SING – VIVI GREENE

Subo os degraus até a porta da frente, esperando as lágrimas se derramarem. Mas isso não acontece. É como se algo dentro de mim tivesse mudado, e eu sinto torpor. Em geral, eu correria para o andar de cima, pronta para tocar violão e escrever no meu diário. As músicas mais barulhentas sairiam primeiro, em espasmos e ímpetos furiosos, depois viriam as baladas melancólicas e, finalmente, eu fecharia o círculo com hinos de empoderamento feminino. Em menos de uma semana, existiria o equivalente a um disco anotado em guardanapos e blocos, a crônica nua e crua do meu mais recente caso fracassado, começando pelo primeiro encontro, passando pelo término desastroso, até terminar com o estou-melhor-sem-você. (Pag. 12)

Olá, Vira latas! A resenha de hoje é sobre um livro que fez a minha cabeça ficar completamente confusa (o que é bom, apesar de estranho), um livro bastante especial, uma vez que o nosso Qualquer Coisa Vira Lata foi um dos blogs que recebeu a cortesia da Frini Georgakopoulos, escritora do livro Sou fã! E agora? E da Harper Collins Brasil para ler e contar a vocês tudo que achamos desse livro. Ah! O livro é o Sing, da escritora Vivi Greene.

Quando eu comecei a ler esse livro, confesso que só conseguia enxergar a Taylor Swift. Comentei algumas vezes com o Alef, o criador do blog, que eu achava que a capa era inspirada na Taylor, afinal de contas a menina é loira e há um belo destaque para o batom vermelho. Mas ao longo do livro não enxerguei apenas a Taylor, vi outras cantoras que vivem para o show business, muitas vezes sacrificando as próprias vidas por causa dos seus trabalhos.

A Lily conhece muito bem tudo isso que eu citei, ela é uma cantora bastante famosa, tipo Taylor Swift. Lily está prestes a lanças o seu novo disco, intitulado de “Para sempre” quando o seu namorado resolve terminar tudo. Detalhe: ele também é um cantor famoso, e o disco novo da Lily foi completamente inspirado no Jed, agora seu ex-namorado.

Lily resolve dar um tempo de Nova York, dar um tempo das notícias e aproveitar para passar o verão ao lado das suas duas melhores amigas, a Tess e a Sammy. As duas, além de amigas, trabalham para a Lily. As três passam uma temporada em uma ilha pequena onde praticamente ninguém reconhece, ou melhor, deixam a famosa estrela musical aproveitar as suas férias em paz.

Lily precisa desesperadamente criar um novo disco! Ela chega a conclusão de que todos os seus álbuns musicais são inspirados em algum romance. Os alegres são dedicados aos momentos felizes em que ela viveu ao lado do seu atual namorado. Enquanto os tristes geralmente estão relacionados aos términos que ela enfrentou.

Provavelmente vocês devem estar imaginando que o novo álbum que a Lily criará será composto por melodias tristes, em que todos irão reconhecer o Jed a cada verso e estrofe que ela cantar. NÃO! Lily quer provar para ela mesma que suas músicas não serão apenas baseadas em seus relacionamentos. Ela é capaz de compor músicas diferentes. Por que ela não seria? O problema é que o seu coração é viciado em se apaixonar, e ela precisará lutar contra a sua emoção, que não vêproblema em se apaixonar novamente. Mas será que ela está disposta a lutar?

Por outro lado, eu me sinto patética. Nunca me considerei alguém predisposta ao vício. Mas agora sei a verdade. Sou viciada em amor e tive uma recaída. (Pag. 79)

Lily conhece o Noel, um garoto completamente diferente de todos que ela já namorou. Noel faz com que Lily se sinta mais leve. Ao lado do garoto ela vai descobrir uma nova Lily, uma garota “quase normal”. O problema é que todos fazem questão de lhe lembrar de que normalidade não é uma palavra comum no seu dicionário. Lily precisará enfrentar os seus sentimentos, tantos os que possuem em relação ao Noel quanto como rever a sua relação com as amigas.

Eu adorei esse livro e comentei sobre ele com uma amiga minha. Não vou mentir que em alguns momentos fiquei bastante chateada com a Lily. Mas aprendi que esse livro fala basicamente sobre aquilo que eu prego. As mulheres têm o direito de viverem as suas vidas, serem felizes, sem precisarem mostrar para o mundo que elas estão apaixonadas por alguém.

Em vários momentos do livro eu me coloquei no lugar da Lily e tentava compreender as atitudes que ela tomava. A Lily, sem dúvidas, nos ensinou sobre a necessidade de nos conhecermos, de quem realmente somos.

Amei ler esse livro e passar alguns dias aproveitando a ilha com a Lily, suas amigas e com o Noel. Amei vê as decisões que a escritora tomou. Apesar de que acho que ela sofreu um pouquinho. Amei mais ainda poder fazer essa resenha para vocês, por saber que uma grande editora confiou no nosso trabalho para mostrarmos a vocês o quanto esse livro merece ser lido.

 

Samila Bezerra
Samila Bezerra

Estudante de Arquitetura na Universidade Federal de Alagoas, é apaixonada por livros e quer conhecer o mundo...

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