UM GATO DE RUA CHAMADO BOB – JAMES BOWER

o gato de rua chamado bobO ano está acabando e eu sinto que ao menos uma missão eu cumpri: terminei de ler o livro “Um Gato de Rua Chamado Bob”. Sériiio! Eu ganhei esse livro no meu aniversário em 2013 das minhas primas, mas enrolei dois anos para terminar a leitura. E tive que começar do zero, óbvio! Por isso eu tinha em mente que não podia passar desse ano, e depois de colocar inúmeras leituras na frente dele, finalmente eu acabei. Mas deixando de enrola mais, vamos a resenha?

O livro conta a história real de um cara que, assim como muitos outros, trocou a vida e as oportunidades para se entregar ao mundo das drogas, não que ele tenha simplesmente feito esse troca, geralmente as pessoas nem percebem, ele foi somente mais uma vítima. James viveu por muito tempo nas ruas e em alojamentos para moradores de rua, também era viciado em heroína, sua vida não tinha sentido algum. Ele se afastou da sua família e de tudo que fazia algum bem a ele. Mas uma pessoa consegue viver sem algum sentido na vida? Sem alguma motivação? Eu acredito que não. Mas todo mundo merece uma segunda chance para encontrar esse sentido, não é mesmo? E é  agora que entra o Bob, o gato. Ele era um gato de rua, James não fazia ideia de onde ele vinha e qual a sua história, muito menos como ele chegou ali, no prédio onde James morava. Mas ele foi a “pata” que manteve James na realidade durante todo seu tratamento contra as drogas.

“Era como se ele soubesse o que eu estava sentindo. Algumas vezes, enquanto eu cochilava, ele se aproximava de mm e colocava o rosto perto do meu, como se dissesse: “tudo bem ai, companheiro?” Estou aqui perto se precisar de mim”. Em outros momentos, ele simplesmente sentava-se comigo, ronronando, esfregando a cauda em mim e lambendo meu rosto de vez em quando. Enquanto eu deslizava para dentro e para fora de um universo estranho, alucinatório, ele era minha âncora na realidade.” (pag. 194)

Confessor que em muitos momentos tive a sensação que o livro não acabaria nunca, que nada acontecia. Fiz até Snap (jordialef) reclamando que a maior ação do livro é quando o gato fugia e James saia correndo a procurar Bob em meio a multidão que saía do metrô. Sério! Mas eu tinha que dar uma segunda chance, certo? Em outros momentos achei a relação ou a forma com que o escritor escreveu o livro muito melosa. Duvidei de várias partes, e fiquei “gente, que exagero, é claro que o gato não pensou nisso”. Mas consegui chegar ao fim. Ueeeba!!

Enquanto eu lia as últimas páginas fui refletindo sobre toda a história e sobre como o James tratava e demonstrava seus sentimentos naquele livro. E percebi que por mais que eu achasse que algumas coisas eram exagero para mim, eu entendi que para ele eram totalmente plausíveis. E que realmente tinham sentido e valor. Porque não importa o valor que eu julgue que aquela história tem, ou que Bob tem. Realmente não importa se eu não acredite que aquela gato não tinha aqueles pensamentos que James acreditava que ele tinha e tem. O que realmente importa é o valor que James depositou naquela relação e o poder transformador do valor que foi atribuído aquilo tudo.

“Todo mundo precisa de um tempo, todo mundo merece uma segunda chance. Bob e eu agarramos a nossa…” ( pag. 234)

Deu pra entender? Hahahahaha

Se você quer ler a história de um cara que chegou ao fundo do poço, mas conseguiu achar não só a luz, mas também um escape através de Um Gato de Rua Chamado Bob, desejo uma boa leitura.

Alef Jordi
Alef Jordi

Estudante de Letras, criador do blog Qualquer Coisa Vira-lata, Potterhead assumido e um sonhador sem limites. Sonha em publicar um livro antes dos 30. E ama promover ações sociais.

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