A DECEPÇÃO ESTÁ NO OLHAR

Quando eu era pequeno, olhei uma cena traumatizante, um homem que, por algum motivo que desconheço, tentaram matar à tiro. Lembro que não consegui expor nenhuma reação diferente, só fiquei parado sem entender muito bem. No fim, descobri que o tiro acertou um de seus olhos e que ele ficaria bem. Foi nesse olhar que percebi que as pessoas são capazes de ferir umas as outras verdadeiramente. 

Quando eu estava no fundamental, estudei em uma escola pública gigantesca. Quando passei para a sexta série, a secretaria perdeu os meus dados, erro que me fez ficar sem vaga na escola – imaginem o susto que levei quando percebi que meu nome não estava em nenhuma das turmas – mas eles logo “retificaram” o problema. Diante disso, fui parar em uma turma chamada “6º G”. Essa turma era composta por alunos que estavam extremamente fora de faixa, tanto que somente 3 pessoas, incluindo eu, não seriam realocadas para o turno da noite no próximo ano. Com os dias, fui percebendo que as brincadeiras deles eram totalmente diferentes, olhava ao meu redor e, praticamente, não via o mundo com o qual estava acostumado. Eram gigantes, e eles produziram sobre mim visões: eu vi um garoto quebrando um vidro de droga na sala e, pela primeira vez, uma professora extremamente passiva em meio ao cheiro daquilo que tomava conta de cada canto da sala, ela mal levantava a cabeça para falar. Eu vi professor sendo humilhado com piadas sem graças sobre ele. Vi aluna se oferecendo para o professor, que levava em sua pasta DVDs piratas de vídeos adultos, eu vi colegas da minha turma traindo e se relacionando sexualmente atrás da quadra da escola. Pela primeira vez, eu olhei para a minha escola e percebi que lá não era um lugar tão seguro e divertido como eu sempre acreditei

Por volta dos meus quatorze anos de idade, vi uma mensagem que mudaria mais uma vez a minha forma de olhar as pessoas. O pai de um dos meus melhores amigos, com o qual passava muitos dos meus fins de semana na casa dele, simplesmente resolveu que tinha a liberdade suficiente para me mandar mensagens no “MSN” pedindo fotos sem camisa e dizendo o quanto eu estava “bonito”. Tive que escolher entre contar para todo mundo ou, simplesmente, me afastar sem explicar o motivo, obviamente fiquei com a segunda opção por não ter coragem de chegar para o meu amigo e dizer: olha, teu pai anda pedindo fotos minhas. Olhar aquelas mensagens me fez perceber que, como minha vó sempre diz, coração de homem é terra que ninguém pisa. 

Sempre me martirizei muito por olhar o que não queria e ter de alguma forma minha visão de mundo transformada. Acho que isso acontece com quase todos, certo? Algo do tipo, eu não deveria ter lido isso. Eu nunca deveria ter ouvido isso ou até mesmo eu nunca deveria ter visto isso. Mas, pensando bem, seria impossível não passar por um mundo se vê-lo, talvez a decepção esteja no olhar, talvez a decepção esteja em nós. Recentemente, li uma frase que dizia que, 

Se  olho para mim, me deprimo. Quando olho para os outros, me iludo. Quando olho para as circunstâncias, me desencorajo. Mas quando olho para Cristo, me completo.  – Steven Lawson

Tornei-me uma pessoas que amava conhecer os diversos mundos que existem em cada ser humano que me cercava, mas ao mesmo tempo não queria me relacionar com eles, não queria olhar esses mundos e continuar me decepcionando tantas e tantas outras vezes. E, durante um longo processo, tive que aprender que “só se vê bem com o coração”.  Finalmente, pude olhar para uma verdade: a decepção verdadeiramente está em nós, porque somos imperfeitos e incompletos, mas quando consigo olhar com o mesmo olhar de perdão e amor que Cristo olhou para mim, finalmente me sinto completo. 

UM SHOW DE BOLA – KEL COSTA

Vira Latas, hoje finalmente vou poder compartilhar com vocês o que eu achei sobre um livro que me fez (re) acreditar novamente no Kindle, um livro super divertido, com um galã lindo, mas que em nenhum momento precisou seguir as modinhas de outros e-books para se destacar. Me refiro ao livro Um show de bola, da escritora Kel Costa.

MEU DOCE AZAR | BEATRIZ CORTES

Vira Latas, provavelmente vocês conhecem a Beatriz Cortes, aquela escritora perita em fazer os leitores chorar. Mas dessa vez, o choro não tem vez, Beatriz nos traz um chicklist bem divertido, com direito a Ed Sheeran… Na versão brasileira. Se vocês quiserem saber o que eu achei é só continuar a leitura.

LITERALMENTE AMIGAS – LAURA CONRADO | MARINA CARVALHO

Vira latas, eu precisava compartilhar com vocês um livro que me arrancou ótimas risadas, me deixou aflita e, é claro, com um sorriso gigantesco no rosto. Ah! Ele me deixou bem orgulhosa também, afinal de contas é um livro nacional, de duas escritoras incríveis. Se quiserem saber qual é esse livro é só continuar lendo a resenha.

03 FILMES BOBOS E LEVES DE ROMANCE AMERICANO

Olá, Vira Latas. Depois de longos meses de maratonas de séries sem parar, finalmente voltei a assistir alguns filmes. Não era bem o retorno que esperava, até que me surpreendi quando percebi que já estava no terceiro filme de romance americano –  Então pensei: se a vida nos dá limões, vamos fazer uma torta maravilhosa de limão. Inclusive, queria. – Por isso vou recomendar para vocês esses clichês, mas que são super bacanas de assistir quando você não quer pensar muito e só se distrair com um filme leve, com jovens esquisitos e que no fim se dão muito bem. 

PRECISO SER FELIZ TODOS OS DIAS?

Quem diria que um dia pensei que o mais difícil sobre o verbo SER seria sua conjugação. Sempre me confundi com tantos tempos, modos e irregularidades que uma palavra pode apresentar. Doce engano de uma mente jovem, imatura e sem nenhuma preocupação, a não ser a preocupação de viver infinitamente o que sempre foi efêmero demais. Hoje, ontem e há alguns dias atrás, percebi que o mais difícil de tudo isso é literalmente ser.

Logo menores, somos levados a imaginar o que queremos ser quando crescer – qual o nosso problema, se não sabemos nem se somos o que somos e/ou o que dizem/achamos que somos. Como vamos saber o que queremos ser? Uffa!  – Até este pensamento cansou! – Acho que a resposta mais fácil é dizer: quero ser grande. Afinal, é o que acontece com todos.

ANTES DOS VINTE – CINTHIA FREIRE

“–Eu odeio o quanto as minhas pernas não podem se mexer nessa casa cor-de-rosa, odeio me sentir na toca do coelho da Alice aqui dentro, odeio quando você olha para mim com essa cara de menina levada.”

Vira Latas, faz quase dois meses que esse blog não tem uma resenha minha. (O que é um completo absurdo!) Mas eu não me esqueci de vocês, pelo contrário, preciso indicar vários livros que li ao longo das semanas. (Isso quando a faculdade permitia). O primeiro que necessito compartilhar é o Antes dos Vinte, da Cinthia Freire. (Aquela escritora que eu leria até a lista de compras do supermercado). Se você quer saber um pouco mais desse livro é só continuar lendo a resenha.

OS DISPOSTOS SE ATRAEM

É muito estranho como a nossa vida muda por causa de outras pessoas. Nos feriados passados eu estaria, provavelmente, contando as horas para cair na farra com os meus primos. Viagem de família sempre rola isso, a galera se reúne, enche a cara e brinca bastante. O problema é que dessa vez tudo seria diferente por causa dela…

Eu olhava o meu celular de cinco e cinco minutos, queria saber se tinha recebido alguma mensagem, mas não tinha absolutamente nada. Aquela menina conseguiu o que as outras tentaram, mas fracassaram. Como diriam os meus amigos, eu estava com os quatro pneus arriados por conta daquela morena.

QUANDO APRENDEMOS O QUE É TRAGÉDIA

Recentemente, ouvi um texto do Marcos Piangers, ele falava sobre tragédia. Esse texto é um daquela série de coisas simples, que já sabemos, está bem na nossa cara, mas fazemos questão de esquecer, e fazemos de forma tão fácil que nem percebemos que já sabíamos disso tudo.

No dicionário, o significado de tragédia se dá por uma ação que cominou em acontecimentos fatais, funestos. Engraçado pensar sobre a nossa capacitada de significar a linguagem, uma significação muito peculiar e intrínseca, mas às vezes também muito convencionada ao comum de uma sociedade que se apresenta de forma muito fácil como seca, obscura e desesperançosa. Tenho pensando seriamente sobre o que pra mim se apresenta como trágico. E corroboro com as reflexões do Piangers, quando diz que: a morte não é trágica, ela aconteceu porque tinha que acontecer, afinal, o destino tão distante de todos nós é a morte; a separação de um casal não é trágica, na verdade, trágico é você deixar de experimentar momentos extraordinários por querer estar ao lado de uma pessoa que não te faz feliz. Passar a vida toda solteiro não é trágico, quando na verdade, trágico é passar a vida toda procurando ser a metade de alguém quando você já se senti inteiro/a.

Mas então, no findar dos meus vinte quatro anos, aprendi o que pode ser trágico.

Trágico é meu sobrinho de dois anos e meio preferir assistir vídeos de crianças brincando de carrinho no YouTube, na maior parte do tempo, do que brincar com seus próprios carrinhos. Trágico é você nunca ter experimentado ir ao cinema sozinho por achar que sempre precisa do outro pra ser mais divertido. Também é muito trágico você nunca responder um “eu te amo” de volta pra um amigo, amor vai muito além de atração – na verdade, atração não é amor. Trágico é você achar que tem que ser bom em tudo que faz, e esquecer que pode ser melhor ainda naquilo que realmente gosta de fazer.

Trágico é perder a oportunidade de ser feliz por sempre achar que há um tempo depois. É trágico, é fatal, é sem tempo, é funesto.

SORRISOS QUEBRADOS – SOFIA SILVA

Vira latas, nesse carnaval de 2018 eu coloquei como meta ler alguns livros, como as aulas começaram, eu precisava aproveitar as folgas para poder ler. O escolhido para dar início ao carnaval foi Sorrisos Quebrados, da Sofia Silva. Eu precisava ler esse livro afinal de contas todo mundo do mundo literário só falava dele e somente coisas boas.

Paola:

Perante Deus, meu marido prometeu me amar. Cuidar de mim. Ser meu amigo.

Perante todos, disse que me amava. Que seríamos felizes. Viveríamos para sempre juntos. Mentiu em tudo. Até que um dia ele me disse que me mataria. E não mentiu. A partir desse dia, vivi escondida no meu mundo, até André aparecer.

André: Eu não procurava nada. Não queria ninguém. Não depois de tudo que vivera. Meu coração estava escondido na escuridão, até Paola surgir com suas cores, pintando minha vida.

“Sorrisos Quebrados” é um romance de cores entre duas pessoas quebradas por relacionamentos passados. Uma história de superação dos próprios medos e de promessas.

Imaginem um livro complicado de ler… Imaginaram? Pois é esse. Sorrisos Quebrados nos traz personagens que sofreram bastante ao longo da vida. Personagens que confiaram seus corações a outras pessoas que não souberam cuidar.

QUÍMICA PERFEITA – SIMONE ELKELES

É tão difícil, às vezes, ficar tentando desesperadamente ser perdoada por ser uma garota “normal”. Meus pais nunca me disseram que eu não preciso ser a filha perfeita o tempo todo. A verdade é que minha vida é um amontoado de infinitos e gigantescos sentimentos de culpa. (Página 284)

Vira Latas, a resenha de hoje é sobre um livro que eu estava louca para ler. Um livro que em vários momentos me deixou triste. Um livro onde, claramente, era possível enxergar a realidade. Eu estou falando de Química Perfeita, da escritora Simone Elkeles.

FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

Vira latas, lá vem eu falar mais uma vez sobre faculdade, ou melhor, sobre as minhas experiências no ano de 2017, onde eu cursei o terceiro e o quarto período de arquitetura e urbanismo. Espero que esse post possa ajudar, de alguma forma, os calouros desse curso, que nos dar vários cabelos brancos, mas que é lindo!

Basicamente paguei as mesmas matérias nos dois períodos que eu cursei ano passado, uma vez que a grade curricular é formada por matérias que são ensinadas em mais de um  período. Exemplo, Conforto Ambiental na UFAL, a federal em que estudo, é dividida em quatro partes, o mesmo acontece com História da Arte, Arquitetura e cidade. Focando nas minhas experiências, o terceiro período foi um pouco cansativo. Projeto de arquitetura como sempre é o que mais pesa, pelo menos por enquanto. O conselho que dou para vocês, calouros, é que criem prazos e metas para a entrega de seus projetos. Nós, alunos, temos a velha mania de querer assessorar um projeto várias vezes, o problema é que o tempo voa literalmente, quando nos damos conta a data de entrega já está bem próxima e aquela correria bastante famosa dar o ar da graça.

Confesso que no terceiro período não tive esse desespero com projeto, minha nota não era a maior, mas consegui, junto com a minha dupla, organizar o nosso tempo para entregar o projeto dentro do prazo, estando com a consciência tranquila.

Além de projeto, tivemos que criar estratégias que evitassem a insolação em um prédio. O trabalho literalmente deu trabalho, contudo,  quando passa é impossível, pelo menos para mim, olhar as janelas da mesma forma. A matéria de conforto ambiental I nos faz refletir a importância de projetar bem uma edificação, afinal de contas, quem quer um ambiente quente ou muito frio? Aprendemos com a arquitetura a utilizar estratégias simples, mas que são eficazes em prol da arquitetura sustentável.

No segundo semestre de 2017, paguei as matérias do quarto período, por incrível que pareça eu adorei a matéria de projeto de arquitetura! Projetamos uma escola de arquitetura, mas calma! O primeiro projeto foi de um loft, algo mais leve para que tivéssemos mais tempo para desenvolver a Nova FAU ( Faculdade de Arquitetura e Urbanismo). Infelizmente, sofremos um pouco com os prazos, não os que os professores passaram, mas sim os nossos. Lembram que eu falei sobre fazer metas e prazos? Passamos um bom tempo assessorando, o que acabou sendo ruim, porém, mais uma vez entregamos o nosso projeto com a consciência tranquila.

Sabem qual foi o meu xodó do quarto período? Conforto ambiental II. Além da professora ser incrível, tivemos a oportunidade de projetar uma casa de interesse social para uma zona climática que fosse completamente diferente da nossa. A que eu e minha dupla escolhemos foi São Joaquim, de Santa Catarina. Nem parecia que estávamos fazendo projeto, não tinha aquela cobrança dentro de nós. O trabalho ficou lindo e fez valer a pena toda a correria do semestre.

Vira latas, espero que vocês tenham gostado do post, quem vai fazer arquitetura ou qualquer outro curso, lembrem-se: organização é tudo! Sei que é bem difícil seguir, mas faz toda a diferença.

NOSSO – CINTHIA FREIRE

Vira latas, hoje essa resenha ultrapassou todas as outras programadas por um simples motivo: se trata de um conto da Série Segredos, da escritora Cinthia Freire. Vocês já sabem que eu amo o Gabriel, a Carol e todo mundo que faz parte dessa série, só as pessoas boas, é claro. Quando a Cinthia anunciou que faria um conto especial para o natal, eu vibrei bastante, apesar de não ser tão fã de contos, afinal eles costumam ser bem curtos. Eu amo tanto essa série que leria até um novo parágrafo, caso a Cinthia disponibilizasse. Deixando esse bla bla bla de lado, vamos focar na resenha do Conto Nosso.

CORAÇÕES ONLINE – ÂNGELA RACHEL

Vira Latas, 2018 chegou e o amor pelos livros só aumenta, inclusive já li três livros na primeira semana do ano. Mas vamos combinar que o importante é a qualidade e não a quantidade. Posso dizer que os três livros foram incríveis, mas hoje falarei sobre um que estava mofando no meu kindle e que eu simplesmente li em menos de 24 horas.

EU ASSISTI: THE END OF THE F***ING WORLD

Neste mês de janeiro, a Netfliz lançou uma nova série, a The End Of The F***ing World. E eu assiti!

Confesso que logo no segundo episódio da série fiquei um pouco receoso, pois uma série adolescente em que um menino bonito e esquisitão, mas também com traços de psicopatia é romantizado, não me parecia muito legal. Mas não gente, calma, a série é muito além disso.  James, um menino que desde sua infância sempre foi muito “diferente” das outras crianças, afinal, não é muito comum alguém colocar a mão em uma fritadeira só para tentar sentir alguma emoção, não é mesmo? Fora isso, tinha muito dificuldade de se relacionar com outras pessoas.

James (Alex Lawther) – Fonte: Google

RECOMEÇOS – Série ELA ENCANTA

Mais um ano se inicia, milhares de metas devem ter sido escritas ou digitadas em todos os continentes. Provavelmente, temas como emagrecer, estudar mais, ler mais, ter mais dinheiro, arranjar um novo amor e por aí vai. Deve ter sido as escolhas da maioria das pessoas.

Confesso que eu sempre fui a louca das metas, acreditava que o ano novo me traria exatamente tudo aquilo que o antigo se esqueceu de me trazer. Acreditava que todas as brigas, a preguiça, tudo de ruim tivesse ficado para trás. Acreditava que o amor que as pessoas “demonstravam” ter no dia trinta e um de dezembro duraria trezentos e sessenta e cinco dias.

DICAS DE TATTOOS BASEADAS NO ESPAÇO

Hoje resolvi trazer aquele post que vocês sempre super visualizam. E fala sério, gente! Que trabalho que dá encontrar a tatto perfeita ou aquela que faça, no mínimo, algum sentido. Principalmente para quem vai fazer pela primeira vez, assim como eu.

Eu não sei vocês, mas eu sou fascinado pelo universos. E por que não fazer uma inspirada nele? Por isso, resolvi caçar várias inspirações para nos ajudar nessa escolha.  Ah, se você já tem alguma nessa temática ou pretende fazer, nos manda por direct lá no nosso insta @qualquercoisaviralata

PLAYLIST- MELHORES DO ANO

Vira Latas, nós, que fazemos parte do Qualquer Coisa Vira Lata, resolvemos selecionar oito músicas que marcaram o nosso ano. Muitas ficaram de fora, mas tentamos colocar aqui aquelas que mais escutamos ao longo de 2017.