro escolher? Pensei em contar sobre a Cinderela, mas seria injusto deixar a Branca de neve de lado. O que os sete anões diriam de mim? Peter Pan, provavelmente, nunca me perdoaria de não falar um pouquinho sobre ele. E não passaria na minha janela para me levar à terra do nunca. Não posso arrisca! Eu pensei nisso todo o caminho da escola até chegar em minha casa. Mamãe até perguntou o que tinha acontecido para eu estar quietinha. E essa pergunta me deixou um pouco frustrada. Por que os adultos acreditam que devemos ser sempre iguais? Eu não posso ser agitada-calma-comelona-fastigiosa-delicada-brava tudo isso ao mesmo tempo e quando eu quiser? A única coisa que devemos ser o tempo todo é sermos gentil. Papai sempre diz que devemos ser gentil e ter coragem. Eu respondi que não era nada.

Ao chegar em casa fui tomar banho e me preparar para o jantar. Vocês acreditam que nem ficar embaixo do chuveiro ligado ajudou a encontrar uma solução? Quando fui ao meu quarto, sentei em minha cama e fiquei olhando para minha estante. E lá no cantinho, quase dizendo “encontrei um lugar para chamar de meu”, encontrei um livro que eu lia bastante quando o ganhei no ano em que aprendi a ler. Ele contava a história de uma vovó das bochechas rosadas que fez uma enorme colcha de retalhos para seu netinho, e toda vez que ele a via forrada em sua cama, ele se lembrava da vovó e chorava. Pronto! É essa história que vou contar, pois todo mundo gosta de histórias com vovó da bochecha rosada. E ninguém ficaria chateado. Nem a Cinderela, nem a Branca de Neve e os Sete Anões e nem o Peter Pan. Porque todo mundo sabe que devemos dar preferência aos mais velhos, não é mesmo? Depois desse alívio eu corri para o jantar, e depois disso eu preciso dizer que mamãe me mandou fazer a tarefa e ir dormir?

Oi, voltei para terminar nossa conversa. Então, hoje as coisas aconteceram de uma forma bem diferente, pela manhã estava tudo normal: meu pai e minha mãe na correria enquanto eu tomo café da manhã, assisto desenho e me preparo para a escola.

Hoje a turma estava bastante eufórica – gostaram dessa palavra? Eu aprendi com a tia Carmem. Quer dizer que estavam todos agitados – Sentamos em círculo e a professora perguntou quem seria a primeira pessoa  a se apresentar, eu logo levantei a mão, mas também fui a única. Eles são todos bobos, não entendem que as pessoas cansam rapidamente das coisas e não prestam atenção em quem fica por último.

Eu fui para o meio do círculo, abri meu livro e comecei a contar a história. Não se ouvia outras coisas além da minha voz, não se olhava para outras pessoas a não ser a eu. Todos estava gostando da minha história, até que o inesperado aconteceu: começou por um lado, depois pelo outro lado e, finalmente, pelos dois ao mesmo tempo. As lágrimas não paravam de escorrer dos meus olhos. Ninguém entendia nada e, no momento, eu menos ainda. Eu só chorava e soluçava. Ligaram para a mamãe, pois não sabiam o que fazer para que eu parasse. Quando ela chegou, eu já tinha diminuído o choro, mas ainda soluçava. A mamãe me fez beber água e perguntou o que estava acontecendo. Agora eu entendo, mamãe. Agora eu entendo! – Respondi abraçando-a – E ela sem entender nada me perguntou o que eu finalmente entendia. E eu continue falando em meios aos soluços e o restante das lágrimas que ainda corriam. Eu entendo porque o netinho sempre chorava quando via a colcha da vozinha dele. Era saudade, mamãe. Essa coisa que dói aqui dentro e não sabemos explicar. Isso que nos faz ficar felizes por lembrar e tristes por estar longe. Isso que agora eu sinto, eu agora entendo, mamãe!

E foi assim que eu faltei aula no dia seguinte e fui parar na casa da vovó.

Beijos e abraços, Joaquina.

22 COISAS QUE APRENDI

Leia ouvindo! 🙂

aprendizadoEsses dias eu estavam pensando – penso demais,senhooor!! – como minha mente não corresponde a idade que tenho. Tipo, olho outras pessoas que tem a mesma idade e até mais novas do que eu, e elas parecem tão maduradas, tão seguras de si. E eu me sinto tão infantil, imaturo, etc. Mesmo que eu já tenha ouvido a frase “você é tão maduro pra sua idade” várias vezes. E a poucos meses eu completei 22 anos – genteee, como foi isso que eu não percebi? – e é tão louco de pensar que eu sou tão novo e tão velho ao mesmo tempo.

Tenho sonhos adolescentes
Mas as costas doem
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem
Tenho discos de 87
E de 2009
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem

– Sandy Leah

E fiquei pensando se nessas duas décadas que incrivelmente eu já vivi eu aprendi algumas coisas, por isso resolvi fazer uma lista com os 22 aprendizados que mais me marcaram até o momento. Apesar de todo esses pensamentos, eu me sinto muito bem pela pessoa que me tornei. E realmente estou pronto para mais duas décadas, sejam elas com amadurecimento ou não. Afinal, seu eu for feliz já é o suficiente.

1_ AMIGOS SÃO TÃO IMPORTANTES QUANTO COMIDA

2_ SEUS INTERESSES MUDAM MUITO RÁPIDO

3_ E SONHOS TAMBÉM…

4_ DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA PAKAS

5_ A LEITURA REALMENTE TE LIBERTA

6_ NÃO DEVEMOS JULGAR OS ERROS DOS OUTROS POR SEREM DIFERENTES DOS NOSSOS

7_ A TRISTEZA NOS ENSINA BASTANTE

8_ VOCÊ SÓ CONSEGUE AMAR O PRÓXIMO QUANDO CONSEGUE AMAR A SI MESMO

9_ TODO MUNDO PRECISA DE AMOR

10_ JESUS AMA AS PESSOAS

11_ SEJA QUEM VOCÊ É

12_ ELOGIE O OUTRO

13_ O CONHECIMENTO É IMPORTANTE

14_ ESCREVER É UMA DAS MELHORES COISAS DA VIDA

15_ TODO MUNDO PRECISA DE UMA INSPIRAÇÃO, EM ALGO EM QUE ACREDITAR

16_ CHORAR ALIVIA A ALMA

17_ SORRIR FORTALECE A ALMA

18_ TODO TRABALHO TEM UMA RECOMPENSA

19_ MENTIRA REALMENTE TEM PERNAS CURTAS

20_ SEJA SINCERO

21_  MAS NÃO SEJA ARROGANTE

22_ APRENDA A PERDOAR

 Agora eu quero saber de vocês. O que vocês têm aprendido até o momento? Comenta!!

A MENINA JOAQUINA: COMO É BOM SER…

tumblr_lcq02mpBHB1qcjmt2o1_500Hoje eu parei para observar o céu e as nuvens. Na verdade eu não parei, quando me dei conta, já estava observando. Eu chamo isso de “efeito lagartixa” – sabe quando você está pensando em uma coisa e fica parado olhando para cima sem se mexer? – E eu pensei como seria legal se eu fosse uma nuvem. Elas voam para aonde querem e podem ser o que quiserem. Aquela mesmo ali parece um dinossauro, e aquela outra um cavalo. Mas de repente elas já são outras coisas. Às vezes me pergunto se elas realmente mudam ou meus olhos que veem essas coisas diferentes a cada piscada. E continuei olhando para o céu e pensando como também seria legal ser o sol. Ter todos os planetas girando em torno de mim e ainda poder levar meu calor para todos os lugares do sistema solar, Nossa! Eu me amostraria muito brilhando bem forte.

Finalmente, o “efeito lagartixa” passou, as nuvens se foram e o sol deu lugar a lua. E então eu pensei: como seria legal ser a lua. Em meio a escuridão ser um pingo de luz que ilumina a noite e deixa os casais mais apaixonados – já pensou em todos os poemas que poderiam escrever inspirados em mim? Uaau! – Como seria bom ser lua! Mas eu não pude observa-la por muito tempo, pois a lua faz as crianças sentirem um sono sem fim, é só ela aparecer que eu já quero dormir. E também a mamãe fica dizendo: Joaquina, já é hora de criança está dormindo. Coloquei meu pijama, escovei os meus dentes, fui para minha cama e esperei a mamãe vir se despedir com aquele beijo especial de boa noite – sim, ainda hoje existem pais que fazem isso, todos deveriam tentar – e, lá na cama, eu pensei que eu já tinha pensando muito e não conseguia parar de pensar. É normal pensar tanto assim? E antes de fechar os meus olhos eu percebi que não era tão legal ser nuvem, nem sol, nem lua. O bom mesmo era ser eu que posso observar e sentir tudo isso.

Beijos e abraços, Joaquina.

VERDE DA COR DO CÉU

céuSer feliz ou ter razão, o que você escolhe? Foi o que venho em meu biscoito da sorte, o que eu estranhei, pois esperava uma frase bonita que me faria feliz por alguns segundos, mas uma pergunta? Quem coloca uma pergunta no biscoito da sorte? Juro que prometi a mim mesma nunca mais voltar naquele restaurante, afinal eu nem queria estar ali mesmo. Era aniversário da minha prima Jenifer, que já não era uma das pessoas que eu quisesse desperdiçar minha sexta à noite, mas mamãe disse que era importante mostrar que valorizamos a família e que toda aquela união era verídica. Não sei qual a dificuldade que as pessoas têm em ser sinceras, e talvez esse seja meu carma, ser muito sincera. Não me entenda como arrogante, por favor! Não preciso que você também me julgue. E também sei que tenho somente dezesseis anos, e que tudo isso pode parecer coisas da puberdade, mas você ainda não conhece minha história.

Toda a família estava presente, excerto meu primo, Charlie, que de longe era a pessoa mais legal da família. Todos riam muito com as piadas do tio Nevir, que é pai de Charlie, e ainda não sei o porquê deles não se darem bem, na verdade Charlie parece odiar o pai, mas lembro de que isso começou depois da morte de sua mãe, Catarine que era uma pessoa maravilhosa, talvez uma das melhores que já conheci, mas morreu antes que seu filho chegasse à adolescência. Por que as melhores pessoas possuem as histórias mais tristes?

Logo após cantar parabéns para a prima Jenifer meu irmão, Demis,  chegou com sua nova namorada e que talvez deixasse de ser daqui algumas horas, meu irmão tem uma filosofia muito estranha de vida e principalmente de como não se apegar a nenhuma garota. Mas que me chamou mais atenção na festa foi a necessidade de levar um bolo para um restaurante Chinês, isso é coisa da tia Carmem.

Papai resolveu ir pra casa logo cedo, acho que essa é umas das melhores coisas do meu pai, ele é muito pacato e não gosta dessas comemorações em família, ele prefere ficar em casa enfrente a sua TV vendo as notícias. Meu pai é pintor, mas atualmente está aposentado, o que é muito triste porque eu sempre achei suas obras lindas. Mamãe disse que quando o conheceu ele tinha um espírito extremamente empolgante e juvenil e o que a mais encantou foi a vontade de viver, e hoje ele é um homem muito triste.

Quando eu era pequena vi uma das pinturas de meu pai que era toda borrada, mas era a que papai mais gostava, e eu nunca entendi muito o porquê, já que eu sempre a achei feia. Um dia eu estava brincando com minhas amigas na varanda de casa, um jogo chamado “eu completo melhor”, nesse jogo você tinha que encaixar palavras nas frases e quem formasse as melhores frases ganhava a brincadeira, e umas das frases era “o céu é…” quem completou primeiro foi minha amiga Candice, que sempre foi uma menina muito cheia de si mesmo, e logo respondeu com o nariz em pé.

– O céu é lindo! – e olhou pra mim como se pensasse – quero vê você pensar em algo melhor.

Depois de Candice quem jogou foi Larissa, respondendo.

– o céu é azul! – Larissa sempre foi assim, só constatava o que todos já sabiam. E Finalmente chegou minha vez.

– O céu é verde! – falei com toda a certeza da minha vida que ganharia aquele jogo – e todas as meninas começaram a rir de mim, e sem entender sai correndo e me tranquei em meu quarto aos prantos. Papai assistindo a cena subiu logo as escadas em direção ao meu quarto para saber o que tinha acontecido.

– Rebeca o que aconteceu? – falou ele com aquela voz carinhosa que só pai e mãe sabem fazer pra desvendar todos os segredos de filho.

– Vai embora! – gritei quase que incompreensível pelo tanto de lágrimas e soluços que eu não conseguia conter naquele momento.

– Vamos conversar Rebeca – todo carinhoso como sempre.

– Não! – berrei de uma forma desagradável com quem só queria me ajudar, mas eu era uma criança e a gente ainda não entende dessas coisas quando somos pequenos.

– abra esta porta agora! – falou ele com o tom da voz mais agressiva – eu não estou pedindo, estou mandando! – advertiu ele.

Depois disso resolvi me acalma para abrir a porta, afinal quem não atenderia a uma ordem dessa? Destranquei a porta e sai correndo de volta pra cama e em mais choro – acho que eu era muito mimada nesta época.

Papai sentou-se ao meu lado na cama e começou acariciar meus cabelos permanecendo em silêncio por alguns minutos esperando até meu choro parar. Ele sempre fazia isso e sempre funcionava, acho que às vezes eu gostava de chorar só para poder ter esses momentos infinitos com meu pai, e tenho muita falta disso hoje, mesmo que eu nunca tenha dito a ele.

– o que aconteceu, Rebeca? – perguntou quebrando o silêncio.

– as meninas, papai, elas riram de mim – ainda com voz de choro, mesmo que já tivesse parado de chorar a alguns minutos.

– o que elas fizeram com você? – insistindo ele para saber o que realmente tinha acontecido.

– elas riram de mim só porque eu disse que o céu é verde.

– Mas o céu é vermelho! – exclamou ele com um sorriso no rosto – você precisa aprender que as pessoas enxergam o que acham melhor para elas, é mais fácil aceitarmos aquilo que achamos que merecemos e aquilo que parece ser mais fácil. Mas o meu céu não é o mesmo que o seu, assim como a minha verdade não é a mesma que a sua.

Fiquei parada olhando para o meu pai, e o que me vinha à mente é que ele era a melhor e mais inteligente pessoa do mundo. Ele sempre tentou me mostrar um mundo com outras vertentes, e lembro-me que ele dizia que não existe essa coisa de “normal”, isso é só uma invenção que nos impede de sonhar. Meu pai é um verdadeiro sábio.

– E se elas não entenderem isso? – perguntei, ainda preocupada com a opinião das outras pessoas.

– Elas não vão entender, mas esse não é um aprendizado pra elas neste momento. – alisando meu cabelo mais uma vez – e não se preocupe uma hora todos nós entendemos, mesmo que a gente não queira.

A MENINA JOAQUINA: MANHÃ DE SÁBADO

tumblr_lcq02mpBHB1qcjmt2o1_500Em uma tarde de quinta feira…não, apaga. Em uma manhã ensolarada…não, apaga. Em uma manhã de sábado. Pronto, “manhã de sábado” sempre causa um efeito melhor nos textos. Como eu dizia, em uma manhã de sábado o dia começou não tão diferente quanto os outros; o sol ainda estava lá e a rua continuava animada com os vizinhos fazendo coisas que só se faz em uma manhã de sábado. Mas alguma coisa estava diferente. Um mistério estava no ar, e eu sabia que eu tinha que desvendá-lo. Levantei da cama e fui logo à cozinha saborear as deliciosas panquecas de sábado que meu pai fazia. Não, apaga, quem hoje em dia tem pais que preparam panquecas em uma manhã de sábado? Ao menos nenhum dos meu colegas. Vamos escrever isso direito, Joaquina. Logo levantei da cama e fui à cozinha colocar dois miojos para preparar. Pronto, isso parece uma manhã de sábado. Subi para o meu quarto para arrumar minha cama e de repente, pela janela do quarto, vi algo branco correndo pelo jardim do quintal. Eu sabia! –  logo pensei – sabia que tinha alguma coisa estranha no ar. Corri desesperadamente pela escada e quase levo um tombo, não que essa seria a primeira vez, mas levar um tombo na escada não era o meu plano para uma manhã de sábado, entende? continuei correndo até a porta da cozinha que dava saída direta para o quintal. Andei de um lado para o outro, revirando tudo. Tudo parecia tão normal que eu sabia que tinha alguma coisa estranha. Na porta estavam a mamãe e o papai com um sorriso no rosto, quase como se estivessem zombando de mim. Como se eles soubessem o que estou procurando. E eu logo cansei, sentei no balanço e fiquei somente com a pulga atrás da orelha. E não é que o que eu procurava surgiu do nada em meio aos pés de alface que mamãe plantara. Branco como a neve, olhos azuis como o céu e um focinho que não parava de se mexer: era um coelho. Surpresa! – gritaram mamãe e o papai – e dei um sorriso pra disfarçar minha decepção por aquele coelho ser somente mais um coelho. Ele não tinha um relógio e muito menos me levaria para o país das maravilhas. FIM! Não, apaga. Quem é que termina uma história com fim? Ao menos ninguém que eu conheça. E depois dessa manhã de sábado eu aprendi algumas coisas: primeiro, “manhã de sábado” realmente deixa o texto legal. Segundo, quando você cresce para matar sua fome são necessários dois miojos. E terceiro, quando criamos muitas expectativas podemos nos decepcionar com a realidade, mas não morremos com as decepções. Na verdade aprendemos algumas coisas.

Beijos e abraços, Joaquina.

É UMA HISTÓRIA QUE SE COMPLICOU

Leia ouvindo A noite – Tiê – Foi a inspiração para esses pensamentos.

uma historia que se complicouLá no fundo do quarto encontrei algumas lembranças escritas. Palavras que me confundem se são coisas que vivi ou fatos que sonhei. Mas são coisas que senti. Medos que cresceram sem parar. Leio enquanto não consigo dormir, sinto o que faz tempo que não senti. Rimas, palavras e coisas que já não fazem mais o mesmo sentido. O que eu queria dizer já não mais sei, são só histórias complicadas. História de amor. É uma história que se complicou. E o que carrego hoje são culpas das escolhas precipitadas. Dos desejos desperdiçados às estrelas rastejantes. Carrego culpas por não confiar em você. E agora estou em meu quarto, as lembranças invadem e só elas me restam. Eu ligo a TV pra me distrair, e esquecer. E essas palavras já não bastam pra apagar o que eu tempos fez para eu me afastar de você. Ainda não terminou a noite, e ainda não consegui dormir. Eu sozinho aqui, e o telefone na mão. Será que devo ligar pra você? Meu erro foi querer que fosse real o que eu inventei. O que só existia em minha cabeça foi o que definiu nossas histórias. E aqueles beijos não dados, abraços negados, olhos dissimulados. Essa paixão é antiga e o tempo nunca passou. E quando chegar a próxima noite e eu não conseguir dormir, continuarei  com a história que se complicou…

NÃO FUJA DOS PROBLEMAS

Leia ouvindo: Miley Cyrus – Party In The U.S.A

NÃO FUJA DOS PROBMELAS - QUALQUER COIS VIRA LATA

Oi, vocês! Como tá do lado daí? Espero que ótimo, porque aqui está. Hoje eu resolvi falar daquelas pessoas que fogem dos problemas. #QuemNunca? Gente, mas é tão comum. Se tu pensar, nós nem saímos da barriga da nossa mãe e já temos que ficar de cabeça pra baixo. Agora imagina você ter que rodar dentro de um espaço daquele. Vejo amigos meus se desesperando quando as coisas saem do controle e não acontecem como deviam. E quem passa por determinado problema sempre acha que a vida dele é pior do que a do vizinho. Que o mundo é programado pra infernizar a vida dele. E que nada nunca dará certo ou ele não conseguirá resolver o problema. PARE! Por incrível que parece a vida de todo mundo é um pouquinho merda. PRONTO, FALEI! Mas o segredo é como você encara o problema e o que você absorverá de aprendizado para sua vida. Por exemplo, hoje bateu uma fome danada na madrugada, e o que tinha pra comer? Pão e refrigerante. Dai eu peguei o pão de forma e imaginei como seria perfeito se houvesse Nutella ou pasta de paçoca para passar nesse pão. Tinha? Óbvio que não! Mas tinha manteiga. Matou a fome? Talvez! Mas era o que tinha pra hoje. E qual o resultado disso? Esse post, porque depois que eu enfrentei essa situação resolvi escrever isso aqui pra vocês. E isso acrescenta algo em sua vida? Não sei, mas continuarei escrevendo. Mas pense comigo: eu poderia ter ficado com fome e reclamando porque a vida não me deu Nutella nem pasta de paçoca e só manteiga, mas eu prefiro encarar o problema e me diverti com o que tinha.

E tudo que passamos sempre nos deixa alguma marca que nos ajudará sempre que passarmos por alguma situação igual ou parecida. Porque a vida é assim mesmo, toda COISADA. Mas ela é divertida, sabe? Não fuja dos seus problemas, pois quando você voltar eles continuaram lá. E ainda que ser forte parece difícil, mas não é impossível. Uma hora de tanto lutar aprendemos como as coisas funcionam. É igual andar de bicicleta: cair, cair e cair. Mas levante e mostra quem é que manda nessa bagaça.

XOXO

CAMINHAR SOBRE UMA CORDA BAMBA

Leia ouvindo, vai ser ótimo!

Lembro-me que quando pequenos somos ensinados a não mentir, mas com passar do tempo nossa pequena cabeça entra em conflitos, por que os mesmos que dizem que “mentir é feio” abrem algumas exceções sobre isso. Agora entendo que para eles mentir é feio, mas não é feio quando lhe convém, mesmo que você possa magoar outras pessoas.

As pessoas se tornam cruéis com o passar do tempo, é como se todo aquele amor que temos dentro de nós fosse largando pedacinhos por pedacinhos na estrada da vida. A cada nova decepção as pessoas se dizem se tornar mais forte, mas na minha concepção elas deixam de ter amor em seu coração e se tornam máquinas em posição de defesa, onde todos que se aproximam têm a intenção de nos magoar e roubar o pouquinho de amor que nos resta no fundo.

O pior é quando você constrói uma relação de verdades, onde você é fiel com o próximo por muito tempo, mas por um comentário todas as verdades se tornam mentiras, e você é acusado de algo que não fez, como se defender de palavras acusadoras? Como se defender de palavras que parecem lhe cortar um pedaço da alma? Como se defender quando o amor deixa de ser prioridade e a máquina volta a assumir a posição de defesa e ataca para não ser atingido?

corda bamba

A decepção é o pior sentimento, pra mim o sentimento mais difícil de se recuperar, por que nos decepcionamos com pessoas que amamos muito, que depositamos toda a confiança e o amor que temos em nossos corações, mas não quero me tornar essa máquina que apenas se defende de tudo; se defende de mentiras, de amores, de decepções e até da felicidade. Eu vou viver e distribuir amor, até para aqueles que me julgarem uma louca.

Sim, vou gastar todo meu estoque de amor. Não tenho medo que ele um dia acabe, e se acabar saberei que fiz bom uso dele, hoje podemos estar feliz porque temos o coração transbordando de amor, amanhã pode ser que o amor nem importe pra você, mas uma vez me disseram que o passado já foi, o hoje e futuro ainda vai ser, então eu decido ser o meu hoje! E você vai preferir a máquina ou o amor no “hoje” da sua vida?

(ESSE TEXTO FOI ENVIADO PELA MINHA AMIGA INGRID OMENA. OBRIGADO!)

SUPERVALORIZAÇÃO: MEUS LIVROS, MINHAS REGRAS!

Esses dias eu estava vendo uma discussão acerca da supervalorização dos livros. Alguns defendem que algumas pessoas mimam e supervalorizam o valor do livros, outros dizem que o cuidado que tem é o mesmo que teria com qualquer outra coisa que gostasse muito. Com isso, eu resolvi dar minha opinião.

NÃO MARQUE A PÁGINA COM A ORELHA DO LIVRO, EXISTE MARCA PÁGINA PARA ISSO!

Eu particularmente odeio marcar a página do meu livro com a orelha. Mas se for bem no comecinho do livro eu ainda me arrisco a usar. Mas isso é uma coisa bem particular minha, sabe? Embora eu acredite que quase totalidade dos leitores não mantenham esse habito também, porque quando você utilizar a orelha do livro pra marcar uma livro de 300 páginas, por exemplo, com certeza na metade do livro já fará uma marca enorme no meio. E se você parar pra pensar existe o marcar páginas e o post it que desempenham um ótimo papel.

book

NÃO EMPRESTO MEUS LIVROS A NINGUÉM!

Amigos a amigos, livros a parte! Hahahaha

Não, eu não sou bem assim. Mas também não sou fácil na hora de emprestar meus livros. Não que os meus livros sejam intocáveis, sabe? Mas assim como qualquer coisa que gosto muito eu não entrego meus livros a qualquer pessoa, e também não são todos os meus livros que estão disponíveis para empréstimo. Por exemplo, você não anda emprestando seu celular e o seu notebook, principalmente o celular. A mesma coisa acontece com seus livros, é algo que é seu e você tem todo direito de não querer desapegar. Esses dias emprestei um livro para uma amiga, e sabendo do ritmo de leitura dela eu dei um mês para ela me devolver, mas acabou o prazo e ela não terminou. O resultado foi eu ficar cobrando até ela me devolver mesmo sem ter terminado a leitura. Me julguem!

Mas apesar do ciúme que tenho dos meus livros eu ainda sou muito a favor do empréstimo, pois é uma forma de espalhar a literatura. A sensação de sugerir e emprestar um livro para um amigo que não tem o habito de ler e ele conseguir completar a leitura é maravilhosa, não é mesmo?

Parece que eu estou dizendo “não empreste” e “empreste” em seguida? É porque não precisa generalizar, percebe? O valor de um livro vai de pessoa por pessoa. Mas livros não precisam intocáveis, mas também preciso de um cuidado a mais. É praticamente aquela ideia do “meu livros, minhas regras”. E por isso você não precisa ficar julgando as pessoas que mimam de mais os seus livros, pois eu sei que todo mundo tem alguma coisa que amam e não larga de jeito nenhum.

SUPERVALORIZO SIM, LIVRO É CARO!

Essa ideia de livro caro ou barato vai muito de qual lado estamos, acredito eu. Partindo da ideia de quem compra livros, particularmente, acho muitas vezes os livros caros. Daí tem gente que argumenta dizendo que tem aquelas promoções relâmpagos que as livrarias vendem por R$10,00. Até acho bacana, mas ninguém merece depender de promoções e ainda ter sua leitura limitada por tal, pois nem sempre tem os livros que você quer. Para quem não tem uma situação financeira legal é muito difícil que os pais comprem algum livro, pois sempre tem gente que só ganha no aniversário, sabia? Minha estante só começou a crescer depois que comecei a trabalhar. E essa ainda é a realidade de muito brasileiros. E sim, acredite, 25 ou 30 reais, fora o frete, fazem falta no orçamento de algumas famílias. Muito triste! É por isso que é aceitável tanto amor que algumas pessoas tem por seus livros.

Partindo da ideia de quem escreve livros, se não for famoso, eu só lamento, mas vai ser bem difícil de viver nessa profissão. Dizem que a porcentagem é complicada. Eu procurei vários textos na internet falando, mas as respostas sempre variam que a porcentagem que um escritor ganha vai depender de sua fama. E a maior parte sempre fica com a editora.

AGORA ME DIGAM VOCÊS: VOCÊ SUPERVALORIZA OS SEUS LIVROS? CONCORDA COM MINHA OPINIÃO? DEIXE AQUI NOS COMENTÁRIOS O QUE VOCÊ ACHA!

XOXO

LIDE COM ISSO, ARRET.

Em um lugar chamado Arret habitavam seres normais. Seres inteligentes  e capazes de conviverem em grupos, chamado ailimaf. Divididos em continente com línguas e culturas diferentes. Tudo que existia era criado por eles. Para a boa convivência entre os povos foram criandas regras que normalizavam e padronizavam os seres da Arret. Tudo que fugisse do padrão esperado para aquele povo era tratado com desconfiança e era encaminhado para o Ministério de Julgamento de Padronização.

Entre os becos mais obscuros e lugares menos povoados habitavam outros seres em Arret. A sociedade de Arret sabia da existência daquela raça, mas preferia negar. O medo daquele povo fazia com  que o governo tomasse medidas drásticas para afastar a diferença humana que causava a raça de omoh. E por gerações e gerações aquele povo foi obrigado a se esconder.

Embora o ministério de padronização tentasse esconder aquele povo, essa não era a maneira mais adequada de eliminar aquela raça, pois pelo esquecimento da sociedade eles foram se desenvolvendo. A raça começou a crescer de uma forma desproporcional aos habitantes de Arret. Uma guerra estava por começar!

Mas nem todos habitantes de Arret condenavam os omoh. Para alguns as escolhas eram individuais, eles acreditavam que não escolhemos de onde viemos, mas escolhemos para onde queremos ir e, principalmente, quem queremos ser. E era assim que o filho do presidente do Ministério de Julgamento de Padronização pensava. O que causou o maior escândalo da sociedade. E para conter os murmúrios do povo de Arret, o presidente expatriou seu próprio filho. Dia difíceis reinaram naquela terra…

Em Nova York, 28 de junho de 1969, um grupo de dois mil seres omoh saíram nas ruas para protestar por seus direitos de conviverem livremente naquela terra. “Nós fomos gerados da mesma forma que vocês e não escolhemos ser diferente, nós simplesmente somos.” – gritava o povo omoh. 4o anos após aquela divergência, uma luta foi travada, e Muitos omoh morreram durante a guerra. Mas desde daquele dia, Arret nunca mais foi a mesma, e aquele povo de olhar multicor nunca mais se escondeu.

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EU VALHO A PENA ( I’M WORTH IT)

Leia ouvindo ( Whort It – Fifth Harmony)

Você pode ter me visto assim todo atrapalhado, e até mesmo um pouco desleixado. Posso ter parecido sem valor algum. Por que alguém investiria em mim, certo? Mas eu te digo que eu valho a pena. Talvez tenham dito por ai que não sou de me apaixonar, e ainda menos de me apegar, é tudo verdade. E depois disso você já não quer mais saber de mim. Mas dessa vez eu quero arriscar, posso? Podemos viver algo intenso, acredite. Eu sei que valho a pena!

Então pare de brincar de que não está entendendo nada. Eu estou te dando o controle do jogo, me mostre que você está no comando. Não se surpreenda por eu ter perdido minha timidez, foi você que fez isso. E tudo que eu quero é você. Demorei, mas agora eu quero você. Nós podemos nos alucinar. Podemos viver o que quisermos. E sim, eu valho a pena!

Você era a inspiração que me faltava. Que loucura! E eu já não quero mais perder tempo, porque você faz tanto o meu estilo. Agora esta tudo nas suas mãos. Eu já te disse o que quero. Nunca pensei que era assim que funcionava. Que eu ficaria tão louco. Talvez o que eu diga já não tenha mais sentido e todos as palavras gire em torno do “eu quero você”.

E se você não sabe o que fazer eu te dou uma ideia: olhe nos meus olhos e veja o quanto  estou te querendo. Agora está na suas mãos, então me pegue de jeito.

Menina, eu sei que valho a pena!

eu valho a pena