A CRISE DA INSUFICIÊNCIA DO SUFICIENTE DA SOCIEDADE

FOTO: reprodução da internet

Antes de tudo, espero que você tenha entendido o suficiente do título deste post, pois é sobre suficiência que pretendo tratar aqui. Pretendo, eu disse, pois não sei se tenho embasamento ou se terei reflexões suficiente sobre o tema, mas é algo que me inquietou nos últimos dias. Para que a gente comece a nossa conversa, partirei de um estudo de caso:

CASO 1

Um bebê recém-nascido em todo sua insuficiência de entender o que é o mundo ou a sua própria existência, quando está com fome chora por alimento, a mãe o entende e o atende. O bebê, então, se amamenta com seu esforço próprio em sugar o leite suficiente para saciar sua fome.

CASO 2

Um jovem em toda sua suficiência de entender o que é o mundo ou a sua própria existência, quando vai ao rodízio de pizza com os amigos, chegando lá, sabendo que pode comer à vontade, não se limita em comer o suficiente da sua fome, mas come até o alimento já não o fazer bem.

Alguns conflitos internos que temos em meio as dificuldades que passamos em algumas momentos da vida se dão por não entendermos que talvez o nosso sofrimento seja por não perceber que o que conquistamos e construímos em nossa vida já está sendo suficiente. Que se você chegou até aqui hoje, foi porque a vida – Deus, o universo ou sei lá no que você acredita – e o seu esforço trouxe para você o que era e é suficiente. Já parou para pensar que talvez estejamos querendo ser o menino da pizzaria, que mesmo sabendo que não está mais com fome, não entende que já é hora de parar; que continuar comendo além do que precisa talvez lhe cause um mal desnecessário?

O que nos falta para entendermos que a vida não é uma corrida para quem chega mais longe ou quem conquista mais? Afinal, a vida nunca foi uma disputa, não estamos competindo para ver quem tem a grama mais verde, se somos nós ou vizinho. E quem disse que nós precisamos ter uma grama?  Eu não estou dizendo que você deve se acomodar ou estagnar – Não! Vá em frente. – O que quero refletir é sobre o entendimento de que se olharmos para trás, nos momentos mais escuros, nós tivemos força suficiente parar chegar até aqui, mesmo quando a gente se achou insuficiente.

Então para de morrer quando o que é suficiente está bem na sua frente. Sofra o suficiente para aprender. Porque, no final, o insuficiente só vale a pena quando estamos falando de amar. Agora sim, ame as pessoas como se fosse sempre insuficiente.

Alef Jordi
Alef Jordi

Estudante de Letras, criador do blog Qualquer Coisa Vira-lata, Potterhead assumido e um sonhador sem limites. Sonha em publicar um livro antes dos 30. E ama promover ações sociais.

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