ELA ENCANTA – CAPÍTULO 1 PARTE 2

Chegamos à boate por volta das dez e meia. Segundo Luísa quanto mais tarde melhor. O lugar estava completamente lotado, também não era para menos, estávamos de férias e aquela era uma das melhores boates da região. Assim que entramos fomos logo contagiadas pela batida do DJ. Nunca fui fã de música eletrônica, mas como estava em um ano de mudança, abri a minha mente para os novos estilos musicais.

Eu não conhecia o nome das músicas que tocava. Mas estava tão bom aquele clima, que quando dei por mim já estava me remexendo ao som da batida. Acho que a iluminação em azul ajudava a criar o clima do local. Além disso, só tinha gente bonita.

-Prima, eu estou sentindo que essa noite será épica. –Luísa falou. –Vem vamos mostrar para essa galera como se dança.

Minha prima me puxou para o meio do salão, o DJ começou a tocar Hey mama do David Gueta. Tenho certeza que a Luisa ficava assistindo vídeo aula de dança, ela praticamente sabia a coreografia inteira. Ia até o chão sensualizando. Acho que metade dos homens da boate já tinha notado a presença da minha prima.

-Ei gata, vai me deixar dançando sozinha? –Ela me perguntou.

-Prima, eu não sei dançar essa música. –No mesmo instante o DJ mudou a faixa.

-Se joga prima!

E quer saber foi isso que eu fiz. É óbvio que eu não arrasava igual à Luísa, mas eu estava me divertindo horrores. Joguei as minhas mãos para o alto, acho que eu era a pessoa mais bizarra dali. Luísa fez sinal para que eu passasse a mão no cabelo, segundo ela para sensualizar, e foi isso que eu fiz. Comecei a passar a mão no cabelo deixando assim a tatuagem à mostra.

Dançava no meu ritmo quando um cara, loiro de olhos verdes, veio na minha direção. Sua intenção era me beijar, mas eu recuei. Ele tentou me beijar novamente, e mais uma vez eu me afastei. Ele fez sinal que desistia e assim que me deu as costas começou a se agarrar com uma garota ruiva.

-Sofia aquele deus grego quer ficar com você, e você o dispensa? –Luísa estava revoltada.

-Não prima. Aquele cara que você chama de deus grego só queria saciar o próprio prazer. Inclusive ele já encontrou alguém que lhe proporcionasse isso. –Eu falei em meio à música alta.

-Bom, eu vou proporcionar alguém que sacie o meu prazer. –Ela sorriu. Não demorou muito para eu ver a minha prima nos braços de um moreno alto que com certeza frequentava academia.

Eu continuava dançando, dessa vez sem a minha companheira quando notei um homem parado no outro lado da pista de dança. Ao contrário do outro que usava uma camisa da Hollister, esse usava uma calça jeans, uma camisa preta, e uma xadrez verde escuro. Pelo que eu consegui notar, eu considerava a minha visão boa, ele era branco tinha o cabelo todo bagunçado preto, bigode e uma barba que deveria estar alguns dias sem ser feita. Acho que passei uns bons segundos encarando aquele garoto, ele também me encarava inclusive me deu um meio sorriso que eu retribui.

Cada faixa que o DJ tocava eu ficava mais animada. Mas do nada ele mudou o ritmo, começou a tocar Lana Del Rey, mais precisamente Summertime Sadness. Eu amava as músicas que ela cantava. Pronto, agora eu tinha me entregado de vez a canção.

Dançava ao ritmo da música quando senti alguém chegando por trás de mim. Uma mão grande segurou a minha barriga e começou a se mover comigo. Enquanto isso a barba do dono dessa mão passeava livremente pelo meu pescoço. Eu sabia que era o garoto que eu tinha visto do outro lado da pista de dança. Eu não posso negar, ter aquele corpo tão perto do meu era um perigo. Mesmo gostando do perigo eu me virei, o carinha de xadrez passou a mão pelas minhas costas. Como o meu vestido era decotado nas costas eu sentia perfeitamente a eletricidade que aquela mão causava em mim.

Durante todo o momento em que dançávamos, já estávamos na terceira canção da Lana, eu passava a minha mão pelo seu tórax e ia descendo até a sua barriga. Mesmo sendo magrinho pelo toque dava para perceber que ele tinha uma barriga definida.  Acho que o que fazíamos era tortura, durante todas as canções não desgrudávamos os olhos uns do outro.

Quando a música chegou ao fim ele puxou o meu corpo para junto do seu, não sei como isso era possível já que estávamos tão perto. Ele colocou sua boca na minha. Que beijo era aquele! Acho que nunca beijei alguém por puro desejo daquele jeito. Acho que passamos umas duas músicas colados. Acho que passaria a noite inteira, mas senti alguém puxando o meu cabelo e com certeza não era a mão dele que fazia isso.

-Ai! –Eu gritei. –Está louca minha filha?! –Eu perguntei para a abusada que puxou o meu cabelo.

-Louca é você que fica se esfregando no namorado dos outros. –A doida varrida falou. Como era de se esperar quem estava perto começou a reparar na baixaria.

-Ex-namorado e faz tanto tempo. –O garoto disse. –Me esquece maluca.

-Você acha que pode ficar se atracando com essa qualquer. Eu sou sua namorada exijo respeito.

-Porra! Você não é a minha namorada! Que saco!

-É claro que sou. Esqueceu que íamos casar.

-Só se for em seus sonhos e nos meus piores pesadelos. –Ele disse, eu não aguentei e comecei a rir.

-Garota o que você está fazendo aqui? Essa é uma conversa de namorados? –Ela falou olhando para mim com aqueles olhos assassinos.

-Ex! Porra! –O garoto falou.

-Garota, você não percebeu que está sobrando? –Eu falei.

-Quem está é você. –A maluca disse. –Vai procurar outro cara para ficar.

-Eu não preciso de outro. Eu já estava ficando com ele. –Terminando de falar isso eu agarrei o garoto e tasquei um beijo com muito mais desejo, e ele correspondeu.

-Sua vagabunda. –A doida me atacou. Mas os seguranças a tiraram do local. –Isso não vai ficar assim. –Ela gritou.

Eu encarei o garoto que tinha um misto de vergonha, com surpresa e também de que tinha gostado do beijo. Mas quando eu vi a Luísa estava perto de mim. Não pensei duas vezes, segurei o braço da minha prima e parti sem saber o nome daquele menino.

CONFIE EM MIM – CINTHIA FREIRE

 

 

Vira latas, a resenha de hoje é mais uma daquelas que eu nem sei por onde começar. Eu sabia que a leitura seria difícil, que em alguns (vários na verdade) momentos eu iria sofrer. Mas eu não tinha noção do quão grandiosa e tocante seria esse livro. Estou falando de Confie em mim, da maravilhosa Cinthia Freire.

Sinopse

Depois de quatro anos longe de casa, finalmente estou de volta, pronta para tomar as rédeas da minha vida e cumprir minhas promessas. Tudo estava sob controle, até que meu pai o encontrou na estrada, desacordado e muito machucado.

Prometi cuidar dos seus ferimentos até que esteja pronto para ir embora, mas no instante em que ele acordou eu soube que nada mais seria igual.

Ele é misterioso, quieto e muito observador. A forma como seus olhos sempre estão sobre mim me incomodam, mas também me atraem de um jeito assustador. Eu não confio nele, mas agora já não tenho certeza se quero que ele vá embora.

Durante toda a minha vida fui ensinado a respeitar as regras. Elas são importantes, fazem com que o certo seja claro como o dia e o errado seja escuro como a noite.

Elas existem para nos guiar.

Eu sempre segui as regras, até que algo terrível aconteceu e precisei tomar uma decisão: continuar como estava e permanecer na escuridão ou quebrá-las e seguir a luz.

Eu as quebrei.

Agora estou aqui sozinho, assustado e tão machucado como nunca estive, mas ainda estou vivo.

Graças a ela, a garota das mãos suaves e dos olhos acolhedores que sempre estão me analisando, mesmo quando sinto que tudo o que ela quer é fugir. Ela não confia em mim. O problema é que eu também não confio nela.

Quando a Cinthia perguntou se o blog tinha interesse em fazer parceria para esse livro, eu não pensei duas vezes. Quem se importa em ter que conciliar a vida acadêmica (principalmente em fase de TCC) e ter que acordar cedo todos os dias para ir ao estágio? Eu arranjaria um tempo e leria o livro facilmente.

No entanto, eu não imaginei o quão difícil seria essa leitura. A Cinthia gosta de nos fazer sofrer com seus personagens, e como sempre eu não posso culpá-la, afinal de contas apesar de tenso a estória do Ezra poderia ser real. Coube a mim ler a escrita da Cinthia aos poucos tentando assimilar tudo o que acontecia e querendo a todo momento abraçar esse personagem tão sofrido.

Vira latas, eu não falei sobre o livro em si, perceberam? Então… Esse é um daqueles livros que os spoilers estragam completamente a leitura. Esse é um daqueles livros que você precisa descobrir  o que se passa com cada personagem. Chorar junto… Vibrar junto… É um livro onde enxergamos todo o amor da Cinthia pelo seu trabalho. Mas se vocês ainda não estão convencidos lá vai alguns pontos que te farão querer baixar logo o e-book.

A Cora é uma mulher incrível! Batalhadora que corre atrás dos seus sonhos. Ela sabe do seu valor e luta para que ninguém a rebaixe.

Seu pai, o famoso Neto é um homem íntegro, bondoso dono de uma gigantesco coração. Ele consegue enxergar a alma de cada pessoa  e faz de tudo para ajudá-las, sem querer nada em troca.

E o que falar sobre o Ezra… Ele é aquele personagem que a gente sente a necessidade de abraçar e proteger desse mundo cruel. Ele é um homem nobre que luta contra seus demónios. Ele é um ser humano incrível que merece todo o amor do universo.

E aí vira latas estão convencidos do quanto vocês precisam ler esse livro para ontem? Garanto que vocês não vão se arrepender! A Cinthia mais uma vez não nos decepcionou. Pelo contrário, ela só me fez ficar ainda mais fã do seu trabalho.

TAL QUÍMICA – SÓ AGRADECE CAPÍTULOS 5 e 6

5°Capítulo (Bernardo)

Desculpa se eu não sou perfeito

Eu sei que está no seu direito

Mas nunca quis te magoar

Eu guardo dentro do meu peito

Aquilo que você me disse

Tudo que jogou

E o seu jeito de olhar

E o mar

De toda essa maneira

Não há

Parece brincadeira

E quer levar de volta tudo que eu já sei amar

Ainda espero ver você voltar

Eu sei que é cedo pra continuar

Mas eu não vacilei

Não, não tem motivo para me deixar

E tudo que eu te dei

Guarda com carinho, eu sei que vai lembrar

Entendo se é melhor pra você

Eu sei que vai doer

Mas não cultivo a dor agora

(Motivos, Leash)

 

A noite passada tinha sido extremamente perfeita! Após passarmos o dia inteiro na praia do Paraíso, fomos para a famosa boate que o Gael não deixava ninguém esquecer que existia. Tudo bem que não foi nada perfeito ver um Mané dando em cima da minha garota. Se a Isa pudesse escutar os meus pensamentos tenho certeza que reviraria os olhos e diria que eu não sou o seu dono. E ela tem razão… ela sempre tem.

Minha vontade era de ir falar para aquele palhaço que a Isa estava acompanhada, mas ela foi mais rápida do que eu. E quer saber, se não fosse por causa do meu “ciúme”. Coisa que eu não tenho. Ela não teria me provocado daquele jeito na pista de dança. Dançando sem tirar os olhos dos meus. E que dança! Se dependesse de mim, o ritmo latino embalaria muitas manhãs, tardes e noites, se a minha pequena estivesse ao meu lado para dançar, que fique bem claro.

Eu estava quase acordando, mas não queria. Só que eu escutei o hino do gigante da Colina tocando. Aquela música só poderia estar vindo do meu celular. Isso significava que o Vinícius estava me abusando logo cedo. Porra! Tinha que ser flamenguista mesmo, esse mala. A propósito o toque do meu celular era especialmente para o Vini. Já que ele praticamente respirava Flamengo. No meu celular o assunto seria diferente. Quem acredita sempre alcança. Só para constar o safado colocou o hino do time rubro negro em minha “homenagem”.

Peguei o celular no criado mudo. Eu sei que a canção era maravilhosa, mas a Isa não precisava acordar tão cedo.

–Fala, mano!

–Bernardo, eu fiz besteira. Estou aqui em baixo com a galera tomando café. Preciso da sua ajuda.

–O que foi que aconteceu? –Eu fiquei preocupado. Vinícius era o meu irmão de consideração. Um dos caras que eu mais admirava.

–Eu e a Cecília brigamos.

–Eu vou tomar banho. Desço em cinco minutos.

–Só mais uma coisa. –Ele prosseguiu. –Não vem com a Isa. –Ele estava ficando louco. –Depois do que ela disse ontem, não duvidaria se ela me matasse hoje.

–Estou chegando.

A CRISE DA INSUFICIÊNCIA DO SUFICIENTE DA SOCIEDADE

FOTO: reprodução da internet

Antes de tudo, espero que você tenha entendido o suficiente do título deste post, pois é sobre suficiência que pretendo tratar aqui. Pretendo, eu disse, pois não sei se tenho embasamento ou se terei reflexões suficiente sobre o tema, mas é algo que me inquietou nos últimos dias. Para que a gente comece a nossa conversa, partirei de um estudo de caso:

CASO 1

Um bebê recém-nascido em todo sua insuficiência de entender o que é o mundo ou a sua própria existência, quando está com fome chora por alimento, a mãe o entende e o atende. O bebê, então, se amamenta com seu esforço próprio em sugar o leite suficiente para saciar sua fome.

CASO 2

Um jovem em toda sua suficiência de entender o que é o mundo ou a sua própria existência, quando vai ao rodízio de pizza com os amigos, chegando lá, sabendo que pode comer à vontade, não se limita em comer o suficiente da sua fome, mas come até o alimento já não o fazer bem.

Alguns conflitos internos que temos em meio as dificuldades que passamos em algumas momentos da vida se dão por não entendermos que talvez o nosso sofrimento seja por não perceber que o que conquistamos e construímos em nossa vida já está sendo suficiente. Que se você chegou até aqui hoje, foi porque a vida – Deus, o universo ou sei lá no que você acredita – e o seu esforço trouxe para você o que era e é suficiente. Já parou para pensar que talvez estejamos querendo ser o menino da pizzaria, que mesmo sabendo que não está mais com fome, não entende que já é hora de parar; que continuar comendo além do que precisa talvez lhe cause um mal desnecessário?

O que nos falta para entendermos que a vida não é uma corrida para quem chega mais longe ou quem conquista mais? Afinal, a vida nunca foi uma disputa, não estamos competindo para ver quem tem a grama mais verde, se somos nós ou vizinho. E quem disse que nós precisamos ter uma grama?  Eu não estou dizendo que você deve se acomodar ou estagnar – Não! Vá em frente. – O que quero refletir é sobre o entendimento de que se olharmos para trás, nos momentos mais escuros, nós tivemos força suficiente parar chegar até aqui, mesmo quando a gente se achou insuficiente.

Então para de morrer quando o que é suficiente está bem na sua frente. Sofra o suficiente para aprender. Porque, no final, o insuficiente só vale a pena quando estamos falando de amar. Agora sim, ame as pessoas como se fosse sempre insuficiente.

ARQUITETURA E URBANISMO

Vira Latas, como vocês estão? Esse é o terceiro post que eu faço, onde eu conto a minha experiência com os períodos vividos em cada ano no curso de arquitetura e urbanismo. É meio surreal saber que eu já estou indo para o oitavo período, mas hoje eu vim aqui para falar do quinto e do sexto, dois períodos incríveis e que me ensinaram bastante.

Durante o quinto período (já perdi as contas de quantas vezes eu usei essa palavra) eu paguei cinco matérias: projeto de arquitetura 5; Detalhes; Conforto Ambiental 3; Projeto de Paisagismo 1 e Instalações e Infra estrutura Urbana.  Todas essas reforçam a tese de que o quinto período é considerado o “quinto dos infernos”. Isso se dá ao fato de termos praticamente todas as matérias voltadas para projeto, e não é um único projeto para tudo. Muitos trabalhos até foram aproveitando o que foi desenvolvido em projeto de arquitetura, mas de fato o período foi bem desgastante. Falo isso no sentido de que quase tudo, a maioria, foi trabalho executado na prancheta. Vocês têm noção do que é passar horas em pé desenhando tudo a mão? Eu passei por isso e sobrevivi!

Vocês podem até perguntar se tem como gostar desse período, e eu respondo que adorei! Foi justamente no quinto período que eu descobri meu amor por paisagismo. Estudar biomas, entender projetos paisagísticos ver o quanto eles influenciam no cotidiano das pessoas foi bem incrível! As demais matérias eu também adorei. Acho que eu sempre gosto de ver o lado bom de tudo, bem no estilo Poliana. Claro que todas as matérias ofereceram desafios, mas se você se dedicar, organizar seu horário e executar as atividades nos momentos certos, você não passará sufoco. Não garanto notas 10, mas garanto que vocês respirarão com mais tranquilidade.

OS 12 SIGNOS DE VALENTINA – RAY TAVARES

Vira latas, hoje 19 de abril é o dia de uma das escritoras que eu não conheço pessoalmente, mas considero pacas! Eu estou falando da Ray Tavares, que já deveria ter uma resenha linda escrita nesse blog, mas a correria não me permitiu. Culpada! No entanto, nunca é tarde para se redimir e por isso resolvi fazer esse post falando o porque vocês devem ler os livros dessa garota, e porque  segui-la no instagram e no You Tube.

ELA ENCANTA – CAPÍTULO 1

-Ai!!! –Gritou pela enésima vez a doida da Luísa, minha prima que jurava que a dor que eu sentia estava doendo nela também. –Sofia, eu me acho maluca, mas você é mais. Essa é a quarta sessão de tatuagem que eu venho com você. Porra, eu já sinto a dor em mim.

-Assim você me ajuda muito, Luísa. –Eu reclamei, enquanto sentia aquelas micro agulhas perfurando as minhas costas. –Diego será se acabamos hoje essa tatuagem?

-Não se preocupa Sofia, eu já estou finalizando. A Luísa que é escandalosa. Mas você está sentindo muita dor? Qualquer coisa avisa que eu vou mais devagar.

-Eu consigo suportar. –Eu falei.

Depois de quase duas horas a minha tatuagem ficou pronta. Foram quatro sessões de quase duas horas cada para poder tatuar um filtrador de sonhos nas costas, igualzinho ao que o meu pai me deu quando eu era pequena. Mas que a Ângela fez questão de quebrar. Pronto! Agora eu teria um que só seria possível ela tirar de mim caso arrancasse o meu couro.

-Ficou foda! –Diego disse.

SÓ HOJE- CINTHIA FREIRE

Vira Latas, finalmente eu venho aqui compartilhar com vocês tudo o que eu achei sobre o livro Só Hoje, lançado em ebook na Amazon, pela talentosíssima Cinhtia Freire. Antes de qualquer coisa gostaria de mais uma vez agradecer a Cinthia por confiar em nosso trabalho. É uma honra para nós termos uma parceria com uma pessoa tão incrível.

Sinopse:

Há seis anos, eu tive um encontro com a morte e naquela noite fiz uma promessa: prometi que passaria a minha vida à sua espera, aguardando até que ela estivesse pronta para me buscar.

Mas o tempo passou sem que ela voltasse e tudo o que me restou foi a dor que me impede de dormir e por muitas vezes parece prestes a me sufocar.

Eu viveria assim, estava preparado para continuar sozinho à sua espera, se não fosse por um pequeno deslize, uma única brecha na escuridão que havia se tornado a minha existência.

Era para ter sido apenas um momento, um sopro de ar em meus pulmões sufocados, mas eu cometi um erro.

Eu me apaixonei por uma garota.

E agora, eu tenho medo que a morte volte, porque, pela primeira vez desde aquela noite, eu não quero mais morrer.

Cinthia nos apresenta a dois personagens incríveis, de um lado Mia, uma jovem advogada que sempre foi muito centrada em seus objetivos. Ao contrário de sua amiga Marcella, que amava farras e estar com um novo garoto a cada momento. Mia fugia das festas e desses romances de uma noite só. Até que tudo veio abaixo em uma única noite, bastou conhecer Cadu para que a armadura que a garota costumava carregar desaparecesse.

“Temos uma tendência a nos apegar às pessoas que parecem mais frágeis e desamparadas e Cadu, embora tenha a aparência de um homem forte, é uma das pessoas mais frágeis que já conheci na vida, mais até que Marcella. (Só Hoje, posição 4829 do Kindle)”

Quem via Cadu a primeira vista deveria imaginar que ele era um rebelde sem causa, ou o Garoto Chamas, como Marcella carinhosamente o intitulou. Não deveriam imaginar que o garoto tatuado tinha um imenso coração e que apesar de negar de todas as formas, queria apenas ser acolhido, ter alguém para amar e ser amado. Será se Mia seria a garota que o destino mandou para que ele pudesse esquecer o passado e vivesse plenamente o futuro?

“[…] Eu não sou nada além de algo ruim que destrói tudo que me cerca. [..] (Só Hoje, posição 5215 do Kindle)”

Cinthia mais uma vez deu uma aula de escrita. Esse é um daqueles livros que é impossível não se envolver com os personagens. Temas sérios são trabalhados. Nos colocamos nos lugares dos personagens tentando imaginar qual a melhor saída para os problemas. Infelizmente, nem sempre elas existem, mas Cinthia busca da melhor forma possível resolvê-los.

Vira Latas, se eu pudesse passaria horas narrando tudo o que eu achei desse livro, cada descoberta. Por sorte pude fazer isso com a própria escritora, que como sempre é um amor e nos responde pacientemente nas redes sociais. Infelizmente, o meu desabafo não poderá ser feito com vocês porque teríamos muitos spoilers nessa resenha o que não seria legal. Porém vou citar aqui alguns pontos que me fizeram adorar esse livro.

Cinthia conseguiu criar uma rede de histórias que incrivelmente se conectaram. Os personagens foram bem escritos, não houve pontas soltas ao longo do livro. Falando em personagens, adorei as diferentes personalidades que eles possuíam. Cinthia deu atenção a cada um deles, e olha que são muitos. Confesso que uma das minhas favoritas foi a Marcella, a melhor amiga de Mia. Amei também o modo que Cinthia tratou os problemas de cada um na trama, ela fugiu do sentimento de “vitimismo” que muitas vezes vemos por ai. Enfim, ela arrasou!

Vira Latas, se vocês amam livros que trazem amores impossíveis, problemas familiares e acima de tudo superação, o que estão fazendo caso  ainda não tenham  acessado a página da Amazon para comprar esse livro lindo? Deixem o Cadu e a Mia entrarem nas suas vidas, tenho certeza de que não irão se arrepender.

 

 

NÃO IMPORTA A PAISAGEM, SE O CAMINHO ME LEVA ATÉ VOCÊ

Hoje quero falar sobre fechar e abrir de novos ciclos, às vezes me soa que “ao fechar um ciclo e abrir um novo” estamos começando nossas vidas do zero. Parece que deixamos tudo que vivemos e o que nos tornamos de lado para começar uma nova tentativa de fazer as coisas certas. Mas não é bem isso, pois o fechar de um ciclo significa aproveitar tudo que vivemos e  nos tornarmos e dar um Update, sabe, aproveitar tudo que deu certou ou não e usar como banco de dados para achar um caminho que nos leve aonde nós temos que ir, caminho esse que só descobrimos qual é depois que chegamos ao final.

E desde o hiato entre nós dois, tenho tentado trilhar novos caminhos que nunca seriam meus se você não tivesse aparecido em minha vida. Por isso não posso e não devo fingir que esse ciclo nunca existiu, porque ele foi bom, ele fui revelador, foi base, foi sonhos, foi construção e desconstrução. Esse ciclo desmascarou muitos dos meus medos e e me ensinou a ser gentil e ter coragem. Eu não posso agora querer fingir que nada ficou, nada sobrou, se não tenho em mim uma restauração de quem fui, mas uma atualização de quem nós fomos.

Confesso que as paisagens dos caminhos que trilhei não foram tão encorajadoras sempre, algumas vezes eram feias, tristes, mas me ensinaram muita coisa, pois através delas aprendi que nós somos o nosso maior limite. Hoje passo por paisagens mais belas, agradáveis; às vezes simples como o cheiro da chuva ao cair na terra do campo, outras como a efemeridade viva da cidade grande.

E não importa por quantas paisagens eu continue a passar, todos os caminhos me levam até você.

TAG LITERÁRIA: NATAL BRASILEIRO

Vira latas, lembram da gente? Desse blog que está desatualizado há muito tempo? Antes de falar precisamente sobre a TAG, nós do Qualquer coisa vira lata pedimos desculpas a vocês por nunca mais termos postado algo aqui no blog. Esse ano foi bem complicado, a faculdade sugou todas as minhas energias. O dono desse blog também teve muito trabalho e estudo ao longo do ano. Vida de gente grande não é fácil. Mas não podemos deixar o Qualquer Coisa Vira Lata acabar. Aqui é um local onde falamos sobre livros e tudo mais que nos faz bem. Por isso nada mais justo de que no último post do ano, nós falarmos sobre livros e em especial os que lemos ao longo de 2018.

A DECEPÇÃO ESTÁ NO OLHAR

Quando eu era pequeno, olhei uma cena traumatizante, um homem que, por algum motivo que desconheço, tentaram matar à tiro. Lembro que não consegui expor nenhuma reação diferente, só fiquei parado sem entender muito bem. No fim, descobri que o tiro acertou um de seus olhos e que ele ficaria bem. Foi nesse olhar que percebi que as pessoas são capazes de ferir umas as outras verdadeiramente.

Quando eu estava no fundamental, estudei em uma escola pública gigantesca. Quando passei para a sexta série, a secretaria perdeu os meus dados, erro que me fez ficar sem vaga na escola – imaginem o susto que levei quando percebi que meu nome não estava em nenhuma das turmas – mas eles logo “retificaram” o problema. Diante disso, fui parar em uma turma chamada “6º G”. Essa turma era composta por alunos que estavam extremamente fora de faixa, tanto que somente 3 pessoas, incluindo eu, não seriam realocadas para o turno da noite no próximo ano. Com os dias, fui percebendo que as brincadeiras deles eram totalmente diferentes, olhava ao meu redor e, praticamente, não via o mundo com o qual estava acostumado. Eram gigantes, e eles produziram sobre mim visões: eu vi um garoto quebrando um vidro de droga na sala e, pela primeira vez, uma professora extremamente passiva em meio ao cheiro daquilo que tomava conta de cada canto da sala, ela mal levantava a cabeça para falar. Eu vi professor sendo humilhado com piadas sem graças sobre ele. Vi aluna se oferecendo para o professor, que levava em sua pasta DVDs piratas de vídeos adultos, eu vi colegas da minha turma traindo e se relacionando sexualmente atrás da quadra da escola. Pela primeira vez, eu olhei para a minha escola e percebi que lá não era um lugar tão seguro e divertido como eu sempre acreditei

UM SHOW DE BOLA – KEL COSTA

Vira Latas, hoje finalmente vou poder compartilhar com vocês o que eu achei sobre um livro que me fez (re) acreditar novamente no Kindle, um livro super divertido, com um galã lindo, mas que em nenhum momento precisou seguir as modinhas de outros e-books para se destacar. Me refiro ao livro Um show de bola, da escritora Kel Costa.

MEU DOCE AZAR | BEATRIZ CORTES

Vira Latas, provavelmente vocês conhecem a Beatriz Cortes, aquela escritora perita em fazer os leitores chorar. Mas dessa vez, o choro não tem vez, Beatriz nos traz um chicklist bem divertido, com direito a Ed Sheeran… Na versão brasileira. Se vocês quiserem saber o que eu achei é só continuar a leitura.

LITERALMENTE AMIGAS – LAURA CONRADO | MARINA CARVALHO

Vira latas, eu precisava compartilhar com vocês um livro que me arrancou ótimas risadas, me deixou aflita e, é claro, com um sorriso gigantesco no rosto. Ah! Ele me deixou bem orgulhosa também, afinal de contas é um livro nacional, de duas escritoras incríveis. Se quiserem saber qual é esse livro é só continuar lendo a resenha.

03 FILMES BOBOS E LEVES DE ROMANCE AMERICANO

Olá, Vira Latas. Depois de longos meses de maratonas de séries sem parar, finalmente voltei a assistir alguns filmes. Não era bem o retorno que esperava, até que me surpreendi quando percebi que já estava no terceiro filme de romance americano –  Então pensei: se a vida nos dá limões, vamos fazer uma torta maravilhosa de limão. Inclusive, queria. – Por isso vou recomendar para vocês esses clichês, mas que são super bacanas de assistir quando você não quer pensar muito e só se distrair com um filme leve, com jovens esquisitos e que no fim se dão muito bem. 

PRECISO SER FELIZ TODOS OS DIAS?

Quem diria que um dia pensei que o mais difícil sobre o verbo SER seria sua conjugação. Sempre me confundi com tantos tempos, modos e irregularidades que uma palavra pode apresentar. Doce engano de uma mente jovem, imatura e sem nenhuma preocupação, a não ser a preocupação de viver infinitamente o que sempre foi efêmero demais. Hoje, ontem e há alguns dias atrás, percebi que o mais difícil de tudo isso é literalmente ser.

Logo menores, somos levados a imaginar o que queremos ser quando crescer – qual o nosso problema, se não sabemos nem se somos o que somos e/ou o que dizem/achamos que somos. Como vamos saber o que queremos ser? Uffa!  – Até este pensamento cansou! – Acho que a resposta mais fácil é dizer: quero ser grande. Afinal, é o que acontece com todos.

ANTES DOS VINTE – CINTHIA FREIRE

“–Eu odeio o quanto as minhas pernas não podem se mexer nessa casa cor-de-rosa, odeio me sentir na toca do coelho da Alice aqui dentro, odeio quando você olha para mim com essa cara de menina levada.”

Vira Latas, faz quase dois meses que esse blog não tem uma resenha minha. (O que é um completo absurdo!) Mas eu não me esqueci de vocês, pelo contrário, preciso indicar vários livros que li ao longo das semanas. (Isso quando a faculdade permitia). O primeiro que necessito compartilhar é o Antes dos Vinte, da Cinthia Freire. (Aquela escritora que eu leria até a lista de compras do supermercado). Se você quer saber um pouco mais desse livro é só continuar lendo a resenha.

OS DISPOSTOS SE ATRAEM

É muito estranho como a nossa vida muda por causa de outras pessoas. Nos feriados passados eu estaria, provavelmente, contando as horas para cair na farra com os meus primos. Viagem de família sempre rola isso, a galera se reúne, enche a cara e brinca bastante. O problema é que dessa vez tudo seria diferente por causa dela…

Eu olhava o meu celular de cinco e cinco minutos, queria saber se tinha recebido alguma mensagem, mas não tinha absolutamente nada. Aquela menina conseguiu o que as outras tentaram, mas fracassaram. Como diriam os meus amigos, eu estava com os quatro pneus arriados por conta daquela morena.

QUANDO APRENDEMOS O QUE É TRAGÉDIA

Recentemente, ouvi um texto do Marcos Piangers, ele falava sobre tragédia. Esse texto é um daquela série de coisas simples, que já sabemos, está bem na nossa cara, mas fazemos questão de esquecer, e fazemos de forma tão fácil que nem percebemos que já sabíamos disso tudo.

No dicionário, o significado de tragédia se dá por uma ação que cominou em acontecimentos fatais, funestos. Engraçado pensar sobre a nossa capacitada de significar a linguagem, uma significação muito peculiar e intrínseca, mas às vezes também muito convencionada ao comum de uma sociedade que se apresenta de forma muito fácil como seca, obscura e desesperançosa. Tenho pensando seriamente sobre o que pra mim se apresenta como trágico. E corroboro com as reflexões do Piangers, quando diz que: a morte não é trágica, ela aconteceu porque tinha que acontecer, afinal, o destino tão distante de todos nós é a morte; a separação de um casal não é trágica, na verdade, trágico é você deixar de experimentar momentos extraordinários por querer estar ao lado de uma pessoa que não te faz feliz. Passar a vida toda solteiro não é trágico, quando na verdade, trágico é passar a vida toda procurando ser a metade de alguém quando você já se senti inteiro/a.

Mas então, no findar dos meus vinte quatro anos, aprendi o que pode ser trágico.

Trágico é meu sobrinho de dois anos e meio preferir assistir vídeos de crianças brincando de carrinho no YouTube, na maior parte do tempo, do que brincar com seus próprios carrinhos. Trágico é você nunca ter experimentado ir ao cinema sozinho por achar que sempre precisa do outro pra ser mais divertido. Também é muito trágico você nunca responder um “eu te amo” de volta pra um amigo, amor vai muito além de atração – na verdade, atração não é amor. Trágico é você achar que tem que ser bom em tudo que faz, e esquecer que pode ser melhor ainda naquilo que realmente gosta de fazer.

Trágico é perder a oportunidade de ser feliz por sempre achar que há um tempo depois. É trágico, é fatal, é sem tempo, é funesto.