Autor: Alef Jordi

A DECEPÇÃO ESTÁ NO OLHAR

Quando eu era pequeno, olhei uma cena traumatizante, um homem que, por algum motivo que desconheço, tentaram matar à tiro. Lembro que não consegui expor nenhuma reação diferente, só fiquei parado sem entender muito bem. No fim, descobri que o tiro acertou um de seus olhos e que ele ficaria bem. Foi nesse olhar que percebi que as pessoas são capazes de ferir umas as outras verdadeiramente. 

Quando eu estava no fundamental, estudei em uma escola pública gigantesca. Quando passei para a sexta série, a secretaria perdeu os meus dados, erro que me fez ficar sem vaga na escola – imaginem o susto que levei quando percebi que meu nome não estava em nenhuma das turmas – mas eles logo “retificaram” o problema. Diante disso, fui parar em uma turma chamada “6º G”. Essa turma era composta por alunos que estavam extremamente fora de faixa, tanto que somente 3 pessoas, incluindo eu, não seriam realocadas para o turno da noite no próximo ano. Com os dias, fui percebendo que as brincadeiras deles eram totalmente diferentes, olhava ao meu redor e, praticamente, não via o mundo com o qual estava acostumado. Eram gigantes, e eles produziram sobre mim visões: eu vi um garoto quebrando um vidro de droga na sala e, pela primeira vez, uma professora extremamente passiva em meio ao cheiro daquilo que tomava conta de cada canto da sala, ela mal levantava a cabeça para falar. Eu vi professor sendo humilhado com piadas sem graças sobre ele. Vi aluna se oferecendo para o professor, que levava em sua pasta DVDs piratas de vídeos adultos, eu vi colegas da minha turma traindo e se relacionando sexualmente atrás da quadra da escola. Pela primeira vez, eu olhei para a minha escola e percebi que lá não era um lugar tão seguro e divertido como eu sempre acreditei

Por volta dos meus quatorze anos de idade, vi uma mensagem que mudaria mais uma vez a minha forma de olhar as pessoas. O pai de um dos meus melhores amigos, com o qual passava muitos dos meus fins de semana na casa dele, simplesmente resolveu que tinha a liberdade suficiente para me mandar mensagens no “MSN” pedindo fotos sem camisa e dizendo o quanto eu estava “bonito”. Tive que escolher entre contar para todo mundo ou, simplesmente, me afastar sem explicar o motivo, obviamente fiquei com a segunda opção por não ter coragem de chegar para o meu amigo e dizer: olha, teu pai anda pedindo fotos minhas. Olhar aquelas mensagens me fez perceber que, como minha vó sempre diz, coração de homem é terra que ninguém pisa. 

Sempre me martirizei muito por olhar o que não queria e ter de alguma forma minha visão de mundo transformada. Acho que isso acontece com quase todos, certo? Algo do tipo, eu não deveria ter lido isso. Eu nunca deveria ter ouvido isso ou até mesmo eu nunca deveria ter visto isso. Mas, pensando bem, seria impossível não passar por um mundo se vê-lo, talvez a decepção esteja no olhar, talvez a decepção esteja em nós. Recentemente, li uma frase que dizia que, 

Se  olho para mim, me deprimo. Quando olho para os outros, me iludo. Quando olho para as circunstâncias, me desencorajo. Mas quando olho para Cristo, me completo.  – Steven Lawson

Tornei-me uma pessoas que amava conhecer os diversos mundos que existem em cada ser humano que me cercava, mas ao mesmo tempo não queria me relacionar com eles, não queria olhar esses mundos e continuar me decepcionando tantas e tantas outras vezes. E, durante um longo processo, tive que aprender que “só se vê bem com o coração”.  Finalmente, pude olhar para uma verdade: a decepção verdadeiramente está em nós, porque somos imperfeitos e incompletos, mas quando consigo olhar com o mesmo olhar de perdão e amor que Cristo olhou para mim, finalmente me sinto completo. 

03 FILMES BOBOS E LEVES DE ROMANCE AMERICANO

Olá, Vira Latas. Depois de longos meses de maratonas de séries sem parar, finalmente voltei a assistir alguns filmes. Não era bem o retorno que esperava, até que me surpreendi quando percebi que já estava no terceiro filme de romance americano –  Então pensei: se a vida nos dá limões, vamos fazer uma torta maravilhosa de limão. Inclusive, queria. – Por isso vou recomendar para vocês esses clichês, mas que são super bacanas de assistir quando você não quer pensar muito e só se distrair com um filme leve, com jovens esquisitos e que no fim se dão muito bem. 

PRECISO SER FELIZ TODOS OS DIAS?

Quem diria que um dia pensei que o mais difícil sobre o verbo SER seria sua conjugação. Sempre me confundi com tantos tempos, modos e irregularidades que uma palavra pode apresentar. Doce engano de uma mente jovem, imatura e sem nenhuma preocupação, a não ser a preocupação de viver infinitamente o que sempre foi efêmero demais. Hoje, ontem e há alguns dias atrás, percebi que o mais difícil de tudo isso é literalmente ser.

Logo menores, somos levados a imaginar o que queremos ser quando crescer – qual o nosso problema, se não sabemos nem se somos o que somos e/ou o que dizem/achamos que somos. Como vamos saber o que queremos ser? Uffa!  – Até este pensamento cansou! – Acho que a resposta mais fácil é dizer: quero ser grande. Afinal, é o que acontece com todos.

QUANDO APRENDEMOS O QUE É TRAGÉDIA

Recentemente, ouvi um texto do Marcos Piangers, ele falava sobre tragédia. Esse texto é um daquela série de coisas simples, que já sabemos, está bem na nossa cara, mas fazemos questão de esquecer, e fazemos de forma tão fácil que nem percebemos que já sabíamos disso tudo.

No dicionário, o significado de tragédia se dá por uma ação que cominou em acontecimentos fatais, funestos. Engraçado pensar sobre a nossa capacitada de significar a linguagem, uma significação muito peculiar e intrínseca, mas às vezes também muito convencionada ao comum de uma sociedade que se apresenta de forma muito fácil como seca, obscura e desesperançosa. Tenho pensando seriamente sobre o que pra mim se apresenta como trágico. E corroboro com as reflexões do Piangers, quando diz que: a morte não é trágica, ela aconteceu porque tinha que acontecer, afinal, o destino tão distante de todos nós é a morte; a separação de um casal não é trágica, na verdade, trágico é você deixar de experimentar momentos extraordinários por querer estar ao lado de uma pessoa que não te faz feliz. Passar a vida toda solteiro não é trágico, quando na verdade, trágico é passar a vida toda procurando ser a metade de alguém quando você já se senti inteiro/a.

Mas então, no findar dos meus vinte quatro anos, aprendi o que pode ser trágico.

Trágico é meu sobrinho de dois anos e meio preferir assistir vídeos de crianças brincando de carrinho no YouTube, na maior parte do tempo, do que brincar com seus próprios carrinhos. Trágico é você nunca ter experimentado ir ao cinema sozinho por achar que sempre precisa do outro pra ser mais divertido. Também é muito trágico você nunca responder um “eu te amo” de volta pra um amigo, amor vai muito além de atração – na verdade, atração não é amor. Trágico é você achar que tem que ser bom em tudo que faz, e esquecer que pode ser melhor ainda naquilo que realmente gosta de fazer.

Trágico é perder a oportunidade de ser feliz por sempre achar que há um tempo depois. É trágico, é fatal, é sem tempo, é funesto.

EU ASSISTI: THE END OF THE F***ING WORLD

Neste mês de janeiro, a Netfliz lançou uma nova série, a The End Of The F***ing World. E eu assiti!

Confesso que logo no segundo episódio da série fiquei um pouco receoso, pois uma série adolescente em que um menino bonito e esquisitão, mas também com traços de psicopatia é romantizado, não me parecia muito legal. Mas não gente, calma, a série é muito além disso.  James, um menino que desde sua infância sempre foi muito “diferente” das outras crianças, afinal, não é muito comum alguém colocar a mão em uma fritadeira só para tentar sentir alguma emoção, não é mesmo? Fora isso, tinha muito dificuldade de se relacionar com outras pessoas.

James (Alex Lawther) – Fonte: Google

DICAS DE TATTOOS BASEADAS NO ESPAÇO

Hoje resolvi trazer aquele post que vocês sempre super visualizam. E fala sério, gente! Que trabalho que dá encontrar a tatto perfeita ou aquela que faça, no mínimo, algum sentido. Principalmente para quem vai fazer pela primeira vez, assim como eu.

Eu não sei vocês, mas eu sou fascinado pelo universos. E por que não fazer uma inspirada nele? Por isso, resolvi caçar várias inspirações para nos ajudar nessa escolha.  Ah, se você já tem alguma nessa temática ou pretende fazer, nos manda por direct lá no nosso insta @qualquercoisaviralata

04 CANAIS SOBRE VIAGEM NO YOUTUBE

Olá, Vira Latas.  Eu faço parte daquele 99% das pessoas que AMA VIAJAR, mas não conhece o próprio estado. Mas a gente ama, né não? Enquanto isso a gente vai trabalhando pra tentar alimentar essa paixão. Diante disso, resolvi separar um passa tempo meu, que é assistir alguns canais sobre viagens. Acho super legal pode, de alguma forma, conhecer um pouco de outras culturas e tal. Aqui abaixo estão os quatros canais que mais gosto. Segue a lista!

BACK TO TRIANGLE – VITOR LIBERATO

Para conhecer lugares fantásticos na melhor vibe possível, Vitor faz esse favorzinho pra nós. Além de contar com uma ótima qualidade de imagem e áudio, eles nos mostra roteiro incríveis, tanto no exterior quanto aqui no Brasil.

VOCÊ TEM O QUE É PRECISO PARA SER FELIZ?

A felicidade não tem nada a ver com contabilidade. Ela não calcula quantos zeros a direita tem em sua conta bancária. Ela não favorece a cor, a raça, a crença. Ela não escolhe, afinal, felicidade é um estado de espírito. Mas a questão é se você tem o que é preciso para ser feliz. Pois, ser feliz é ser resiliente, superar os transtornos que a vida nos causa: as decepções, as tristezas, o sonho não alcançado, amor sem reciprocidade, superar o abraço nunca dado, a perda do colo da mãe, os amigos que se afastaram, os planos frustrados. Enfim, ser resiliente é a queda livre com um trampolim no final que nos traz de volta. Para ser feliz é importante deixar o que os outros são e o que conseguiram. Se faz necessário se preocupar com o que ainda podemos conseguir. O Que nos espera mais a frente?