TAL QUÍMICA – CAP. 10-11 – SAMILA BEZERRA

tal químicaFoi em busca de uma vida feliz
Atrás do que eu sempre quis
A vida na bera do mar, uoooo
Na bera do mar
Vou pegar minha coisas
E vou me embora do Hawaii
To de saidera e você também vai
Dentro da mochila levo o teu coração
E entre meu braços mais a prancha e o violão
Quero no caminho agarrar a emoção
Deslumbrar no sonho
Mergulhar nessa paixão
(Caminho do Hawaii-Vitor Kley)

MENSAGENS NO WHATSAPP:

(Vic) Bom dia! Boas notícias, consegui uma casa para passarmos a quinta-feira.

(Gael) Uhu!!! Essa quinta-feira promete.

(Marcela) Promete mesmo. Depois de praticamente nos matar com aquela maquete, merecemos descanso.

(Eu) Nem me lembre dessa maquete do mal Marcelinha.

(Vic) Por favor, não falem de maquete. Quase perdi a minha mão para fazê-la.

(Marcela) Assunto encerrado. Rsrs.

(Bernardo) Falou tudo Gael. Quero saber como será o meu feriado.

(Vic) Seguinte, minha tia irá para a casa de praia somente na sexta à tarde. Podemos passar a quinta-feira inteira lá, dormi na casa para voltar na sexta de manhã.

(Gael) Galera levem o protetor e o colchonete porque esse feriado vai entrar para a história

CAPÍTULO 11

Linda!
Lá na areia!
Menina na beira do mar vira sereia
Linda!
Lá na areia!
Menina que entra na roda é capoeira
Vou pegando a saideira,
Eu já fiz minha cabeça,
E hoje tá quebrando a vala,
Por incrível que pareça.
O vento virou,
O céu se abriu
E o mar ajeitou
Vou voltar no meio dia,
Tá na areia meu amor!
(Pegando a saideira-Armandinho)

 

Minha casa estava uma verdadeira bagunça, meus sobrinhos eram tão perfeitos que nem foi preciso que eles ficassem internados no hospital. Isso era maravilhoso! O único problema é que eles choravam o dia inteiro. Enquanto meu irmão não terminava de arrumar a nova casa (que ficava na mesma rua que a minha) fiz questão de dividir o meu quarto com a Bianquinha.

Finalmente tinha chegado o feriado de 27 de agosto (dia da Padroeira de Maceió). Eu e galera tínhamos combinado de passar o dia inteiro em um dos lugares mais perfeitos que existia a cidade de São Miguel dos Milagres. Eu não seria a única que aproveitaria o feriado, Bianca iria para uma fazenda com a mãe e a irmã de Letícia. Eu sabia que a minha cunhada estava feliz da vida ao saber que a filha se divertiria. Depois de passar quinze minutos tentando me levantar da cama, eu fui direto para o banheiro. Tomei um bom banho, depois coloquei o biquíni. Preparei a minha mochila, com apenas pijama, uma muda para voltar para casa no outro dia, minha nécessaire, toalha e é claro calcinhas. Ah! Preparei também minha bolsa de praia. Passei na cozinha para filar a boia da dona Elena. Tomei um delicioso suco de laranja com um bom pedaço de bolo. Depois de escovar os dentes fiquei esperando a Marcela que me daria carona.

Não demorou muito para a minha amiga chegar, ao contrário de mim que só estava levando uma mochila, ela estava com uma bolsa bem maior. Às vezes invertíamos os papeis.

-Bom dia, Marcelinha. –Eu a abracei.

-Bom dia, Isa. –Ela deu partida rumo à praia. –Finalmente um feriado.

-Nem me fale. A faculdade e a minha família estão me deixando com os cabelos brancos.

-Mas você tem sorte por ter aquelas três coisinhas lindas.

-Eu sei. –Nós rimos.

Assim que chegamos à praia avistamos o pessoal. Cecília estava sentada conversando com Vinícius, Bernardo estava na beira da praia encarando as ondas. Enquanto isso, Gale e Vic tiravam selfs. Eu e Marcela corremos para falar com eles.

-Oi, gente. –Eu falei e comecei a abraçar cada um deles.

-Oi, pessoas lindas. –Marcela também os abraçou.

Sabe catálogo de roupa de praia? Então essa galerinha aqui deixava qualquer catálogo no chinelo. Os meninos arrasavam nas bermudas, as meninas nos biquínis. E os óculos, um mais lindo que o outro. Antes que vocês estejam se perguntando, hoje eu tinha optado por usar um biquíni tai dai com variações da cor verde. O soutien era de bojo, já a calcinha era de lacinho. Mas eu estava usando um short jeans claro rasgado. Meus óculos eram daqueles modelos que estava na moda, mais arredondados e era espelhado na cor prata.

-Vamos tirar fotos. –Disse Gael que já foi fazendo cliques nossos.

-Não Gael, deixa para mais tarde. –Eu olhei na direção em que o Bê estava. –Vou dar um oi para o Bernardo.

-Sei. –Disse Gael que na mesma hora ganhou um tapa de Marcela.

Eu caminhei em direção a ele, Bernardo estava com uma bermuda de nylon preta, sua costa larga se encaixavam perfeitamente com o cenário. Quando me aproximei mais pude reparar nas tatuagens que ele tinha nas costas e nos braços. Ele tinha uma pena muito linda que era sombreada nas costas, uma frase no braço direito e um triangulo no esquerdo. Aos poucos ele foi se virando, sua testa estava franzida por causa do sol. Mas seus olhos verdes brilharam a me ver, ele abriu um lindo sorriso, mostrando suas lindas covinhas.

-Menina Linda! –Ele foi logo me abraçando. Meu Pai celestial, que abraço foi aquele? O danado ainda por cima cheirou o meu pescoço. –Que cheiro bom.

-Olha só quem fala. –Eu não queria soltar o Bernardo.

-Até para vir a uma praia a senhorita arrasa, né menina linda.

-E você, menino lindo, não fica muito atrás quando o quesito é produção.

-A diferença é que eu demorei uns cinco minutos para trocar de roupa. Acho que você levou muito mais tempo que isso.

-Acertou. –Nós começamos a rir.

Viramos em direção ao mar, mas a mão de Bernardo continuava pousada nas minhas costas, minha cabeça estava encostada em seu peito, e a sua outra mão entrelaçada a minha. Muito confuso tudo isso né? Que mar era aquele! Maceió tinha várias praias lindas, mas eu estava apaixonada por aquela prainha que estava super deserta. Acho que passamos uns dez minutos sem conversar só sentindo a calmaria que o mar nos trazia. Bernardo era o que mais parecia aproveitar aquela calmaria, sei lá era como se ele e o mar tivessem uma forte ligação.

-Bê, desculpa a ignorância, mas por que você está admirando tanto o mar?

Ele olhou para mim e me deu um sorriso carinhoso. –Não precisa se desculpar, Isa. Eu estou estudando as ondas, quero surfar um pouco.

-Que irado, Bê! –Eu falei. –Eu sempre fui louca para aprender a surfar, mas nunca conheci ninguém que soubesse.

-Agora conhece. –Ele abriu um sorriso enorme todo convencido. –A senhorita quer surfar comigo? –Ele perguntou com uma voz envolvente.

-Assim né, hoje eu não vou conseguir achar um professor bom, então me contento com você mesmo.

-Como é que é, dona Isabelle? –Ele começou a fazer cosquinhas em mim. –Repete o que você disse.

-Você é o melhor professor de surfe e o melhor surfista do mundo. –Eu falei entre os risos. –O Medina, o Felipe Toledo, Alejo Muniz e os outros surfistas perdem feio para você. Melhorou?

-Melhorou. –Ele parou de fazer cosquinha em mim e me deu um beijo na testa. –Vamos sentar um pouco. –Era automático os nossos dedos já estavam entrelaçados.

Quando sentamos com a galera Vinícius não perdeu tempo e começou a nos zoar.

-Pensei que vocês iriam admirar o mar para sempre. –Ele falou com muita ironia.

-Estava dando uns toques a Isa. Vou ensiná-la a surfar. –Bernardo sentou na saída de praia que eu tinha acabado de forrar.

-Isa, você sempre quis aprender a surfar. –Falou Marcela. –Agora chegou a hora.

-Né isso, Marcelinha. –Eu comecei. –Daqui a pouco vou competir nos grandes campeonatos de surfe. –Nós começamos a rir.

-Que galera morgada! –Começou a reclamar o Gael. –Essa praia já é deserta, e ninguém coloca uma música.

-Coloca alguma aí no celular. –Falou Bernardo.

-É isso mesmo que eu vou fazer.

Meu amigo tirou da mochila uma caixinha de som portátil que se conectava ao celular. Isso com certeza era um de vários objetos eletrônicos que ele tinha trazido dos EUA. Gael tinha várias músicas no celular, muito mais que qualquer um ali. Ele era bem eclético, mas acho que ele estava com saudades do forró, e acabou selecionando uma playlist que tocava vários forrós que eu conhecia e desconhecia.

-Agora sim. –Ele se animou e foi logo abrindo uma cerveja.

-Gente vai ter uma festa bem legal na boate Liberdade, vão tocar somente música eletrônica. Vamos. –Vic nos convidou.

-Não sou fã de ficar escutando a batida do eletrônico. –Eu falei.

-Eu topo. –Disse Gael.

-Meu amigo, me diga o que você não topa. –Brincou Marcela.

A galera estava cansada de ficar sentada sem fazer nada, então pegaram a bola, que Vic trouxe e foram brincar de sete cortes. Nunca fui muito boa nessas brincadeiras, sério eu sou um desastre. Sabe o tipo de aluno que sempre é o último a ser escolhido na educação física? Então, eu faço parte desse seleto grupo. Apesar de não me dar bem com os esportes, eu sempre amei assistir futebol (isso vocês já perceberam) e todos os outros esportes. Menos formula 1. Alguém por favor, me explica qual é a graça de ficar vendo os mesmos carros dando as mesmas voltas só para ver quem depois de “milhões” de voltas chegará em primeiro lugar. Esse esporte não é para mim. Voltando ao início do assunto, eu não era muito boa com esportes, até mesmo com essas brincadeiras onde não podemos deixar a bola cair. Mas o meu problema maior sempre foi com o queimado não gosto nem de lembrar. Como meus amigos estavam se divertindo, resolvi escolher a minha playlist particular, coloquei várias músicas do Armandinho e do Manitu para tocar no celular. Coloquei os fones de ouvido e deitei na saída de praia.

Sabe quando você acaba se desligando do mundo? Sou a rainha desse negócio. É só fechar os olhos que eu começo a viajar, pode ser com ou sem música. No caso de agora era com. Escutei algumas músicas do Armandinho que eu mais amava, gente são muitas as minhas músicas preferidas dele, mas se tocar Sentimento, Outra noite que se vai, Eu juro, Sol loiro e é claro Casa do sol, já estou feliz da vida. Terminada a minha sessão músicas do Armandinho começou a tocar as do Manitu, já estava no finalzinho de última cena quando tive aquela sensação de que alguém me vigiava. Senti uma mão morninha tocar no meu ombro. Ao abrir os olhos eu só fiz confirmar as minhas suspeitas.

-Cadê o pessoal? –A última vez que os vi eles jogavam bem pertinho de onde nós estávamos.

-Foram jogar mais para lá. –Bernardo apontou na direção em que eles estavam.

Ao se deitar ao meu lado Bernardo perguntou. –Posso? –Ele se referia ao fone de ouvido.

-Claro. –Ele colocou o fone justamente quando começou a tocar a música Menina mulher.

Bernardo acariciava o meu braço enquanto cantava baixinho. Ah! Ele não parava de olhar para mim. Aquilo estava me torturando. Quando a música terminou, ele me puxou. –Vamos surfar, menina linda.

Eu sorri e lá fomos nós fazer o treinamento na areia. É óbvio que eu não peguei as melhores ondas, isso aconteceu por basicamente dois motivos. Primeiro: a praia que fomos não tinha altas ondas. Segundo: Eu mal fiquei em pé na prancha. Mas foi maravilhosa toda aquela sensação. Agora eu começava a entender de onde vinha tanta inspiração para tantas músicas que tinha o mar como tema. Depois de me divertir bastante resolvi parar. Pelo menos naquele dia.

-Mandou muito bem, Isa. –Disse Bernardo enquanto me abraçava. –Agora, eu vou brincar de surfar um pouco. –Ele se referia as pequenas ondas que nós tínhamos ali.

-Aproveita porque agora você é o meu professor particular. Isso que estou te dando é uma folguinha, não se acostuma não, moleque.

Sabe aquelas risadas gostosas? Foi a que Bernardo deu antes de me falar. –Pode deixar à senhorita manda.

Enquanto ele surfava Gael, Vic e Vinícius foram até a casa da tia da Vic. Eles queriam comprar uns alimentos que estavam faltando, além de escova de dente, que o gênio do Vinícius se esqueceu de trazer. Já eu fiquei aproveitando a companhia das melhores amigas do mundo, nós três deitamos na saída de praia e começamos a fofocar.

-Dona Isabelle a senhorita está tendo algo com o meu colega de classe? Gente a Cecília era o tipo de amiga que fazia as perguntas na lata.

-Não. –Eu falei imediatamente. Mas sabe como é a dona Marcela não conteve o riso.

-Certeza? Então por que a Marcela está rindo? Fala a verdade. Pensei que era a sua amiga, mas você me esconde tudo. –Começou a sessão drama.

-A gente ficou na festa do Gael, mas só foi isso.

-Por isso. –Cecília disse. –Eu sabia. O Bê está muito mudado, não está ficando com as meninas.

-Que meninas? –Eu queria saber. Mais uma vez a Marcela começou a rir. –Para Marcela!

-Você está com ciúmes, dona Isa. –Brincou Marcela. –Você disse que não queria nada sério, só amizade.

-Ele é só meu amigo, mas…

-Mas…? –As duas falaram ao mesmo tempo.

-Ele é um amigo diferente. Ele me faz bem e também me protege.

-Então fica com ele Isa. –Disse Cecília.

-Meninas, eu tenho medo de sofrer, não quero cometer os mesmos erros. E como eu já falei para a Marcela, estou gostando de aproveitar a minha solteirice.

-Se você acha isso. Mas que seria o máximo ver vocês dois namorando seria. –Disse Cecília.

-Ei! Cecília me conta um pouco sobre o seu namoro com o Vini. Ele já te pediu em namoro né? –Eu queria saber.

-Ai meninas, eu estou apaixonada! –Ela suspirou. –Eu sempre tive medo de me envolver com alguém, mas o Vini é diferente. Eu amo a companhia dele, amo as piadas dele, amo os beijos dele. Sério, o Vinícius é completamente diferente dos outros garotos que eu já fiquei. Acho que o meu coração resolveu que agora é a hora certa para gostar de fato de alguém.

-Cecília eu fico tão feliz de ver que você está apaixonada. –Começou Marcela. –Espero que vocês sejam muito felizes juntos, e ai do Vinícius pisar na bola com você. Eu dou na cara dele. –Ela finalizou.

-Acho que não será preciso, Marcelinha, mas se ele fizer isso eu te ajudo a quebrar a cara desse flamenguista.

-Não será mesmo, esqueci que ele tinha bom gosto. –Era só falar do Flamengo que a dona Marcela ficava feliz. –Quero ser a madrinha desse casamento.

-Eu serei a madrinha. –Eu falei. –Eu ganhei esse direito a partir do momento que fui OBRIGADA a assistir ao jogo com vocês.

-Caso eu me case vocês duas serão as madrinhas. Não se preocupem. –Falou Cecília.

-Acho bom. –Disse Marcela. –Mas só acho que a Vic e a Alice vão querer ser também.

-Todas vocês serão. Mas primeiro eu vou aproveitar o início do meu namoro. –Ela tinha um lindo sorriso na cara.

-Amiga, você merece toda a felicidade do mundo. –Eu falei.

-Own esse momento pede um abraço coletivo. –Falou Marcela que logo em seguida foi nos puxando para um abraço que rolou até lágrimas. Eita bando de meninas chorosas.

Depois de almoçarmos, lembrando que já se passava das quatro horas da tarde. Fizemos uma roda, Marcela pegou o seu violão preto e começou a tocar a música Sol do Jota Quest.

Ei dor…eu não te escuto mais,

Você, não me leva a nada.

Ei medo…eu não te escuto mais,

Você, não me leva a nada.

E se quiser saber pra onde eu vou,

Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou

E se quiser saber pra onde eu vou,

Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou

Eu estava sentada entre Marcela e Cecília escutando a música e relembrando a nossa pré-adolescência. Nós nos conhecemos na quinta série todas nós tínhamos medo do desconhecido. Alice era a minha vizinha, na época se juntou logo ao grupo, e mesmo estando uma série a mais que nós, ela começou a fazer parte do quarteto fantástico. Gael entrou nas nossas vidas no nono ano, não foi difícil virar amiga dele. Quando pensávamos que o grupo já estava completo conhecemos a Vic na faculdade, mas a impressão que eu tenho é que nos conhecemos há séculos. Apesar das nossas diferenças, éramos bastante unidos.

Quando a música acabou Marcela me passou o violão, ela tinha mania de fazer aquilo. Eu tentei aprender a tocar com ela, mas nunca tive coordenação suficiente para fazer isso. Ela insistia para que eu pegasse o violão, mas eu tentava resistir.

-Isa, toca um pouco. –Ela usava aquela voz de convencimento que sempre dava certo.

-Não, Marcela. –Eu falei. –Faz tanto tempo que eu não toco. Desaprendi total. –Tentei sorrir.

-Papo furado, dona Isa, você sabe sim. –Disse Cecília.

-Gente, eu não lembro, eu juro. –Tentei me defender.

-Isa, você se lembra de tudo. –Falou Gael.

Meus amigos eram um bando de traidores.

-Vou passar vergonha. –Vinícius e Bernardo não paravam de rir. –Ei parem de rir da minha desgraça. –Eu brinquei.

Marcela desistiu de me entregar o violão, então começou a dedilhar. Eu aproveitei o momento e me levantei, precisava de algo que servisse como cobertor. Aquela blusa fininha que eu estava usando não bloqueava o frio que eu sentia.

-Para onde você vai? –Perguntou Vic.

-Pegar algo mais quente. Estou com frio.

-A canga molhou de cerveja. –Disse Vinícius. –Mas já deve ter secado.

-Prefiro ficar com frio. –Eu tinha nojo de cerveja.

Bernardo ficou me encarando. Ele cochichou algo com Vinícius que foi para o lado de Gael, deixando um espaço vazio perto do Bernardo.

-Isa, senta aqui. –Bernardo me chamou.

Eu sentei ao lado dele que imediatamente passou a mão em minhas costas, puxando o meu corpo o máximo que conseguia para ficar colocado com o seu. A outra mão dele estava entrelaçada na minha, acho que isso já tinha se tornado um hábito comum nas nossas vidas.

Marcela começou a tocar Refrão de um bolero. Eu amava aquela música e ter aqueles braços ao meu redor tornou-a mais especial ainda. Depois de cantarmos mais umas três músicas fomos embora. Pretendíamos ir para casa bem cedo.

E foi o que fizemos por volta das dez da manhã todos já estavam bem acomodados nos carros dando um até logo para aquela praia linda que eu tinha me apaixonado.

Samila Bezerra
Samila Bezerra

Estudante de Arquitetura na Universidade Federal de Alagoas, é apaixonada por livros e quer conhecer o mundo...

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